Lagostins para comemorar a vida

É certo que existem dias que foram convencionados para serem celebrados. Contudo, nós, cá por casa, não esperamos por dias específicos para comemorarmos coisas boas. Afinal a vida é hoje e são os bons momentos que queremos que fiquem registados. Estes lagostins surgiram ao acaso, foram saboreados de forma simples, cozidos apenas, e foram acompanhados com uma maionese de lima e um fresquinho Lambrusco rosé. 

É caso para se dizer: – Menos é mais!

Lagostins com molho de maionese de lima

Ingredientes para a cozedura dos lagostins

  • lagostins médios
  • 2 cebolas
  • 6 dentes de alho
  • 60 g de sal por cada litro de água
  • piri-piri (2)
  • 1 ramo de estragão
  • 1 colher de chá de sementes de funcho
  • louro ( 2 folhas)
  • água q.b.

Ingredientes para a maionese

  • 3 colheres de sopa de maionese Hellman’s
  • 1 colher de sopa de sumo de lima
  • 1/2 colher de café de tabasco
  • raspa de lima a gosto

Preparação

Leva-se a água a ferver com os ingredientes acima descritos para a cozedura dos lagostins. Adicionam-se os lagostins descongelados. Após a água levantar fervura novamente contam-se 10 minutos e os lagostins estão prontos. Escorrem-se. Colocam-se numa travessa e deixam-se arrefecer totalmente. 

Mistura-se na maionese, o tabasco, o sumo da lima e raspa a gosto. Descascam-se os lagostins e serve-se com o molho.

 

Sugestão: Os lagostins são igualmente deliciosos se forem fritos com alho, picante e manteiga, ou estufados, tendo como base um refogado e molho de tomate.

Mais informações sobre a cozedura e tempero de diferentes mariscos aqui neste link:

 

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Coscorões em terça-feira de Carnaval

 

  • 500 g de farinha tipo 65
  • 220 ml de leite
  • 1 ovo
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • 2 colheres de sopa de açúcar
  • 1 colher de chá de fermento Royal
  • 1 colher de chá se sal de mesa
  • óleo de fritura
  • açúcar e canela para polvilhar

Modo de preparação Tradicional

1. Colocam-se todos os ingredientes secos num alguidar. Adicionam-se o ovo e o leite aos poucos amassando sempre até a massa ficar com os ingredientes bem incorporados.

2. Deixa-se repousar entre 30 minutos a 1 hora.

3. Numa superfície enfarinhada, estende-se a massa com um rolo até ficar bem fina.

4. Com uma faca, cortam-se quadrados de massa que se esticam novamente com o rolo, um a um, até ficarem muito finos e com uma consistência elástica.

5. Reservam-se estes quadrados espalhados numa tolha de mesa, ligeiramente afastados uns dos outros.

6. Verte-se óleo de fritura para um tacho largo e baixo até se atingir cerca de três dedos de altura.

7. Deixa-se que o óleo aqueça bastante.

8. Ao trazer cada quadrado da tolha para a fritura deve-se puxar a massa com os dedos do centro para os extremos, tentando que fique com a mesma espessura em todos os lados. Este é um dos passos mais importantes, para se evitar que o coscorão fique encaroçado. O que se pretende é uma massa uniformemente estaladiça.

9. Fritam-se os quadrados de massa de um lado e de outro

10. Colocam-se a escorrer na vertical em papel de cozinha.

11. Polvilham-se com uma mistura de açúcar e canela.

Esta é uma receita que deve ser feita por duas pessoas uma vez que os coscorões fritam muito depressa.  Retirá-los da toalha, esticá-los, fritá-los e polvilhá-los são atividades que exigem quatro braços.

Se não conseguir quem ajude, há a possibilidade de os fazer sem ser em trabalho de equipa. Sendo assim, sugiro que frite um coscorão de cada vez para dar tempo de o por a escorrer e de esticar o próximo a entrar na fritura. Enquanto este frita, polvilhamos o outro que escorre. Limpamos as mãos, voltamos o coscorão para fritar a outra face e assim sucessivamente. Esta operação a solo revela-se mais trabalhosa, mas é igualmente compensadora.

Esta receita rende duas travessas de coscorões.

 

Salame para a mesa das Danças e Bailinhos do Carnaval da Terceira

É oficial. Estamos no Carnaval. É difícil passarmos pelas ruas e não vermos as serpentinas de papel espalhadas pelas ruas ou à porta dos locais onde decorrem bailes e assaltos de Carnaval. É raro encontrarmos, pela noite dentro, sociedades e casas de povo com lugares vagos para assistirmos aos bailinhos ou às danças. Aqui na ilha, festeja-se um Carnaval que elege o teatro popular repleto de música e sátira social. Ontem foi a minha segunda ronda noturna a assistir aos bailinhos. Este ano, optei pela Pavilhão de São Carlos, na freguesia de São Pedro, e estou a adorar aquele espaço, as pessoas e o restaurante improvisado também, local onde no intervalo das danças podemos saborear uma suculenta bifana no pão, rodelas de morcela e linguiça acompanhadas com pão de milho, as favas escoadas, salada de polvo, entre outros petiscos. É só escolher, comer e voltar para o salão, esperando que o casaquinho que ficou a marcar o lugar não tenha dado lugar ao traseiro de outra pessoa. É curioso ver que muitas senhoras, especialmente as mais idosas, acampam literalmente no salão de festas. Saem de casa com uma almofadinha, caso o banquinho não disponha bem após várias horas sentadas; trazem um verdadeiro saco à “Sport Billy”, de onde tudo sai e se transforma, desde a batata-frita ao biscoito e ao suminho. Os anos ensinaram-lhes que sair do lugar é um risco, tal é a afluência de pessoas nestes recintos festivos. Tal como acontece durante as festas Sanjoaninas, no dia do desfile de abertura e no dia das marchas, nas sociedades existem também aqueles que vêm munidos de casa com um banquinho para se ajeitar nos corredores laterais bem juntinhos à parede para não interromperem “muito” a passagem. E o que eu adoro mesmo nisto tudo é observar as pessoas que, ano após ano, continuam a manter esta tradição das danças e dos bailinhos. E também gosto de encontrar os meus alunos e ver que há mais vida para além da escola, constatando que são músicos, cantores e até atores de excelência, porque vivem intensamente esta cultura popular que é deles e de quem se lhes quiser juntar nestes dias carnavalescos.
No final da atuação de cada dança ou bailinho, os grupos são brindados com muitas iguarias confecionadas pela organização e por quem quiser contribuir para a mesa. É aqui que o meu salame aparece. Um humilde contributo para adoçar as gargantas de quem nos faz rir neste carnaval tão único.

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Ingredientes

  • 4 pacotes de bolacha Maria (2oo g cada)
  • 500 g de açúcar em pó
  • 200 g de leite em pó ( usei Nestlé)
  • 125 g de manteiga 
  • 100 g de cacau
  • 5 ovos grandes
  • 3 cálices de vinho do Porto
  • 300 g de amendoins com sal

Preparação do salame

Trituram-se 400 g de bolacha até ficarem reduzidas a pó.

Trituram-se as restantes 400 g de modo a exibirem pedaços.

Trituram-se ligeiramente os amendoins torrados ( salgados).

Num alguidar, ou marmita grande, misturam-se todos os ingredientes. A manteiga deve ser amolecida previamente para facilitar a agregação do preparado. Para este facto também contribuem os ovos e o vinho do porto.

Esta sobremesa exige bastante de quem a confeciona especialmente pelo esforço implicado na mistura manual de todos os ingredientes até estes ficarem bem aglomerados. O salame está pronto a ser moldado como se entender quando se mostrar como uma unidade.

Tradicionalmente, o salame é moldado com o aspeto de pão de forma e disposto em cima de película aderente, ou de papel de alumínio, previamente untada com vinho do porto e com o comprimento necessário a envolver toda a coroa.

Esta é uma sobremesa que deve ser feita de véspera e guardada no frigorífico.

O salame pode ser congelado após a confeção e retirado umas horas antes de ser consumido. É, por isso, um doce que pode ser confecionado a qualquer altura e guardado até vir a ser necessário.

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Bolinhos de cavala e batata-doce…contra o desperdício

Cá em casa somos completamente contra  o desperdício, por isso, se há sobras de refeições, nós tentamos reinventá-las, criando novas conjugações e, assim, apresentando outros pratos. Foi com base neste princípio que surgiram estes bolinhos de cavala.

A cavala é um peixe consumido por nós com alguma frequência. É económico e bastante versátil. Acreditam que é uma receita de cavala que está sempre no top das receitas mais consultadas neste blogue? Pois bem, foi após ter confecionado esta receita de cavala assada que com com as sobras resolvi fazer estes bolinhos deliciosos, que agradam tanto a miúdos como a graúdos.

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Bolinhos de cavala com batata-doce

Ingredientes

  • 500 g de batata-doce cozida
  • 500 g de cavala assada desfiada
  • 6 ovos
  • 1 cebola média
  • 1/2 chávena de salsa picada
  • 1 colher de sobremesa de tandoori massala
  • pimenta branca
  • sal q.b.
  • óleo para fritura

Preparação

Numa tigela, e com recurso a um fouet (vara de arames) batem-se os ovos inteiros.

Adiciona-se a cebola picada, a salsa, o conjunto de especiarias tandoori masala, a pimenta e o sal. Mistura-se.

Junta-se o peixe e a batata-doce e mistura-se tudo.

Com recurso a duas colheres, retira-se uma colherada da mistura e com ambas as colheres, moldam-se os bolinhos, que se levam a fritar em óleo quente e abundante.

Dica: Se não desejar ter trabalho a moldar os bolinhos, poderá transformá-los em pataniscas ou em omoletes.

Com arroz branco e uma salada de folhas estes bolinhos de cavala vão mesmo bem!

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Restaurante Book…um novo conceito…em Lisboa

O chef Diogo Conde (Hotel Quinta da Marinha, Pestana Palace) é o responsável pela cozinha do Restaurante Book, situado no Hotel da Estrela, na Rua Saraiva de Carvalho, 35 em Lisboa. Amanhã, dia 25, terá lugar o cocktail de inauguração do novo espaço, onde antes funcionava o Cantina da Estrela. O restaurante tem um novo nome, um novo menu e um novo chef. Para além de ser um espaço moderno e acolhedor, com a vantagem de os clientes poderem usufruir de parque de estacionamento privativo subterrâneo- onde nós estacionámos o carro com todo o conforto e segurança-, detém um conceito diferente, que o singulariza:  é o cliente que define quanto é que quer pagar por cada prato que pediu, dentro de um limite sugerido, como é óbvio.

Prontos para embarcarem comigo nesta viagem?

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A ementa é inspirada na gastronomia portuguesa. O atendimento é de elevada cortesia, eficiência e atenção ao detalhe.

Do couvert faz parte uma manteiga de alho e ervas deliciosa, azeitonas temperadas com alho e óregãos e um azeite encorpado e aromático, daqueles que apetece estar sempre a molhar o pãozinho, que, por sua vez, é acabadinho de cozer e crocante.

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Como entradas há a opção da Sopa de peixe com croutons de broa de milho e coentros, de uma Salada de baby-leaf com queijo de cabra panado e mel ou Tiras de frango com polme de gengibre e ervas aromáticas. 

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Se preferir optar pelos arrozes e massas, a carta do restaurante oferece o risotto de espargos e tomate seco e  penne com cogumelos, natas e pesto de rúcula.

Nos pratos de peixe poderá saborear o Bacalhau escalfado com vinho do Porto, com migas de grão-de-bico, couve portuguesa e broa de milho e o Robalinho abafado em fragateira e xerém de tomate e coentro e o Polvo grelhado com batata doce.

Nos pratos de carne poderá escolher entre o Bife do Beijinho à Bairrada, chips e salada verde com espargos, a Perna de pato em vinho verde tinto e risotto de alheira e rosmaninho e o Bife da vazia com ovo estrelado, presunto, pickles e batata frita.

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No âmbito das sobremesas temos à disposição o Gelado de salame de chocolate, Creme queimado com aromas de tangerina e lucia-lima, e O melhor pão-de-ló do Universo, servido com um creme de ovo delicioso  e Gelados da Artisani.

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O restaurante Book em Lisboa fica situado no Palácio dos Condes de Paraty. Desde Agosto que o Hotel da Estrela pertence à Unlock Boutique Hotels, estando a cozinha do restaurante associada à escola de hotelaria adjacente. O restaurante tem capacidade para 30 pessoas no interior  e um terraço. Está repleto de livros, que podem ser consultados, emprestados ou trocados por outros.  Lá fora, pode-se desfrutar de um jardim. Logo à entrada, e atrás da recepção, fica o bar, sóbrio mas muito luminoso. O bar também foi totalmente renovado e apresenta uma nova carta de cocktails.

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Como nota final, gostaria de agradecer à Unlock Boutique Hotels pelo convite endereçado para conhecer este novo espaço em vésperas de inauguração do mesmo.

Foi uma noite memorável!

Restaurante Book
R. Saraiva de Carvalho, 35, Lisboa
12h30-15h e 19h30-22h30 || Não fecha 
€25 (Preço médio) 

Restaurante Sabores de Sintra

Foi com muito entusiasmo que aceitei o convite para conhecer este espaço de restauração em Sintra. O Restaurante Sabores de Sintra está situado em São Pedro de Sintra (Sintra), na rua 1º de Dezembro Nº16C, nas antigas instalações da Bica de S. Pedro, um lugar mágico, calmo e muito pitoresco. O seu dono, Fernando Pereira, também proprietário da Taverna dos Trovadores, um bar- restaurante de ambiente típico e rústico, muito acolhedor e simpático, que oferece espectáculos de música ao vivo, mais propriamente de música tradicional portuguesa, sentiu necessidade de expandir este conceito, que homenageia a cozinha tradicional portuguesa e a música, criando o Restaurante Sabores de Sintra, onde tanto o ambiente como o espaço são propícios a qualquer evento. Existem salas específicas e diversificadas para jantares de grupo (aniversários, batizados, casamentos, etc.) onde a privacidade das festas fica assegurada. O restaurante detém também uma zona de esplanada coberta para fumadores. O restaurante Sabores de Sintra está aberto todos os dias à hora de almoço. Aos fins de semana abrem para serem servidos almoços e jantares. A gastronomia é típica e pode ser acompanhada por noites de fado, o que transforma o local num sítio de referência em Sintra. Para além de ser um lugar bonito e aconchegante, uma casa antiga recuperada e muito pitoresca da região, o atendimento é muito simpático e cortês. O serviço é muito eficiente e a ementa excelente. Que mais se pode desejar, não é verdade?

Poderão ver neste link uma reportagem com cerca de 90 fotografias sobre a nossa experiência gastronómica neste espaço delicioso.

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Tangerine Marmelade…um aproveitamento das cascas das tangerinas

Esta é a época das tangerinas e das laranjas, frutas tão aromáticas e saborosas. Uso-as em sumos, marinadas de peixe e carne, em rebuçados, e até em sopa e em risotto. Já experimentaram creme de cenoura com sumo de laranja e risotto de tangerina?

Motivada pelas amigas Melga Melguinha e Marta Dionísio, esta última a nossa Intrusa na Cozinha, que dinamiza um passatempo mensal dedicado a tópicos diversificados, onde destaca a laranja e convida à reprodução de receitas com este fruto, resolvi, com o que de mais há agora por cá, as tangerinas, implementar a receita de Orange Marmelade, mas na versão tangerina.

Nesta receita, o único aspeto mais trabalhoso prende-se com a separação da camada branca das cascas, para que se utilize apenas a parte alaranjada, evitando assim que a compota fique amarga. Use uma faquinha bem afiada e comece do interior para o exterior da laranja. Desta forma vai retirando a camada branca e visualizando a camada laranja. Pode utilizar um descascador, mas nunca terá a mesma precisão e você terá sempre de eliminar restos de camada branca.

Ingredientes

  • 2 chávenas de tiras de cascas de tangerina já sem a camada branca do interior da casca
  • o interior de 10 tangerinas sem as sementes e a película que separa os gomos.
  • 3 chávenas de açúcar
  • 1 cálice de Cointreau
  • água para a cozedura das cascas (a quantidade suficiente para cobrir as cascas após colocadas no tacho)
  • 12 g de pectina (usei da marca Conti, + ou – metade da embalagem de 25g)

Preparação

  1. Descasque as tangerinas. Lave as cascas e comece por separar a camada branca das cascas de tangerina da parte alaranjada. Use uma faquinha bem afiada e comece do interior para o exterior da laranja. Numa tábua de corte, faça tiras fininhas até obter as duas chávenas.
  2. Coloque as cascas num tachinho e cubra-as de água. Deixe cozer as cascas até a água quase evaporar. Coe a água que sobrar desta cozedura, pois vai utilizá-la na receita.
  3. Entretanto, enquanto as cascas cozem, retire as sementes e a película que separa os gomos e corte aos pedacinhos. Aproveite o sumo que vai saindo, pois vai ser incluído na receita.
  4. Adicione o açúcar, o sumo, o cálice de Cointreau e a água coada às cascas, e deixe levantar fervura, mexendo sempre. Reduza o lume para médio e junte a pectina. Vá mexendo com alguma frequência, vigiando sempre até obter ponto de estrada (quando ao passar a colher de pau no fundo do tacho vir o fundo do mesmo). Este processo não demora mais de meia hora, pois a pectina, um gelidificante natural, extraído da maçã, ajuda a obter-se a consistência adequada.
  5. Esterilize os frascos (e as tampas) eencha-os com a compota ainda quente. Feche-os e vire-os ao contrário para iniciar o processo de vácuo.

Delicie-se com a marmelada de tangerina, acompanhando-a com tostas ou pão.