Showcookings Supermercados Guarita…uma parceria deliciosa

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Este mês de junho irei dinamizar vários showcookings  nos quatro Supermercados Guarita da ilha Terceira, todos associados a esta nova parceria com a empresa. Cada um dos supermercados irá ser palco de dois showcookings diferentes, onde os Produtos Regionais receberão destaque.

Como ainda existem vagas, quem estiver interessado vai a tempo de se inscrever junto do balcão central do Supermercado Guarita mais próximo de si.

O primeiro showcooking é já esta quinta, dia 8, na loja da Terra do Pão, em São Mateus, das 17.00 às 19.00. Nesta primeira sequência de showcookings será dado destaque à Charcutaria e ao Talho. Serão confecionadas duas entradas, um prato principal com acompanhamentos e uma sobremesa. A mesma sequência de receitas repete-se nos dias 9, 10 e 12 nas lojas abaixo mencionadas. Ainda no âmbito dos produtos regionais, mas seguindo uma vertente mais saudável, terá início a segunda sequência de showcookings, mais especificamente nos dias 14, 15, 16 e 18 e nas lojas abaixo referidas.

Showcookings

8 de junho- São Mateus – 17.00
9 de junho- Praia da Vitória – 17.00
10 de junho – Porto Judeu – 10.00
12 de junho – Angra -17.00

14 de junho – S. Mateus- 17.00
15 de junho – Praia da Vitória – 10.00
16 de junho – Angra – 17.00
18 de junho – Porto Judeu – 10.00

Prometo que vamos ter momentos deliciosos!

Participe e saboreie as receitas confecionadas com produtos regionais.

Alcatra mista…em domingo de primeiro bodo

Hoje é o dia do primeiro bodo, ou seja, o domingo principal das Festas do Divino Espírito Santo celebradas aqui nos Açores  pela maioria dos habitantes com um misto de devoção e de oportunidade de saborear os pratos típicos desta época. Cumprindo parcialmente a tradição, resolvi apresentar-vos a receita tradicional do prato mais típico da minha ilha, a alcatra. Digo parcialmente, porque, pela primeira vez, resolvi fazer uma alcatra à qual adicionei alguns pedaços de entrecosto e pá de porco, ingredientes que não constam da receita genuína, a qual descrevo abaixo. E como não há alcatra que se preze que não seja cozinhada em alguidar de barro, fui buscar o maior que tinha, comprado na Olaria de S.Bento, e comecei a preparar a receita.

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Ingredientes

  • 2 kg de rabadilha
  • 1 kg de chambão com osso
  • 8 cebolas médias
  • 300 g de toucinho fumado
  • 10 grãos de pimenta do reino
  • 8 grãos de pimenta da Jamaica
  • 1 a 2 folhas de louro
  • 1 pau de canela
  • vinho de cheiro ou tinto maduro ou vinho branco seco (prefiro este último)
  • 1 colher de sopa de vinagre
  • 1 chávena de água
  • 30 g de manteiga
  • 20 g de banha
  • 2 colheres de sopa de massa de malagueta
  • sal grosso

 

Modo de Confeção da Alcatra

1. Unte o alguidar com manteiga ou banha.

2. No fundo, coloca-se uma camada de cebolas às rodelas, toucinho às lascas, carne aos bocados.

3. Tempera-se com os grãos, o louro, canela e o sal.

4. Repete-se o mesmo procedimento, fazendo camadas até se esgotarem os ingredientes. A última camada deve ser de cebolas.

5. Cobre-se tudo com vinho, com uma chávena de água e vinagre.

6. Termina-se com cebola e nozes de manteiga.

7. Se não tiver forno de lenha, leve a alcatra a cozer em forno médio, durante 3 a 4 horas.

8. Se for necessário acrescenta-se um pouco de mistura de vinho e água.

9. Deve virar-se a carne a meio da cozedura e servir no próprio alguidar.

10. A Alcatra é acompanhada com fatias de massa sovada.

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Mousse de mirtilo açoriano

Quando se aproxima o final de agosto, penso em uva-da-serra, o mirtilo endémico açoriano. Com esta fruta já confecionei algumas receitas, que tenho vindo a publicar no blogue. Desta vez, experimentei utilizá-lo para fazer esta mousse. A cor vibrante da sobremesa ganhou destaque quando conjugada com estas taças brancas que adquiri nas promoções DeBorla. Ficou um mimo, não acham?

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Ingredientes para 8 doses

300 g de uva-da-serra (mirtilo açoriano)

200g de açúcar em pó

2 colheres de sopa de sumo de lima

2 claras

Acessórios

Borboleta

Preparação na Bimby

1. Pulverizar o açúcar iniciando na vel 5 até à 9.

2. Adicionar as cerejas congeladas e triturar 30seg. na vel. 5.

3. Sem retirar o preparado do copo, colocar a borboleta e bater as claras  com o sumo de lima  durante 3 minutos na velocidade 3 1/2, até que obtenha uma espuma tipo merengue.

Servir de imediato ou guardar no congelador de um dia para o outro e servir na versão gelado.

 

Preparação Tradicional

1. Colocar o açúcar em pó e a fruta congelada num copo misturador. Triturar muito bem até obter um género de papa homogénea.

2. Colocar este preparado numa tigela, adicionar duas claras e o sumo de lima e bater com a batedeira elétrica até que as claras se transformem em merengue.

Servir de imediato ou guardar no congelador de um dia para o outro e servir na versão gelado.

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Entrada regional à moda da ilha do Pico

No sábado passado, fomos convidados para almoçar em casa de amigos. Decidi levar uma entrada totalmente elaborada com produtos made in Ilha do Pico, que tinha trazido de férias. Conjuguei o bolo de milho com a linguiça caseira e o queijo típico da ilha. Com recurso a uma forma de bolachas, recortei o bolo em pequenas flores, sobre o qual dispus rodelas de linguiça, fritas na frigideira sem recurso a gordura, e terminei com nuvens de queijo, a fazer lembrar as nebulosidade que muitas vezes envolve a  montanha mais alta e majestosa de Portugal.

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Canapé Regional

Ingredientes

1 bolo de milho
fatias de queijo do Pico (marca Alfredo)
rodelas de linguiça caseira (família Garcia)

*
palitos
cortador de bolachas

Preparação

1. Cortar a linguiça em rodelas e levar a fritar de ambos os lados numa frigideira. Deixar arrefecer ligeiramente.
2. Com um cortador de bolachas em forma de flor, cortar o bolo de milho.Reservar.
3. Cortar fatias de queijo, retirar a casca e com recurso ao mesmo cortador fazer nuvens de queijo.
4. Dispor em cima das flores de bolo de milho, a rodela de linguiça. Terminar com o queijo e prender todos os ingredientes com um palito.

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Os nossos amigos elogiaram a simbiose de ingredientes, e o que era para ser almoço estendeu-se languidamente pela tarde entre muita conversa, fotografias de férias e gargalhadas.
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Travessa retangular em lousa- loja DeBorla

Colheres de loiça branca – loja DeBorla

8 da manhã. Café e torta de amora

Acordei. Levantei-me. Dirigi-me até à máquina de café, quase de olhos fechados. Liguei-a. Escolhi a cápsula e deixei que o café escorresse lentamente para a chávena, difundindo pela cozinha um lento despertar. Pensei que estava em agosto e que possivelmente já houvessem amoras nas silvas. Pensei também que em breve iria apanhar uva-da-serra. Abri o frigorífico e retirei um frasco de compota de uva-da-serra para barrar na torrada. Enganei-me. Era efetivamente doce de amora. Devia rotular as compotas, mas nem sempre o faço. Confio na memória e limito-me a decifrar pelo exterior do frasco o conteúdo. Desta vez a estratégia não deu certo. Não fazia mal. Estamos no tempo das amoras. Iria apanhá-las para guardar este fruto de fim de verão e poder disfrutá-lo sempre que quisesse. De repente, pensei que aquele doce ficaria muito bem como recheio de uma torta. E, assim, tudo se concretizou em meia hora, ainda a tempo do café da manhã cá de casa. Para mim, toda a altura do dia podia ser o momento certo para se saborear um docinho. Cortei a torta em fatias generosas e acondicionei-as numa marmita para oferecer a amigos. A comida sabe sempre melhor quando é partilhada.

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Torta de Amora Silvestre

Ingredientes

6 ovos

150 g de açúcar (a receita dizia 200)

200 g de farinha (a receita dizia 250g)

1 colher de café de aroma de baunilha ( não incluído na receita original)

2 colheres de chá rasas de fermento para bolos

1 frasco de compota (usei de amora silvestre)

 

Preparação

Ligar o forno a 180ºC.

Bater os 6 ovos inteiros com 150 g de açúcar  durante dois minutos.

Juntar a farinha, 200 g,  o aroma de baunilha e duas colheres de chá rasas de fermento para bolos. Bater tudo.

Forrar o tabuleiro do forno com papel vegetal. Untar o papel vegetal com manteiga e polvilhar com farinha.

Verter o preparado para o tabuleiro.

Cozer durante 15 minutos.

Desenformar de imediato para cima de uma toalha polvilhada com açúcar. Deixar arrefecer 10 minutos e rechear com o doce que se desejar.

Usar a toalha para ajudar a enrolar a torta.

Dicas:

  1. Não deixar que a torta coza demasiado. Poderá ter tendência para quebrar ao desenrolar; Quinze minutos serão aqui suficientes.
  2. Desenrolar com cuidado, apertando a torta uniformemente contra a toalha polvilhada de açúcar.

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receita adaptada do livro básico da Bimby

A magia dos cristais de água

planta do gelo

A erva-do-orvalho  ou planta do gelo (Mesembryanthemum crystallinum) é uma pequena erva rasteira que normalmente não ultrapassa os 10 cm de altura. As suas folhas são suculentas e os seus talos podem ser consumidos crus ou cozidos. O seu aspecto singular faz com que seja mais cultivada como planta ornamental do que como hortaliça, pois esta planta fica coberta com brilhantes células  que armazenam água e que brilham com a luz solar, dando a aparência de estarem cobertas de cristais de gelo ou de gotas de orvalho, facto que também explica os vários dos nomes atribuídos a esta erva. Em conversa com Avelino Ormonde, dono da Quinta Biológia Biofontinhas, da qual já falei aqui, e produtor desta raridade, fiquei a saber que também há quem denomine a planta de pérolas e raminhos do mar, devido ao sabor salgado e marisqueiro dos cristais de água. Confessei ao Avelino que ao saborear a planta em cru fiz uma viagem até às rochas atlânticas e ao sabor das cracas. Ele concordou comigo.

planta do gelo

Na gastronomia, é uma planta utilizada em saladas e em pratos de peixe. Tal como a salicórnia, da qual vos falarei no próximo post, a planta do gelo poderá substituir naturalmente o sal na receita a ser confecionada, sendo, por isso, um substituto muito saudável. Desta vez, decidi integrá-la num arroz de espigos que serviu de acompanhamento a uma garoupa grelhada na brasa. A aproximação do verão já pede churrascos e coisas a saber a mar.

garoupa com arroz de espigos e pérolas do mar- planta do gelo.

fonte da imagem com a planta do gelo em flor

 

Garoupa grelhada

Escama-se e lava-se o peixe.

Retiram-se as entranhas.

Fazem-se uns cortes nos lombos.

Seca-se com papel de cozinha.

Tempera-se com sal.

Coloca-se na grelha bem quente.

Rega-se em ambos os lados com molho de manteiga, alecrim, hortelã-pimenta e alho fresco picado muito finamente.

Espreme-se sobre o peixe umas gotas de sumo de limão imediatamente antes de servir.

 

Molho de manteiga e menta

Leva-se a derreter a manteiga  com o alho e juntam-se as ervas aromáticas picadas finamente. Juntam-se umas gotas de tabasco.

 

Arroz de espigos e planta do gelo

1 chávena de arroz

2 1/2 chávenas de água

1 molho de espigos (grelos de couve)

planta do gelo

1 cebola pequena

1 dente de alho

azeite

sal

Preparação do arroz

Num tacho, coloquei a cebola  e o alho picadinhos e refoguei ligeiramente em azeite.

Juntei o arroz e deixei fritar um pouco.

Adicionei os espigos cortados aos pedaços e a planta do gelo.

Envolvi no arroz e acrescentei mais um pouco de azeite.

Adicionei a água a ferver e temperei com pouco sal em virtude da planta do gelo já ser salgada.

Deixei cozinhar em lume médio com o tacho tapado até o arroz ter absorvido a água.

garoupa com arroz de espigos e pérolas do mar- planta do gelo.garoupa com arroz de espigos e pérolas do mar- planta do gelo.

Travessa e prato da loja DeBorla

Bolos Lêvedos

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Bolos Lêvedos

Os bolos lêvedos são uns bolinhos fofos tradicionais de Furnas na Ilha de São Miguel, Açores. Fazem mesmo parte do cartaz turístico para quem visita a freguesia de Furnas. Hoje já se fabricam em outras freguesias  e noutras ilhas, como acontece aqui na ilha Terceira. São uma espécie de panquecas altas que podem ser servidas simples ou recheadas com doces diversos ou até mesmo, na versão salgada, com uma fatia de queijo e outra de fiambre. Por cá, a Quinta dos Açores, até já utiliza o bolo lêvedo ao jeito francesinha. Uma verdadeira delícia!
Manda a tradição que sejam confecionados em sertã de barro sobre lume de lenha, mas poderão ser feitos na frigideira em fogão de gás ou elétrico, desde que a cozedura seja feita na temperatura mínima para que fiquem apenas dourados e cozinhados na íntegra. Estes bolos têm a vantagem de não serem cozinhados com gordura.
Como foi a primeira vez que eu fiz bolos lêvedos, estava um pouco apreensiva. Desconfiava que ficassem cozinhados no interior. Não sabia o tempo de cozedura de cada face do bolo. Fiz pesquisa sobre este pormenor e nenhuma das receitas era esclarecedora em relação a este facto. Acabei por perceber, por experiência própria que é quase impossível contabilizar o tempo pois este varia. Temos é de estar atentos à formação do solo/crosta na base do bolo. Quando este/esta estiver ligeiramente dura para suportar o peso da massa ao ser virada, o bolo está no ponto para ser virado para se cozinhar a outra face. Não se intimidem pelo facto dos bordas do bolo ainda estarem moles e com aspeto encruado. Não se esqueçam que ao cozinhar do outro lado o calor vai continuar a infiltrar-se na massa para a cozinhar até ao centro.
Quando comecei a adicionar os ingredientes, reparei que a consistência da massa era bastante mole, agarrando-se às mãos constantemente. Terão de suportar esta fase enquanto amassam todos os ingredientes ou então utilizem um robô de cozinha. Não cometam o erro de adicionar farinha até que se despegue. Deixem levedar primeiro. Quando a massa tiver duplicado de tamanho, polvilhem as mãos com farinha, tirem pedaços de massa e formem uma bola do tamanho de uma laranja pequena sem mexer muito com a massa. Coloquem as bolas de massa, com os remates virados para baixo, em cima de um pano enfarinhado e deixem repousar, tapadas por um pano, mais 30 minutos. Vão reparar que estas voltarão a aumentar de tamanho.
A parte mais fácil da receita é mesmo a de colocar as bolas de massa na frigideira, espalmá-las até que fiquem com um dedo de espessura e deixá-las cozinhar, seguindo as dicas que vos dei acima. Cozinhei os bolos em fogão elétrico em frigideira anti-aderente e em fogão a gás em sertã de ferro fundido. Queria mesmo perceber se haveria diferença no sabor. Não achei que ficassem diferentes, com a exceção de no fogão a gás e com a sertã de ferro não conseguir controlar a temperatura da cozedura, ficando estes bolos ligeiramente mais tostados do que os feitos na placa elétrica. Nesta última mantive as frigideiras com a temperatura constante de 2, numa escala de 0 a 9.
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Ingredientes (para 6 a 8 bolos)

1/2 kg de farinha de trigo
125 g de margarina ou manteiga
125 g de açúcar
20 g de fermento de padeiro (ou 1 saqueta de levedura seca de 11 g tipo fermipan)
2 dl de leite
raspa de limão
2 ovos
Preparação tradicional
1. Peneire a farinha para um alguidar e faça uma cova no meio, junte o açúcar, os ovos, a margarina, a raspa de limão e comece a misturar, dissolva o fermento no leite morno e acrescente à farinha amassando e sovando a massa muito bem.
2. Deixe levedar em local aquecido até dobrar de volume, bem tapada.
3. Faça bolas do tamanho de uma laranja e disponha em tabuleiros ou panos polvilhados com farinha e deixe repousar por mais 30 minutos.
4. Pegue em cada uma das bolas e vá achatando tipo panqueca.
5. Polvilhe uma sertã ou uma frigideira anti-aderente com farinha e deixe cozinhar em lume muito brando de um lado e do outro.
Preparação na Bimby
1. Deitar no copo o leite, a manteiga e o açúcar programar 2 m. temp 37ºC vel.1.
2. Juntar os ovos uns seg. na vel. 5.
3. Acrescentar a farinha e o fermento fermipan e misturar 30 segundos na vel. 5 e 2 a 3 minutos na velocidade espiga.
4. Seguir os passos 2,3,4,5 da preparação tradicional.
Dicas. Encontram-se no texto introdutório.
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 Inspirações para esta receita 

GUEDES, Francisco,Receitas Portuguesas, Os pratos típicos de todas as regiões, Publicações D. Quixote, 2000.

ANDRADE, Margarida Freire, Gastronomia Açoriana, Educação Tecnológica 8ºano, 1993-1994, Escola Secundária Geral e Básica das Laranjeiras; Ponta Delgada.

http://receitas-nani.blogspot.pt/2008/04/bolos-levedos-dos-aores.html