Tarte merengada de limão

Podem não acreditar, mas desde que o verão começou eu já fiz esta receita seis vezes, e nem um mês e meio passou ainda.  A receita foi-me transmitida pela cunhada da minha irmã, depois de eu ter experimentado a tarte feita por ela por altura do aniversário do meu afilhado. Fiquei-lhe muito grata quando partilhou a receita comigo. Ambas pensamos que as coisas boas só fazem sentido se forem partilhadas. E lá seguiu esta tarte para um almoço de churrasco, onde foi muito apreciada.

Tarte Merengada de limão

tarte merengada de limão

Base:

  • 1 pacote e meio de bolacha Maria (triturada) – 225gr
  • 3 colheres (de sopa) de manteiga amolecida
  • 2 colheres de sopa de licor de amora (adaptação minha)
  • Leite q.b. (1 colher ou duas de leite- quantidade que costumo pôr)

Misturam-se estes ingredientes e forra-se uma tarteira, preferencialmente de base amovível e com tamanho convencional, previamente untada com manteiga. Pica-se o fundo cá e lá com um garfo para evitar que ao cozer a base de bolacha empole.

 

Recheio:

  • 6 gemas de ovos
  • 2 latas de leite condensado (normal)
  • Raspa de 1 limão grande (coloco raspa de 2 limões se estes forem pequenos e ainda o sumo de meio limão)

Batem-se as gemas e mistura-se o leite condensado, a raspa e o sumo de limão.

Coloca-se por cima da base e vai ao forno, pré-aquecido a 200 ºC – apenas com resistência inferior- até ficar consistente (cozido).  Faça o teste do palito até ele sair seco. Retira-se do forno.

Batem-se 6 claras em castelo e adicionam-se com 4 colheres de açúcar até formar um merengue. Encha um saco de pasteleiro com o merengue e desenhe a terceira camada da tarte.

Vai ao forno novamente a alourar o merengue, apenas com a resistência superior. Vigie constantemente para que não queime. Não necessitará mais do que 5 minutos.

Deixe arrefecer a tarte merengada e sirva-a ainda morna ou à temperatura ambiente. Ligeiramente refrigerada também é uma delícia.

tarte merengada de limão

Tarteletes para as minhas amigas que falam inglês

Eu e as minhas colegas, professoras da disciplina de Inglês, temos a tradição de nos juntarmos em casa da Ana, no sábado a seguir ao dia das amigas, comemorado na quinta-feira anterior, para celebrarmos esta amizade falada em inglês. Costumamos contribuir para a mesa com um doce ou um salgado. Eu combinei com a anfitriã que contasse com um pestisquinho. Assim nasceram estas tarteletes, que foram muito apreciadas!

Amiga Elsa, cá está a receitinha que me pediste!

tarteletes de fiambre de peru e mortadela com hortelã-pimentatarteletes de fiambre de peru e mortadela com hortelã-pimenta

Ingredientes para a massa quebrada

200 g de farinha T55
90 g de manteiga fria
45 ml de água
meia colher de chá de sal
duas colheres de chá de açúcar

Preparação na Bimby

1. Coloque no copo todos os ingredientes pela ordem indicada e programe 15 segundos, velocidade 6.
2. Forme uma bola com a massa, espalme-a e envolva-a em película aderente. Refrigere enquanto prepara o recheio.

Ingredientes para o recheio

100 g de mortadela com azeitona
100 g de fiambre de peru
3 ovos
120 g de queijo ralado (flamengo e cheddar)
1 iogurte natural
200 ml de nata levíssima da Parmalat (10% de gordura)
sal
pimenta
folhas de hortelã-pimenta

Preparação
1. Coloque no copo da Bimby o fiambre, a mortadela e as folhas de menta e triture em pedacinhos, marcando de 1 a 6 progressivamente. Tempere com sal e pimenta. Reserve numa tigela.
2. Coloque no copo da Bimby a borboleta e os ovos. Marque 1 minuto, velocidade 3. Verta os ovos batidos na tigela, juntamente com o iogurte, as natas e o queijo. Mexa com uma colher até envolver todos os ingredientes.

&

Retire a massa do frigorífico, forre uma superfície com película aderente e polvilhe ligeiramente com farinha. Estenda a massa nessa superfície e forre formas de tarteletes, previamente pinceladas com manteiga derretida. Pique o fundo de cada tartelete com um garfo. Encha cada forminha com o recheio. Leve a cozer a 200 ºC, em forno pré-aquecido, durante 30 minutos.

tarteletes de fiambre de peru e mortadela com hortelã-pimenta

tarteletes de fiambre de peru e mortadela com hortelã-pimenta

Tarte de queijo e de chocolate com avelãs

Há tempos, um empresário local perguntou-me se não gostaria de experimentar os produtos Dulcis, pois tem projetos para implementar esta marca cá na ilha. Esta tarte foi uma das receitas que desenvolvi com o creme de chocolate branco e de avelãs.  O mesmo  aconteceu com estes brigadeiros, publicados em novembro passado.

Tarte de Queijo e de chocolate branco com avelãs

tarte de queijo, chocolate branco e de avelãs Dulcis

Ingredientes para a tarte e recheio

125 g de bolachas digestivas
4 bolachas de chocolate
60 g de manteiga
600 g de queijo creme
50 g de açúcar
2 colheres de sopa de natas
4 ovos
1 pitada de sal
essência de baunilha
1 cálice de vinho do porto
1 embalagem de 200 g de creme de chocolate branco de avelãs Dulcis

  1. Num robô de cozinha, ou numa picadora convencional (tipo 1,2,3), triture as bolachas e misture-as com a manteiga e com o vinho do porto. Amasse até obter a consistência desejada.
  2. Unte uma tarteira de fundo amovível e estenda a massa em toda a superfície e laterais. Pique a massa com um garfo para evitar que empole quando for ao forno. Reserve.
  3. Para o recheio, bata o queijo creme com os ovos, com o açúcar e com as duas colheres de sopa de natas. Junte a essência de baunilha e o creme de chocolate branco de avelâs DULCIS. Verta sobre a massa de bolacha.
  4. Leve ao forno, previamente aquecido a 180ºC, durante 35 a 45 minutos (dependendo do forno).
  5. Deixe arrefecer totalmente e polvilhe com açúcar em pó.

A tarte do fim de semana…

Não existe nada tão reconfortante como o cheiro de uma tarte de maçã acabadinha de sair do forno.

Esta tarte ganhou ainda outra dimensão porque foi servida nesta peça Bordalo Pinheiro tão encantadora, uma gentil oferta de amigos por altura do meu aniversário.

tarte de maçã_foodwithameaning

Ingredientes 

275 g de farinha de trigo

150g de manteiga sem sal

225 g de açúcar

2 gemas

noz-moscada

água q.b.

6 a 8 maçãs

4 colheres de sopa de compota de maçã

2 colheres de chá de manteiga com sal (opcional)

canela

raspa e sumo de 1 limão

Preparação

Misture a farinha de trigo com a manteiga e 150 g de açúcar até ficar uma massa uniforme. Junte uma das gemas, a noz-moscada e água suficiente para formar uma massa fofa. Deixe repousar durante 20 minutos.

Estenda metade da massa sobre uma superfície enfarinhada, de modo a formar um círculo. Coloque-a sobre uma forma de tarte untada com manteiga.

Descasque as maçãs, retire o caroço e com uma mandolina corte as maças em gomos finos. Aromatize com a raspa e o sumo de limão. Polvilhe com canela e com o restante açúcar (65 g). Envolva e disponha este preparado na tarteira em cima da massa.  Distribua as colheres de compota de maçã por cima das maçãs e umas nozes de manteiga. Estenda a outra metade da massa e cubra a tarte pressionando os extremos para que fiquem unidos. Com os restos da massa decore a tarte a gosto. Pincele a tarte com a outra gema de ovo e leve ao forno, pré-aquecido a 180ºC, durante 50 minutos.

tarte de maçã_foodwithameaning

tarte de maçã_foodwithameaningUma Boa Semana!

The world is too much with us

Gosto muito de flores e conseguir tê-las em vários cantos da casa é motivo de cor e de felicidade. Apenso a este gosto está o de jarras e jarrinhas, vasos e vasinhos. Tenho uma predileção especial por flores selvagens, talvez por viver rodeada do contraste entre a natureza cuidada e a selvagem. Com um pequeno passo saio do conforto do relvado domesticado e começo uma aventura entre arvóres, plantas e ervas que nunca foram domadas. Este último é o meu jardim favorito. Dele saíram estas flores de cor lilás que enchem de luz o vaso branco. Lá, percebo o verdadeiro poder da natureza. Lá, lembro-me, muita vez, do poema “The world is too much with us”, do poeta inglês William Wordsworth, e penso no  afastamento e na falta de sintonia entre o Homem e a Natureza. E esta natureza consegue ser tão apaziguadora. O meu jardim selvagem contrasta, assim,  com o frenesim tecnológico da nossa sociedade, cada vez mais voltada para valores superficiais, interessada apenas em acumular riquezas para depois gastá-las em bens materiais. Neste poema, o sujeito poético refere que seria menos infeliz se pudesse ter o tipo de relacionamento com a natureza que os homens da Antiguidade tiveram com Proteus e Tritão. Aqui, William Wordsworth lamenta esse afastamento, que sentia em finais do século XVIII. Tão atual esta realidade!

Agora percebo porque trago estes apontamentos de mundo selvagem para o meu mundo “civilizado”.

The World is too much with us

 

The world is too much with us; late and soon,

Getting and spending, we lay waste our powers;

Little we see in Nature that is ours;

We have given our hearts away, a sordid boon!

This Sea that bares her bosom to the moon,

The winds that will be howling at all hours,

And are up-gathered now like sleeping flowers,

For this, for everything, we are out of tune;

It moves us not.–Great God! I’d rather be

A Pagan suckled in a creed outworn;

So might I, standing on this pleasant lea,

Have glimpses that would make me less forlorn;

Have sight of Proteus rising from the sea;

Or hear old Triton blow his wreathed horn.

 

William Wordsworth

flores selvagens

Chego a casa com o meu braçado de flores selvagens e ajeito-as num vaso. De seguida, penso que devo partilhar a sua beleza singela com o mundo e alertar para a falta de sintonia que existe em tantos aspetos das nossas vidas.  De que melhor forma posso chamar a vossa atenção se não com a imagem de uma tarte tentadora? Desculpem-me a estratégia publicitária. Afinal, vivo num mundo tecnológico.

tarte de amendoimtarte de amendoim

Quem gostar de tartes com bases de bolacha, esta é a ideal. O interior contempla ovos, manteiga de amendoim e leite condensado.Os amendoins salgados terminam a tarte, envolvidos num delicioso creme de caramelo.

Ingredientes para a massa

2 pacotes de bolacha maria

80 g de manteiga

aroma de baunilha (duas colheres de chá)

1 cálice de angelica(vinho licoroso açoriano)

manteiga para untar a tarteira

folha de papel vegetal

 

Ingredientes para o recheio

2 ovos grandes

1 lata de leite condensado

sumo de uma lima

2 colheres de sopa de manteiga de amendoim

 

Preparação da massa e do recheio

1. Tritura-se a bolacha num robo de cozinha ou na picadora 1,2,3.

2. Mistura-se a manteiga, o aroma de baunilha e a angelica com  as mãos ou  num robô de cozinha.

3. Unta-se uma tarteira com manteiga. Forra-se o fundo com um círculo de papel vegetal.

4. Espalha-se  massa na tarteira, calcando-a.

5. Numa tigela, batem-se os ovos com o leite condensado. Junta-se a manteiga de amendoim e o sumo de lima. Verte-se por cima da bolacha.

6. Vai a cozer, em forno pré-aquecido,  durante 2o a 25 minutos (200 ºC).

 

Ingredientes para a cobertura

150 g de açúcar

8 colheres de sopa de leite

1 colher de sopa de manteiga

1 pacote de amendoins (200 g)

 

Preparação da cobertura

1. Leva-se o açúcar a caramelizar num tacho ou na frigideira.

2. Adiciona-se o leite e a manteiga. Deixa-se ferver até o caramelo estar todo diluído.

3. Juntam-se os amendoins. Mexe-se e verte-se por cima da tarte. Ajeitam-se os amendoins com uma ponta de faca de forma a que fiquem uniformes.

 

 

tarte de amendoim

Sirvam a tarte e deliciem-se com o sabor a caramelo e com o crocante dos amendoins salgados.

tarte de amendoim

Fiquem bem!

Quiche de carne, cogumelos, pimento e tomilho

Os dias chuvosos pedem sofás com mantinhas e fornos com comida de conforto a fumegar. Hoje, nesta 24ª Edição do Dia Um… Na Cozinha, em que o tema proposto é “quiches e tartes salgadas”, trago para o desfile uma tarte na qual o ingrediente principal são as sobras de carne assada . Acompanhámos a quiche com uma salada verde. Uma delícia reconfortante saboreada num dia frio e chuvoso.

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Ingredientes

(para 6 tarteletes e uma quiche com 20m cm de diâmetro)

Sobras de carne de vaca assada (desfiada)

8 ovos

1 pacote de natas

1 colher de café de sal grosso

mistura de cinco pimentas

mistura de especiarias barbecue (Lidl)

chili flakes (Lidl)

1/2 pimento encarnado

3 cogumelos frescos

tomilho fresco

1 base retangular de massa folhada

Preparação

1. Desfia-se a carne de vaca assada. Reserva-se.

2. Laminam-se os cogumelos e o pimento. Reservam-se.

3. Batem-se os ovos e adicionam-se as natas, o sal, a mistura de cinco pimentas e a mistura de especiarias para barbecue.

4. Junta-se a carne e os pimentos ao preparado anterior, reservando algumas tiras de pimentos para a decoração.

5. Desenrola-se a base de massa folhada e com as formas das tarteletes cortam-se seis unidades. Amassa-se e estende-se a massa folhada que sobrou e faz-se um círculo de massa do tamanho do tarteira de vidro (a minha tinha 20 cm de diâmetro).

6. Pincelam-se as formas e a tarteira com azeite e forram-se com a massa folhada.

7. Enchem-se com o preparado e decoram-se com os cogumelos.

8. Polvilham-se as tarteletes e a quiche com chili flakes e folhinhas frescas de tomilho.

9. Leva-se ao forno, pré-aquecido a 200 ºC, (apenas com a resistência inferior) durante 30 minutos as tarteletes e 40 minutos a quiche.

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Bom apetite!

logo maio (1)

Zás, trás, pás e temos sobremesa

Tem havido muitas queixas cá em casa por não haver sobremesas com a regularidade que havia, ou seja, duas ou três por semana, contando-se com as fornadas de bolachinhas. É verdade, os hábitos mudaram em prol da saúde. Estou cansada de dizer aos meus filhos que há que reduzir a ingestão de açúcares e os farináceos. O consumo de pão também foi diminuído. Os sumos de compra já não são presença na nossa mesa há muitos meses. Temo-los apenas em dias de festa. O peixe tem sido o escolhido para pratos principais, bem com as carnes brancas. Nas sopas reduzimos a utilização da batata e aumentámos a quantidade de curgete e caiota. À medida que as semanas se foram passando, as sobremesas tornaram-se praticamente inexistentes- tem-me salvado para alimentar o blogue as fotos já tiradas de sobremesas ainda não publicadas- ao ponto de eu  também começar  eu achar que estou a cair no exagero. A minha salvação, ou perdição, é que vem aí o Natal e com ele alguma gulodice obrigatória. O meu filho até já me disse: Mãe, como vai sobreviver assim o teu blogue? Sem sobremesas vai-se tornar “secante”! E, posto isto, para disfarçar estes meus atuais fundamentalismos, recorri a uma base de massa folhada esquecida e à preciosa ajuda da Bimby para confecionar, sem esforço e rapidamente, o recheio de creme inglês. Espreitei o armário despenseiro, vi algumas embalagens de frutos secos e recriei, “às três pancadas”, uma sobremesa que acabou por se transformar em algo surpreendente e viciante.

TARTE DE CREME INGLÊS E FRUTOS SECOS

tarte de creme inglês e frutos secos

tarte de creme inglês e frutos secos

tarte de creme inglês e frutos secos

Ingredientes

1 embalagem de massa folhada circular

500 ml de leite

2 ovos

120 g de açúcar

aroma de baunilha (uma colher de chá)

15 g de maisena

nozes picadas a gosto

amêndoa laminada a gosto

manteiga para untar a tarteira

 

Preparação na Bimby

1. Coloque o leite, o açúcar, os ovos, o aroma de baunilha e a maisena no copo e programe 6 Minutos/90ºC/Velocidade 4.

2. Pincele a tarteira com manteiga e disponha a massa folhada já desenrolada. Pique o fundo, cá e lá, com um garfo.

3. Verta o creme inglês por cima da massa folhada, decore com os frutos secos e leve a cozer a massa e a alourar as nozes e a amêndoa durante 20 a 30 minutos em forno pré-aquecido a 200 ºC. Poderá utilizar primeiro apenas a resistência inferior do forno e quando a tarte estiver cozida, ligue a resistência superior para tostar ligeiramente as amêndoas laminadas.

Preparação Tradicional

Colocam-se os ovos, o aroma de baunilha e o açúcar num tacho e mistura-se bem. Vai-se juntando o leite e a maisena aos poucos e continua-se a mexer até estar tudo dissolvido. Liga-se o fogão em lume médio e, sem nunca deixar de mexer o preparado com uma colher de pau, espera-se pacientemente que o creme coza e engrosse. Quando começar a querer borbulhar, desliga-se o fogão e está pronto.

Pincele uma tarteira com manteiga e disponha a massa folhada já desenrolada. Pique o fundo, cá e lá, com um garfo.

Verta o creme inglês por cima da massa folhada, decore com os frutos secos e leve a cozer a massa e a alourar as nozes e a amêndoa durante 20 a 30 minutos em forno pré-aquecido a 200 ºC. Poderá utilizar primeiro apenas a resistência inferior do forno e quando a tarte estiver cozida, ligue a resistência superior para tostar ligeiramente as amêndoas laminadas.

tarte de creme inglês e frutos secos