Fritatta de Beterraba e Cogumelos… Dia Um na Cozinha

Como afirmou Isabel Fernandes, uma das mentoras do projeto, “nesta 5ª edição do “Dia Um… Na Cozinha” as Fritattas de Legumes são as Rainhas do Desfile. E é bem verdade. Por isso, decidi participar com esta fritatta que combinou o doce da beterraba e a suavidade dos cogumelos frescos com a acidez das alcaparras em vinagre. É, por isso, ideal para quem aprecia, como eu, sabores contrastantes. Espero que gostem!

fritatta

Ingredientes (para uma fritatta com 26 cm de diâmetro)

5 ovos
meia beterraba grande
cogumelos q.b
alcaparras (20)
duas fatias de pão de forma
sal
mistura de cinco pimentas
azeite

Preparação

1. Numa tigela batem-se os ovos com a batedeira até obter espuma.
2. Adiciona-se o pão de forma esfarelado com as mãos. Bate-se novamente com a batedeira.
3. Junta-se o sal, a pimenta e metade da quantidade da beterraba raspada;mistura-se.
4. Coloca-se um fio de azeite na frigideira e quando este estiver quente verte-se o preparado para a frigideira.
5. Dispõe-se por cima do preparado os cogumelos frescos laminados, raspa de beterraba e 2/3 das alcaparras. Deixa-se fritar cerca de 5 minutos em fogo médio.
6. Vira-se a fritatta para fritar na outra face.
7. Serve-se ainda quentinha.

tortilha

Logotipo Dia Um... Na Cozinha Outubro 2013

Acreditar no impossível….Convidei para jantar… Rob Gonsalves

A arte tem o condão de nos transportar para outras realidades. Mostra-nos retratos de tempos reais, vivências de universos alternativos e transposições de egos e alter-egos. O pintor vê na tela o prolongamento do belo, do feio, das suas alegrias e inquietações. Com a ponta do pincel e rasgos de inspiração, retrata estados de espírito, pormenores de paisagem ou do quotidiano das gentes, personalidades e cenas históricas… numa infinidade de possibilidades onde apenas a imaginação impõe limites.

Rob Gonsales, com formação académica em arquitetura, é  um dos meus pintores favoritos. É um contemporâneo de origem canadiana que elege o realismo mágico na execução das suas obras. Embora o trabalho deste pintor seja muitas vezes classificado como surrealista, ele distancia-se desta corrente devido ao fato de as imagens resultarem de planeamento e de pensamento consciente. As ideias são em grande parte geradas pelo mundo externo e envolvem atividades humanas reconhecíveis, sabiamente integradas através de dispositivos ilusionistas cuidadosamente elaborados.

Este pintor é um dos meus eleitos porque detém o  poder de introduzir um sentido de magia às cenas realistas que retrata, como se de sonhos se tratassem. Este realismo mágico é o que verdadeiramente me atrai no seu trabalho: a possibilidade de podermos  introduzir na realidade do quotidiano um pouco de magia. Faz-nos acreditar na possibilidade do impossível.

Poderão visualizar outras obras mais recentes do pintor aqui.

A Guida, do blogue Panela sem (de)pressão, recebe até 16 de Março a 11ª Edição do Convidei para Jantar, iniciativa criada pela Anasbageri. Para participar neste desafio, convidei para jantar o pintor Rob Gonsales e ofereci-lhe um prato vegetariano com muita cor.

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Modo de Preparação

1. Numa taça grande de vidro batem-se os ovos inteiros com um garfo.
2. Adiciona-se a cebola e a couve chinesa cortadas aos pedacinhos.
3. Junta-se a courgette laminada em pequenos palitos e o pimento sem casca também cortado em pedacinhos.
4. Adicionam-se os tomatinhos cereja cortados ao meio.
5. Picam-se 6 folhas de salva-ananás e adicionam-se ao preparado.
6. Tempera-se com sal e mistura de cinco pimentas.
7. Salpica-se com uma pitada de açaflor (da horta da Ilídia)
8. Mistura-se tudo com uma colher.

Os apreciadores de carne poderão, nesta fase, adicionar pedacinhos de fiambre, bacon, frango desfiado, atum … à receita.

9. Coloca-se azeite numa frigideira, deixa-se aquecer, e verte-se parte do conteúdo da tigela até o fundo da frigideira estar todo coberto.
10. Frita-se em lumo brando até a tortilha se soltar da frigideira.
11. Volta-se a tortilha para dourar a outra face.

Dica: Se tiver dificuldade em virar a tortilha sem que esta se desmanche, coloque um prato raso em cima da tortilha e vire a frigideira ao contrário, para cima do prato.
Já com a tortilha no prato, é muito fácil fazê-la deslizar novamente para a frigideira para fritar a outra face. O método da panqueca, de atirar a panqueca ao ar e fazê-la cair com a face por cozinhar é no meu entender demasiado cinematográfico e desadequado para a confeção das tortilhas por estas serem mais pesadas do que as primeiras.

Com esta receita confecionei duas grandes tortilhas. O aroma que emanava delas era tão bom que não resisti a petiscar  a primeira enquanto a outra ainda estava na frigideira. Adoro este tipo de receitas por se prestarem a diferentes versões. Tal como acontece com Rob Gonsalves nos seus quadros, aqui a imaginação também é o limite.

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A couve-chinesa e a salva-ananás, que aromatizou na perfeição esta tortilha, vieram das estufas do vizinho António.