Sopa de agrião

Não há nada melhor do que utilizar os vegetais da época para se confecionar pratos cheios de sabor. Estes agriões por serem biológicos e fresquinhos transformaram uma simples sopa em algo mágico.

sopa de agrião

 

Ingredientes

500 g de agrião (Hidrosaladas)
1 naco de abóbora
4 cenouras
1 batata doce
2 courgettes médias
1 cebola média
azeite
água
sal

Preparação

1. Aloura-se ligeiramente a cebola em azeite (cortada aos pedacinhos).
2. Junta-se as cenouras e a abóbora cortadas aos pedacinhos. Refoga-se um pouco, mexendo com a colher de pau.
3. Adiciona-se água  e a batata e as courgettes aos pedaços.Deixa-se levantar fervura.
4.Tempera-se com sal e deixa-se cozer os legumes.
5. Tritura-se a sopa. Poderá ser necessário acrescentar mais água.
6. Lava-se ao agrião e retiram-se os talos. Escorre-se.
7. Junta-se o agrião  e tapa-se o tacho para que  coza.
8. Retifica-se o sal.
9. Serve-se a sopa quentinha com ou sem tostas.

Workshop de culinária vegetariana e uma salada colorida

A BioAzórica dinamizou recentemente dois workshops de culinária vegetariana no Mercado Biológico da Praia da Vitória. Felizmente, consegui arranjar espaço na minha agenda para participar em um dos dois. E depois de ter realizado o primeiro workshop fiquei mesmo com pena de não ter tempo para frequentar o segundo. Estes são espaços interativos onde aprendemos muito e conhecemos pessoas novas. Tive a sorte de ter companheiros de mesa fabulosos com quem discuti a confeção dos diferentes pratos e com quem ainda hoje  partilho por e-mail receitas e fotos dos pratos confecionados pelo monge indiano Dada Dhyanananda.

Impulsionada pela vontade de valorizar alimentos saudáveis convido-vos a saborear esta salada.

Salada de micro-couve tat soi. pimentos, rabanetes e queijo

 

 

Comprei a micro-couve tat soi na Quinta das Hidrosaladas. Em versão pequenina é tão saborosa,  tenrinha e ideal para saladas.

Salada de micro-couve tat soi. pimentos, rabanetes e queijo

Depois, fui à horta cá de casa, ao canteiro dos rabanetes e escolhi estes exemplares para adicionar à salada.Salada de micro-couve tat soi. pimentos, rabanetes e queijo

 

Coloquei um pimento vermelho a assar no forno. Coloquei-o dentro de um saco de plástico durante uns minutos, retirando-lhe assim a pele com mais facilidade, mas poderão utilizar os enlatados.

Dispus tiras de pimento sobre a couve, os rabanetes às rodelas e cubinhos de queijo aromatizado com ervas.

Polvilhei com um pouco de sal de mesa.

Reguei a salada com azeite de manjericão, alho e piri-piri.

Salada de micro-couve tat soi. pimentos, rabanetes e queijo

Ingredientes para o azeite aromatizado

azeite

3 dentes de alho (se preferir que o azeite tenha um sabor a alho mais intenso, corte os alhos ao meio)

manjericão

bagas de piri-piri

2 bagas de pimenta da jamaica
Salada de micro-couve tat soi. pimentos, rabanetes e queijo

Preparação do azeite

Coloque azeite num frasco.

Parta com as mãos pedaços de folhas de manjericão e introduza-os no frasco.

Descasque os dentes de alho e coloque-os no frasco.

Acrescente as bagas de piri-piri e de pimenta.

Verifique que tudo fique coberto com azeite.

Feche o frasco e proteja-o da luz durante uma semana, no mínimo, antes de utilizar o azeite.

 

Utilize o azeite aromatizado em saladas ou para envolver massas cozidas.

 

azeite aromatizado com manjericão, alho e piri-piri

Nem sempre o que é verde é bom…Este verde é-o.

Desde que as crianças nasceram, nós temos tido uma maior preocupação com os ingredientes que selecionamos para as refeições. Quando vivíamos só a dois não existia um planeamento de refeições. A cozinha andava ao sabor do vento e das vontades. Lembro-me que, na altura, muitas vezes nem sopa se confecionava cá por casa e que muitos jantares eram improvisados apenas quando a fome chegava. Um desgoverno, como diria a minha avó. No meu entender, foi uma etapa também com aspetos muito positivos. Com o tempo, aprendi a apreciar as rotinas e hoje não passo sem elas. Tornaram-se rituais. A sopa e as refeições variadas são uma prioridade. Com o intuito de fazermos pratos saudáveis, passámos a ter a nossa horta, fruto do trabalho e paciência do meu marido, e a comprar produtos frescos a pessoas de confiança.

Hoje quero enaltecer o senhor António Gomes, uma pessoa que tenho vindo a conhecer melhor. Sempre que visito a sua quinta, aos sábados de manhã,  procuro as habituais verduras, deparo-me com espécies inovadoras  e aprendo com ele. O seu entusiasmo é contagiante quando nos fala das suas plantas. A sua paciência já não pertence aos dias de hoje. Nunca levo relógio quando lá vou. O objetivo é mesmo fazer com que o tempo pare enquanto me encanto com as suas plantações. Um destes dias, pedi-lhe se podia tirar umas fotografias. Ele acedeu e eu deliciei-me a percorrer todos os carreiros que ladeavam as diferentes espécies. Perdi-me no tempo e no verde, mas num verde que é bom, que se traduz em produtos que crescem sem químicos, sem pesticidas e que se materializam em plantas que crescem felizes e que transpiram saúde nos nossos pratos.

Ora vejam  as maravilhas que descobri no Hidrosaladas.

Por cima da porta, e a proteger a entrada da quinta, encontra-se um leão esculpido em basalto.

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Dentro das estufas desfilam plantas viçosas.

As acelgas vermelhas e amarelas. Os agriões. A minutina.

hidrosaladas_foodwithameaningAlfaces várias.

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As chagas, com as suas flores comestíveis.

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O cebolinho.hidrosaladas_foodwithameaning

O manjericão e o poejo.hidrosaladas_foodwithameaning

Os morangueiros.

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A cidreira.

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Os espinafres. O funcho. A salva-ananás em flor.hidrosaladas_foodwithameaning

Os agriões.

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As ervilhas em flor.hidrosaladas_foodwithameaning

As ervilhas em vagem. A couve-roxa. Os bróculos.hidrosaladas_foodwithameaningAs alfaces e a couve chinesa.

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E a visita  chegou ao fim, perfumada com alfazema.

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Amanhã no Receitas ao Desafio deixo-vos a receita desta salada. Para já, ficam apenas com a foto, pode ser?

salada mix baby leaf com filetes de cavala

Salada de salmonete do alto

Salada de salmonete do alto

Tive sorte. Nem sempre está disponível. Consegui encontrar no mercado um dos meus peixes favoritos para saladas: o salmonete do alto.

Depois do mercado, passei pelas  estufas do senhor António e trouxe salada verde para dois ou três dias: alface roxa e um mix de baby leaf. As saladas que ele produz, apesar de não serem sujeitas a qualquer tipo de tratamento químico, aguentam muito tempo no frigorífico como se tivessem sido acabadinhas de colher. Uma frescura estaladiça.

Vamos então à receita.

Ingredientes para a cozedura do peixe e para a salada

1 salmonete do alto (se for muito grande, metade será suficiente)

1 pacote de massa cappelletti (marca garofalo)

1 lata de petits pois (ervilhas pequeninas e muito doces)

1/2 embalagem de baby carrots congeladas (cenoura bebé)

ovos

1 cebola pequena (facultativo)

4 dentes de alho

1 folha de louro

piri-piri ( 1 malaguetinha)

lima

azeite

salsa

1. Numa panela, coloco meia cebola, os dentes de alho descascados, a folha de louro, sal e a malaguetinha de piri-piri. Encho com água e deixo que esta ferva.

2. Coloco o peixe na panela, já escamado, limpo de entranhas e cortado ao meio,  e certifico-me que fica coberto com água. Se isso não acontecer, verto mais água quente. Deixo cozer cerca de 10 minutos. Este peixe coze muito rapidamente. Como se destina a salada, interessa que mantenha a consistência.  Depois de cozido, separo o peixe das espinhas, sem desfiar muito.

3. Escorro as ervilhas. Reservo.

4. Cozo as cenouras baby em água e sal. Escorro. Reservo.

5. Cozo a massa até ficar com a consistência al dente.

6. Cozo os ovos.

Dica de sabor: Podem aproveitar a água da cozedura do peixe para, depois de coada, cozer a massa.

7. Depois de todos os ingredientes estarem cozidos, disponho-os numa travessa grande e envolvo-os com uma colher. Pico aos pedacinhos o resto da cebola e coloco por cima da salada. Polvilho tudo com salsa picada.

8. Preparo um molho vinagrete (3 porções de azeite para  1 de sumo de lima). Poder-se-á adicionar uma colher de chá de mostarda dijon.

Em vez de servir este molho à parte, podem envolvê-lo na salada. Em vez deste molho, poderão utilizar a tradicional maionese, para uma versão menos light.
Acompanhei com salada baby-leaf composta por alfaces várias, agrião holandês e beldroegas.

&

Nos próximos dias, vou-vos convidar para passeios à Quinta do Galo e à Quinta dos Açores. Nesta pausa letiva, como os miúdos estão por casa, temos aproveitado para fazer algumas atividades diferentes.

Um bom fim de semana!

Sopa de mizuna e grão

mizuna_foodwithameaning

Depois dos excessos da festa, ressurge a sopa. A consciência diz que há que equilibrar energias e voltar a rotinas saudáveis.

O tempo frio, chuvoso e ventoso também convida a pratos quentes e reconfortantes.
E sabe tão bem sentirmos as mãos aquecidas numa tigela de sopa quentinha.

Que conforto para a alma e para o regaço!

Depois da sopa, apetece a cumplicidade de um livro ou a visualização de um bom filme com direito a sofá e a mantinha.

Afinal, a felicidade reside nestes pequenos nadas.

mizuna_foodwithameaning

Ingredientes

500 g de mizuna (couve japonesa)
1 naco de abóbora
4 cenouras
1 lata grande de grão cozido
2 batatas médias
1 cebola média
azeite
água
sal

Preparação

1. Aloura-se ligeiramente a cebola em azeite (cortada aos pedacinhos).
2. Junta-se as cenouras e a abóbora cortadas aos pedacinhos. Refoga-se um pouco, mexendo com a colher de pau.
3. Adiciona-se água, 1/3 do grão, o líquido da lata do mesmo e as batatas aos pedaços.Deixa-se levantar fervura.
4.Tempera-se com sal e deixa-se cozer os legumes.
5. Tritura-se a sopa. Poderá ser necessário acrescentar mais água.
6. Lava-se a mizuna e retiram-se os talos mais grossos das pontas. Escorre-se.
7. Junta-se a mizuna e o resto do grão ao creme e tapa-se o tacho para que a mizuna coza.
8. Retifica-se o sal.
9. Serve-se a sopa quentinha.

Se quiserem adquirir a couve japonesa mizuna poderão fazê-lo neste link.

Hidrosaladas e Salteado de Minutina

Sábado foi dia de visita às estufas do senhor António. Moramos na mesma rua mas já há algum tempo que não comprava lá legumes, muito devido ao facto de termos cá em casa a nossa própria horta, fruto do  trabalho e empenho do meu marido. Eu confesso que em vez da produção dos legumes prefiro a confeção dos mesmos.

Cheguei por volta do meio-dia. Sei que o senhor António mantém a porta da quinta aberta ao público até à uma da tarde ao sábado. Entrei. Dirigi-me ao local de vendas. Vejo os cestos cheios de acelgas suíças, couve japonesa, minutina italiana, micro-couve chinesa. Já lavada e pronta estava a já conhecida salada com   folhas  variadas de onde espreitam vários tipos de alface e de agrião  e um ou outro raminho de beldroegas.

HidrosaladasChamo pelo senhor António mas não recebo resposta. Sigo um carreiro ladeado por bardos de hibiscos que orienta a minha caminhada até às estufas. Vejo-o lá ao fundo a conversar com um casal. Acena-me e chama-me para junto deles. Estava a mostrar-lhes como funciona a hidroponia. Fiquei radiante mas com pena de não ter levado comigo a máquina fotográfica . Fomos entrando nas estufas e percorrendo as diferentes espécies plantadas sem recurso a terra. Senti  entusiasmo na voz do meu vizinho à medida que identificava cada planta e o processo do seu crescimento. Insistia que experimentássemos o que quiséssemos.  Nós parecíamos crianças a absorver tanta informação e intrigados com o sabor sui generis de algumas das culturas. Fiquei embevecida com a beleza das acelgas suíças e com os aromas que emanavam da ervas aromáticas. Num email que me tinha enviado com os produtos disponíveis para essa semana despertou-me à atenção a existência de salva-ananás. Não resisti, perguntei logo ao senhor António por ela. Quando chegámos à estufa onde se encontrava, cortou uns raminhos e deu-mos. É fabuloso e intrigante como a salva concilia na perfeição o aroma do ananás. A estranhar a minha demora, o meu marido resolveu aparecer também por ali e juntou-se ao grupo. A naturalidade de ambos, Trás-os-Montes, fez com que a conversa se desviasse e alongasse. Entretanto o outro casal já se tinha ido embora. O relógio marcava 13.30 e o almoço ainda estava por finalizar. Convidou-nos para aparecermos por lá com mais calma. Fiquei radiante pois assim já poderia levar a máquina fotografia e futuramente partilhar as fotos convosco.

Ao chegar a casa e, seguindo alguns conselhos do produtor, preparei rapidamente este salteado de minutina italiana, também conhecida por erva-estrela.

salteado de minutina italiana com capuchinha_foodwithameaning

Decorei o salteado com flores comestíveis, conhecidas por chagas ou capuchinhas, gentilmente cedidas pelo senhor António.

salteado de minutina italiana com capuchinha_foodwithameaning

Ingredientes

500 g de minutina italiana
4 dentes de alho
1dl de azeite
moinho de cinco pimentas
noz-moscada
sal de mesa

Este é mesmo um salteado muito simples de fazer.

Preparação

Lavei a minutina e sequei-a muito bem.
Coloquei o azeite numa frigideira.
Acrescentei-lhe os dentes de alho picadinhos.
Adicionei a minutina e envolvi com a colher de pau para que absorvesse o azeite de alho.
Temperei com mistura de cinco pimentas, bastante raspa de noz-moscada e sal de mesa.
Fui sempre envolvendo com a colher de pau até reduzir o volume do legume para metade.

Este salteado acompanhou uma salada de peixe que publicarei em breve.

Dica: Já ao terminar o salteado lembrei-me que este talvez também ficasse muito bem com pedacinhos de bacon fumado.