Laranja ao quadrado: no queque e no curd

queques de laranja com curd de laranja

Fiz estes queques para levar para um lanche. A princípio pensei fazê-los simples, isto é, sem recheio. Depois, e como sou viciada em coberturas e recheios com curds, como poderão ver aqui (bolo com curd de tangerina), aqui (tarteletes de lemon curd), aqui (gelado de abacaxi com lemon curd) e aqui (torta de limão e côco com lemon curd), decidi acrescentar um interior e um topping de….ORANGE CURD. Resultaram nos queques mais fofos e aromáticos de sempre que, e segundo a minha filha,  vistos de cima se assemelham a donuts. No orifício central e no topo encontra-se o curd de laranja, que transportou este modesto queque para outro nível.

Se assim o entenderem, poderão cozer a massa em forma de bolo e posteriormente recheá-lo com este creme de laranja divinal. Terão, no entanto, de aumentar o tempo de cozedura para 35 a 45 minutos.

queques de laranja com curd de laranjaqueques de laranja com curd de laranja

Ingredientes para os queques

5 ovos
200 g de açúcar
150 g de manteiga
200 g de farinha com fermento
1 colher de chá de fermento para bolos
110 ml de sumo de laranja (sumo de duas laranjas grandes)
raspa de 1 laranja

Preparação na Bimby

0. Pré-aqueça o forno a 180ºC.

1. Coloque no copo os ovos inteiros, insira a borboleta e bata na velocidade 3/5 durante 3 minutos.

2. Adicione o açúcar e a manteiga e bata mais 2 minutos na mesma velocidade.

3. Junte o sumo e a raspa de laranja e bata mais um minuto.

4. Adicione aos poucos a farinha e o fermento através do bucal do copo, com a máquina em funcionamento.

5. Coloque num tabuleiro de queques ou em forminhas de alumínio formas de papel.

6. Encha as formas até dois terços da capacidade e leve ao forno cerca de 20 minutos ou até o queque se apresentar cozido.

7. Deixe arrefecer totalmente. Com um descaroçador de fruta, retire o meio do queque sem atingir o fundo. Recheie com o orange curd.

 

Ingredientes para o orange curd

160 g de açúcar
2 laranjas pequenas ou 1 média
60 g de manteiga
2 ovos

Preparação na Bimby

Coloque no copo o açúcar e pulverize 20 Seg/Vel. 9

Junte as cascas de laranja(só a parte amarela) e rale 15 Seg/Vel.9.

Adicione a manteiga, o sumo das laranjas e marque 1Minuto/Vel.2.

Junte os ovos e misture 10 Seg/Vel.4.

De seguida, programe 7 Minutos/80ºC/Vel.2. Retire, deixe arrefecer e recheie o centro de cada queque.

Poderá também cobrir o topo do queque com parte do curd de laranja.

 

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Queijadas de Côco

Estas queijadas são uma delícia. São mesmo as minhas eleitas. Para além de serem muito fáceis de fazer, como poderão constatar abaixo, são muito saborosas e leves. Difícil é mesmo ficarmo-nos só por uma.

Esta receita rende bastante, por isso, podem optar por utilizar metade das quantidades apresentadas. Utilizo massa folhada no exterior da queijada, mas se preferirem podem substituir por massa quebrada. Fica igualmente muito bom.

queijadas de côco_foodwithameaning

Ingredientes

500 g de açúcar

125 g de manteiga

250 g de côco

6 ovos

2 rolos de massa folhada quadrada

1 gema para pincelar

 

queijadas de côco

Modo de Preparação

1. Mistura-se a manteiga amolecida com os ovos e bate-se bem.

2. Adicionam-se os ovos inteiros e bate-se tudo muito novamente.

3. Untam-se as forminhas de alumínio com manteiga derretida.

4. Abre-se o rolo de massa folhada e passa-se ligeiramente o rolo por toda a superfície para a uniformizar.

5. Utiliza-se uma das formas de alumínio para servir de molde ao corte dos círculos de massa folhada. Poderão também utilizar um copo para o efeito.

6. Depois de cortados, colocam-se os círculos de massa dentro de cada forma.

7. Enche-se cada forminha com o preparado até pouco mais de metade da capacidade desta.

8. Pincelam-se os bordos da massa folhada com gema de ovo.

9. Vão a cozer em forno médio durante 30 minutos ou até o topo estar ligeiramente alourado e com aspeto estaladiço.

Servem-se ainda mornas ou à temperatura ambiente.

queijadas de côco_foodwithameaning

Pastel de Nata

Os fins de semana costumam ser palco de sobremesa. Às vezes, durante a semana, se tenho cá em casa os meus sobrinhos ou amigos dos meus filhos, sai um bolinho ou uns muffins para o lanche.

Estes pastéis em particular foram feitos para oferecer, mas como nós somos todos muito gulosos, optei por fazer a receita a dobrar para podermos saborear alguns.

Ficaram mesmo tentadores os pastéis.

pastéis de nata_foodwithameaning

Alegrei a mesa do lanche com umas flores selvagens que colhi por aqui.

pastéis de nata_foodwithameaning

Ingredientes para o recheio

250 g leite
250 g natas (utilizei frescas)
180 g açúcar
50 g farinha
5 gemas de ovo
1 pau de canela
Casca de 1 limão, só a parte amarela

Ingredientes para a massa

500 g massa folhada
1 ovo p/ pincelar

Acessórios

Borboleta

Preparação

  1. Coloque no copo todos os ingredientes do recheio, exceto a casca do limão e o pau de canela e misture 10 seg/vel 4.
  2. Coloque a “borboleta”, junte a casca de limão, o pau de canela e programe 18 min/90ºC/vel 1 ½.
  3. Entretanto, estenda a massa folhada e forre formas pequenas previamente untadas.
  4. Pré-aqueça o forno a 200º C.
  5. Retire a casca do limão, o pau de canela e deite o preparado nas formas sem chegar aos bordos.
  6. Pincele o rebordo da massa com o ovo batido para que ganhe cor. Coloque no forno cerca de 20 minutos.
  7. Comprove se estão bem cozidos espetando um palito que deverá sair seco.

Notas importantes

Fiz uma adaptação ao tempo de cozedura dos pastéis. Os vinte minutos da receita original não são suficientes, a não ser que sejam forminhas mais pequenas do que as das natas convencionais.

Selecionei 180 ºC de temperatura, a resistência inferior, e deixei que as natas cozessem durante 40 minutos. Esta cozedura lenta deixa a massa folhada com uma cor uniforme. Apenas a três minutos do fim, liguei a resistência superior do forno para conferir um pouco de cor, mas convém ir vigiando para que não queimem.

Se decidir fazer a receita a dobrar, utilize 8 ovos são suficientes, especialmente se forem grandes. Mantenha também a mesma quantidade de limão. Será suficiente. Convém, no entanto, duplicar o pau de canela.

fonte:www.mundodereceitasbimby.com

Que tenham uma doce semana!

pastéis de nata_foodwithameaning

Donas Amélias para D. João V….Convidei para Jantar

À minha mesa esteve um imponente elemento da aristocracia portuguesa do século XVIII, D. João V, rei absoluto, a quem foi atribuído o cognome de o Magnânimo por ter sido um rei com um grande caráter. Apesar de muito rico, devido às grandes quantidades de ouro e pedras preciosas vindos do Brasil, era muito generoso na distribuição e aplicação da riqueza, sobretudo no investimento que fez nas artes, nas ciências e na cultura em geral.
O gosto pelas artes e pelo luxo fizeram com que as cerimónias oficiais da época, os cortejos e as embaixadas, que enviava ao estrangeiro, nunca passassem despercebidos tal era a sua grandiosidade e sumptuosidade.
A vida de D. João V na corte era repleta de  animosidade. Foi conhecido por organizar extensos banquetes, bailes, concertos de cravo, de violino e canto, espetáculos de teatro, jogos de salão e fogos de artifício, eventos estes que tinham como cenário ricos salões decorados segundo a arte barroca, adornados com talha dourada, pinturas, esculturas e com imponentes candeeiros de cristal que pendiam dos tetos altos.
Às mesas dos banquetes chegavam todo o tipo de iguarias, servidas, por empregados impecavelmente vestidos, em peças de porcelana ou em salvas de prata, de acordo com as regras de etiqueta trazidas de França. Não faltava igualmente as novidades da época, como o café, o chocolate, o chá e o tabaco moído.
Nos bailes, onde se dançava o minuete e a pavana, toda a corte se passeava com ricos fatos que seguiam a moda francesa, com destaque para os saltos altos, quer no feminino como no masculino, os tecidos bordados – veludos, brocados, sedas e rendas- com fio de ouro e pedras preciosas, cabeleiras postiças de grandes dimensões com caras empoadas com pó de arroz branco e lábios pintados de vermelho vivo.

Ofereci a D. João V um lanche onde não faltaram variadas iguarias, mas onde se destacou a queijada D. Amélia, um doce tradicional criado e ofertado, pelas doceiras da ilha Terceira, à  Rainha D. Amélia , esposa do Rei D. Carlos, aquando da visita régia  que ocorreu em 1901.

Donas Amélias

500 gramas de açúcar
9 gemas de ovos
4 claras (batidas em neve)
200 gramas de manteiga (derretida e fria)
200 gramas de farinha de milho (o mais peneirada possível)
1 colher (de sopa) de canela em pó
6 colheres (de sopa) de mel de cana
100 gramas de passas
50 gramas de cidrão (picado muito fino)
raspa de 1 limão pequeno
1 pitada de sal
1 colher (de café) de noz moscada
Bate-se o açúcar com as gemas até formar uma massa presa, juntando-se depois a canela, as passas, o cidrão, a noz moscada, a raspa de limão e o sal.

Bate-se mais algum tempo, e quando estiver bem ligado, junta-se a manteiga derretida e fria, de seguida, as claras batidas em neve, e por último, a farinha e o mel.

Sempre que se junta qualquer dos ingredientes mencionados, bate-se a massa a fim de os ligar.

Vaza-se a massa em pequenas formas (untadas e polvilhadas) e vão ao forno , não muito quente, em tabuleiros.

Quando cozidos, retiram-se das formas e polvilham-se com açúcar refinado.

Fonte da Receita: Delícias e Companhia

Com o rei D. João V e com as D. Amélias, doce típico da gastronomia terceirense, participo na 8º edição do Convidei para Jantar, criado pela Ana, do blogue Anasbageri, um maravilhoso projeto agora dinamizado  pelo blogue Alice na Cozinha Maravilha.

Um resto de doce semana!

Patrícia Cheio ( dinamizadora do blogue e autora das fotos deste post)