Pãezinhos de Queijo com Polvilho Doce

Existe uma grande variedade de produtos feitos a partir da mandioca, sendo um deles o polvilho. Tanto o polvilho doce como o azedo são fécula de mandioca. Como permanecem algumas dúvidas quanto a estes ingredientes, resolvi proceder a alguns esclarecimentos que poderão ajudar na interpretação de algumas receitas.

  • Fécula: quando proveniente de partes subterrâneas das plantas(tubérculos, raízes e rizomas)..
  • Amido: extraído das partes aéreas comestíveis das plantas (grãos, sementes)
  • Fécula de mandiocaGoma e Polvilho doce são sinónimos. Porém, o termo técnico correto é: fécula de mandioca.
  • Fécula de mandioca (polvilho doce) e polvilho azedo: a diferença está na fermentação que o azedo passa, o doce não é fermentado.
  • Polvilho Azedo: produto diferente, tem como base a fécula de mandioca. Fermentado por 15-40 dias por ação de microrganismos e acidez deve chegar a 5%.
  • Goma de mandioca: fécula de mandioca humidificada.
  • Glúten: a mandioca não tem glúten naturalmente. Logo, os polvilhos também não devem ter.
  • Calorias: Cerca de 100g tem 340kcal

Informações recolhidas e adaptadas daqui

E agora apresento-vos os nossos Pãezinhos de Queijo com Polvilho Doce

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Ingredientes

  • 500 g de polvilho (fécula de mandioca) doce
  • 1/2 chávena de leite (120ml aprox.)
  • 1/2 chávena de água
  • 1/2 chávena de óleo
  • 2 ovos
  • 200g de queijo ralado (3/4 de queijo tipo ilha – S. Jorge+1/4 de queijo flamengo)
  • sal a gosto (1 colher de café)

Preparação

  1. Ferva o leite e a água com o óleo e o sal, e escalde o polvilho, mexendo com uma colher de pau.
  2. Deixe arrefecer.
  3. Acrescente os outros ingredientes e amasse bem.
  4. Faça bolinhas e leve a cozer em forno previamente aquecido (200ºC) durante 30 minutos.

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Lievito madre…Pão de sementes

Este proposta que vos trago hoje foi uma das receitas confecionadas na formação que frequentei sobre Pão Artesanal, Risottos e Arancini, dinamizada pela formadora Ana Simas, após a mesma ter participado numa formação em Itália.  Éramos doze formandos muito entusiasmados e colaborativos e adorámos preparar os fermentos para o pão, os ingredientes para os risottos e, finalmente, moldar e fritar os arancini. Foi muito bom partilhar algumas horas com pessoas que, tal como eu, têm a paixão pela cozinha e adoram convívios culinários.
Desta formação ficou a vontade de fazer em casa o fermento natural, isco ou massa-mãe. Fui beber mais ensinamentos ao blogue do Filipe Frazão, Chilli com Todos, um blogue de referência para mim.

E cá está um pão rústico, delicioso e que inspira saúde.

Pão de Sementes

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Lievito Madre (fermento natural/ massa mãe)

Segundo o Filipe, “usar farinha biológica integral aumenta em muito a probabilidade de sucesso do starter. As farinhas integrais contém fungos importantes para o metabolismo da bactéria ácido-láctica, promovendo assim a fermentação natural. Como as farinhas não biológicas são lavadas com fungicidas, esses fungos são eliminados, reduzindo a probabilidade de sucesso. Em relação à água o princípio é semelhante, o cloro presente na água da torneira acaba por eliminar também os fungos que queremos preservar. A ideia é tentar manter a integridade biológica do starter nos seus primeiros dias de vida. Por isso usem água engarrafada e farinha biológica pelo menos nos primeiros dias, até o seu estado de fermentação ser suficientemente forte.”

Tal como o Filipe, eu fiz um starter de centeio.

Dia 1

  • 25g de farinha de centeio integral bio
  • 50g de água mineral a 35ºC/95°F

Total: 75g

“Misture a farinha e a água com os dedos num recipiente à parte até obter uma mistura pastosa (antes de misturar lave as mãos com pouco sabão). De seguida transfira essa mistura para o frasco, feche-o e reserve num local morno até o dia seguinte, longe de correntes de ar. Nunca o coloque directamente em cima de uma fonte de calor nem ao sol. Os fungos morrem a partir dos 60°. (As nossas mãos contém a bactéria lactobacillus sanfranciscensis, uma das bactérias presentes no sourdough, por isso é importante misturar com os dedos)

Dia 2

  • (75g do dia anterior)
  • 25g de farinha de centeio integral bio
  • 50g de água mineral a 35ºC/95°F

Total: 150g

Misture a farinha e a água num recipiente à parte. Transfira essa mistura para o frasco e envolva-a com a mistura do dia anterior. Feche o frasco e reserve num local morno até o dia seguinte.

Algumas bolhas devem começar surgir na superfície ao fim do segundo dia.

Dia 3

  • (150g do dia anterior)
  • 25g de farinha de centeio integral bio
  • 50g de água mineral a 35ºC/95°F

Total: 225g

Misture a farinha e a água num recipiente à parte. Transfira essa mistura para o frasco e envolva-a com a que já está lá dentro. Feche o frasco e reserve num local morno até o dia seguinte.

No terceiro e quarto dias começa a ocorrer um arejamento da massa, visível pela formação de bolhas nas laterais do frasco, uma estrutura semelhante a favos de mel.

Dia 4

  • (225g do dia anterior)
  • 50g de farinha de centeio integral bio
  • 50g de água mineral a 35ºC/95°F

Total: 325g

Misture a farinha e a água num recipiente à parte. Transfira essa mistura para o frasco e envolva-a com a que já está lá dentro. Feche o frasco e reserve num local morno até o dia seguinte.

Ao fim do quarto dia temos um starter com um aroma frutado e avinagrado e apresenta muitas bolhas. Está cheio de vida, repleto de fungos e ácido-láctico, pronto a ser usado na produção de pão!

No entanto, alguns starters podem levar mais tempo a desenvolver-se e a razão principal pode ser a temperatura. Se for o caso, espere mais um dia ou dois e mude o frasco para um local mais quente.” *

*fonte

Pão de Sementes com Lievito Madre (receita by Ana Simas)

Ingredientes:

  • 170g de grão e/ou flocos (usei centeio e trigo integral)+0,3 l de água+sal
  • 20 g de fermento natural (lievito madre)+ um pouco de água+um pouco de farinha T65
  • 500 g de farinha T65 + 20 g de sementes (usei girassol)+20 de erva doce ou de coentros

Preparação: 

  1. Dissolver o sal na água e juntar os grãos/flocos.
  2. Misturar o fermento com a água e a farinha e deixar levedar cerca de meia hora.
  3. Misturar a farinha com as sementes.
  4. Misturar tudo, juntar a água necessária e amassar muito bem.
  5. Polvilhar com farinha e deixar levedar cerca de 12 horas dentro de uma taça.
  6. Ao fim deste tempo, virar a massa (a massa abate) e deixar levedar mais 2 ou 3 horas.
  7. De preferência, usar uma base de ferro para cozer o pão.
  8. Aquecer bem a base, colocar a massa na base e levar a forno pré-aquecido a 180 ºC. Colocar uma taça com água dentro do forno.
  9. Coze cerca de hora e meia.

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Pão de Chouriço na cesta do piquenique

Todos os anos realizamos piqueniques no verão. Os dias são grandes, a luz prolonga-se e os fins de tarde enchem-me de lânguida preguiça. Há tempo para tudo. Deste tudo fazem parte os banhos de mar, as pescarias, os churrascos, os jantares tardios e os piqueniques, quase sempre em parques florestais.

Este pãozinho com chouriço é, sem dúvida, uma excelente opção para incorporar a cesta do vosso próximo piquenique. Não acham?

 

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Ingredientes
600 g de água
11 g de fermento seco
1kg de farinha tipo 65
2 colheres de chá de sal
rodelas de chourição

Preparação

1.  Coloque a água e o sal num tacho e  misture até a água estar morna e o sal completamente dissolvido.
2. Coloque a farinha num monte sobre a bancada, e faça um buraco no centro e coloque lá dentro o fermento em pó.
3. Adicione um pouco de água e, com a ajuda de um garfo, misture puxando a farinha das laterais para o centro, de modo a dissolver o fermento. Adicione a restante água e misture com a farinha, amassando durante 5 minutos, até que a massa despegue das mãos e esteja homogénea e elástica. Se necessário adicione mais um pouco de farinha.
4. Coloque a massa numa taça grande e tape-a com um pano, e deixe repousar durante 2 horas, ou até dobrar de volume, em local seco e sem correntes de ar (costumo colocar a taça no micro-ondas fechado e desligado).
5. Polvilhe a bancada com um pouco de farinha e divida a massa em 6 partes iguais.
7. Estique cada pedaço de massa com as mãos, formando um retângulo. Coloque algumas fatias de chourição  sobre a massa e enrole, unindo depois as extremidades.
8. Forre um tabuleiro com papel vegetal e coloque sobre ele os pães com chouriço, tape com um pano e deixe descansar durante 1 hora.
9. Polvilhe-os com um pouco de farinha e leve-os ao forno pré-aquecido nos 200 ºC durante, aproximadamente, 30 minutos.

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Folar Folhado em Rosas…Dia Um…Na Cozinha

Há dias que nos enchem o coração! Hoje foi um deles. Dia um de abril de 2017. Dia de workshop dedicado aos Folares de Páscoa. Dia do lançamento do livro Doçaria Açoriana, de Teresa Perdigão. Dia de “Dia Um…Na Cozinha“, uma iniciativa à qual aderi faz bastante tempo e para a qual não podia deixar de contribuir, mesmo depois de um dia de muito trabalho à volta de folares doces e salgados, mas que me deixou muito feliz.

Como  o tema deste mês é dedicado ao ovo, este super alimento tão básico mas com elevado potencial devido à sua versatilidade e presença em pratos salgados e doces, decidi enaltecê-lo através deste folar folhado em rosas, que primeiro enche o olho, deliciando, de seguida, o paladar.

folar folhado de rosas

Quando pensamos na palavra Folar, é feita imediata correspondência aos ovos, quer eles estejam visíveis a decorar a massa quer a incorporem e concorram para a riqueza e textura da mesma.

Inspirei-me nesta receita deliciosa da Margarida, autora do blogue Figo Lampo.   Tal como a Margarida fez, eu também decidi atribuir a este folar outra roupagem, um pouco diferente da tradicional, que dispõe a massa em camadas, pinceladas com manteiga, açúcar amarelo e canela. Optei assim por fazer o folar com o formato de rosas. E que lindo ficou, não acham? Uma ótima ideia para a vossa mesa de domingo de Páscoa!

Folar folhado em rosas
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Ingredientes
560 g de farinha sem fermento T-65
25g de fermento fresco ou 15 g de fermento seco (Fermipan)
sumo de 1 laranja,
75ml de leite amornado
35g de banha derretida
85g de manteiga derretida
1/2 cálice de aguardente
3 colheres de sopa de açúcar
1 colher de chá de erva-doce em pó
1 colher de chá de canela
1 ovo pequeno
1 pitada de sal
Ingredientes para folhar:
manteiga derretida
mel
açúcar amarelo
açúcar mascavado escuro
canela em pó
Modo Tradicional:

Coloque a farinha e o sal num recipiente fundo e abra uma cavidade no centro. Desfaça o fermento no leite morno e coloque-o nessa cavidade. Junte o açúcar, a erva-doce, a canela, as gorduras, o ovo, o sumo de laranja e a aguardente. Retire a farinha da periferia para o centro e amasse muito bem até obter uma massa macia. Coloque-a num recipiente, cubra com um pano e deixe levedar até dobrar o volume.

Retire a massa para uma superfície enfarinhada e divida-a em porções do mesmo peso. Estique uma de cada vez com ajuda do rolo (deverá ficar bem fina) até obter rectângulos Pincele com a manteiga derretida, polvilhe abundantemente com o açúcar amarelo e a canela em pó. Por fim regue com o mel (1 colher de sopa bem cheia) e enrole como se fosse uma torta. Proceda da mesma forma com as restantes porções de massa. Poderá também, esticar a massa, formar um retângulo, pincelá-lo com manteiga derretida, açúcar amarelo e mascavado, canela em pó e mel. Fazer um rolo único e depois cortá-lo em pedaços iguais, formando assim os rolinhos das rosas. Numa forma redonda (21cm) forrada com papel vegetal e untada com manteiga, disponha três ou quatro rosas no centro e as restantes em volta. Deixe algum espaço entre elas para que possam crescer no segundo processo de levedação. Tape a forma com um pano e deixe levedar novamente até dobrar o volume.
Coloque umas nozes de manteiga sobre as rosas, polvilhe com um pouco de açúcar amarelo e canela e leve ao forno pré-aquecido a 190º durante aproximadamente 30-40 minutos. Se verificar que o topo começa a queimar cubra a forma com papel de alumínio.
Desenforme depois de frio.

Para preparação na máquina de fazer pão:

(mfp): Coloque a farinha e o sal na cuba da máquina e abra uma cavidade no centro. Desfaça o fermento no leite morno e coloque-o nessa cavidade. Junte o açúcar, a erva-doce, as gorduras, o ovo, o sumo de laranja e a aguardente. Inicie o programa amassar. Deixe o programa seguir até ao final (levedação incluída). Depois proceda segundo o modo tradicional.
Para preparação em robô de cozinha:
(Bimby): Coloque o leite e o fermento no copo e marque 37ºC, 2 Minutos, Vel. 2. Introduza no copo os restantes ingredientes e marque Velocidade Espiga durante 3 Minutos.  Depois proceda segundo o modo tradicional.
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folar folhado de rosas

Logotipo Dia Um... Na Cozinha Abril 2017

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Aproveito esta oportunidade para partilhar convosco também a tradicional receita do Folar de Folhas Algarvio, caso pretendam reproduzi-lo.

Receita do Folar de Folhas de Olhão

Ingredientes para a massa

250 g de farinha

15 g de fermento de padeiro fresco (usei 1/2 saqueta de fermento granulado)

30 g de banha

60 g de manteiga

1 pitada de sal

20 g de açúcar

100 ml de sumo de laranja

1 c. sopa de aguardente 1 c. chá (rasa) de erva doce

40 ml de leite morno

 

Ingredientes para o recheio

120g de açúcar amarelo

50 g de manteiga derretida 1 noz de manteiga

Canela em pó a gosto

 

Preparação

Comece por amornar o leite e desfaça nele o fermento.

Num recipiente largo, misture a farinha, o sal, o açúcar e a erva doce. Acrescente a manteiga e a banha e misture, com a ponta dos dedos, até obter uma espécie de farelo. Faça uma cavidade ao centro desta mistura e adicione o sumo da laranja, a aguardente e o fermento dissolvido. Amasse muito bem a massa até que esta se encontre elástica, mas fofa e homogénea (se a massa estiver a colar nas mãos, adicione um pouco de farinha e amasse mais 2 minutos).

Forme uma bola com a massa, faça-lhe uma cruz ao centro (será para verificar se levedou; quando a cruz desaparecer está pronto), tape com um pano e deixe levedar por, cerca de, 2-3 horas ou até duplicar.

Entretanto, unte com manteiga uma panelinha estreita e polvilhe-a com açúcar amarelo.

Divida a massa em 8 partes iguais, amasse-as um pouco e forme um círculo, igual ao do diâmetro da panela que usar, com cada uma delas.

Adicione 2 c. sopa de sopa de açúcar amarelo ao fundo da panela, polvilhe com um pouco de canela e uma noz de manteiga distribuída em pedacinhos.

Acrescente o primeiro círculo de massa, unte-o com a manteiga derretida, cubra com açúcar e canela e assim sucessivamente até chegar ao último círculo de massa. Termine polvilhando com açúcar, canela e mais uns pedacinhos de manteiga.

Tape o folar com um pano e deixe-o levedar novamente por mais 1-2 horas.

Quando dobrar de volume, coloque-o em forno, pré aquecido a 180ºC por 30-45 minutos. Assim que estiver cozido, desenforme-o, ainda quente (se o caramelo secar será muito difícil de desenformar).

Hot Cross Buns

O “Sweet World” é um passatempo proposto por duas meninas, a Lia, do blogue Lemon & Vanilla, e a Susana, do Basta Cheio. A 1ª edição começou no Reino Unido com o Queen of Puddings e a 2ª edição levou-nos até à América para confecionarmos  o Brooklyn Blackout Cake, simplesmente o melhor bolo de chocolate do mundo, como poderão constatar no meu post anterior. Nesta 3ª edição do Sweet World, voltamos ao Reino Unido para festejar a época da Páscoa com dois clássicos britânicos: os Hot Cross Buns e o Simnel Cake. Eu optei pela confeção dos HotCross Buns, uns pãezinhos adoçicados a fazer lembrar o nosso folar doce e o panetone italiano.

As cocottes têm a assinatura DeBORLA e são um mimo, não acham? Eu não consegui resistir-lhes!

As Easter Crackers, que anunciam Joy and Peace, foram uma oferta que guardo com muito carinho. Obrigada D. Cá estão elas, reborn!

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A Lia inspirou-se neste post e relata-nos factos e curiosidades sobre os Hot Cross Buns, que passo a transcrever:
“O tradicional Hot Cross Bun é composto por bolinhas de massa lêveda e doce, cuja composição engloba especiarias e frutos secos, nomeadamente, passas de uva e groselhas secas. As bolinhas são decoradas com uma cruz no topo. Hoje em dia, é possível encontrar Hot Cross Buns à venda em supermercados o ano todo, enquanto que em tempos remotos, estas bolinhas eram consumidas apenas e unicamente na 6ª feira Santa. As origens da cruz no topo das bolinhas, remetem a um monge no Século XII. Reza a história que no Século XII, um monge Anglicano, terá confeccionado os Hot cross Buns, tendo-os marcado com uma cruz no topo, em homenagem à 6ª feira Santa. Os ditos bolinhos foram-se tornando populares e ganhado fama, especialmente durante o reinado da rainha Elizabeth I e tornaram-se num símbolo da Páscoa. Estavam a tornar-se tão comuns e corriqueiras que, nos finais do Século XVI, a Rainha Elizabeth I emitiu uma lei proibindo a venda ou confecção dos Hot Cross Buns, a não ser que fossem confeccionados especificamente para serem consumidos em funerais, Natal e 6ª feira Santa.
Aparentemente, os britânicos, sendo um povo muito supersticioso, acreditavam que os Hot Cross Buns tinham propriedades medicinais e mágicas e receavam que esses poderes estivessem a ser abusados e vulgarizados. Era tal a crença que, alguns chegaram mesmo a acreditar que os Buns confeccionados na 6ª feira Santa, nunca ficariam duros. Por forma a contornar a Lei instituída pela rainha Elizabeth I, estes bolinhos começaram a ser cada vez mais confeccionado (secretamente) em casas particulares, o que fez com que a Lei fosse difícil de manter e, eventualmente, tivesse de ser banida. Existem várias histórias que relatam que, supersticiosamente, os Hot Cross Buns só eram confeccionados na altura da Páscoa. Há uma lenda que diz que os Hot Cross Buns confeccionados numa 6ª feira Santa e pendurados dentro de casa, espantariam os espíritos malignos até à próxima 6ª feira Santa. Outra lenda diz que, confeccionados nesse dia (6ª feira Santa), os Hot Cross Buns protegeriam os barcos de naufragar. Outra das lendas diz que, partilhar um Hot Cross Bun com um ente querido na 6ª feira Santa, protegeria a amizade entre essas duas pessoas durante o ano seguinte.”

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Estão preparados para meter as mãos na massa?

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Hot Cross Buns
Ingredientes (para 10 a 12 porções)
  • 1 colher chá de filamentos de açafrão
  • 3 colheres sopa de água a ferver
  • 500g farinha de trigo branca para pão + extra para polvilhar
  • 1/2 colher chá bem cheia de sal fino
  • 75g açúcar refinado branco
  • 10g fermento de padeiro seco
  • 175ml leite gordo, aquecido
  • 2 ovos médios (de preferência biológicos), ligeiramente batidos
  • 75g manteiga com sal, amolecida + extra para untar a forma
  • óleo de girassol, para untar a taça
  • 75g de cada: groselhas secas, passas e casca de citrinos cristalizadas e picadas (eu só usei sultanas, tâmaras e ameixa seca).
clotted cream, para servir (poderão servir com créme fraîche)
Preparação:
  • Aquecer uma frigideira pequena sobre lume médio a alto.
  • Colocar os filamentos de açafrão na frigideira e aquecer por uns segundos, movendo-os, até que estes estejam ligeiramente tostados.
  • Colocar os filamentos de açafrão num almofariz, deixámos arrefecer um pouco e depois, reduzi-los a um pó fino.
  • Adicionar as 3 colheres de sopa de água a ferver e reservar.
  • Numa taça, peneirar a farinha, o fermento, o sal e o açúcar.
  • Fazer um buraco no centro da mistura e adicionar a água do açafrão, o leite morno, os ovos e os 75g de manteiga.
  • Misturar tudo muito bem com as pontas dos dedos, até tudo estar bem combinado e tiver obtido uma massa pegajosa, mas que não esteja demasiado molhada.
  • Colocar a massa sobre uma bancada ligeiramente polvilhada com farinha e amassar por cerca de 10 minutos, ou até obter uma massa sedosa e macia.
  • Colocar a massa numa taça untada com óleo, tapar com película aderente e deixar levedar por cerca de 1 hora e meia a 2 horas, ou até esta ter duplicado de tamanho.
  • Voltar a colocar a massa sobre uma superfície enfarinhada e amassar, retirando-lhe o ar.
  • Polvilhar a massa com metade dos frutos secos e amassar. Polvilhar com os frutos secos restantes e amassar de novo, até tudo estar bem incorporado.
  • Voltar a colocar a massa na taça untada com óleo, voltar a cobrir com película aderente e deixar levedar por mais 1 hora, ou até ter duplicado de volume, num local aquecido e longe de correntes de ar.
  • Entretanto, untar com manteiga e enfarinhar oito cocottes.
  • Depois de levedada, cortar a massa em 8 pedaços idênticos com o topo e a base arredondados.
  • Colocar as oito bolinhas nas cocottes.
  • Deixar levedar em local aquecido, por mais 1 hora.
  • Entretanto e quando virem que a massa está quase a tingir o ponto especificado, pré aquecer o forno a 180°C.
Para as cruzes:
  • 25g farinha de trigo branca
  • 1 colher chá de óleo de girassol
  • 2 a 3 colheres sopa de água fria
Preparação:
  • Misturar todos os ingredientes, por forma a obter uma pasta e colocar essa pasta num saco de pasteleiro equipado com um bico redondo e fininho.
  • Com o saco de pasteleiro, contendo a pasta acima mencionada,  desenhar uma cruz sobre cada bola de massa.
  • Levar ao forno por cerca de 35 a 40 minutos, ou até os buns estarem cozidos e douradinhos.
Para finalizar:
  • 75ml sumo de laranja natural
  • 2 colheres sopa de açúcar refinado branco ou mel claro (eu usei mel)
Preparação:
  • Quando os buns estiverem quase cozidos, levar o sumo de laranja e o açúcar ou mel ao lume e ferver até obter uma mistura com consistência de xarope.
  • Retirar os buns do forno e pincelar toda a superfície com o xarope de laranja.
  • Desenformar e arrefecer sobre uma grelha.
  • Servir em fatias, cobertos com clotted cream ou algo mais ao vosso gosto.

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Votos de uma Páscoa Feliz!

Croque Madame? Croque Monsieur?

O Croque Monsieur é uma espécie de tosta mista de queijo e presunto, entremeada e coberta com molho branco ou béchamel. O Croque Madame é uma versão do Monsieur  mas com a adição de um ovo estrelado no topo da sandes, de preferência com gema mole para verter durante o corte. Ambos são sugestões deliciosas para uma refeição rápida e reconfortante.

Croque Madame

croque-madame

Nesta receita, optei por substituir o presunto por fatias de bacon laminado previamente salteadas na frigideira.

Croque Madame de Bacon

  1. Faça o molho béchamel ou utilize o de compra.
  2. Leve as tiras de bacon a dourar numa frigideira sem adição de gordura. Reserve.
  3. Barre um dos lados de cada fatia de pão de forma com manteiga. Barre um dos lados de outra fatia com mostarda Dijon, disponha em cima da mostarda duas fatias de bacon dobradas e ¼ de chávena de queijo ralado (gruyere ou outro queijo) Coloque em cima a outra fatia de pão com o lado com manteiga virado para cima.
  4. Coloque uma frigideira com grelha ao lume. Disponha as sandes e cozinhe de ambos os lados até dourar (2 minutos de cada lado).
  5. Espalhe duas colheres de sopa de molho béchamel em cima de cada sandes; polvilhe com queijo ralado. Retire da frigideira e leve ao forno, num tabuleiro forrado com papel vegetal, para derreter e dourar o queijo (ligue a resistência superior e vigie).
  6. Numa frigideira com pouco óleo, frite ovos até que a clara fique cozinhada e a gema ainda líquida. Tempere com sal e pimenta e disponha um ovo em cima de cada sandes. Polvilhe com orégãos e sirva de imediato.croque madame

croque madame

Cornucópias e paté de salmão

Workshop_Piquenique

Desenvolvi esta receita para o workshop DeBorla entitulado “Na Cesta do Piquenique”. Ontem descobri  que ainda não a tinha partilhado convosco. Na realidade, estas cornucópias de massa fofa são deliciosas para o pequeno almoço, para o lanche ou para um piquenique em família. Podem ser complementadas com um recheio doce ou salgado. Preparei um paté com queijo creme, salmão fumado e alcaparras que encantou quem provou.

Utilizei formas metálicas de cornucópia, nas quais envolvi a massa antes de ir ao forno.

cornucópias com paté de salmão fumado

Cornucópias com paté de salmão fumado

Ingredientes para os cones

  • 1k g de farinha
  • 20g de açúcar
  • 5 g de sal
  • 25 g de fermento fresco ou 3 colheres de chá de fermento seco
  • 50 ml de água morna
  • 2 ovos
  • 170 ml de leite
  • 60g de manteiga derretida
  • 1 ovo para pincelar
  • Sementes de sésamo e de papoila para polvilhar

Preparação

  1. Começar por misturar o fermento com a água morna até dissolver por completo. Reservar.
  2. Juntar o fermento à farinha.
  3. Adicionar aos poucos o açúcar, o sal, dois ovos inteiros, a manteiga derretida e o leite.
  4. Misturar tudo com as mãos. Deixar levedar uma hora.
  5. Cortar a massa em várias partes iguais. Deixar descansar 5 minutos.
  6. Fazer tiras de massa com 50 a 80 cm cada (o tamanho vai depender da forma metálica de cornucópia).
  7. Enrolar a tira no cone. Deixar descansar 20 minutos já no tabuleiro de ir ao forno, forrado com papel vegetal.
  8. Pincelar cada cornucópia de massa com ovo e polvilhar com as sementes.
  9. Levar a cozer em forno pré-aquecido a 200 °C entre 16 a 18 minutos até dourar. Deixar arrefecer totalmente.
  10. Rechear com paté à sua escolha.

 

Sugestão de paté

200 g salmão fumado

200 de queijo creme com ervas

2 colheres de sobremesa de sumo de limão

Alcaparras q.b.

cornucópias com paté de salmão fumado