Workshop Receitas com Aveia anti-colesterol e diabetes e sai a primeira receita

img_1563Ontem foi dia de regressar aos Workshops DeBORLA, depois de dois meses de pausa. Fiquei muito feliz com tamanha afluência. O tema era apelativo e o público confessou que já sentia saudades destas tardes de sábado repletas de aromas e sabores. Para outros, felizmente muitos, foi a estreia. Todos concordaram que devemos, cada vez mais, investir em refeições saudáveis, e eu penso que provei existirem receitas amigas da saúde e ao mesmo tempo bastante saborosas e apelativas. Espero que o caderno de receitas que elaborei para as participantes do workshop lhes sirva de inspiração nos pratos que cozinharem nas suas cozinhas. Algumas já reproduziram este domingo parte das receitas confecionadas e até partilharam fotos na minha página de facebook, o que me deixa realizada e muito feliz.

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Aos poucos irei publicando as receitas com aveia. Como a piza foi um dos pratos mais apreciados, decidi que seria a partilha número 1. Abaixo encontram-se três receitas de bases de massa de piza com aveia. Selecionei a número 1 e fi-la em duas versões: com fermento e sem fermento.

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Bases para Massa de Piza com Aveia

1.

  • 3/4 chávena de chá de aveia em flocos finos
  • 1 1/4  chávena de chá de farinha de trigo (T65) e de aveia
  • 2/3 chávena de chá de leite magro (usei bebida de aveia)
  • 3/4 chávena de chá de óleo de soja
  • sal a gosto

2.

  • 1 dente de alho
  • 50 g de farinha de aveia
  • 4 claras
  • 1 colher de fermento em pó
  • água até ligar

3.

  • 2 ovos
  • 2 colheres de sopa de farelo de aveia
  • 1 colher de chá de fermento em pó
  • 2 colheres de sopa de iogurte natural desnatado

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Preparação tradicional da massa 1

Misture todos os ingredientes da massa numa tigela, sove até começar a soltar das mãos. Então em uma superfície lisa e enfarinhada abra a massa com ajuda de um rolo. Forre essa massa em uma forma especial para pizza e leve ao forno baixo até dourar. Retire.

Nota. Pode fazer a massa de véspera e guardá-la no frigorífico.

Preparação em robô de cozinha Thermomix

Coloque todos os ingredientes no copo do robô e marque vel. 6. Quando estiverem misturados, marque a vel. espiga durante 2 minutos. Estenda-a e coloque-a no prato de piza e  leve ao forno baixo até dourar.

Nota. Pode fazer a massa de véspera e guardá-la no frigorífico.

RECHEIO

Disponha molho de tomate (Guloso – Refogado com orégãos), cebola, queijo mozarela ou ricota e outros ingredientes a gosto (fiambre de peru; carne assada desfiada; atum; azeitonas, tomate cereja, salada de folhas, etc.) Finalize com orégãos  ou tomilho fresco ou seco, , sementes de abóbora torradas e grãos de pólen.

Nota: os ingredientes a negrito foram os utilizados como topping nas pizas confecionadas no workshop.

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Aletria para a Mesa de Natal…um clássico

A palavra aletria provém do árabe hispanizado alaṭríyya ou aliṭríyya, e do árabe clássico iṭriyah. É uma massa alimentícia, de fios finos, utilizada para fazer sopas e doces. A palavra “aletria” é equivalente à italiana ou francesa “vermicelle”.

O Llibre de Sent Soví, um conjunto de dois manuscritos do século XIV, em catalão, contém a compilação de 200 receitas, entre as quais existem duas com “alatria”. A aletria provavelmente foi trazida para a Península Ibérica pelos mouros, no século VIII ou IX. Manteve-se em Portugal e foi incorporada na culinária portuguesa, passando a designar a massa de fios muito finos, com a qual se prepara um doce típico de Natal, presente em quase todas as regiões do país, mas com variações na receita: com mais ou menos massa, com ou sem gemas, mais consistente e compacta, para se poder cortar à fatia, ou mais cremosa, para ser saboreada à colher. Também no Brasil, a aletria é usada em doces e sopas, sendo também conhecida como “macarrão cabelo de anjo”. Aqui nos Açores, a aletria não é um doce típico do Natal, por isso, apenas está presente nas mesas dos habitantes do continente português.

Tradicionalmente, a aletria é servida em travessas ou em pratos individuais, como o arroz doce, mas desta vez resolvi apresentá-la  em copo de martíni ou de cocktail, como exige a elegância desta época festiva.

Boas Festas!

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Ingredientes para oito copos/doses

  • 250 g açúcar+1 colher de chá de açúcar
  • 4 c. sopa de açúcar baunilhado
  • 1,2 l leite
  • 200 g de aletria
  • 4 gemas
  • 2 c. sopa de manteiga
  • 1 pau de canela
  • cascas de limão sem a parte branca (usei de laranja)
  • Canela em pó para polvilhar

Preparação tradicional

1. Deite o leite num tacho, juntamente com a manteiga, a casca de limão ou de laranja, o pau de canela e o açúcar.
2. Vá mexendo. Quando começar a ferver, junte a aletria.
3. Envolva e deixe cozer entre 5 a 7 minutos. Retire do lume e deixe amornar.
4. Bata as gemas numa tigela, adicione-as à aletria, envolva e leve novamente ao lume para cozinhar, mexendo energicamente, até obter uma mistura cremosa.
5. Deite num prato ou travessa, retirando a casca de limão/laranja e o pau de canela.
6. Quando a aletria estiver fria, polvilhe com canela em pó.
Preparação em robô de cozinha (Bimby)
1. Insira a borboleta. Coloque o leite, os açúcares, as cascas do limão/laranja e o pau de canela e programe 10 min/90°C/Counter-clockwise operation/vel Gentle stir setting
2. Adicione a aletria partida em pedaços, envolva com a espátula e programe programe 25 min/90°C/Counter-clockwise operation/vel Gentle stir setting
3. Bata as gemas numa tigela com uma colher de chá de açúcar e reserve.
4. Programe 5 min/90°C/Counter-clockwise operation/vel Gentle stir setting e vá incorporando as gemas, através do bocal da tampa. Deite o preparado numa travessa, retire as cascas, o pau de canela e deixe arrefecer. Polvilhe com canela em pó.
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Poderá encontrar estes copos de martíni na loja DeBORLA mais perto de si.

Caracóis doces de alfarroba e frutos secos… Dia Um…Na Cozinha

Tal como a Isabel Fernandes, uma das dinamizadoras do desafio Dia Um Na Cozinha, afirma o “outono é mesmo uma estação especial” porque se encontra associada  a ” tardes em casa ao som da chuva”, a “chocolate quente ou chá”, a “maratonas de filmes, a manta no sofá”, e a “forno ligado”, do qual ” exaltam odores inebriantes que inundam as cozinhas”. Por estes motivos todos, e mais alguns, a Isabel, autora do blogue Brisa Marítima, lançou, conjuntamente com a Aida e com o Paulo Herculano o tema “Pães Doces” para o desfile da 42ª edição do “Dia Um… Na Cozinha”. Foi com muito gosto de aceitei este desafio, após alguns meses sem conseguir participar.

Caracóis Doces de Alfarroba e Frutos Secos

caracóis doces de alfarroba

caracóis doces de alfarroba

caracóis doces de alfarroba

caracóis doces de alfarroba

Ingredientes

  • 1/2 chávena de margarina ou de manteiga sem sal (amolecida)
  • 100 ml de leite à temperatura ambiente
  • 150 ml de água morna
  • 1 saqueta de fermento Fermipan
  • 600 g de farinha T55
  • 60 g de farinha de alfarroba
  • 100 g de açúcar
  • 1 ovo
  • 1 colher de café de sal

Preparação

Aqueça a água a 37ºC  e junte-lhe o fermento. Misture. Deixe repousar 10 minutos.

Coloque as farinhas, o açúcar e o sal numa taça grande e faça um buraco no centro.

Junte o ovo e a manteiga e amasse. Vá juntando a água morna com o fermento reservada, amassando sempre. Termine com o leite e volte a amassar até que a massa fique uniforme e não se agarre à tigela.

Divida a massa em 12 pedaços iguais. Recorra à balança para ser mais preciso(a).

Enfarinhe uma superfície  e estique cada pedaço de massa fazendo uma tira que depois será achatada e enrolada com o formato de caracol.

Disponha os caracóis juntos num tabuleiro forrado com papel vegetal e deixe levedar cerca de 1 hora e meia a duas horas.

Pré-aqueça o forno a 200 ºC e leve os caracóis a cozer durante 25 minutos.

Ingredientes para a cobertura

  • açúcar em pó
  • água ou sumo de limão
  • 150 g de frutos secos (mix avelãs, caju, amêndoa, castanha do Brasil)

Preparação

Quando os caracóis tiverem arrefecido, disponha por cima destes os frutos secos, grosseiramente triturados na picadora. Poderá envolvê-los numa calda de açúcar idêntica à abaixo descrita e só depois dispô-los sobre os caracóis.

Numa taça, coloque algumas colheres de sopa de açúcar em pó e um pouco de água ou de sumo de limão. Misture muito bem até formar uma glace que corra em fio. Decore os caracóis com fios de glace. Espere que a glace seque ou delicie-se de imediato.

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Comida com cor e sabor

esparguete de ameijoa e legumes chineses

Adoro fotografar alimentos coloridos, tais como a fruta e os legumes. Quando frescos são vibrantes e apelativos. Sabiam que a cor do alimento está relacionada com o nutriente que contém, sendo fundamental ingerir diariamente no mínimo um alimento de cada cor? Assim, quanto mais colorida estiver a alimentação, maior será a quantidade de nutrientes que serão oferecidos ao organismo. Consumir diariamente frutas, legumes e hortaliças de cores diferentes é garantia de ingestão de alimentos de baixas calorias e grandes quantidades de vitaminas e minerais, o que reduz significativamente o risco de desenvolver doenças cardiovasculares, diabetes, alguns tipos de cancro e outras doenças, que afetam em maior escala os países desenvolvidos.

Como sou adepta de refeições equilibradas, pois delas depende o bom funcionamento do nosso corpo, é também importante a ingestão de proteína animal, presente no leite e derivados, ovos e carnes (bovina, suína, aves, peixe), que é responsável pela síntese muscular e fornecimento de aminoácidos essenciais; dos cereais (massas, pães), responsáveis pela energia no nosso organismo e também as gorduras, cuja função é transportar vitaminas lipossolúveis e produzir certos hormónios. Como resultado destas preocupações surgiu este prato que devido à sua constituição é colorido, saudável e completo.

esparguete de ameijoa e legumes chineses

Curiosidades sobre a cor dos alimentos:

Amarelos ou alaranjados que contém carotenoides presentes nos alimentos como o mamão, melão, cenoura, manga, laranja, damasco, pêssego e abóbora que tem atividade antioxidante e anticancerígena. Também possuem vitaminas A e C, que ajudam a manter o sistema nervoso saudável, protegem o coração e a visão.

Azulados e arroxeados, tais como uva, ameixa, framboesa, beterraba, berinjela e repolho roxo possuem atividade antioxidante, retardando o envelhecimento. Também protegem o coração e previnem alguns tipos de cancro.

Brancos, como a couve-flor, batata, arroz, nabo, repolho, cebola e a banana constituem fonte de cálcio e potássio e são imprescindíveis para a formação e manutenção dos ossos e funcionamento do sistema nervoso e dos músculos.

Verdes, como abacate, brócolos, chuchu, kiwi, limão, pepino, vagem e os folhosos em geral, contém clorofila, ferro e vitamina A agindo na desintoxicação das células, protegendo contra anemia, anticancerígeno, inibindo o envelhecimento e protegendo a visão, coração, cabelo e pele.

Vermelhos, como morango, tomate, melancia, beterraba, framboesa, cereja e pimentão vermelho contêm licopeno que atuam como antioxidante, neutralizando os radicais livres e protegendo o coração. Também são fontes de vitamina C.

Castanhos, tais como aveia, nozes, castanhas, feijão, lentilha são ricos em fibras e vitaminas do complexo B e vitamina E, auxiliando no funcionamento do intestino e prevenindo doenças cardiovasculares.

Esparguete de ameijoa e legumes chineses

esparguete de ameijoa e legumes chineses

Ingredientes

– 1 pacote de 500 g de spaghettini
– 1/2 embalagem de legumes chineses congelados
– cogumelos frescos
– 1 embalagem de miolo de ameijoa
– 3 colheres sopa de soja
– 1 lata pequena de tomate triturado
– 1 cebola
– 3 dentes de alho
– sal e pimenta q.b.
– alho em pó
– sumo de 1/2 limão
– 1 colher de café de caril
– azeite q.b.

Preparação

1. Começar por cortar a cebola e o alho finamente e fazer um refogado em azeite. Juntar o miolo de ameijoa e os cogumelos frescos laminados. Deixar que destilem e cozinhem.  Juntar o tomate triturado, o molho de soja e o caril. Temperar com sal, alho em pó, pimenta e sumo de 1/2 limão. Deixar levantar fervura. Reservar.

2. Cozer os vegetais num tacho com água e sal durante 7/8 minutos. Escorrer bem após a cozedura. Aproveitar água da cozedura dos vegetais para cozer o esparguete. Escorrer o esparguete.

3. Juntar os legumes ao preparado  inicial, com o miolo de ameijoa, e deixar apurar um pouco.

4. Envolver o spaghettini neste preparado e servir.

 

 

Scones de Presunto com Queijo e Cebolinho

Estes scones foram fotografados no post anterior e com eles ficou a promessa da publicação da receita.

Promessa cumprida.

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Scones de Presunto com Queijo e Cebolinho

 

  • 150 g de presunto aos cubinhos para saladas (marca Continente)
  • 3 chávenas de farinha com fermento
  • 2 colheres de chá de fermento em pó
  • Sal q.b.
  • 180 g de manteiga
  • 3 colheres de sopa de cebolinho picado
  • 100 g de queijo da ilha ralado
  • 100 g de queijo flamengo ralado
  • 1 copo de leitelho (1 copo de leite com uma colher de sopa de limão)

 

Numa tigela, misture a farinha com o fermento e uma pitada de sal. Junte a manteiga fria em pedaços e misture bem. Adicione o cebolinho, os queijos e os pedacinhos de presunto. Adicione o leitelho e misture bem. Divida a massa em bolas com uma ajuda de uma colher de gelados. Coloque-as de forma espaçada num tabuleiro de forno forrado com papel vegetal. Leve ao forno aquecido a 200 °C durante 20 minutos ou até a massa estar cozida.

Não existe receita de scones mais fácil do que esta, pois não?

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Hot Cross Buns

O “Sweet World” é um passatempo proposto por duas meninas, a Lia, do blogue Lemon & Vanilla, e a Susana, do Basta Cheio. A 1ª edição começou no Reino Unido com o Queen of Puddings e a 2ª edição levou-nos até à América para confecionarmos  o Brooklyn Blackout Cake, simplesmente o melhor bolo de chocolate do mundo, como poderão constatar no meu post anterior. Nesta 3ª edição do Sweet World, voltamos ao Reino Unido para festejar a época da Páscoa com dois clássicos britânicos: os Hot Cross Buns e o Simnel Cake. Eu optei pela confeção dos HotCross Buns, uns pãezinhos adoçicados a fazer lembrar o nosso folar doce e o panetone italiano.

As cocottes têm a assinatura DeBORLA e são um mimo, não acham? Eu não consegui resistir-lhes!

As Easter Crackers, que anunciam Joy and Peace, foram uma oferta que guardo com muito carinho. Obrigada D. Cá estão elas, reborn!

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A Lia inspirou-se neste post e relata-nos factos e curiosidades sobre os Hot Cross Buns, que passo a transcrever:
“O tradicional Hot Cross Bun é composto por bolinhas de massa lêveda e doce, cuja composição engloba especiarias e frutos secos, nomeadamente, passas de uva e groselhas secas. As bolinhas são decoradas com uma cruz no topo. Hoje em dia, é possível encontrar Hot Cross Buns à venda em supermercados o ano todo, enquanto que em tempos remotos, estas bolinhas eram consumidas apenas e unicamente na 6ª feira Santa. As origens da cruz no topo das bolinhas, remetem a um monge no Século XII. Reza a história que no Século XII, um monge Anglicano, terá confeccionado os Hot cross Buns, tendo-os marcado com uma cruz no topo, em homenagem à 6ª feira Santa. Os ditos bolinhos foram-se tornando populares e ganhado fama, especialmente durante o reinado da rainha Elizabeth I e tornaram-se num símbolo da Páscoa. Estavam a tornar-se tão comuns e corriqueiras que, nos finais do Século XVI, a Rainha Elizabeth I emitiu uma lei proibindo a venda ou confecção dos Hot Cross Buns, a não ser que fossem confeccionados especificamente para serem consumidos em funerais, Natal e 6ª feira Santa.
Aparentemente, os britânicos, sendo um povo muito supersticioso, acreditavam que os Hot Cross Buns tinham propriedades medicinais e mágicas e receavam que esses poderes estivessem a ser abusados e vulgarizados. Era tal a crença que, alguns chegaram mesmo a acreditar que os Buns confeccionados na 6ª feira Santa, nunca ficariam duros. Por forma a contornar a Lei instituída pela rainha Elizabeth I, estes bolinhos começaram a ser cada vez mais confeccionado (secretamente) em casas particulares, o que fez com que a Lei fosse difícil de manter e, eventualmente, tivesse de ser banida. Existem várias histórias que relatam que, supersticiosamente, os Hot Cross Buns só eram confeccionados na altura da Páscoa. Há uma lenda que diz que os Hot Cross Buns confeccionados numa 6ª feira Santa e pendurados dentro de casa, espantariam os espíritos malignos até à próxima 6ª feira Santa. Outra lenda diz que, confeccionados nesse dia (6ª feira Santa), os Hot Cross Buns protegeriam os barcos de naufragar. Outra das lendas diz que, partilhar um Hot Cross Bun com um ente querido na 6ª feira Santa, protegeria a amizade entre essas duas pessoas durante o ano seguinte.”

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Estão preparados para meter as mãos na massa?

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Hot Cross Buns
Ingredientes (para 10 a 12 porções)
  • 1 colher chá de filamentos de açafrão
  • 3 colheres sopa de água a ferver
  • 500g farinha de trigo branca para pão + extra para polvilhar
  • 1/2 colher chá bem cheia de sal fino
  • 75g açúcar refinado branco
  • 10g fermento de padeiro seco
  • 175ml leite gordo, aquecido
  • 2 ovos médios (de preferência biológicos), ligeiramente batidos
  • 75g manteiga com sal, amolecida + extra para untar a forma
  • óleo de girassol, para untar a taça
  • 75g de cada: groselhas secas, passas e casca de citrinos cristalizadas e picadas (eu só usei sultanas, tâmaras e ameixa seca).
clotted cream, para servir (poderão servir com créme fraîche)
Preparação:
  • Aquecer uma frigideira pequena sobre lume médio a alto.
  • Colocar os filamentos de açafrão na frigideira e aquecer por uns segundos, movendo-os, até que estes estejam ligeiramente tostados.
  • Colocar os filamentos de açafrão num almofariz, deixámos arrefecer um pouco e depois, reduzi-los a um pó fino.
  • Adicionar as 3 colheres de sopa de água a ferver e reservar.
  • Numa taça, peneirar a farinha, o fermento, o sal e o açúcar.
  • Fazer um buraco no centro da mistura e adicionar a água do açafrão, o leite morno, os ovos e os 75g de manteiga.
  • Misturar tudo muito bem com as pontas dos dedos, até tudo estar bem combinado e tiver obtido uma massa pegajosa, mas que não esteja demasiado molhada.
  • Colocar a massa sobre uma bancada ligeiramente polvilhada com farinha e amassar por cerca de 10 minutos, ou até obter uma massa sedosa e macia.
  • Colocar a massa numa taça untada com óleo, tapar com película aderente e deixar levedar por cerca de 1 hora e meia a 2 horas, ou até esta ter duplicado de tamanho.
  • Voltar a colocar a massa sobre uma superfície enfarinhada e amassar, retirando-lhe o ar.
  • Polvilhar a massa com metade dos frutos secos e amassar. Polvilhar com os frutos secos restantes e amassar de novo, até tudo estar bem incorporado.
  • Voltar a colocar a massa na taça untada com óleo, voltar a cobrir com película aderente e deixar levedar por mais 1 hora, ou até ter duplicado de volume, num local aquecido e longe de correntes de ar.
  • Entretanto, untar com manteiga e enfarinhar oito cocottes.
  • Depois de levedada, cortar a massa em 8 pedaços idênticos com o topo e a base arredondados.
  • Colocar as oito bolinhas nas cocottes.
  • Deixar levedar em local aquecido, por mais 1 hora.
  • Entretanto e quando virem que a massa está quase a tingir o ponto especificado, pré aquecer o forno a 180°C.
Para as cruzes:
  • 25g farinha de trigo branca
  • 1 colher chá de óleo de girassol
  • 2 a 3 colheres sopa de água fria
Preparação:
  • Misturar todos os ingredientes, por forma a obter uma pasta e colocar essa pasta num saco de pasteleiro equipado com um bico redondo e fininho.
  • Com o saco de pasteleiro, contendo a pasta acima mencionada,  desenhar uma cruz sobre cada bola de massa.
  • Levar ao forno por cerca de 35 a 40 minutos, ou até os buns estarem cozidos e douradinhos.
Para finalizar:
  • 75ml sumo de laranja natural
  • 2 colheres sopa de açúcar refinado branco ou mel claro (eu usei mel)
Preparação:
  • Quando os buns estiverem quase cozidos, levar o sumo de laranja e o açúcar ou mel ao lume e ferver até obter uma mistura com consistência de xarope.
  • Retirar os buns do forno e pincelar toda a superfície com o xarope de laranja.
  • Desenformar e arrefecer sobre uma grelha.
  • Servir em fatias, cobertos com clotted cream ou algo mais ao vosso gosto.

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Votos de uma Páscoa Feliz!

E o mês de março começa com empadas e empadinhas

As empadas constituem um dos meus salgados favoritos. Estas podem ser grandes e ocupar uma assadeira inteira. Podem ser pequenas e ter imensos formatos. São petisco e são refeição, especialmente se forem acompanhadas de uma saladinha. Os ingleses adoram-nas e fazem-nas com variados recheios, sendo o mais famoso o de borrego, conhecida como Shepherd’s Pie.

Uma vez que este tema é tão apelativo, eu não pude de deixar de participar na edição do mês de março de Dia Um…Na Cozinha, totalmente dedicada às empadas. A minha sugestão recaiu nos legumes e no peixe. As sobras de ratatouille deram o mote e juntaram-se à latinha de atum em caldeirada, que se encontrava na prateleira do armário despenseiro a aguardar utilização.

As tábuas Gradirripas contribuíram sobremaneira para o destaque destas simples mas deliciosas empadas.

Et voilà, as  minhas Empadas de Ratatouille e Caldeirada de Atum!

empadas de ratatouille e caldeirada de atum

empadas de ratatouille e caldeirada de atum

Para o Ratatouille os ingredientes são os seguintes:

  • 1 pimento encarnado
  • 1 cebola
  • 1 beringela
  • 1 courgette
  • 2 tomates
  • 2 dentes de alho
  • 2 folhas de louro
  • Azeite
  • Sal
  • pimenta
  • tomilho fresco
  1. Colocar azeite a aquecer num tacho (o suficiente para um estufado).
  2. Picar 2 dentes de alho, e cortar os restantes legumes, num corte regular e do mesmo tamanho.
  3. Adicionar ao azeite a cebola, a beringela, o pimento e o alho. Juntar tomilho fresco, 2 folhas de louro e temperar com sal e pimenta.
  4. Cortar os tomates, eliminando as sementes, e adicionar a meio da cozedura. Por fim, adicionar a courgette. Ir mexendo e deixar cozinhar. Servir.
  5. Se preferirem fazer a receita no forno, poderão levar todos os ingredientes num tabuleiro ao forno e deixar assar entre 40 a 60 minutos.

Ingredientes para 8 empadas

  • 1 embalagem de massa folhada retangular
  • sobras de ratatouille
  • 1 lata de atum em caldeirada (marca Corretora)
  • gema de 1 ovo para pincelar
  • manteiga para untar as formas

Preparação das empadas

  1. Escolha formas de alumínio pequenas (as que utiliza para fazer queijadas)
  2. Unte as formas com manteiga derretida (utilizo um pincel)
  3. Faça círculos com uma forma ligeiramente maior do que o diâmetro das formas que irá usar.
  4. Forre a forma com o círculo de massa e pique o fundo com um garfo.
  5. Coloque metade da capacidade com pedaços de ratatouille ( legumes assados) e termine com uma colher de chá de caldeirada de atum.
  6. Com uma forma ciclíndrica mais pequena do que o diâmetro da forma onde a empada vai cozinhar (um cortador de bolachas redondo, por exemplo) corte as tampinhas da empada.
  7. Coloque uma tampa em cada empada e aperte os bordos da massa contra os bordos da tampa, selando a empada.
  8. Pincele com gema de ovo.
  9. Leve ao forno, pré-aquecido, a 200ºC cerca de 15 minutos, apenas com a resistência inferior. A 2 minutos do fim da cozedura, ligue a resistência superior.

 

empadas de ratatouille e caldeirada de atum

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