Salada de Millet com roti de peru, hortelã e amêndoa torrada

Sabia que…

O millet é um cereal especialmente importante para as terras estéreis, uma vez que necessita de um baixo teor de água para ser cultivado, germinando, assim, nestes solos?

E sabia que a partir dos grãos de millet é produzido pão, mingau, malte e cerveja?

O millet classifica-se como um cereal secundário. É originário dos continentes Africano e Asiático, tendo sido dos primeiros cereais a ser cultivados, há 6000 anos. Assim, é um alimento mais antigo do que o arroz. É um cereal isento de glúten e apresenta alto teor de fibra, vitamina B1 (tiamina), ácido fólico, fósforo e magnésio. É ainda fonte de ferro, zinco e das vitaminas B6 e B2.

Por estas tão válidas razões, nós devemos passar a considerar o millet na nossa dieta diária, como acompanhamento de pratos de carne ou peixe, ou até mesmo inserido numa solução vegetariana e vegana.

Nesta salada de hoje, o millet é prato principal.

Salada de Millet com Roti de Peru, Hortelã e Amêndoa torrada

salada de millet, peru, hortelã e amêndoa com pétalas de cravo

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Ingredientes

  • 1 chávena de millet (milho painço)
  • 3 cebolos (pé de cebola antes de formar o bolbo)
  • ¼ chávena de salsa picada
  • 2 colheres de sopa de hortelã picada
  • 2 ovos cozidos
  • roti* de peru assado ou peru cozido desfiado
  • ¼ de chávena de amêndoas torradas e cortadas em lascas
  • ¼ chávena de azeite
  • ¼ chávena de sumo de limão
  • Sal e pimenta
  • 2 colheres de sopa de cebolinho picado

* adquirido no hipermercado Continente (peça já temperada)

(Ligue o forno a (190ºC). Coloque o roti num tabuleiro, salpique sal marinho e regue com azeite, duas colheres de sopa de molho inglês e outras duas de molho de soja.
Leve ao forno cerca de 1 hora, virando a carne e regando de vez em quando com o próprio molho)

Preparação

Lave o millet e cozinhe-o com o triplo da água durante trinta minutos. Escorra bem. Apare os cebolos e corte-os em fatias finas. Misture o millet, o peru assado cortado aos pedacinhos, os cebolos finamente cortados, a salsa e a hortelã. Descasque os ovos e corte-os em pedacinhos. Junte as amêndoas. Num frasco, misture o azeite com o sumo de limão. Deite sobre a salada e misture bem, até obter uma solução uniforme. Guarneça com cebolinho picado e flores comestíveis (usei cravina) Sirva simples, com pão pita ou como recheio de tortilhas.

Flores provenientes da Quinta do Ti Canoa.

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Workshop ‘Saladas Alternativas’

A convite da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo, no próximo dia 11 de março, sábado, pelas 16 horas, estarei presente na Feira da Mulher, na Praça-Velha, a dinamizar um workshop dedicado  às Saladas Alternativas.

A entrada é livre.

Venham aprender a fazer saladas diferentes das habituais, com direito a prova de degustação, claro!

programa

Bolo mármore…um clássico

São diversas as razões que nos levam a fazer um bolo. Quando se avizinham aniversários, quando sabemos que vamos receber visitas, quando temos uma receita nova e estamos ansiosos para a experimentar, quando se aproxima o fim de semana e merecemos um docinho,  porque temos uma forma de bolo nova para estrear, ou simplesmente porque apetece. E o “porque apetece” foi o motivo desta receita. Adaptei a receita de bolo mármore de chocolate e baunilha, da Patrícia Nascimento, do blogue Coco e Baunilha, e garanto-vos que este bolinho não sobreviveu às primeiras vinte e quatro horas!

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Bolo mármore de chocolate e baunilha

Ingredientes

  • 250g de farinha c/ fermento
  • 1 c. (café) de bicarbonato de sódio
  • 1/2 c. (café) de sal
  • 170g de manteiga amolecida
  • 200g de açúcar
  • 4 ovos
  • 1 c. (chá) de pasta de baunilha ou extracto
  • 160g de crème fraîche
  • 120g de chocolate preto, derretido


Preparação

Untar com manteiga uma forma de bolo e polvilhar com farinha.
Numa taça, misturar a farinha com o sal e o bicarbonato e peneirar a mesma. Reservar.
Thermomix-Bimby: Bater a manteiga (amolecida), o açúcar e a pasta de baunilha (ou sementes raspadas) durante  4 minutos na vel. 3, até obter um creme esbranquiçado e fofo. Adicionar os ovos, um de cada vez e bater 1min/vel. 3 por cada ovo. Por fim, alternar entre a farinha e o crème fraîche e misturar uns segundos na vel.3.
Tradicional: Bater a manteiga (amolecida), o açúcar e a pasta de baunilha (ou sementes raspadas) durante  4 minutos em velocidade média, até obter um creme esbranquiçado e fofo. Adicionar os ovos a velocidade baixa, um de cada vez. Por fim alternar entre a farinha e o crème fraîche e misturar delicadamente até ficar homogéneo.
Dividir a massa em 2 partes iguais. Numa delas juntar o chocolate derretido (arrefecido) e misturar com uma espátula. Deitar um pouco de massa de baunilha na forma e de seguida de chocolate. Continuar alternado as massas. No final, passar um palito comprido no meio, ao longo do sentido do comprimento. Levar ao forno cerca de 45 min. ou até estar cozido. (testar com um palito). Deixar arrefecer um pouco e desenformar em cima de uma grelha.
Decore com açúcar em pó.
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receita adaptada daqui

Cheesecake de menta…Dia Um…Na Cozinha

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O Dia Um…Na Cozinha é desde o seu início um desafio no qual gosto de participar. O tema deste mês de março elege os cheesecakes de forno. Na realidade o Cheesecake é um bolo de queijo assado no forno que  embora tenha tido origem na Grécia  foi acarinhado pelos Estados Unidos, tornando-se num doce nacional composto pelos mais diversos sabores: de limão com merengue, de frutos vermelhos e silvestres frescos, de frutos secos e caramelo salgado, de manteiga de amendoim e pepitas de chocolate,   de doce de leite, etc.

Os bolos de queijo tradicionais são constituídos por uma base de bolacha, recheio com queijo e uma cobertura de fruta, apesar de existirem inúmeras variações.
Segundo a Isabel Fernandes, uma das dinamizadoras da iniciativa Dia Um…Na Cozinha, há evidências de que o cheesecake “era servido aos atletas durante os Jogos Olímpicos da Grécia Antiga porque a receita era considerada uma boa fonte de energia. Também era muita usada pelas noivas gregas como bolo de casamento (…). A receita grega genuína era feita de farinha de trigo, mel e queijo, que eram bem misturados, formando uma massa de bolo. A massa era cozida para ganhar consistência sólida. Depois, era servido frio.”

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Este bolo de queijo é particularmente diferente dos comuns porque nele foi utilizado queijos com menor índice de gordura, como o queijo quark e o ricotta, por ser de menta, o que não é muito vulgar, e por ter sido cozido em banho-maria. Por norma, uso o queijo-creme (Philadelphia), mas adorei este resultado que em nada altera a textura e em pouco diverge no sabor. Este cheesecake de menta foi mesmo uma surpresa muito agradável.

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Cheesecake de Menta

Ingredientes para a base

  • 100 g de bolacha digestiva
  • 50 g de manteiga
  • licor de amora q.b. (1 cálice)

Ingredientes para o recheio

  • 400 g de queijo quark
  • 200 g de queijo ricotta
  • 1 pacote de natas (200ml)
  • 3 ovos
  • 150 g de açúcar granulado
  • 3 colheres de sopa de xarope de menta (marca Teisserie)
  • 1 colher de sopa de aroma de baunilha
  • 1 colher de sopa (bem cheia) de amido de milho (maizena)

Ingrediente para a cobertura

  • chocolates de menta (usei After-Eight)

Preparação

Pré- aqueça o forno a 180ºC.

Com recurso a uma picadora ou a um robô de cozinha tritura-se a bolacha e mistura-se a manteiga amolecida e o licor até se obter uma consistência de crumble.

Unta-se uma forma de aro amovível (22 cm) com manteiga e forra-se a base com este preparado.

Leva-se ao forno cerca de 20 minutos. Deixa-se arrefecer ligeiramente.

Numa tigela, batem-se os ovos com o açúcar.

Adicionam-se os queijos quark e ricotta e as natas. Bate-se novamente muito bem.

Por fim, junta-se a maizena, dissolvida num pouco do preparado numa tigela à parte, e os aroma de menta e baunilha. Bate-se outra vez.

Verte-se este preparado por cima da bolacha.

Forra-se a forma do cheesecake com folhas de papel de alumínio.

Coloca-se a forma forrada com o cheesecake dentro de um tabuleiro retangular, que se enche até meio da forma com água a ferver, e leva-se o cheesecake a cozer em banho-maria, a 180 ºC cerca de 60 minutos. Retira-se e deixa-se arrefecer.

Nota. Poderá também cozer-se o cheesecake de forma tradicional, mas o vapor emanado da água do tabuleiro concorre para a consistência cremosa do cheesecake, evitando também que rache na hora de desenformar.

Coloca-se no frigorífico até o cheesecake estar bem fresquinho.

Antes de servir, cobre-se o cheesecake com chocolates de menta.

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Bolachas republicanas

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Conheço a professora Clara Rosa há alguns anos. Foi colega dos meus pais e docente do primeiro ciclo até ao dia da aposentadoria. É uma pessoa fascinante e dinâmica, detentora de vasta cultura, porque adora ler e escrever. Interessa-se por história, por poesia e partilha com os seus leitores textos deliciosos através do  blogue  o estrado da avó . Foi neste espaço que encontrei as primeiras referências às bolachas republicanas, outrora presença habitual nos salões da Casa do Povo e nas Sociedades aquando da apresentação de danças e bailinhos de Carnaval, típicos aqui da ilha Terceira.

Segundo a professora Clara Rosa, estas bolachas “são tão boas, saborosas  e simples que foram baptizadas com o nome do  golpe de estado que, organizado pelo Partido Republicano, em 5 de Outubro de 1910, destituiu a monarquia e implantou o regime republicano. Muitas “receitas que foram criadas para lembrar tal feito,  ainda perduram na memória dos portugueses. Ele é o bolo republicano, que apareceu no primeiro Natal logo após a implantação da República, nas casas de Guimarães, em substituição do tradicional bolo rei, o pudim republicano e as bolachas republicanas (…)”.

Este ano resolvi resgatar esta receita para que perdure na memória de quem as saboreou na infância e para despertar a curiosidade de quem delas nunca ouviu falar.

No post dedicado a esta receita a professora Clara Rosa versa este texto delicioso, que passo a transcrever:
“Ao chegar a casa aprontei-me para fazer as bolachas Republicanas, fui procurar as receitas da minha mãe só que as receitas dela são assim mais ou menos:
Meio alqueire disto, uma quarta daquilo, uma pitada de, meio escudo de…
Enfim, falei com uma senhora de idade, que era amiga de minha mãe, fui fazendo as conversões e lá cheguei à receita e toca de as fazer, ficaram uma delícia…
Parecia mesmo que estava na minha casa das Lajes a preparar o farnel para irmos para a Sociedade passar a noite a ver danças de Carnaval.”
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Bolachas Republicanas
  • 1kg. de farinha de trigo,
  • 3 ovos,
  • 250grs. de açúcar,
  • Raspa de um limão,
  • 1 colher das de sopa bem cheia de manteiga,
  • 1 colher das de sopa bem cheia de banha de porco,
  • 1 colher das de sopa bem cheia de bicarbonato de sal amoníaco*,
  • 1 chávena de leite quente, mais um pouco
  • 1 ovo para pincelar + açúcar para decorar
  • 1 pitada de sal

À  farinha juntam-se os ovos, o açúcar, o sal e a raspa do limão, mistura-se bem e vai-se juntando o bicarbonato de amoníaco desfeito numa chávena de leite quente (cuidado porque ferve e aumenta de volume; evitem inalar o vapor; usem uma taça maior para desfazer o bicarbonato no leite), junta-se a manteiga e a banha e vai-se amassando, se necessário junta-se mais um pouco  de leite quente para ajudar a  amassar, eu gosto de pôr no recipiente onde desfiz o bicarbonato de amoníaco, para aproveitar bem.
Quando a massa está com a consistência necessária para rolar cortam-se pedaços que se estendem com a consistência fina e corta-se com a forma apropriada, colocam-se em tabuleiros pincelados de manteiga e enfarinhados e pincelam-se com ovo batido , pondo no centro uma pitada de açúcar. Vão ao forno e guardam-se em recipientes herméticos para posteriormente acompanhar um chá ou um lanche.

*O Sal amoníaco é um mineral incomum composto por cloreto de amonio, NH4Cl. Forma cristais incolores a brancos ou amarelos escuros no sistema cúbico. O sal amoniaco é usado para fazer biscoitinhos e a sua função é deixar os biscoitos/bolachas mais crocantes. O bicarbonato de amónio, ou sal amoníaco, pode ser comprado a granel no comércio tradicional, nas farmácias, nas drogarias ou até já embalado nas grandes superfícies.  É um pó branco, do género do bicarbonato de sódio. O cheiro a amoníaco evapora-se quando é incorporado no leite a ferver e desaparece por completo no forno, aquando da cozedura das bolachas.

fonte da receita:

http://clararosa-asreceitasdaavo.blogspot.pt/2012/02/bolachas-republicanas.html

Let’s have a date! Trufas de tâmaras (dates), cacau, goji e aveia

Depois da sugestão das maçãs caramelizadas, também conhecidas como maçãs-do amor, publicadas há dias atrás, trago-vos uma receita de trufas bastante invulgar já que o único açúcar provém das tâmaras e das bagas goji. O cacau, a manteiga de amendoim e as nozes também marcam presença, resultando numa explosão de sabores intrigante mas deliciosa. É uma receita de grau fácil, ideal para rematar o jantar e  que irá com certeza surpreender a sua cara-metade.

Let´s have a date (tâmara)!

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Trufas de tâmaras e nozes com aveia

  • 20 Tâmaras (usei 26)
  • 3 colheres de sopa de farelo de aveia ou flocos finos
  • 2 Colheres sopa de cacau cru em pó
  • 1 Colher de sopa de manteiga de amêndoas ou de ser de amendoim)
  • Algumas nozes (opcional)

Para a cobertura:

  • Cacau
  • Bagas  goji trituradas

ou

  • Coco ralado
  • amêndoa aos pedacinhos torrada

Comece por retirar o caroço às tâmaras, ou compre-as já sem caroço. Coloque as tâmaras num processador de alimentos, o cacau e a manteiga de amêndoa ou amendoim. Triture na velocidade máxima até obter uma pasta. Retire a mistura para um prato. Corte as nozes em pedaços pequenos (as nozes são opcionais, mas dão um crocante às trufas) e misture juntamente com a pasta de tâmaras o cacau.

Com as mãos molhadas, retire um pedaço de pasta (pode ser com a ajuda de uma colher) faça bolas com a massa. Repita o processo até terminar toda a pasta.

Para a cobertura das trufas utilize cacau cru, coco ralado e bagas de goji trituradas (pode usar o que mais gostar). Para conservá-las e torna-las mais firmes, coloque num recipiente de vidro e leve ao frigorífico.

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Overnight oats…healthy and trendy

Se pensam os leitores que as papas de aveia são coisas do passado, desenganem-se! A moda instalou-se e veio para ficar. Fazer papas de aveia para além de ser trendy representa muitos benefícios para a saúde, especialmente se estas forem confecionadas com leite ou bebidas vegetais (leite de arroz, aveia, amêndoa, avelã, coco). A aveia, quer na forma de farelo, flocos ou de farinha, auxilia no bom funcionamento intestinal, prevenindo tumores; ajuda na perda e manutenção do peso, já que promove a saciedade por mais tempo; diminui a absorção de gordura e açúcar pelo sangue, devido às fibras solúveis; ajuda a reforçar o sistema imunológico; ajuda a combater a depressão, visto que contém magnésio e vitaminas do complexo B; tem outras vitaminas e minerais importantes, como vitamina E, zinco, silício, selénio, boro, ferro, fósforo e cobre; previne o envelhecimento precoce, devido aos antioxidantes presentes. É, ainda,  um dos grãos com maior valor proteico e um dos mais baratos.

Existem diversas formas de preparação de papas de aveia. As minhas faço de véspera, até porque nem sempre de manhã há tempo  para as confecionar, não é que sejam morosas de fazer, mas feitas no dia anterior e aquecidas de manhã facilita a organização matinal cá em casa. As verdadeiras overnight oats nem vão ao lume.Consistem em flocos de aveia (oats) que ficam durante a noite (overnight) no frigorífico. E no dia seguinte são consumidos com fruta, iogurte e sementes a gosto.  Há também que as leve ao lume, porque gosta delas quentinhas e cremosas.
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  1. Papas de Aveia com Canela  e frutos frescos
  • 200 ml de leite magro/leite vegetal
  • 2 colheres (sopa) bem cheias de aveia de flocos finos
  • adoçante a gosto (açúcar, stevia, mel, xarope de agave)
  • Canela em pó a gosto


Misture os flocos de aveia com o leite, e leve ao lume até ferver. Coloque o lume no mínimo e vá mexendo sempre até que as papas comecem a desprender do fundo da panela e  a ficar cremosas. Adoce a gosto. Junte a canela e mexa, ou polvilhe apenas, como gostar mais.

Sirva as papas no próprio dia ou deixe-as arrefecer e guarde-as no frigorífico para serem consumidas no dia seguinte, ao pequeno-almoço ou ao lanche. Acompanhe as papas de aveia com fruta fresca, frutos secos e sementes a gosto.

 Os meus toppings favoritos para papas de aveia

  • Manteiga de amendoim ou de amêndoa (em colheres ou em pepitas)
  • compota
  • maça cozida aos pedaços ou puré de maçã
  • iogurte
  • bananas, maças, morangos, manga fatiados
  • Frutos vermelhos ou silvestres frescos ou congelados ou bagos de romã
  • Frutos secos: arandos, sultanas, alperces, figos e tâmaras; nozes, amêndoas, amendoins e avelãs (estes últimos quatro tostados)
  • Sementes (linhaça, papoila, abóbora, cânhamo, girassol)
  • Coco ralado ou em flocos
  • Chocolate negro ou pepitas de chocolate
Sugestão: as papas podem ser servidas às camadas num copo ou em frascos (com tampa), conferindo-lhes assim um ar mais apetitoso, ao género de sobremesa.
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