Folar Alentejano…uma aromática surpresa

Nunca tinha confecionado o Folar Alentejano, mas há bastante tempo que queria experimentá-lo para ver as diferenças entre este folar e o Açoriano, uma vez que as receitas são parecidas. A verdade é que, depois de o provar, rendi-me a este folar. Fiquei maravilhada com a sua consistência e com o sabor a citrinos, canela e a erva-doce.

Fiz apenas metade da receita descrita. Espero que gostem desta sugestão!

Votos de uma Páscoa Feliz!

23

Folar doce Alentejano

  • 1,5 kg de farinha
  • 500 g de massa de pão
  • 750 g de açúcar
  • 1,5 dl de leite
  • 12 g de canela
  • 12 g de erva-doce
  • 1/2 cálice de aguardente
  • raspa da casca de 1 laranja
  • 1,5 dl de azeite
  • 1 casca de limão ou de laranja
  • 10 a 12 ovos

 

Preparação

Coza a erva-doce num pouco de água. Coe esta água e reserve. Ferva o azeite com a casca de limão ou de laranja. Peneire a farinha para um alguidar e junte-lhe o pão em massa, o leite, a canela, o açúcar, a aguardente, a raspa da casca da laranja e vá amassando estes ingredientes, primeiro com a água de cozer a erva-doce e depois com os ovos, juntando-os à medida que a massa os vai absorvendo. Quando a massa fizer bolhas, polvilhe-a com mais farinha, tape-a com um cobertor e deixe-a levedar durante 24 horas. Em seguida, e sempre com a ajuda de farinha, divida a massa em vários bocados de modo a fazerem-se bolos redondos com o diâmetro de 10 a 12 cm. Coloque em cima de cada bolo um ovo cozido, preso com tiras de massa. Coloque os folares em tabuleiros, deixando-os levedar um pouco e coza-os em forno forte. À medida que os bolos forem saindo do forno pincele-os com ovo batido.

Nota. À quem pincele o folar com uma mistura aquecida de mel diluído num pouco de água, isto já depois de terem saído do forno, para lhes conferir um ar lustroso.

Anúncios

Folar Folhado em Rosas…Dia Um…Na Cozinha

Há dias que nos enchem o coração! Hoje foi um deles. Dia um de abril de 2017. Dia de workshop dedicado aos Folares de Páscoa. Dia do lançamento do livro Doçaria Açoriana, de Teresa Perdigão. Dia de “Dia Um…Na Cozinha“, uma iniciativa à qual aderi faz bastante tempo e para a qual não podia deixar de contribuir, mesmo depois de um dia de muito trabalho à volta de folares doces e salgados, mas que me deixou muito feliz.

Como  o tema deste mês é dedicado ao ovo, este super alimento tão básico mas com elevado potencial devido à sua versatilidade e presença em pratos salgados e doces, decidi enaltecê-lo através deste folar folhado em rosas, que primeiro enche o olho, deliciando, de seguida, o paladar.

folar folhado de rosas

Quando pensamos na palavra Folar, é feita imediata correspondência aos ovos, quer eles estejam visíveis a decorar a massa quer a incorporem e concorram para a riqueza e textura da mesma.

Inspirei-me nesta receita deliciosa da Margarida, autora do blogue Figo Lampo.   Tal como a Margarida fez, eu também decidi atribuir a este folar outra roupagem, um pouco diferente da tradicional, que dispõe a massa em camadas, pinceladas com manteiga, açúcar amarelo e canela. Optei assim por fazer o folar com o formato de rosas. E que lindo ficou, não acham? Uma ótima ideia para a vossa mesa de domingo de Páscoa!

Folar folhado em rosas
IMG_2252

Ingredientes
560 g de farinha sem fermento T-65
25g de fermento fresco ou 15 g de fermento seco (Fermipan)
sumo de 1 laranja,
75ml de leite amornado
35g de banha derretida
85g de manteiga derretida
1/2 cálice de aguardente
3 colheres de sopa de açúcar
1 colher de chá de erva-doce em pó
1 colher de chá de canela
1 ovo pequeno
1 pitada de sal
Ingredientes para folhar:
manteiga derretida
mel
açúcar amarelo
açúcar mascavado escuro
canela em pó
Modo Tradicional:

Coloque a farinha e o sal num recipiente fundo e abra uma cavidade no centro. Desfaça o fermento no leite morno e coloque-o nessa cavidade. Junte o açúcar, a erva-doce, a canela, as gorduras, o ovo, o sumo de laranja e a aguardente. Retire a farinha da periferia para o centro e amasse muito bem até obter uma massa macia. Coloque-a num recipiente, cubra com um pano e deixe levedar até dobrar o volume.

Retire a massa para uma superfície enfarinhada e divida-a em porções do mesmo peso. Estique uma de cada vez com ajuda do rolo (deverá ficar bem fina) até obter rectângulos Pincele com a manteiga derretida, polvilhe abundantemente com o açúcar amarelo e a canela em pó. Por fim regue com o mel (1 colher de sopa bem cheia) e enrole como se fosse uma torta. Proceda da mesma forma com as restantes porções de massa. Poderá também, esticar a massa, formar um retângulo, pincelá-lo com manteiga derretida, açúcar amarelo e mascavado, canela em pó e mel. Fazer um rolo único e depois cortá-lo em pedaços iguais, formando assim os rolinhos das rosas. Numa forma redonda (21cm) forrada com papel vegetal e untada com manteiga, disponha três ou quatro rosas no centro e as restantes em volta. Deixe algum espaço entre elas para que possam crescer no segundo processo de levedação. Tape a forma com um pano e deixe levedar novamente até dobrar o volume.
Coloque umas nozes de manteiga sobre as rosas, polvilhe com um pouco de açúcar amarelo e canela e leve ao forno pré-aquecido a 190º durante aproximadamente 30-40 minutos. Se verificar que o topo começa a queimar cubra a forma com papel de alumínio.
Desenforme depois de frio.

Para preparação na máquina de fazer pão:

(mfp): Coloque a farinha e o sal na cuba da máquina e abra uma cavidade no centro. Desfaça o fermento no leite morno e coloque-o nessa cavidade. Junte o açúcar, a erva-doce, as gorduras, o ovo, o sumo de laranja e a aguardente. Inicie o programa amassar. Deixe o programa seguir até ao final (levedação incluída). Depois proceda segundo o modo tradicional.
Para preparação em robô de cozinha:
(Bimby): Coloque o leite e o fermento no copo e marque 37ºC, 2 Minutos, Vel. 2. Introduza no copo os restantes ingredientes e marque Velocidade Espiga durante 3 Minutos.  Depois proceda segundo o modo tradicional.
IMG_2253
folar folhado de rosas

Logotipo Dia Um... Na Cozinha Abril 2017

&

Aproveito esta oportunidade para partilhar convosco também a tradicional receita do Folar de Folhas Algarvio, caso pretendam reproduzi-lo.

Receita do Folar de Folhas de Olhão

Ingredientes para a massa

250 g de farinha

15 g de fermento de padeiro fresco (usei 1/2 saqueta de fermento granulado)

30 g de banha

60 g de manteiga

1 pitada de sal

20 g de açúcar

100 ml de sumo de laranja

1 c. sopa de aguardente 1 c. chá (rasa) de erva doce

40 ml de leite morno

 

Ingredientes para o recheio

120g de açúcar amarelo

50 g de manteiga derretida 1 noz de manteiga

Canela em pó a gosto

 

Preparação

Comece por amornar o leite e desfaça nele o fermento.

Num recipiente largo, misture a farinha, o sal, o açúcar e a erva doce. Acrescente a manteiga e a banha e misture, com a ponta dos dedos, até obter uma espécie de farelo. Faça uma cavidade ao centro desta mistura e adicione o sumo da laranja, a aguardente e o fermento dissolvido. Amasse muito bem a massa até que esta se encontre elástica, mas fofa e homogénea (se a massa estiver a colar nas mãos, adicione um pouco de farinha e amasse mais 2 minutos).

Forme uma bola com a massa, faça-lhe uma cruz ao centro (será para verificar se levedou; quando a cruz desaparecer está pronto), tape com um pano e deixe levedar por, cerca de, 2-3 horas ou até duplicar.

Entretanto, unte com manteiga uma panelinha estreita e polvilhe-a com açúcar amarelo.

Divida a massa em 8 partes iguais, amasse-as um pouco e forme um círculo, igual ao do diâmetro da panela que usar, com cada uma delas.

Adicione 2 c. sopa de sopa de açúcar amarelo ao fundo da panela, polvilhe com um pouco de canela e uma noz de manteiga distribuída em pedacinhos.

Acrescente o primeiro círculo de massa, unte-o com a manteiga derretida, cubra com açúcar e canela e assim sucessivamente até chegar ao último círculo de massa. Termine polvilhando com açúcar, canela e mais uns pedacinhos de manteiga.

Tape o folar com um pano e deixe-o levedar novamente por mais 1-2 horas.

Quando dobrar de volume, coloque-o em forno, pré aquecido a 180ºC por 30-45 minutos. Assim que estiver cozido, desenforme-o, ainda quente (se o caramelo secar será muito difícil de desenformar).

Hot Cross Buns

O “Sweet World” é um passatempo proposto por duas meninas, a Lia, do blogue Lemon & Vanilla, e a Susana, do Basta Cheio. A 1ª edição começou no Reino Unido com o Queen of Puddings e a 2ª edição levou-nos até à América para confecionarmos  o Brooklyn Blackout Cake, simplesmente o melhor bolo de chocolate do mundo, como poderão constatar no meu post anterior. Nesta 3ª edição do Sweet World, voltamos ao Reino Unido para festejar a época da Páscoa com dois clássicos britânicos: os Hot Cross Buns e o Simnel Cake. Eu optei pela confeção dos HotCross Buns, uns pãezinhos adoçicados a fazer lembrar o nosso folar doce e o panetone italiano.

As cocottes têm a assinatura DeBORLA e são um mimo, não acham? Eu não consegui resistir-lhes!

As Easter Crackers, que anunciam Joy and Peace, foram uma oferta que guardo com muito carinho. Obrigada D. Cá estão elas, reborn!

Hot Cross Buns_foodwithameaning

 

A Lia inspirou-se neste post e relata-nos factos e curiosidades sobre os Hot Cross Buns, que passo a transcrever:
“O tradicional Hot Cross Bun é composto por bolinhas de massa lêveda e doce, cuja composição engloba especiarias e frutos secos, nomeadamente, passas de uva e groselhas secas. As bolinhas são decoradas com uma cruz no topo. Hoje em dia, é possível encontrar Hot Cross Buns à venda em supermercados o ano todo, enquanto que em tempos remotos, estas bolinhas eram consumidas apenas e unicamente na 6ª feira Santa. As origens da cruz no topo das bolinhas, remetem a um monge no Século XII. Reza a história que no Século XII, um monge Anglicano, terá confeccionado os Hot cross Buns, tendo-os marcado com uma cruz no topo, em homenagem à 6ª feira Santa. Os ditos bolinhos foram-se tornando populares e ganhado fama, especialmente durante o reinado da rainha Elizabeth I e tornaram-se num símbolo da Páscoa. Estavam a tornar-se tão comuns e corriqueiras que, nos finais do Século XVI, a Rainha Elizabeth I emitiu uma lei proibindo a venda ou confecção dos Hot Cross Buns, a não ser que fossem confeccionados especificamente para serem consumidos em funerais, Natal e 6ª feira Santa.
Aparentemente, os britânicos, sendo um povo muito supersticioso, acreditavam que os Hot Cross Buns tinham propriedades medicinais e mágicas e receavam que esses poderes estivessem a ser abusados e vulgarizados. Era tal a crença que, alguns chegaram mesmo a acreditar que os Buns confeccionados na 6ª feira Santa, nunca ficariam duros. Por forma a contornar a Lei instituída pela rainha Elizabeth I, estes bolinhos começaram a ser cada vez mais confeccionado (secretamente) em casas particulares, o que fez com que a Lei fosse difícil de manter e, eventualmente, tivesse de ser banida. Existem várias histórias que relatam que, supersticiosamente, os Hot Cross Buns só eram confeccionados na altura da Páscoa. Há uma lenda que diz que os Hot Cross Buns confeccionados numa 6ª feira Santa e pendurados dentro de casa, espantariam os espíritos malignos até à próxima 6ª feira Santa. Outra lenda diz que, confeccionados nesse dia (6ª feira Santa), os Hot Cross Buns protegeriam os barcos de naufragar. Outra das lendas diz que, partilhar um Hot Cross Bun com um ente querido na 6ª feira Santa, protegeria a amizade entre essas duas pessoas durante o ano seguinte.”

Hot Cross Buns_foodwithameaning

Hot Cross Buns_foodwithameaning

Hot Cross Buns_foodwithameaning

Estão preparados para meter as mãos na massa?

Hot Cross Buns_foodwithameaning

Hot Cross Buns
Ingredientes (para 10 a 12 porções)
  • 1 colher chá de filamentos de açafrão
  • 3 colheres sopa de água a ferver
  • 500g farinha de trigo branca para pão + extra para polvilhar
  • 1/2 colher chá bem cheia de sal fino
  • 75g açúcar refinado branco
  • 10g fermento de padeiro seco
  • 175ml leite gordo, aquecido
  • 2 ovos médios (de preferência biológicos), ligeiramente batidos
  • 75g manteiga com sal, amolecida + extra para untar a forma
  • óleo de girassol, para untar a taça
  • 75g de cada: groselhas secas, passas e casca de citrinos cristalizadas e picadas (eu só usei sultanas, tâmaras e ameixa seca).
clotted cream, para servir (poderão servir com créme fraîche)
Preparação:
  • Aquecer uma frigideira pequena sobre lume médio a alto.
  • Colocar os filamentos de açafrão na frigideira e aquecer por uns segundos, movendo-os, até que estes estejam ligeiramente tostados.
  • Colocar os filamentos de açafrão num almofariz, deixámos arrefecer um pouco e depois, reduzi-los a um pó fino.
  • Adicionar as 3 colheres de sopa de água a ferver e reservar.
  • Numa taça, peneirar a farinha, o fermento, o sal e o açúcar.
  • Fazer um buraco no centro da mistura e adicionar a água do açafrão, o leite morno, os ovos e os 75g de manteiga.
  • Misturar tudo muito bem com as pontas dos dedos, até tudo estar bem combinado e tiver obtido uma massa pegajosa, mas que não esteja demasiado molhada.
  • Colocar a massa sobre uma bancada ligeiramente polvilhada com farinha e amassar por cerca de 10 minutos, ou até obter uma massa sedosa e macia.
  • Colocar a massa numa taça untada com óleo, tapar com película aderente e deixar levedar por cerca de 1 hora e meia a 2 horas, ou até esta ter duplicado de tamanho.
  • Voltar a colocar a massa sobre uma superfície enfarinhada e amassar, retirando-lhe o ar.
  • Polvilhar a massa com metade dos frutos secos e amassar. Polvilhar com os frutos secos restantes e amassar de novo, até tudo estar bem incorporado.
  • Voltar a colocar a massa na taça untada com óleo, voltar a cobrir com película aderente e deixar levedar por mais 1 hora, ou até ter duplicado de volume, num local aquecido e longe de correntes de ar.
  • Entretanto, untar com manteiga e enfarinhar oito cocottes.
  • Depois de levedada, cortar a massa em 8 pedaços idênticos com o topo e a base arredondados.
  • Colocar as oito bolinhas nas cocottes.
  • Deixar levedar em local aquecido, por mais 1 hora.
  • Entretanto e quando virem que a massa está quase a tingir o ponto especificado, pré aquecer o forno a 180°C.
Para as cruzes:
  • 25g farinha de trigo branca
  • 1 colher chá de óleo de girassol
  • 2 a 3 colheres sopa de água fria
Preparação:
  • Misturar todos os ingredientes, por forma a obter uma pasta e colocar essa pasta num saco de pasteleiro equipado com um bico redondo e fininho.
  • Com o saco de pasteleiro, contendo a pasta acima mencionada,  desenhar uma cruz sobre cada bola de massa.
  • Levar ao forno por cerca de 35 a 40 minutos, ou até os buns estarem cozidos e douradinhos.
Para finalizar:
  • 75ml sumo de laranja natural
  • 2 colheres sopa de açúcar refinado branco ou mel claro (eu usei mel)
Preparação:
  • Quando os buns estiverem quase cozidos, levar o sumo de laranja e o açúcar ou mel ao lume e ferver até obter uma mistura com consistência de xarope.
  • Retirar os buns do forno e pincelar toda a superfície com o xarope de laranja.
  • Desenformar e arrefecer sobre uma grelha.
  • Servir em fatias, cobertos com clotted cream ou algo mais ao vosso gosto.

Hot Cross Buns_foodwithameaning

Hot Cross Buns_foodwithameaning

Votos de uma Páscoa Feliz!

Folar de carnes…um regresso a Trás-os-Montes

Diapositivo3

Vivendo a muitas milhas de distância da terra que viu o meu marido crescer, não nos é fácil, num instante, dar um saltinho até Bragança. Ontem, depois de ter visto a receita deste folar de carnes no blogue Sabores com História teletransportámo-nos para a cozinha da minha sogra através do delicioso sabor deste pão de azeite e enchidos. Ainda tínhamos algum fumeiro de Gimonde, aldeia do meu marido, e decidimos que nesta Páscoa sairia do nosso forno folar salgado.

Diapositivo1

Ingredientes para um folar  

6 ovos médios

500 g de farinha T65

100 ml de azeite

50 ml de vaqueiro líquida

1 saqueta  e meia de fermento granulado (16 g)

pitada de sal grosso

enchidos (presunto; chouriça; bacon)

Diapositivo2

Preparação na Bimby (adaptação da minha autoria)

1. Coloquei a borboleta no copo da máquina e adicionei os ovos inteiros. Marquei 37 ºC, 2 minutos e velocidade 3 1/5.

2. Ainda com a borboleta inserida, adicionei o sal, o azeite e a vaqueiro líquida. Marquei 1 Minuto, Vel 2.

3. Com a máquina em funcionamento, fui despejando a farinha e o fermento pelo bocal. Marquei Vel. Espiga (amassar) durante 15 minutos.

4. Retirei a massa da máquina e coloquei-a a levedar num alguidar tapada com uma toalha de cozinha até dobrar de volume.

5. Pincelei com manteiga derretida uma forma de cerâmica de souflê (não tinha o tamanho desejado em alumínio)e forrei o fundo com um círculo de papel vegetal, untado à superfície.

6. Retirei uma mão de massa do alguidar (o equivalente a metade da massa)  e sem estendê-la coloquei-a no fundo da forma. Fiz uma covinha no meio, pouco funda e dispus os enchidos picados aos pedacinhos. Coloquei a restante massa por cima, unindo os lados para evitar que os enchidos se escapassem.

Obs. Poderão fazer três camadas de massa e duas de enchidos, se desejarem.

7. Alisei o topo do folar com as mãos e pincelei com ovo batido.

8. Foi a cozer em forno quente, pré-aquecido a 200ºC, durante 40  a 45 minutos.
Diapositivo2

Diapositivo1

Regueifa… da série Páscoa doce

A regueifa designa em Portugal um pão de romaria. A regueifa tem uma forma de rosca e é feita com farinha de boa qualidade, fazendo lembrar o “pão espanhol”.

É típica do Norte de Portugal, sendo conhecida desde o Minho até à região de Aveiro. Com a industrialização, a regueifa, em especial no Entre-Douro-e-Minho, popularizou-se como pão domingueiro.

Diz-se que teve origem em Branca, Albergaria-a-Velha, Portugal.

fonte do texto

regueifa

 

Ingredientes
450 gr de farinha T65
150 ml de leite
3 ovos 
100gr de manteiga
1 cálice de vinho do porto
raspa de 1 limão
sumo de 1/2 limão
25 gr de fermento de padeiro ou 1 saqueta de fermento granulado
1 pitada de canela
1 gema para pincelar


Preparação na Bimby (com resultado à vista)

1. Coloca-se no copo o leite, o fermento e o sal e seleciona-se 37 graus, 2 minutos, Vel.1.
2. Juntam-se os restantes ingredientes, com exceção da farinha. Marca-se 2 minutos, Vel 3.
3. Adiciona-se a farinha aos poucos com a máquina em funcionamento. 4. Marca-se 3 minutos, Velocidade Espiga.
4. Retira-se a massa do copo e deixa-se levedar em recipiente tapado e em local morno.

Obs. Costumo envolver o recipiente com uma toalha de mesa para mantê-lo bem abafado.
5. Passadas 4 horas retiro a massa e coloco-a numa superfície enfarinhada. 

6. Divido-as em duas partes iguais e moldo duas tiras.
7. Entrelaço as tiras uma na outra em forma de coroa.
8. Pincelo a massa com gema de ovo.
9. Cozo a 180 graus, em forno pré aquecido, durante cerca de 30  minutos.

Preparação Tradicional (não testada por mim)

Dissolver o fermento no leite morno. 
Colocar a farinha em monte, abrir um buraco no meio, colocar o leite com o fermento e os restantes ingredientes.
Amassar bem, até se conseguir formar uma bola, sovando bem a massa. 
Moldar a regueifa em círculo ou fazer duas tiras de massa e enroscar uma na outra. 
Deixar levedar durante 1 hora em local ameno.
Pincelar com a gema.
Coze a 180 graus, em forno pré aquecido, durante cerca de 30  minutos.

regueifa.regueifa..

Nota. Esta receita já tinha sido publicada por mim no Receitas ao Desafio em 2012, mas decidi voltar a partilhá-la convosco por ser deliciosa e por se enquadrar nesta época festiva.

Se tiverem curiosidade em consultar a receita do Folar Açoriano, podem fazê-lo aqui.

Uma doce Páscoa!

Patrícia

Massa Sovada em Folar: uma possibilidade de 2 em 1

Massa sovada em forma de folar_foodwithameaning

Os bolos de massa sovada são um doce regional dos Açores. São feitos com maior frequência por altura da Páscoa e do Espírito Santo. São presença obrigatória em todas as funções realizadas de Maio em diante em todas as freguesias dos Açores.
As receitas de massa sovada variam de ilha para ilha, podendo ser mais ou menos condimentadas. No entanto, são sempre confecionadas à base de farinha, açúcar, leite e ovos. Estes bolos são distribuídos nos bodos de leite às crianças e dados a provar a todos os que se dirigirem aos impérios do Espírito Santo. Na gastronomia açoriana, acompanham pratos típicos. Aqui na ilha Terceira serve de acompanhamento à Alcatra.

Desta vez, e como estamos na quadra da Páscoa, época do folar, resolvi fazer a receita de massa sovada em forma de folar. Substituí os ovos cozidos da decoração do folar pelas amêndoas. Para os filhotes e sobrinhos fiz os bolos de massa sovada em ramequins. Adoraram por estes serem mais pequeninos e mimosos.

Comparativamente ao folar, os bolos de massa sovada são mais enriquecidos em ovos, açúcar e manteiga, tornando-se mais saborosos. O folar carateriza-se por ser uma massa menos doce e mais parecida ao pão de leite.

Ingredientes para a preparação tradicional

Para o fermento:

1 batata grande
1 ovo
1 colher (sopa) de açúcar
125 g de farinha (aprox.)
20 g de fermento biológico
Para a massa:

1 kg de farinha de trigo
250 g de açúcar
250 g de manteiga
6 ovos
1 colher (sopa) de canela em pó
raspa de um limão pequeno

1. Prepare o fermento de véspera.

2. Nesse mesmo dia, coza as batatas com a pele, pele-as depois de cozidas e reduza-as a puré. Junte o ovo batido, o açúcar e o fermento diluído num pouco de água morna. Adicione farinha de trigo em quantidade suficiente para obter uma massa de consistência média. Abafe e deixe levedar durante a noite.

3. Na manhã seguinte, peneire a farinha para um alguidar, juntamente com o açúcar e a canela. Faça uma cova no meio, onde deita os ovos, batendo-os sem misturar com a farinha. Junte a manteiga derretida (sem ferver) e, por fim, a massa de fermento.

4. Amasse bem até a massa fazer bolhas e se soltar do alguidar. Tape em seguida, abafe e deixe levedar durante algumas horas.

5. Quando a massa estiver lêveda, tire pedaços do tamanho em que desejar os bolos e molde-os. Coloque sobre toalhas empoadas com farinha e, depois de levedarem mais pouco, pincele com leite.

6. Leve os bolos a cozer em forno forte.

Ingredientes e preparação na Bimby

800 g de farinha tipo 65
200 g de fécula de batata
250 g de manteiga
250 g de açúcar
6 ovos
raspa de um limão pequeno
1 colher de sopa de canela
1 colher de chá rasa de sal de mesa
1 saqueta Fermipan (11g)

Todos os ingredientes deverão estar à temperatura ambiente.

1. No copo da Bimby, colocam-se os ovos, o açúcar e a manteiga. Marca-se Vel. 6 durante 25 segundos. Repete-se por mais 25 segundos.
2. Coloca-se a fécula de batata e marca-se 40 segundos, velocidade 5.
3. Adiciona-se o sal, a canela, a raspa de limão e o fermento. Marca-se 30 segundos Vel. 4.
4. Com a máquina na Velocidade 2, vai-se adicionando metade da farinha aos poucos.
5. Marca-se 3 minutos. Vel. Espiga.
6. Com a máquina na Vel. 2, vai-se adicionando a outra metade da farinha.
7. Marca-se 3 minutos. Vel. Espiga.
8. Retirei a massa do copo e coloquei-a num alguidar pequeno. Abafei-o com uma toalha e com um cobertor e coloquei a massa a levedar.

Dica não tradicional mas que acelera o levedar
Colocar o alguidar com a massa dentro do automóvel estacionado ao sol.

9. Depois de lêveda, molda-se a massa como se quiser, em bolos redondos maiores ou menores.
Na ilha do Faial, de onde o meu pai é natural, a massa sovada vai a cozer em tabuleiros retangulares. Ficam uns bolos altos e grandes.

10. Pincelam-se os bolos de massa sovada com leite.

10. Vão a cozer em forno forte. (200 ºC)

Vai uma fatia?

Massa sovada em forma de folar_foodwithameaning

Continuação de uma Páscoa feliz!