Pudim de caiota e abóbora

“O chuchu (Sechium edule) é uma hortaliça-fruto, ou seja, um vegetal da categoria dos frutos; também é conhecido como machuchocaiota (nas ilhas dos Açores) ou pimpinela (ilha da Madeira). Existe em abundância na ilha da Madeira, principalmente junto aos cursos de água (ribeiras e nascentes). Em países latinos é conhecido como Chayote, enquanto em países de língua inglesa é conhecido por christophene, vegetable pear, mirliton, choko, starprecianté, citrayota, chow chow (India) or pear squash.

Apesar de ser uma hortaliça, ou seja, poder ser cultivada na horta caseira, é considerada um fruto, tal como o tomate (devido ao fato de suas sementes estarem dentro, resultado da fecundação do óvulo da flor, envolvidas pela parte comestível)”

fonte do texto

Poderão consultar outras receitas com caiota, aqui e aqui, na forma de sopas.

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caiota

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Ingredientes

  • 250 g de caiota cozida e escorrida
  • 250 g de abóbora-menina cozida e escorrida
  • 2 chávenas de açúcar (220g+220g)
  • 1 colher de sopa (bem cheia) de manteiga (50g)
  • 4 ovos
  • 4 colheres de sopa de maizena
  • 2 chávenas de leite
  • 100 g de côco
  • raspa de 1 limão pequeno
  • noz moscada ( 1 colher de café)
  • canela ( 1 colher de café)
  • caramelo líquido

Preparação tradicional

Coze-se a abóbora e a caiota em água e sal. Escorre-se e passa-se no passe-vite  ou num coador de rede mais larga, recorrendo a uma colher para que passe a polpa, mas que não passem alguns fios. Deixa-se arrefecer. Reserva-se.

Liga-se o forno a 180ºC, com ambas as resistências.

Numa tigela, e com recurso à batedeira, batem-se as duas chávenas de açúcar com a colher de manteiga.

Adicionam-se um a um os ovos inteiros e as colheres de maizena, o côco, o leite e a raspa de limão. Aromatiza-se com canela e noz moscada. Bate-se tudo novamente.

Unta-se generosamente uma ( ou duas formas, se forem pequenas) forma com caramelo líquido e verte-se o pudim.

Leva-se a cozer a 180 ºC, apenas com a resistência inferior, cerca de uma hora.

Nota. Este pudim, pode ser cozido na panela de pressão, em cerca de meia hora,  depois da válvula/pipo começar a chiar,desde que a forma de pudim tenha uma tampa vedante e em metal, e fique coberta com água até 3/4 da altura da forma.

Deve deixar-se arrefecer totalmente e refrigerar de um dia para o outro antes de se desenformar. O pudim deverá ser servido fresco.

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Tarte de amêndoa para Dia de Reis

Depois de uma série de cinco workshops que dinamizei no mês de dezembro e de dez dias de férias longe de casa, de tachos e panelas, sabe bem, no regresso, arranjar novos argumentos para estar na cozinha. Neste caso, tratou-se de aproveitar uma base de massa folhada em aproximação do fim do prazo de validade. Tendo em conta que o Natal é sempre uma época de de algum exagero alimentar, queria que o recheio da tarte fosse saboroso, mas pouco calórico. Optei pelo leite creme, que fiz no robô de cozinha. Finalizei com amêndoa laminada torrada. Esta é mesmo uma sobremesa muito fácil e deliciosa para comemorar o Dia de Reis.

Esta é a sobremesa do “desconsolo de uma coisa doce”. Caseira e pronta em 12 minutos. Nada mais fácil!
A receita que vos deixo é um clássico da Bimby e consta do livro básico. No entanto, apresento-a numa versão mais light, mas igualmente deliciosa, garanto-vos. Recorri, porém, a uns pequenos truques na sua confeção. Substituí a maizena por custard powder, as 6 gemas por dois ovos inteiros e também reduzi no açúcar. A receita original oferecia 200 g, mas utilizei apenas 120 g.

Leite creme light

1 litro de leite (usei magro)
2 ovos inteiros
120 g de açúcar
40 g de custard powder (farinha de custard)
aroma de baunilha
1 pau de canela
Açúcar mascavado para polvilhar

Preparação em robô de cozinha (bimby)

Juntam-se todos os ingredientes, pela ordem indicada, exceto o pau de canela. Utilizo os ovos inteiros, mas não ficam vestígios de clara. Esta dilui-se no creme (é mais saudável do que a gema).Programa-se 15 segundos, velocidade 3 1/2. Adiciona-se o pau de canela e programa-se 12 minutos, 90 graus, velocidade 2. Retira-se o pau de canela e coloca-se de imediato o leite creme numa tigela a arrefecer.

Preparação Tradicional do leite creme

Colocam-se os ovos, o aroma de baunilha, o pau de canela e o açúcar num tacho e mistura-se bem. Vai-se juntando o leite e a maisena ou a farinha de custard (se optar por ela) aos poucos e continua-se a mexer até estar tudo dissolvido. Liga-se o fogão em lume médio e, sem nunca deixar de mexer o preparado com uma colher de pau, espera-se pacientemente que o creme coza e engrosse. Quando começar a querer borbulhar, desliga-se o fogão e está pronto.

Para a tarte irá precisar de uma base de massa folhada retangular, se a forma que utilizar for retangular. Mas poderá fazer em forma circular. Disponha a massa na tarteira e, com um garfo, pique o fundo da massa para evitar que empole durante a cozedura. Verta o creme em cima da massa e cubra com amêndoa laminada torrada. Leve ao forno até cozer a massa folhada. Sirva a tarte ainda morna.

Sobremesa light de frutos vermelhos

Esta quadra natalícia é, por si só, uma época de exageros. Esta sobremesa enche os olhos e é uma explosão de sabor. Quem diria que é light e não contém glúten nem lactose? O Natal deve ser de todos. Dos que podem cometer excessos. E dos que não podem, por motivos de saúde.

Boas Festas!

Sobremesa de frutos vermelhos, romã, gelatina e chia

  • 1 pacote de gelatina de morango
  • 1 lata de leite de coco
  • 1 chávena de frutos vermelhos
  • Bagos de romã para a decoração
  • Aroma de baunilha
  • Mel ou açúcar ou stévia a gosto
  • 1/4 chávena de sementes de chia
  • Amêndoa aos pedacinhos torrada
  • Coco para os bordos da chávena

Faz-se a gelatina de morango de acordo com as instruções da embalagem. Coloca-se em copos que se guardam inclinados no frigorífico até que a gelatina solidifique (num tabuleiro com arroz ou leguminosas secas para que segurem o copo na posição pretendida).

Começam-se por triturar os frutos vermelhos com o leite de coco. Adoça-se com açúcar, mel ou stévia a gosto. Aromatiza-se com aroma de baunilha. Mistura-se as sementes de chia e mexe-se. Depois de solidificada a gelatina, despejam-se colheradas desta mousse na parte vazia do copo. Leva-se ao frigorífico um mínimo de 4 horas. Decora-se com bagos de romã na hora de servir e frutos secos torrados e aos pedacinhos.

O que seria do Natal sem Sonhos?

Esta é a receita ideal para os principiantes de Sonhos. E sabem por quê? Porque é infalível. Fiz alguns ajustes à receita original, especificados na lista de ingredientes, a fim de obter o meu sonho de abóbora ideal. E cá está ele: redondinho, fofo e irresistível.

Boas Festas!

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Sonhos de abóbora

Ingredientes

  • raspa de 2 laranjas
  • 800 g água
  • 750 g de abóbora fresca cortada aos cubos (utilizei 600 g)
  • 120 g de açúcar
  • 70 g de sumo de laranja
  • 1 ovo médio
  • 1 gema de ovo
  • 400 g de farinha, tipo 65 (coloquei 450 porque gosto dos sonhos mais redondos e consistentes)
  • 25 g de fermento de padeiro fresco ou 11 g de fermento seco (Fermipan)
  • óleo para fritar
  • açúcar e canela para envolver
  • glacê (1 clara+ açúcar em pó q.b.)

Preparação na Bimby
1. No copo coloque a água. Feche. Fixe  a Varoma. Adicione a abóbora, tape e programe 25 Min/Varoma/Vel.1
Reserve e retire o excesso de água da abóbora.

2. Com o copo limpo, deite a abóbora, o açúcar, o sumo, a raspa de laranja, o ovo, a gema e triture 30 seg/Vel 5.
3. Junte a farinha, o fermento e programe 1 Min/vel.5 Com a espátula baixe o que ficou na parede do copo e programe 5 seg/Vel 5.

4. Retire para uma taça, deixe num local morno até que dobre de volume.

5. De seguida, frite em óleo abundante e em lume brando, deitando cerca de uma colher de sopa de massa por  sonho.

6. Retire e coloque-os em papel de cozinha para escorrer o óleo.

7. Envolva-os em açúcar e canela ou em calda de açúcar (ver receita abaixo). Depois de arrefecidos, poderá riscá-los com glacê, para que fiquem ainda mais apetitosos. Para tal, coloque numa taça uma clara de ovo e vá adicionando açúcar em pó a gosto. Com uma colher vá riscando os sonhos com o glacê.

Preparação Tradicional

  1. Raspe a casca da laranja. Reserve.
  2. Coza a abóbora, sem sal, e escorra bem.
  3. Com a varinha mágica, ou num copo de um robô de cozinha, triture a abóbora, o açúcar, o sumo, a raspa de laranja reservada, o ovo inteiro e a gema.
  4. Junte a farinha, o fermento e bata com a batedeira eléctrica.
  5. Retire para uma taça, deixe num local morno até que dobre de volume.
  6. De seguida, frite em óleo abundante, e em lume brando, deitando cerca de uma colher de sopa de massa por sonho.
  7. Retire e coloque-os em papel de cozinha para escorrer o óleo.
  8. Envolva-os em açúcar e canela ou em calda de açúcar. Poderá riscá-los com glacê, para que fiquem ainda mais apetitosos. Para tal, coloque numa taça uma clara de ovo e vá adicionando açúcar em pó a gosto. Com uma colher vá riscando os sonhos com o glacê.

fonte da receita:  livro Massas e Doces, da Bimby, página 70

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Calda de açúcar para os Sonhos

  • 500g de açúcar
  • 1 casca de limão
  • 1 casca de laranja
  • 1 pau de canela
  • 3 dl de água

Levam-se ao lume a ferver 3 dl de água com açúcar. Junta-se um pau de canela, as cascas de limão e laranja e deixa-se ferver durante 15 minutos. Retiram-se as cascas, deixa-se arrefecer e serve-se.

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6 anos de Foodwithameaning

Há seis anos nascia o foodwithameaning, um projeto culinário e de vivências muito tímido, que prometia, acima de tudo, partilhar os meus registos gastronómicos. Estávamos no ano de 2011. Nesse âmbito, o prometido tem sido cumprido,  com regularidade, até porque quando há família por casa, há que pôr mesa todos os dias.  Poucos anos depois, este conceito de partilha, que ainda sentia como privado, recebeu outra dimensão, quando fui convidada para dinamizar workshops e showcookings. Que desafio! Estaria a altura? Esta foi a questão que colocava a mim própria. As lojas DeBORLA acreditaram nas minhas capacidades e desde 2014 que me desafiam através de propostas de temas, como poderão visualizar no separador ‘Workshops’. Seguiram-se convites de instituições particulares, de empresas do ramo alimentar, de lojas, de câmaras municipais, de sindicatos, de museus, de feiras de atividades económicas, uma  aventura, que já conta com 44 workshops e showcookings  nas ilhas açorianas e em Portugal continental. Em junho passado iniciei colaboração com os Supermercados Guarita, para os quais já desenvolvi oito workshops com produtos regionais. Quem segue o blogue percebe que dou muito valor aos produtos das nossas ilhas açorianas. Outros dois showcookings para esta cadeia de supermercados  serão dinamizados amanhã e sábado, dedicados ambos ao público infanto-juvenil e ao Natal.

Neste período de tempo, tive também a sorte ver várias receitas minhas publicadas em revistas de culinária nacionais e no Receituário da Figueira da Foz, uma publicação da Câmara Municipal da Figueira da Foz, para o qual desenvolvi uma receita com salicórnia. Contribuí também com cinco receitas para o Livro Receitas da Marmita, um livro solidário e da responsabilidade do Serviço de Pediatria do hospital de Barcelos. Outras receitas minhas já foram enviadas para uma publicação futura de uma entidade camarária do continente português, dedicadas à reinvenção de um doce regional.

Em maio passado fui convidada para dinamizar dois showcookings no evento Wine in Azores, que decorreu aqui na ilha Terceira. Tive a oportunidade de conhecer e interagir com o chef Rui Martins, que venceu o concurso de Chefe Cozinheiro do Ano (2016).Tive também o grande prazer de ter a colaboração num dos meus showcookings do chef Renato Cunha, vencedor do Garfo de Ouro do Guia “Boa Cama Boa Mesa”  Foi um orgulho (e um desafio) ter tido ocasião de interagir e aprender com dois profissionais de topo.

Este ano fui também convidada pela Câmara do Comércio de Angra do Heroísmo para pertencer ao júri do Festival de Gastronomia realizado em maio passado. Foi uma experiência memorável e uma oportunidade única.

Outros convites para outros eventos estão na forja e a seu tempo serão anunciados.

A verdade é que o blogue me tem dado muitas alegrias. A mais importante prende-se com as pessoas que fui conhecendo ao longo destes anos, com as quais interajo online, na rua, em eventos sociais e nos workshops. A maior satisfação  é mesmo ver as minhas receitas reproduzidas e, nesse aspeto tenho sido uma sortuda, já que sinto entusiasmo por parte dos leitores do foodwithameaning e dos participantes dos workshops.  O Foodwithameaning é partilha e aprendizagem constante, fruto de autodidatismo. E vejo que por este motivo as pessoas se sentem à vontade para me colocarem questões e fazerem sugestões. O melhor deste projeto é mesmo a troca de experiências e as amizades que se constroem. O ponto alto disto tudo são as pessoas.

Eu que não costumo alargar-me em introduções nas minhas publicações, hoje fugi à regra, mas é só porque é dia de aniversário. São 6 anos de Food With a Meaning e, se pensarmos bem, o fim de ano aproxima-se a passos largos e é ele próprio propenso a análise  e introspeções. Está justificado.

A mesa já está posta e no aparador de apoio à sala de jantar encontra-se a sobremesa que irá adoçar a nossa refeição em família. Estão todos convidados! Festejemos!

Obrigada por estarem aí desse lado!

Trifle Açoriana com Bolacha Mulata e Natas Novaçores

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Ingredientes

  • 3 pacotes de natas (600 ml)- Novaçores
  • 3 pacotes de bolacha de chocolate –Mulata
  • 1 lata de leite condensado cozido
  • 4 colheres de açúcar em pó
  • 1 ou 2 cálices de licor de café
  • 2 chávenas de chá de café puro (café expresso)
  • caramelo salgado
  • pepitas de chocolate e de manteiga de amendoim
  • aroma de baunilha (1 colher de chá)

Preparação

1. Batem-se três pacotes de natas até estarem consistentes. Junta-se o aroma de baunilha. Envolve-se.

2. Junta-se o leite condensado cozido e bate-se novamente.

3. Adiciona-se o licor Cafetino (licor de capuccino). Bate-se.

4. Faz-se o café expresso, uma chávena de chá cheia de cada vez.

5. Molham-se as bolachas Mulatas de um lado e do outro no café rapidamente para que não fiquem moles. Colocam-se a escorrer num prato.

6. Coloca-se um pouco de creme no fundo de uma taça alta. Em cima do creme dispõem-se as bolachas escorridas e cobre-se com mais uma camada de creme. Faz-se o mesmo até se esgotarem as bolachas e o creme.

7. Faça uma camada ou duas com caramelo salgado

8. Decore com bolacha triturada grosseiramente e com pepitas de chocolate e de manteiga de amendoim

9. Vai ao frigorífico um mínimo de 6 horas antes de servir.

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Bolo de cenoura e frutos secos

Este é o segundo bolo de cenoura que partilho convosco. O primeiro não contemplava frutos secos e tinha uma deliciosa cobertura de chocolate. Este caracteriza-se por ser um bolo muito simples de fazer, cozido em forma de bolo inglês. Nesta altura do ano, encontro-me com muito trabalho, no âmbito da minha atividade profissional, e, por isso, menos tempo tenho tido para dedicar a este passatempo culinário. Contudo, a falta de tempo não levou a que saísse um bolo de cenoura menos bonito. A pretexto desta ocasião de gripes e constipações, surge esta sobremesa com toque medicinal, cuja cobertura é um xarope caseiro de cenoura em calda. Arrisquei a conjugação e fiquei deliciada com a combinação dos ingredientes deste bolo outonal.

Bolo de Cenoura e Frutos secos com Cenoura em Calda
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Ingredientes

  • 5 ovos
  • 180 g de açúcar
  • 1oo g de cenoura raspada
  • 150 g de óleo
  • 30 g de nozes
  • 30 g de amêndoa granulada
  • 50 g de passas (embebidas em 2 colheres de sopa de vinho do Porto)
  • 1 colher de café de noz moscada em pó
  • 1 colher de chá de fermento

Preparação

1. Batem-se as gemas com o açúcar até se obter um creme esbranquiçado.

2. Junta-se a cenoura raspada finamente e bate-se novamente.

3. Vai-se adicionando gradualmente os frutos secos triturados e a farinha e o fermento peneirados.

4. Juntam-se as passas juntamente com a marinada em vinho do porto. Costumo levar as passas ao micro ondas até ferverem no vinho do Porto. Depois, deixo-as repousar até ficarem mornas.

5. Batem-se as claras em castelo e envolvem-se na massa.

6. Unta-se uma forma de bolo inglês com manteiga e polvilha-se com pão ralado (os bolos desenformam lindamente).

7. Verte-se a massa para a forma e leva-se a cozer, em forno previamente aquecido, a 200 ºC durante 45 a 60 minutos.

Para a calda

  • cenouras laminadas finamente (usei duas lâminas diferentes da Borner, uma delas ondulada)
  • 2 estrelas de anis
  • açúcar mascavado escuro (mais medicinal)

Preparação

  1. Laminar as cenouras, colocá-las numa taça, juntar as estrelas de anis e cobrir tudo com açúcar a gosto. Tapar e refrigerar pelo menos três horas.
  2. Levar as cenouras com a calda ao lume e deixar que caramelize ligeiramente.

Regar o bolo com a calda e decorar com as cenouras maceradas no açúcar e cerejas em calda.

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Mousse de abacate com chocolate e pistácios

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O abacate é uma fruta que traz muitos benefícios à nossa saúde.  Para tirarmos partido de todas as suas propriedades, é importante inclui-lo numa dieta equilibrada. Contudo, como o abacate é muito calórico, não devemos consumir mais que três colheres por dia. O abacate é rico em vitamina E, gorduras monoinsaturadas, vitaminas, sais minerais e glutationa — um poderoso antioxidante. O abacate também rico em nutrientes, contém proteínas, ferro, hidrato de carbono e substâncias minerais. A sua polpa é rica em vitaminas A, B 1, B 2, E, açúcar, fitosterol, lecitina, tanino e ácido oléico, linoléico e palmítico. Possui os seguintes minerais: magnésio, que é essencial à vida, ajuda no metabolismo da glicose e a nutrir os nervos e o cérebro; cálcio, que combate a osteoporose; ferro, que combate a anemia tanto em gestantes como em lactantes e ajuda a formar as hemácias; fósforo, que junto ao cálcio ajuda na mineralização dos ossos e nos neurónios, melhorando o raciocínio.

Na prática, o consumo diário de abacate:
  • Reduz a taxa de colesterol e pressão sanguínea
  • Possui ação antioxidante
  • Age contra prisão de ventre e perturbações digestivas
  • Possui ação antiinflamatória
  • Auxilia na desintoxicação do fígado
  • Evita fadiga mental
  • Ajuda na formação de ossos e dentes
  • Fornece energia aumentando a disposição

texto adaptado daqui

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Mousse de abacate com chocolate

(para 6 ramequins)

  • 300 g de polpa de abacate
  • 30 g de cacau
  • 1 20 g de açúcar em pó
  • 1 ovo
  • 5 ml de vinho do porto
  • pistácios triturados e coco açucarado laminado 

Preparação

1. Retire a polpa ao abacate e coloque-a numa taça.

2. Junte o cacau, o açúcar em pó, o ovo e o vinho do porto e bata bem, com recurso à batedeira.

3. Quando todos os ingredientes estiverem bem incorporados, coloque o mousse num saco de pasteleiro e divida-o pelos diferentes ramequins. Refrigere.

4. Na hora de servir, decore o cimo de cada ramequim com pistácios triturados e raspas açucaradas de coco.

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