Garoupa e Camarão na Wok

Este blogue é o espelho do que se vai cozinhando cá em casa. As receitas são por norma bastante diversificadas  e enquadram-se em diferentes categorias, porque por cá não se fazem todos os dias só bolos e bolachinhas (isso é que seria o paraíso para os meus filhos), mas também comida que põe mesa,  sempre com algum cuidado na apresentação dos pratos, já que os olhos são os primeiros a comer. Quase sempre apresento na mesa de refeições os pratos da mesma forma que os preparo para a fotografia. Foi o caso desta sugestão de peixe que trago hoje. A frigideira wok foi mesmo do fogão para a reportagem fotográfica e de seguida, e da mesma maneira, para a mesa. Afinal, quem não gosta de sujar pouca loiça?

Garoupa e Camarão na Wok

garoupa e camarão na wok

Ingredientes

  • 2 groupas médias à posta
  • 12 camarões
  • 1 lata pequena de tomate pelado triturado
  • 1 pimento vermelho
  • 1 copo de cerveja
  • mistura de 5 pimentas
  • 1 folha de louro
  • 2 bagas de piri-piri
  • 1 cebola média
  • 4 dentes de alho
  • 1 caldo de peixe
  • moinho de mistura oriental (composta por caril, erva-doce, cebola desidratada e cominhos-comprei no Lidl)
  • salsa para polvilhar
  • sal
  • azeite

Preparação

1. Faz-se um refogado com o azeite, o louro, a cebola e o alho. Junta-se o pimento vermelho às tiras e deixa-se alourar.

2. Adiciona-se as postas de garoupa.

3. Junta-se o tomate pelado triturado.

4. Rega-se com cerveja e deixa-se ferver.

5. Tempera-se com as especiarias e com pouco sal.

6. Acrescenta-se o caldo de peixe e tapa-se o tacho. Deixa-se ferver. Retificam-se os temperos, se necessário

7. Deixa-se cozinhar em lume baixo até o peixe estar cozinhado.

8. Polvilha-se com salsa e deixa-se cozinhar 2 minutos.

Servi este prato de peixe e marisco acompanhado de batata e legumes cozidos.

garoupa e camarão na wok

Uma entrada surpreendente…flores de hóstias com salmão

As Prawn Crackers são um aperitivo chinês muito apreciado. Este consiste em camarão sob a forma de rodelas duras e translúcidas, parcialmente cozidas a vapor e secas no forno, fabricadas a partir de amido, água, sal, açúcar (cerca de 4 %), camarões (cerca de 5 %) e intensificadores de sabor. Costuma ser presença obrigatória nos restaurantes chineses, servindo de acompanhamento. Com o intuito de utilizar as hóstias como entrada, uma das sugestões do workshop que dinamizei sobre Tapas Gourmet, conferi-lhes outra roupagem, através da sua combinação com salmão fumado e queijo creme. Ninguém resistiu à junção dos diferentes elementos, nesta entrada que para além de fácil e saborosa recebeu desta forma um toque mais gourmet.

Hóstias de camarão com salmão fumado

Hóstias de Camarão com queijo creme, truta salmonada e cuca melon (micro pepino da Quinta do Ti Canoa)

Ingredientes:

  • Hóstias de camarão (1 embalagem de Prawn Crackers)
  • Óleo para fritura (de pref. de amendoim)
  • Salmão fumado
  • Ovas de salmão ou de esturjão (caviar)
  • 1 embalagem de queijo creme
  • Raspa e sumo de lima
  • Rama de funcho ou de endro
  • Cebolinho 

Coloque uma quantidade considerável de óleo de amendoim ou de girassol no wok ou na fritadeira e aqueça-o  até atingir 170ºC.

Insira as rodelas de prawn crackers no óleo quente e quando elas vierem à superfície (já crescidas e brancas) retire. Se demorarem muito tempo no fundo da fritadeira é sinal que o óleo não registava a temperatura adequada.

Coloque as hóstias sob papel absorvente e sirva de seguida. Se utilizar as prawn crackers como base para tapa, como acontece nesta receita, deixe-as arrefecer ligeiramente antes de as rechear.

 

Recheio:

Sugestão 1.

Misture uma embalagem de queijo creme com raspa e sumo de lima a gosto. (Se adicionar uma colher de sopa de queijo creme de alho e ervas enriquecerá o sabor).

Coloque uma colher de chá de recheio no centro da hóstia e faça assentar no centro rolinhos de salmão fumado, abrindo ligeiramente o rolinho para simular uma rosa. Termine com um raminho de funcho ou de endro.

ou

Sugestão 2.

Coloque o recheio num saco de pasteleiro com bico redondo. Corte tiras de salmão fumado e recheie-as em todo o comprimento com o creme de queijo. Enrole e dê um nó com cebolinho. Assente um rolinho em cada hóstia de camarão e termine com um raminho de funcho ou de endro.

Hóstias de Camarão com queijo creme, truta salmonada e cuca melon (micro pepino da Quinta do Ti Canoa)

(da apresentação também fazem parte metades de micro-pepino cuca melon)

Comida com cor e sabor

esparguete de ameijoa e legumes chineses

Adoro fotografar alimentos coloridos, tais como a fruta e os legumes. Quando frescos são vibrantes e apelativos. Sabiam que a cor do alimento está relacionada com o nutriente que contém, sendo fundamental ingerir diariamente no mínimo um alimento de cada cor? Assim, quanto mais colorida estiver a alimentação, maior será a quantidade de nutrientes que serão oferecidos ao organismo. Consumir diariamente frutas, legumes e hortaliças de cores diferentes é garantia de ingestão de alimentos de baixas calorias e grandes quantidades de vitaminas e minerais, o que reduz significativamente o risco de desenvolver doenças cardiovasculares, diabetes, alguns tipos de cancro e outras doenças, que afetam em maior escala os países desenvolvidos.

Como sou adepta de refeições equilibradas, pois delas depende o bom funcionamento do nosso corpo, é também importante a ingestão de proteína animal, presente no leite e derivados, ovos e carnes (bovina, suína, aves, peixe), que é responsável pela síntese muscular e fornecimento de aminoácidos essenciais; dos cereais (massas, pães), responsáveis pela energia no nosso organismo e também as gorduras, cuja função é transportar vitaminas lipossolúveis e produzir certos hormónios. Como resultado destas preocupações surgiu este prato que devido à sua constituição é colorido, saudável e completo.

esparguete de ameijoa e legumes chineses

Curiosidades sobre a cor dos alimentos:

Amarelos ou alaranjados que contém carotenoides presentes nos alimentos como o mamão, melão, cenoura, manga, laranja, damasco, pêssego e abóbora que tem atividade antioxidante e anticancerígena. Também possuem vitaminas A e C, que ajudam a manter o sistema nervoso saudável, protegem o coração e a visão.

Azulados e arroxeados, tais como uva, ameixa, framboesa, beterraba, berinjela e repolho roxo possuem atividade antioxidante, retardando o envelhecimento. Também protegem o coração e previnem alguns tipos de cancro.

Brancos, como a couve-flor, batata, arroz, nabo, repolho, cebola e a banana constituem fonte de cálcio e potássio e são imprescindíveis para a formação e manutenção dos ossos e funcionamento do sistema nervoso e dos músculos.

Verdes, como abacate, brócolos, chuchu, kiwi, limão, pepino, vagem e os folhosos em geral, contém clorofila, ferro e vitamina A agindo na desintoxicação das células, protegendo contra anemia, anticancerígeno, inibindo o envelhecimento e protegendo a visão, coração, cabelo e pele.

Vermelhos, como morango, tomate, melancia, beterraba, framboesa, cereja e pimentão vermelho contêm licopeno que atuam como antioxidante, neutralizando os radicais livres e protegendo o coração. Também são fontes de vitamina C.

Castanhos, tais como aveia, nozes, castanhas, feijão, lentilha são ricos em fibras e vitaminas do complexo B e vitamina E, auxiliando no funcionamento do intestino e prevenindo doenças cardiovasculares.

Esparguete de ameijoa e legumes chineses

esparguete de ameijoa e legumes chineses

Ingredientes

– 1 pacote de 500 g de spaghettini
– 1/2 embalagem de legumes chineses congelados
– cogumelos frescos
– 1 embalagem de miolo de ameijoa
– 3 colheres sopa de soja
– 1 lata pequena de tomate triturado
– 1 cebola
– 3 dentes de alho
– sal e pimenta q.b.
– alho em pó
– sumo de 1/2 limão
– 1 colher de café de caril
– azeite q.b.

Preparação

1. Começar por cortar a cebola e o alho finamente e fazer um refogado em azeite. Juntar o miolo de ameijoa e os cogumelos frescos laminados. Deixar que destilem e cozinhem.  Juntar o tomate triturado, o molho de soja e o caril. Temperar com sal, alho em pó, pimenta e sumo de 1/2 limão. Deixar levantar fervura. Reservar.

2. Cozer os vegetais num tacho com água e sal durante 7/8 minutos. Escorrer bem após a cozedura. Aproveitar água da cozedura dos vegetais para cozer o esparguete. Escorrer o esparguete.

3. Juntar os legumes ao preparado  inicial, com o miolo de ameijoa, e deixar apurar um pouco.

4. Envolver o spaghettini neste preparado e servir.

 

 

Lagostando

Acertar com o tempo de cozedura quando se trata de marisco representa muitas vezes um grande desafio. No saber definir o meio-termo entre o demasiado mole ou a consistência de “borracha” está o segredo. Como a carne de marisco é muito delicada, esta exige uma cozedura adequada e cuidada para conservar o seu sabor e textura. O nosso feriado do 25 de abril foi celebrado à mesa com um almoço totalmente dedicado ao marisco. Assim sabe bem celebrar o dia da liberdade!

Hoje trago-vos a lagosta!

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Dicas Importantes:

1. Para conseguir manter o sabor do marisco deve cozê-lo em água com sal numa proporção idêntica à agua do mar (uma colher de sopa bem cheia de sal por cada litro de água).

2. Deixe que a água levante fervura e só depois introduza o marisco.

3. Comece a contar o tempo de cozedura do marisco depois da água voltar a ferver.

4. Não deve cozer demasiado marisco de cada vez, mas em pequenas porções.

5. Pode adicionar cebola, alho,  louro, pimenta, salsa, funcho, aneto…

6. Tempo de cozedura da lagosta: 3,5 minutos de cozedura para uma lagosta de 0,5 kg, mais 2,5 minutos por cada 0,5 kg de lagosta.

 

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Ingredientes para o molho:

1 frasco grande de maionese Hellmann’s

2 colheres de sopa de Hot Chicken Wings Sauce

1 colher de sobremesa de Tabasco (mild- frasco verde)

4 colheres de sopa de ketchup

sumo de meio limão pequeno

raspa de limão

pimenta preta

1 pitada de sal

 

Preparação

Coza a lagosta de acordo com as instruções acima, verificando previamente o seu peso. Deixe arrefecer totalmente e refrigere.

Faça o molho, misturando numa tigela os ingredientes mencionados acima. Guarde no frigorífico.

Retire a lagosta e o molho do frigorífico meia hora antes de servir e corte-a  no sentido do comprimento.

Acompanhe com torradas ou tostas e com um vinho branco ou rosé bem fresquinho.

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Um mega post…Em jeito afrodisíaco…

Faz hoje uma semana desde o último workshop DeBorla. O tema, Receitas Afrodisíacas para o Dia dos Namorados, caracterizou-se por ser um grande desafio. De entre os workshops que realizei na loja da Terceira, este excedeu sobremaneira todas as expetativas em muitos aspetos.  As receitas foram sendo confecionadas ao longo da tarde entre  sabores, aromas, explicações e boa-disposição. A loiça da loja concorreu, sem dúvida, para o embelezamento das sugestões apresentadas.

Venham então comigo nesta viagem!

food blogger Patrícia Cheio

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foodwithameaning

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menu afrodisíaco_foodwithameaning

 

 

 

Entradas

Paté de Veado 

paté de veado

Inicialmente, iria servir o paté de veado como topping de crostini (fatias de baguete fininhas torradas no forno, pinceladas com azeite e salpicadas de pimenta). Resolvi simplificar a entrada e utilizei breadsticks (gressinos) de pão, de compra,  para acompanhar com o paté.

Para o paté irão necessitar de uma embalagem de paté de veado Quinta dos Jugais, com 100 g, de mini-tostas, de 100 g de queijo creme, uma colher de chá de sumo de limão ou um toque de raspa de limão. Misturem todos os ingredientes até se obter a consistência desejada. Decorem com germinados de alho-francês, da Verde Vivo.

(Poderão encontrar o paté de veado na loja Raminho de Salsa, no Mercado Duque de Bragança)

 

Figos Secos com Queijo de Cabra Curado, Mel e Nozes

figos

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Prato de Peixe

Camarão com Algas, Leite de Côco e Caril

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Camarão com Algas

Ingredientes

  • 1 caixa de camarão ou de gambas
  • 1 lata de leite de côco
  • caril
  • algas (Tok de mar)
  • manteiga
  • azeite
  • 1 cabeça de alho
  • Piri-piri
  • Sumo de meio limão
  • sal

Preparação

Retira-se o camarão do congelador e deixa-se descongelar num recipiente com água. Escorre-se muito bem. Numa tigela, colocam-se as algas, que se tapam com água para que hidratem. Numa frigideira grande, de paella, colocam-se dentes de alho esmagados, pedaços de manteiga, um pouco de azeite e piri-piri fresco. Quando a manteiga começar a derreter, vai-se adicionando o camarão até cobrir o fundo da frigideira. Deixa-se fritar de um lado e do outro. Reservam-se os camarões numa travessa. Verte-se por cima destes o sumo de meio limão. Na mesma frigideira, verte-se o leite de côco, tempera-se com sal e juntam-se as algas hidratadas e todos os camarões, envolvendo-os no molho. Deixa-se o molho apurar e serve-se de imediato com arroz branco ou marroquino (ver receita – acompanhamentos)

(Poderão encontrar as algas à venda na loja Raminho de Salsa, no Mercado Duque de Bragança)

(Decoração com germinados de alho-francês Verde Vivo)

Acompanhamento do Prato de Peixe

Arroz Marroquino

Arroz Marroquino

Ingredientes

  • 1 chávena de arroz (vaporizado ou basmati)
  • 2 chávenas de água
  • 2 dentes de alho
  • 1 pau de canela (que retirei após cozinhado)
  • 1 cravinho
  • 2 folhas de hortelã (que retirei posteriormente)
  • 1 punhado de sultanas
  • 1 punhado de cajus (não coloquei)
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • sal

Preparação

Faz-se um refogado com o alho em manteiga. Colocam-se as sultanas até ficarem inchadas e luzidias. Adiciona-se o arroz e os restantes ingredientes. Envolve-se com a colher de pau por instantes. Junta-se a água e deixa-se cozinhar.

Prato de Carne

Rolinhos de Porco com Morcela com Torre de Batata-Doce e Ananás caramelizado

Rolinhos de Porco com Morcela

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Ingredientes

  • Bifanas de porco
  • Morcela
  • Bacon laminado
  • Azeite
  • Chutney de damasco e tâmaras
  • Germinados para decorar

Preparação

Pré-aqueça o seu forno a 160ºC de temperatura. Tempere as bifanas com sal, alho em pó e pimenta. Recheie-as com morcela sem pele. Envolva-as em tiras de bacon e ate-as com fio de cozinha, para não perderem a forma. Numa frigideira de fundo anti-aderente, aqueça um fio de azeite e junte ainda algumas tiras de bacon, para largarem gordura. Nessa gordura, junte os rolinhos e deixe-os dourar bem, de ambos os lados, antes de os levar ao forno para acabarem de cozinhar por uns vinte minutos. Poderá optar por fazer um rolo maior e levar diretamente ao forno, sem passar na frigideira. Sendo assim, terá de aumentar o tempo de cozedura para 45 a 60 minutos. Retire os fios e fatie os rolinhos. Acompanhe com batata-doce e ananás caramelizado e chutney de damasco e tâmaras.

Batata-Doce com Ananás Caramelizado

batata-doce com ananás caramelizado

Ingredientes

  • 4 ou 5 batatas-doces pequenas
  • 1 lata de ananás em calda
  • Calda do ananás
  • Açúcar mascavado

Coze-se a batata-doce com casca em água e sal. Retira-se a pele e corta-se às rodelas. Cortam-se em pedaços as rodelas de ananás. Numa assadeira, dispõem-se as rodelas de batata, intercaladas com pedaços de ananás. Verte-se a calda do ananás e polvilha-se com açúcar mascavado a gosto. Leva-se ao forno até que a batata absorva o molho.

Chutney de damasco e tâmaras (canto inferior direito)

Chutney de damasco com tâmaras

1.Pique dois dentes de alhos, 10 g de gengibre e 1 cebola.

2. Coloque 20 ml de água quente numa panela e junte 200 g de açúcar. 3. Adicione 100 ml de vinagre, os damascos- 300 g -, previamente hidratados durante 30 minutos em vinho do porto, e as tâmaras – 300 g – cortados em cubinhos.
4. Tempere com uma colher de chá de sal, pimenta preta e ½ colher de chá de açafrão das índias. Cozinhe em lume brando durante 1 hora ou até fazer ponto de estrada.
5. Deite o chutney em frascos esterilizados e guarde num local escuro e seco 1 a 2 meses antes de consumir.

 

Salada Baby-Leaf com tangerina, sementes de girassol e de abóbora tostadas e amêndoa laminada

Salada Baby-Leaf com clementina, sementes de sésamo e amêndoa laminada

Salada Baby-Leaf com clementina, sementes de sésamo e amêndoa laminada

Ingredientes

  • Mistura de folhas para saladas (alface, rúcula, agrião, acelga…)
  • Gomos de tangerina
  • Amêndoa laminada tostada
  • Sementes de girassol e de abóbora tostadas
  • Orégãos secos
  • Azeite
  • Sumo de limão
  • mel

Disponha numa saladeira a mistura de folhas para saladas Descasque gomos de tangerina e adicione. Termine com amêndoas torradas e as sementes tostadas e  regue com um molho de azeite, sumo de limão e mel. Polvilhe a salada com orégãos secos.

 

Trio de chocolate, morangos e marshmallows

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Ingredientes

  • Morangos
  • Marshmallows
  • Chocolate de culinária

Lavam-se os morangos sem retirar o pé. Secam-se. Num pau de espetada, enfia-se primeiro um morango, depois um marshmallow, novamente um morango, um marshmallow e termina-se com um morango. Leva-se o chocolate a derreter (em banho-maria ou no micro-ondas desenham-se fios de chocolate por cima das espetadas.

Corações de chocolate e rebuçado de menta

Corações de chocolate e rebuçado de menta

Ingredientes

  • Mini-guarda-chuvas de menta
  • Chocolate branco, de leite ou negro
  • Pau de espetada
  • Papel vegetal

Preparação

Partir o chocolate aos pedaços e coloca-lo numa taça de vidro. Derreter em banho-maria ou no micro-ondas em sessões de 30 segundos, mexendo sempre entre cada sessão.

Dispor dois guarda-chuvas de rebuçado de menta em cima de uma folha de papel vegetal em formato de coração. Colocar no meio o pau de espetada e encher o centro com o chocolate derretido. Levar ao frigorífico até solidificar

 

Sobremesas

Flores de massa filo com morangos, creme inglês e topping de chocolate

Flores de massa filo com morangos, creme inglês e topping de chocolate

Ingredientes

  • 1 embalagem de massa filo com 4 folhas
  • Morangos
  • 500 ml de leite
  • 2 ovos
  • 50 g de açúcar (coloquei 80 g)
  • 15 g de amido de milho (maizena)
  • manteiga derretida para pincelar

Preparação

Cortei quadradinhos de massa filo com tamanho suficiente para caberem em forminhas de alumínio, ficando as pontinhas levantadas. Pincelei as forminhas e cada quadradinho de massa filo com manteiga. Coloquei em cada forminha 3 folhas alternadas, tendo o cuidado de desencontrar as respetivas pontas para conferir o efeito de flor. Levei ao forno as forminhas com a massa cerca de 5 minutos em forno previamente aquecido. É importante não deixar tostar muito.Aroma de baunilha ou vagem de baunilha.

Retirei as flores do forno e deixei arrefecer. Fiz o creme inglês, colocandotodos os ingredientes no copo da Bimby e programei 6 Min/90º/Vel.4

Creme Inglês Tradicional
Verte-se o leite num tacho, deixando de reserva ½ copo. Deita-se o açúcar no tacho e a vagem de baunilha. Fica a levantar fervura. Sai do lume e elimina-se a vagem de baunilha. Coloca-se as gemas num recipiente, mistura-se a maizena e dissolve-se o creme resultante com o leite frio reservado. Passa-se por um coador o leite fervido e verte-se, gradualmente, sobre o creme obtido, batendo energicamente. Leva-se o creme ao lume no mesmo tacho onde se ferveu o leite e cozinha-se, mexendo continuamente, até o creme chegar ao ponto de ebulição. O creme não deve levantar fervura. Fica pronto ao espessar.

Deixei arrefecer e depois coloquei o creme no frigorífico.

Na hora de servir, retirei o creme do frigorífico e coloquei duas colheres de sopa de creme bem cheias em cada flor de massa filo. Decorei com morangos cortados aos pedacinhos. Poderá ainda adicionar um coulis de morango ou compota de morango antes de decorar com os morangos e com os germinados de alfafa Verde Vivo.

Sobremesas Flores de massa filo com morangos, creme inglês e topping de chocolate

Se desejarem ver o álbum de fotografias completo, cliquem no link abaixo.

https://www.facebook.com/patricia.foodwithameaning/media_set?set=a.775761755889221.1073741851.100003662128130&type=3&pnref=story

 

Salada de Millet com Camarão, Atum e Alho-francês

O ingrediente principal desta salada é o millet, também conhecido por milho painço. Este cereal, oriundo das Índias Orientais e do Norte de África, começou a ser utilizado antes do aparecimento do arroz. É altamente nutritivo e contém muita fibra, sendo, por isso, de fácil digestão. É composto por 15% de proteína, vitaminas do complexo B, vitamina E e lecitina. Possui alto teor de ferro, 9 mg em 100g, magnésio, fósforo, potássio e ácido silícico, importante este último para a pele, cabelo e unhas. Não contém glúten, sendo, assim, ideal para celíacos. Caracteriza-se também por ser utilizado quando existem problemas de digestão, de náuseas ou de sono.

Este cereal poderá ser adquirido em hipermercados, na secção dos produtos biológicos, mas encontra-se com maior frequência em ervanárias ou em lojas gourmet. Comprei aqui nos Açores, na loja Pomar do Atlântico, em pleno centro da cidade de Angra do Heroísmo.

Nesta salada, conjuguei o millet com miolo de camarão, delícias-do-mar, atum e alho-francês. Refresquei a salada com um toque de menta fresca.

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Tigela branca da Loja DeBorla

Ingredientes

1 chávena de millet (milho painço)
2 alhos-francês (parte branca apenas)
½ couve branca
1 embalagem de miolo de camarão (80/100)
2 latas de atum em azeite
1 pacote de delícias-do-mar
½ pimento vermelho
Sal q.b.
Azeite
Pimenta
Caril (1 colher de café)
Moinho de sal oriental (do Lidl)

 

Preparação

  1. Coze-se o millet com sal (3 partes de água a ferver para 1 de millet- se demolhar durante uma hora coze em 5/10 minutos; se não demolhar, coze em 30m minutos).
  2. Num wok ou frigideira anti-aderente, coloca-se um fio de azeite, o alho francês cortado em rodelas finas, o pimento e a couve branca, cortados em juliana fina. Deixa-se alourar cerca de 3 a 5 minutos até a couve começar a ficar tenra.
  3. Junta-se o miolo de camarão congelado, sem passar por água, o atum e tempera-se com pimenta, caril e moinho de sal oriental.
  4. Acrescentam-se as delícias do mar desfiadas ou picadas. Apaga-se o lume.
  5. Mistura-se o millet ao preparado do wok e serve-se.

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Tigela branca pequena da Loja DeBorla
Saladeira da Loja DeBorla

Esta receita foi concebida por mim com a intenção de divulgar o cereal millet. Foi apresentada no Workshop “My Healthy Lunchbox”, realizado no passado sábado na loja DeBORLA-Terceira.

Continuação de uma ótima semana, quer seja ela de trabalho ou de férias!

Patrícia

Ilha de S. Jorge…Take 1

Conheço a ilha de São Jorge desde pequena, mas de todas as viagens que fiz ficou sempre por descobrir  um cantinho muito especial deste paraíso açoriano: a Fajã da Caldeira de Santo Cristo.

Desta vez a rota foi traçada e a aventura concretizou-se.

Caldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São Jorge

Esta fajã, possivelmente uma das mais bonitas e sem dúvida a mais famosa fajã da ilha de São Jorge, localiza-se na costa norte da ilha e foi classificada em 1984 como Reserva Natural, pelo Governo Regional dos Açores, devido à existência de amêijoas na sua lagoa denominada Lagoa da Fajã de Santo Cristo.

Mais tarde foi classificada como sítio de importância internacional ao abrigo da Convenção de Ramsar (a Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional ou Convention on Wetlands of International Importance), relativa às Zonas Húmidas de Importância Internacional como Habitat de Aves Aquáticas, graças à sua lagoa.

foodwithameaningCaldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São Jorge

Deixámos o carro na fajã dos Cubres e fizemos o percurso pedestre  de 4 quilómetros até à Fajã da Caldeira de Santo Cristo. A vista de montanha permitiu-nos apreciar cenários que remotam ao imaginário do filme Jurassic Park (dinossauros à parte); a abundância de nascentes que brotam das rochas altas e caem em forma de cascata possibilitou tomar banhos em pequenas piscinas naturais, cujas águas  descem as escarpas saltitando montanha abaixo ao encontro do mar.

Caldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São Jorge

Caldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São JorgeCaldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São JorgeCaldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São Jorge

Corria o ano de 1891 esta fajã contava com 111 habitantes, chegando a ser criada uma escola primária que foi encerrada quando a população diminuiu e deixou de haver alunos. No dia 14 de outubro de 1960 foi inaugurado um Posto Público de telefones e, mais tarde, uma rede eléctrica alimentada por um pequeno gerador. Também foi construído um cais no interior da lagoa para facilitar o varar dos barcos que até ali era feita até ai no calhau.

Caldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São JorgeCaldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São Jorge

O terramoto de 1980 causou desmoronamentos em ambos os acessos da fajã, destruiu a rede telefónica que contava com seis unidades, e isolou a Caldeira de Santo Cristo do resto do mundo. Os habitantes tiveram de ser retirados por um helicóptero da Força Aérea Portuguesa. Muitos deles fixaram residência noutros pontos da ilha de São Jorge e outros emigraram. Presentemente, das cinquenta casas antigas, algumas foram restauradas, enquanto outras continuam abandonadas. Nos últimos anos têm sido construídas casas pertencentes a pessoas que cá vêm passar férias. Há poucos habitantes permanentes na fajã sendo um deles o guarda da Reserva Natural.

Caldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São JorgeCaldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São JorgeCaldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São Jorge

Com os temporais, sempre fortes nesta costa voltada a norte e o consequente mar bravo, deu-se o entulhamento do canal que ligava a lagoa ao mar. É uma lagoa de águas muito quentes e por isso frequentada por banhistas e veraneantes de toda a parte. O acesso à fajã é feito a pé ou de mota, mas, para preservar a calma do local, foi estabelecido um horário restrito de circulação dos motociclos, quase todos de quatro rodas, que transportam malas térmicas e mercearia para as casas habitadas.

Caldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São Jorge

Caldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São Jorge

A imponente igreja desta fajã, cujo patrono é o Senhor Santo Cristo, foi benzida no dia 10 de Novembro de 1835. Desde essa altura que se transformou num local de culto onde vão devotos de toda a ilha. Vão para o pagamento de promessas e pedidos de graças.

Caldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São JorgeCaldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São JorgeCaldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São Jorge

A Fajã de Santo Cristo é um dos locais mais recônditos da ilha de São Jorge e graças à ondulação aqui existente e ao extraordinário envolvimento paisagístico,  é considerada um santuário do bodyboard e surf, sendo procurada por praticantes da modalidade vindos de todo o mundo. Cruzámo-nos com alguns surfistas que se dirigiam para as pequenas casas de pedra, em cujos muros se viam fatos de mergulho e outro equipamento a secar.

fonte da informação históricaCaldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São Jorge

Depois do passeio obrigatório pela fajã, esperávam-nos no único restaurante do local as famosas ameijoas.

Caldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São Jorge

Assim que lá chegámos, fomos recebidos com muita simpatia pelo senhor Emanuel, rapaz para a minha idade, que há dezasseis anos é um dos poucos habitantes fixos da fajã, e por um moço, o Roberto, natural da ilha Terceira, que decidiu amealhar para a faculdade trabalhando como empregado de mesa durante o verão. O Roberto confessou-me que fazia um mês que não saía da fajã e que não sentia falta da civilização. O Emanuel, que se intitula “a alma da fajã”, é uma das pessoas mais cativantes que conheci nos últimos tempos. É conhecido pelas suas quadras e pensamentos espontaneamente profundos.  Quando soube que eu e o meu marido tínhamos decidido comemorar o dia em que fazíamos dezasseis anos de casados na “sua” Caldeira, forma carinhosa como se referia ao lugar da fajã, pediu permissão  para nos cantar uma canção de amor, de Roberto Carlos. Aceitámos com um misto de surpresa e comoção. O Emanuel terminou a intervenção com este pensamento, que de imediato escrevi para que pudesse ficar registado: “A água serve para matar a sede e lavar o corpo e o amor para cultivar a alma”. Fez ainda questão de nos oferecer o café e uma aguardente de ginja, feita por ele ali no lugar da fajã. Confidenciou-me que espera que a fajã mantenha sempre o espírito de lugar à parte, e de difícil acesso para que seja preservada e acarinhada. Tem consciência de que o facto de não haver linhas telefónicas fixas, de não dispor no restaurante de multibanco e de a luz elétrica provir de um gerador pode afastar algum nicho de clientela, mas sabe que a fajã também é reconhecida por ser um mundo à parte, cada vez mais procurado por pessoas que pretendem descanso e total harmonia com a natureza envolvente.

Caldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São JorgeCaldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São JorgeCaldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São Jorge

Era uma da tarde, esperávamos pela entrada no alpendre do restaurante, com ampla vista para a lagoa, quando o Emanuel nos informa que o pão fresco ainda não tinha sido entregue pelo que se não quiséssemos esperar mais um pouco, servir-nos-ia, pão de véspera. Aceitámos sem problemas. Quantas vezes em nossas casas o mesmo acontece e ninguém desespera por esse motivo. O pão de trigo e o de milho chegou na cesta, que acompanhava o prato das ameijoas, e o milagre operou-se: ninguém podia dizer que aquele era pão do dia anterior. Pairava a magia da receita secreta daquela entrada de ameijoas especiais.

Caldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São JorgeCaldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São JorgeCaldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São JorgeCaldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São JorgeCaldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São Jorge

Espero que este post tenha despertado em vós a vontade de provarem um dos ex-libris da gastronomia açoriana: a ameijoa da fajã da Caldeira, aproveitando a oportunidade para respirarem a magia presente neste lugar único do planeta.

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