Bolo de Panquecas com Buttermilk

A primeira refeição do dia devia ser a mais consistente, pois precisamos de energia para enfrentar um novo dia, quer seja este de estudo, de trabalho ou de lazer. Estas panquecas de buttermilk são a minha forma favorita de dar os bons-dias!

O buttermilk é  ingrediente muito usado em bolos, panquecas e outras preparações culinárias. Consiste no tradicional leitelho, ou seja, o soro que resulta da preparação da manteiga ou leite azedado. A versão mais fiel à letra é bater natas gordas até fazer manteiga. O soro que sobrar é o buttermilk.  Alguns supermercados dispõem de preparações industriais de buttermilk. Este pode, no entanto, ser preparado em casa. Para obter o leitelho, adicione a um copo de leite uma colher de sopa de sumo de limão ou vinagre e deixe repousar uns 10 minutos. Outra opção é misturar um iogurte natural não açucarado com uma quarta parte da sua quantidade em leite. Mexa bem e utilize na receita.

Panquecas de buttermilk com topping de banana, ananás e mirtilo caramelizados

panquecas de buttermilk_foodwithameaning

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Esta receita fez parte do Workshop Spring Brunches realizado este mês na loja DeBORLA da ilha Terceira.

Abaixo, vemos o nosso bolo de panquecas em destaque num prato de bolo lindo, com a assinatura DeBORLA.

bolo de panquecas

bolo de panquecas

Ingredientes para a massa

  • 2 chávenas de farinha
  • 2 colheres de chá de fermento
  • 1 colher de chá de bicarbonato de sódio
  • 1/2 colher de chá de sal
  • 3 colheres de sopa de açúcar
  • 2 ovos levemente batidos
  • 3 chávenas de buttermilk (3 chávenas de leite com três colheres de sopa de sumo de limão)
  • 4 colheres de sopa de manteiga.

 

  1. Misture os ingredientes secos numa tigela e vá adicionando os ingredientes molhados sem bater demasiado. Podem existir alguns grumos derivados do leitelho (buttermilk)- reação do leite com o limão.
  2. Aqueça a frigideira, unte com óleo e, assim que esta estiver quente, despeje uma concha de massa no centro da frigideira. Quando começarem a aparecer bolhinhas/buraquinhos à superfície a panqueca está pronta a ser virada para cozinhar a outra face.

 

Para o topping, corte bananas ao meio no sentido do comprimento, descasque o ananás/abacaxi e corte-o em fatias com a espessura máxima de um dedo. Numa frigideira, coloque açúcar mascavado, canela e sumo de duas laranjas. Disponha os pedaços de abacaxi e as metades de banana. Polvilhe com mais açúcar mascavado e canela e deixe fervilhar e caramelizar. Antes de retirar, adicione mirtilos. Acompanhe as panquecas com os frutos caramelizados e com o molho ainda morno.

Doce de Uva Branca com Canela e Anis Estrelado

Foi-se embora o meu Verão. E eu quis despedir-me dele com protocolo, confecionando várias compotas.
Assim, e ao longo do ano,  em cada frasquinho de doce que abrir estarei a permitir que o Verão saia, qual Aladino da sua lâmpada mágica.

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A origem das conservas de frutas- compotas, geleias, frutas cristalizadas- é muito antiga e atribuída aos árabes, mais exatamente aos habitantes da Mesopotâmia, que apenas as utilizavam com fins medicinais.

A arte de conservar e confeitar frutas foi introduzida na Europa pelos cruzados. O primeiro texto conhecido sobre compota refere-se aos marmelos confitados no mel e remonta ao século I, figurando num dos 37 volumes da História Natural do autor romano Plínio. Na Idade Média, a denominação “compota” designava todas as confeitarias realizadas a partir de alimentos cozidos em açúcar ou mel: as frutas em calda, os bombons, frutos confitados, geleias, etc… Mas primeira obra publicada que trata da arte e a maneira de fazer compotas e geleias data do século 16, e deve-se ao médico, astrólogo e praticante da alquimia Michel de Nostre-Dame, mais conhecido por Nostradamus (1503-1566) que estudou e fez experiências com os doces de frutas medicamentosos. Em Portugal e no restante da Península Ibérica, há registos do ofício de confeiteiro e conserveiro datados do final da Idade Média e início da época moderna, já que a indústria de conservas ou de doces de frutas, de influência árabe, desenvolveu-se associada à produção de açúcar. Em Portugal, essa arte era desenvolvida domesticamente pelas mulheres, servindo de sustento a muitas famílias, mas havia também homens envolvidos no ofício, como informa a documentação portuguesa ao referir-se aos “conserveiros”, “confeiteiros” e “alfoeleyros” (fabricantes de alféloas, um doce de calda de açúcar ou de melado em ponto). Mas foi nos conventos e recolhimentos femininos que a arte da doçaria e conservaria se expandiu, notadamente em Portugal e em suas colónias, a partir do século XVII.  Com a expansão da produção de açúcar, o doce foi sendo introduzido também nas mesas mais populares, sempre com esse caráter supérfluo, comemorativo e de encerramento de uma boa refeição. Invadiu as merendas e as ceias frugais, adquirindo ainda uma conotação de mimo e de presente a ser ofertado como sinal de estima. Vasco da Gama, por exemplo, ofereceu ao xeque de Moçambique conservas da ilha da Madeira. Com o tempo, o costume tomou dimensão maior, alastrando-se pela sociedade. Assim, símbolo de status, de amor, de festa e de sociabilidade, o doce conquistou muitos significados sem perder seu valor medicinal e nutritivo original. Os confeitos de frutas e as conservas doces eram afamados na Ilha da Madeira já no século 15, sendo muitas vezes enriquecidos com especiarias européias e orientais (amêndoas, anis, gengibre, coentro seco). Até o século XVIII, as conservas doces são produtos de luxo, encontradas, sobretudo, na mesa do nobres. Na verdade, até o século XIX, a maioria das civilizações não incluía as frutas na alimentação. São os avanços tecnológicos advindos das descobertas científicas do século XIX que possibilitam a popularização das conservas de frutas. O “método Appert” de conservação por esterilização pelo calor, divulgado em 1810, a descoberta do processo de solidificação do açúcar de beterraba, a pasteurização e o enlatamento, permitiram a fabricação das mais variadas conservas, em particular as de legumes, que mantinham mais ou menos o sabor do produto fresco.

Hoje, a industrialização permite fabricar grandes quantidades de conservas de frutas, mas, por outro lado, o gosto tende à uniformização. Há, entretanto, atualmente, uma procura cada vez maior de aromas e sabores mais originais, mais refinados, só encontrados nas produções artesanais, consideradas um alimento de prazer.

texto adaptado desta fonte

Compota de uva branca e anis estrelado

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Ingredientes 

2 quilos de uva branca cortada a meio e descaroçada

1 quilo de açúcar

2 paus de canela

2 estrelas de anis

 

Preparação

Coloquei a fruta, os paus de canela e o açúcar ao lume, numa panela alta.

Deixei ferver e cozinhar, em lume brando,  até fazer ponto estrada ou até o doce, morno, escorrer lentamente na colher.

A meio da confeção, juntei as estrelas de anis.

Retirar os paus de canela e o anis antes de verter o doce ainda quente para frascos esterilizados. Fechar de imediato e virar os frascos ao contrário para que criem vácuo.

Este doce é um excelente acompanhamento para panquecas ou para crepes.

 

Um doce domingo para todos os visitantes do Foodwithameaning.

Patrícia

Panquecas de arroz…o começo deste domingo de Carnaval

É oficial. Estamos no Carnaval. É difícil passarmos pelas ruas e não vermos as serpentinas de papel espalhadas pelas ruas ou à porta dos locais onde decorrem bailes e assaltos de Carnaval. É raro encontrarmos, pela noite dentro,  sociedades e casas de povo com lugares vagos para assistirmos aos bailinhos ou às danças. Aqui na ilha, festeja-se um Carnaval que elege o teatro popular repleto de música e sátira social. Ontem foi a minha segunda ronda noturna a assistir aos bailinhos. Este ano, optei pela Sociedade União dos Lavradores da Ribeirinha e estou a adorar aquele espaço, as pessoas e o restaurante, também, local onde no intervalo das danças podemos saborear uma suculenta bifana no pão, rodelas de morcela e linguiça acompanhadas com pão de milho, o tradicional prato de codernizes, tão afamado nesta sociedade, as aromáticas moelas de pica-pica ou ainda o prato de polvo, feito à boa maneira terceirense. É só escolher, comer e voltar para o salão, esperando que o casaquinho que ficou a marcar o lugar não tenha dado lugar ao traseiro de outra pessoa. É curioso ver que muitas senhoras, especialmente as mais idosas, acampam literalmente no salão de festas. Saem de casa com uma almofadinha, caso o banquinho não disponha bem após várias horas sentadas; trazem um verdadeiro saco à “Sport Billy”, de onde tudo sai e se transforma, desde a batata-frita ao biscoito e ao suminho. Os anos ensinaram-lhes que sair do lugar é um risco, tal é a afluência de pessoas nestes recintos festivos. Tal como acontece durante as festas Sanjoaninas, no dia do desfile de abertura e no dia das marchas, nas sociedades existem também aqueles que vêm munidos de casa com um banquinho para se ajeitar nos corredores laterais bem juntinhos à parede para não interromperem “muito” a passagem. E o que eu adoro mesmo nisto tudo é observar as pessoas que, ano após ano, continuam a manter esta tradição das danças e dos bailinhos. E também gosto de encontrar os meus alunos e ver que há mais vida para além da escola, constatando que são músicos, cantores e até atores de excelência, porque vivem intensamente esta cultura popular que é deles e de quem se lhes quiser juntar nestes dias carnavalescos.

À conta do Carnaval, a minha cozinha tem andado em stand-by.
Hoje de manhã, e para ganhar energias depois da noitada, fiz estas panquecas de arroz para o pequeno-almoço. Os miúdos adoraram.

Uma excelente forma de começar o dia, não acham?

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Ingredientes

160 g de farinha de trigo

100 g de farinha de arroz

50 g de açúcar

2 colheres de chá de fermento Royal

1/2 colher de chá de sal

340 g de leite

1 ovo grande ou 2 médios

35 g colheres de sopa de manteiga

1 colher de café de aroma de baunilha

Preparação Bimby

1. Deitar todos os ingredientes no copo e programar 20 segundos, velocidade 5.

2. Untar levemente uma frigideira com manteiga, levar ao lume, e quando estiver quente  fazer as panquecas, deitando pequenas porções de massa. Assim que começar a fazer pequenas bolhas é altura de virar para cozer do outro lado.

Preparação Tradicional

Numa taça deitar todos os ingredientes e com a ajuda  da varinha-mágica bater bem até estar tudo bem incorporado.

Para fazer as panquecas proceder como está indicado anteriormente no ponto 2.

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Abaixo, deixo-vos as fotos e os links de receitas típicas do Carnaval da ilha Terceira e dos Açores.

*As “filhoses” de forno
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https://foodwithameaning.wordpress.com/2012/02/21/filhos-de-forno-presenca-obrigatoria-no-carnaval-terceirense/

*Os coscorões
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https://foodwithameaning.wordpress.com/2013/02/10/bailinhos-e-coscoroes-em-team-work/

*As malassadas
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https://foodwithameaning.wordpress.com/2014/01/26/malassadas-e-as-memorias-escondidas-em-sabores/

As rosas do Egito
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https://foodwithameaning.wordpress.com/2013/12/20/rosas-do-egito-na-mesa-do-natal/

As donetes
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https://foodwithameaning.wordpress.com/2012/12/30/donuts-ou-donetes-a-moda-da-terceira-e-um-feliz-2013/

Panquecas de quefir para o lanche

Panquecas de quefir

Como já afirmei no post em que publiquei a receita do batido de tamarilhos, o quefir tem sido presença obrigatória ao meu pequeno-almoço. Sabendo dos benefícios que a ingestão do quefir traz à nossa saúde, especialmente se for utilizado em cru, decidi incluí-lo nos ingredientes destas panquecas, as quais foram aprovadíssimas pelos comensais cá de casa. Por isso, decidi partilhá-las convosco.

Ingredientes
– 2 ovos
– 300 g de farinha com fermento
– 2 colheres de sopa de maizena
– quefir q.b. (até se obter a consistência desejada)
– 2 colheres de sopa de açúcar
– 1 pitada de sal
– essência de baunilha a gosto

Preparação tradicional e na Bimby

Triturei todos os ingredientes com a varinha mágica. Poderão também utilizar a Bimby. Coloquem a borboleta e marquem 2 minutos na velocidade 4.

Depois é só colocar o preparado, concha a concha, numa frigideira anti-aderente em lume brando, esperar que cozam de um lado e de outro.

Quando trouxe as panquecas para a mesa, decidimos barrá-las com compota de abóbora assada e especiarias, receita que publicarei muito brevemente.

Gripe e panquecas….uma associação possível.

Pois é, aqui a guerreira que nunca adoece foi derrubada pela gripe. E as mães doentes fazem com que as casas fiquem em lume brando. Sabem com certeza a que me refiro. Não é que tudo pare à nossa volta mas deparamo-nos com algumas coisas que se acumulam resultado da ausência dos gestos quotidianos das mães: o brinquedo que fica mais do que um dia esquecido no mesmo sítio; as refeições que se aligeiram ou se compram feitas; as roupas que não recebem o tratamento estipulado no livro de ponto doméstico. Não acrescento mais pormenores por não ser preciso. Mesmo assim, e com o intuito de lutar contra as intempérides, não recusei o pedido das crianças. E estas panquecas surgiram hoje para o pequeno almoço de sábado com sacrifício.

Inspirei-me nas panquecas da Gisela com trigo sarraceno e na decoração das panquecas integrais de maçã da Susana. E surgiram estas, com  adição de canela e noz-moscada adoçadas com maple syrup, uma gentil prendinha da Diana que fez toda a diferença nestas panquecas.

Ingredientes

160 g de farinha de trigo

100 g de farinha trigo sarraceno

50 g de açucar

2 colheres de chá de fermento

1/2 colher de chá de sal

340 g de leite

1 ovo grande

35 g colheres de sopa de manteiga

canela e noz-moscada a gosto

Preparação Bimby

Deitar todos os ingredientes no copo e programar 20 segundos, velocidade 5.

Untar levemente uma frigideira com manteiga, levar ao lume, e quando estiver quente  fazer as panquecas, deitando pequenas porções de massa. Assim que começar a fazer pequenas bolhas é altura de virar para cozer do outro lado.

Preparação Tradicional

Numa taça deitar todos os ingredientes e com a ajuda de uma batedeira, bater bem até estar tudo bem incorporado.

Para fazer as panquecas proceder como está indicado anteriormente.

Panquecas de Baunilha e Chocolate, um casamento perfeito

href=”https://foodwithameaning.files.wordpress.com/2011/12/dsc08835_blog.jpg”>Ao contrário do que se passa no grande clássico de Sveva Casati Modignani, Baunilha e Chocolate, este casamento não esteve em crise. Aqui combinaram muito bem o chocolate e a baunilha. Esta receita surgiu esta manhã em jeito de ebony and ivory (side by side in harmony), resposta a dois desejos diferentes de crianças que acordaram famintas e que não conseguiram chegar a acordo. E porque não satisfazê-las? Para elas os fins de semana cheiram sempre a panquecas e quiseram que o feriado se adornasse com o mesmo perfume. Estas panquecas bicolores foram elaboradas com a ajuda de mãos pequeninas que espalharam aromas e sabores pela casa nova, onde ainda se sentem “a brincar às casinhas”.

E deu gosto vê-las a saborearem este pequeno-almoço com satisfação e avidez para depois voltarem para as suas brincadeiras, que já vão sendo diferentes.

Selecionei dois recipientes e em cada um coloquei os ingredientes que abaixo enumero.

Admito que por vezes perdi a noção das quantidades porque estava a monitorizar duas tigelas e duas crianças com timings de confeção característicos das suas idades. Assim, esta receita foi praticamente feita a olho, ou melhor, sob a supervisão de seis olhos que se dispersaram algumas vezes. Este facto originou 21 panquecas, um absurdo, é verdade, mas elas sentiram a satisfação de saberem que restariam panquecas para o lanche (e para o pequeno-almoço do dia seguinte).

Os ingredientes usados foram estes:

Para as panquecas de baunilha
– 2 ovos
– 300 g de farinha com fermento
– 2 colheres de sopa de maizena
– leite q.b
– 2 colheres de sopa de açúcar
– 1 pitada de sal
– essência de baunilha a gosto

Para as panquecas de chocolate
– os ingredientes acima descritos com exceção da baunilha
– 3 colheres de sopa de cacau magro ( poderão fazer com chocolate em pó mas desconfio que ficarão mais doces e menos acastanhadas)

Misturei os ingredientes em cada um dos recipientes com a varinha mágica. Poderão também utilizar a Bimby, mas deverão fazer primeiro as de baunilha e depois utilizar o copo para misturar as de chocolate.Coloquem a borboleta e marquem 2 minutos na velocidade 4.

Depois é só colocar os preparados numa frigideira anti-aderente em lume brando, esperar que cozam de um lado e com espátulas de madeira voltar as panquecas para cozinharem a outra face. Utilizei duas frigideiras simultaneamente porque reparei que tínhamos feito massa para um regimento de infantaria.

Servi com mel e xarope de ácer mas houve quem as barrasse com manteiga. Gostos não se discutem, não é verdade?

Patrícia