Folar Folhado em Rosas…Dia Um…Na Cozinha

Há dias que nos enchem o coração! Hoje foi um deles. Dia um de abril de 2017. Dia de workshop dedicado aos Folares de Páscoa. Dia do lançamento do livro Doçaria Açoriana, de Teresa Perdigão. Dia de “Dia Um…Na Cozinha“, uma iniciativa à qual aderi faz bastante tempo e para a qual não podia deixar de contribuir, mesmo depois de um dia de muito trabalho à volta de folares doces e salgados, mas que me deixou muito feliz.

Como  o tema deste mês é dedicado ao ovo, este super alimento tão básico mas com elevado potencial devido à sua versatilidade e presença em pratos salgados e doces, decidi enaltecê-lo através deste folar folhado em rosas, que primeiro enche o olho, deliciando, de seguida, o paladar.

folar folhado de rosas

Quando pensamos na palavra Folar, é feita imediata correspondência aos ovos, quer eles estejam visíveis a decorar a massa quer a incorporem e concorram para a riqueza e textura da mesma.

Inspirei-me nesta receita deliciosa da Margarida, autora do blogue Figo Lampo.   Tal como a Margarida fez, eu também decidi atribuir a este folar outra roupagem, um pouco diferente da tradicional, que dispõe a massa em camadas, pinceladas com manteiga, açúcar amarelo e canela. Optei assim por fazer o folar com o formato de rosas. E que lindo ficou, não acham? Uma ótima ideia para a vossa mesa de domingo de Páscoa!

Folar folhado em rosas
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Ingredientes
560 g de farinha sem fermento T-65
25g de fermento fresco ou 15 g de fermento seco (Fermipan)
sumo de 1 laranja,
75ml de leite amornado
35g de banha derretida
85g de manteiga derretida
1/2 cálice de aguardente
3 colheres de sopa de açúcar
1 colher de chá de erva-doce em pó
1 colher de chá de canela
1 ovo pequeno
1 pitada de sal
Ingredientes para folhar:
manteiga derretida
mel
açúcar amarelo
açúcar mascavado escuro
canela em pó
Modo Tradicional:

Coloque a farinha e o sal num recipiente fundo e abra uma cavidade no centro. Desfaça o fermento no leite morno e coloque-o nessa cavidade. Junte o açúcar, a erva-doce, a canela, as gorduras, o ovo, o sumo de laranja e a aguardente. Retire a farinha da periferia para o centro e amasse muito bem até obter uma massa macia. Coloque-a num recipiente, cubra com um pano e deixe levedar até dobrar o volume.

Retire a massa para uma superfície enfarinhada e divida-a em porções do mesmo peso. Estique uma de cada vez com ajuda do rolo (deverá ficar bem fina) até obter rectângulos Pincele com a manteiga derretida, polvilhe abundantemente com o açúcar amarelo e a canela em pó. Por fim regue com o mel (1 colher de sopa bem cheia) e enrole como se fosse uma torta. Proceda da mesma forma com as restantes porções de massa. Poderá também, esticar a massa, formar um retângulo, pincelá-lo com manteiga derretida, açúcar amarelo e mascavado, canela em pó e mel. Fazer um rolo único e depois cortá-lo em pedaços iguais, formando assim os rolinhos das rosas. Numa forma redonda (21cm) forrada com papel vegetal e untada com manteiga, disponha três ou quatro rosas no centro e as restantes em volta. Deixe algum espaço entre elas para que possam crescer no segundo processo de levedação. Tape a forma com um pano e deixe levedar novamente até dobrar o volume.
Coloque umas nozes de manteiga sobre as rosas, polvilhe com um pouco de açúcar amarelo e canela e leve ao forno pré-aquecido a 190º durante aproximadamente 30-40 minutos. Se verificar que o topo começa a queimar cubra a forma com papel de alumínio.
Desenforme depois de frio.

Para preparação na máquina de fazer pão:

(mfp): Coloque a farinha e o sal na cuba da máquina e abra uma cavidade no centro. Desfaça o fermento no leite morno e coloque-o nessa cavidade. Junte o açúcar, a erva-doce, as gorduras, o ovo, o sumo de laranja e a aguardente. Inicie o programa amassar. Deixe o programa seguir até ao final (levedação incluída). Depois proceda segundo o modo tradicional.
Para preparação em robô de cozinha:
(Bimby): Coloque o leite e o fermento no copo e marque 37ºC, 2 Minutos, Vel. 2. Introduza no copo os restantes ingredientes e marque Velocidade Espiga durante 3 Minutos.  Depois proceda segundo o modo tradicional.
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folar folhado de rosas

Logotipo Dia Um... Na Cozinha Abril 2017

&

Aproveito esta oportunidade para partilhar convosco também a tradicional receita do Folar de Folhas Algarvio, caso pretendam reproduzi-lo.

Receita do Folar de Folhas de Olhão

Ingredientes para a massa

250 g de farinha

15 g de fermento de padeiro fresco (usei 1/2 saqueta de fermento granulado)

30 g de banha

60 g de manteiga

1 pitada de sal

20 g de açúcar

100 ml de sumo de laranja

1 c. sopa de aguardente 1 c. chá (rasa) de erva doce

40 ml de leite morno

 

Ingredientes para o recheio

120g de açúcar amarelo

50 g de manteiga derretida 1 noz de manteiga

Canela em pó a gosto

 

Preparação

Comece por amornar o leite e desfaça nele o fermento.

Num recipiente largo, misture a farinha, o sal, o açúcar e a erva doce. Acrescente a manteiga e a banha e misture, com a ponta dos dedos, até obter uma espécie de farelo. Faça uma cavidade ao centro desta mistura e adicione o sumo da laranja, a aguardente e o fermento dissolvido. Amasse muito bem a massa até que esta se encontre elástica, mas fofa e homogénea (se a massa estiver a colar nas mãos, adicione um pouco de farinha e amasse mais 2 minutos).

Forme uma bola com a massa, faça-lhe uma cruz ao centro (será para verificar se levedou; quando a cruz desaparecer está pronto), tape com um pano e deixe levedar por, cerca de, 2-3 horas ou até duplicar.

Entretanto, unte com manteiga uma panelinha estreita e polvilhe-a com açúcar amarelo.

Divida a massa em 8 partes iguais, amasse-as um pouco e forme um círculo, igual ao do diâmetro da panela que usar, com cada uma delas.

Adicione 2 c. sopa de sopa de açúcar amarelo ao fundo da panela, polvilhe com um pouco de canela e uma noz de manteiga distribuída em pedacinhos.

Acrescente o primeiro círculo de massa, unte-o com a manteiga derretida, cubra com açúcar e canela e assim sucessivamente até chegar ao último círculo de massa. Termine polvilhando com açúcar, canela e mais uns pedacinhos de manteiga.

Tape o folar com um pano e deixe-o levedar novamente por mais 1-2 horas.

Quando dobrar de volume, coloque-o em forno, pré aquecido a 180ºC por 30-45 minutos. Assim que estiver cozido, desenforme-o, ainda quente (se o caramelo secar será muito difícil de desenformar).

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The sweetest Christmas tree

Quando existem crianças pequenas em casa, temos de mantê-las ocupadas com atividades interessantes, de preferência que não envolvam o contacto com tecnologias, porque neste campo os estímulos são vários. Por isso, sempre que posso, gosto de lançar-lhes desafios que impliquem algum trabalho manual, atenção e criatividade. Lembrei-me de fazer uma árvore de natal feita de bolachas, que tinha visto, o ano passado, elaborada pelo Célio Cruz neste post. O autor do blogue Sweet Gula, por sua vez, adaptou a receita de Jamie Oliver, publicada na revista Jamie Magazine issue #53 de Novembro de 2014. Construir esta árvore acabou por ser mesmo um desafio, que implicou várias etapas e um exercício de paciência aquando da montagem da árvore, com a colocação das bolachinhas.

Boas Festas!

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Ingredientes
250 g de manteiga c/ sal
200 g de açúcar mascavado
4 c. (sopa) de golden syrup
4 c. (sopa) de maple syrup
600 g de farinha s/ fermento
2 c. (chá) de bicarbonato de sódio
4 c. (chá) de gengibre em pó
2 c. (chá) de canela em pó

raspa e sumo de 1 laranja

1 clara de ovo
250 g de açúcar em pó

Método Tradicional
Num tacho pequeno, derreta a manteiga juntamente com o açúcar, o golden e o maple syrup. Reserve.
Numa taça misture a farinha, o bicarbonato de sódio, as especiarias e a raspa de 1 laranja.
Adicione a mistura de manteiga derretida e comece a amassar, ao mesmo tempo que vai adicionando aos poucos o sumo de laranja, até obter uma massa homogénea e moldável.
Forme uma bola, envolva em película aderente e leve ao frio no mínimo por 30 minutos.
Pré-aqueça o forno a 200ºC.
Forre com papel vegetal 2 tabuleiros de forno.
Polvilhe uma bancada com farinha e estenda a massa, até atingir uma espessura de cerca de 2mm.
Com os cortadores em forma de estrela, corte as bolachas e coloque-as nos tabuleiros.
Leve ao forno cerca de 8 -10 minutos, ou até que comecem a ficar douradas.

Retire e deixe arrefecer numa grelha.

Prepare o merengue que vai ser a sua “cola”. Bata as claras em castelo até formarem picos.
Sem deixar de bater adicione o açúcar aos poucos e bata até obter um merengue brilhante e bem espesso.
Com uma cartolina, de preferência de cor escura, forme um cone com cerca de 50 cm de altura.
Forre o cone com película aderente e coloque sobre um prato.
Usando o merengue como “cola”, comece a cobrir o cone com as bolachas, usando as maiores na base e as mais pequenas no topo. Decore a gosto e deixe secar algumas horas.
Método Thermomix – Bimby
Coloque no copo, a manteiga, o açúcar, o golden e o maple syrup e programe (2min/37ºC/vel2).
Adicione a farinha, o bicarbonato, as especiarias e a raspa de 1 laranja. Programe (15seg/vel6).
Retire a massa para uma bancada e acabe de trabalhá-la. Com as mãos amasse um pouco, ao mesmo tempo que adiciona o sumo de laranja, até obter uma massa homogénea e moldável.
Forme uma bola, envolva em película aderente e leve ao frio no mínimo por 30 minutos.
Pré-aqueça o forno a 200ºC.
Forre com papel vegetal 2 tabuleiros de forno.
Polvilhe uma bancada com farinha e estenda a massa, até atingir uma espessura de cerca de 2mm.
Com os cortadores em forma de estrela, corte as bolachas e coloque-as nos tabuleiros.
Leve ao forno cerca de 8 -10 minutos, ou até que comecem a ficar douradas.
Retire e deixe arrefecer numa grelha.
Prepare o merengue que vai ser a sua “cola”. No copo limpo e seco coloque a borboleta, adicione a clara do ovo e programe (2min/vel3,5). Nos últimos 30seg. adicione o açúcar aos poucos pelo bocal.
Com uma cartolina, de preferência de cor escura, forme um cone com cerca de 50 cm de altura.
Forre o cone com película aderente e coloque sobre um prato.
Usando o merengue como “cola”, comece a cobrir o cone com as bolachas, usando as maiores na base e as mais pequenas no topo. Decore a gosto e deixe secar algumas horas.
Nota: Poderá cobrir algumas bolachinhas com glace.
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Aletria para a Mesa de Natal…um clássico

A palavra aletria provém do árabe hispanizado alaṭríyya ou aliṭríyya, e do árabe clássico iṭriyah. É uma massa alimentícia, de fios finos, utilizada para fazer sopas e doces. A palavra “aletria” é equivalente à italiana ou francesa “vermicelle”.

O Llibre de Sent Soví, um conjunto de dois manuscritos do século XIV, em catalão, contém a compilação de 200 receitas, entre as quais existem duas com “alatria”. A aletria provavelmente foi trazida para a Península Ibérica pelos mouros, no século VIII ou IX. Manteve-se em Portugal e foi incorporada na culinária portuguesa, passando a designar a massa de fios muito finos, com a qual se prepara um doce típico de Natal, presente em quase todas as regiões do país, mas com variações na receita: com mais ou menos massa, com ou sem gemas, mais consistente e compacta, para se poder cortar à fatia, ou mais cremosa, para ser saboreada à colher. Também no Brasil, a aletria é usada em doces e sopas, sendo também conhecida como “macarrão cabelo de anjo”. Aqui nos Açores, a aletria não é um doce típico do Natal, por isso, apenas está presente nas mesas dos habitantes do continente português.

Tradicionalmente, a aletria é servida em travessas ou em pratos individuais, como o arroz doce, mas desta vez resolvi apresentá-la  em copo de martíni ou de cocktail, como exige a elegância desta época festiva.

Boas Festas!

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Ingredientes para oito copos/doses

  • 250 g açúcar+1 colher de chá de açúcar
  • 4 c. sopa de açúcar baunilhado
  • 1,2 l leite
  • 200 g de aletria
  • 4 gemas
  • 2 c. sopa de manteiga
  • 1 pau de canela
  • cascas de limão sem a parte branca (usei de laranja)
  • Canela em pó para polvilhar

Preparação tradicional

1. Deite o leite num tacho, juntamente com a manteiga, a casca de limão ou de laranja, o pau de canela e o açúcar.
2. Vá mexendo. Quando começar a ferver, junte a aletria.
3. Envolva e deixe cozer entre 5 a 7 minutos. Retire do lume e deixe amornar.
4. Bata as gemas numa tigela, adicione-as à aletria, envolva e leve novamente ao lume para cozinhar, mexendo energicamente, até obter uma mistura cremosa.
5. Deite num prato ou travessa, retirando a casca de limão/laranja e o pau de canela.
6. Quando a aletria estiver fria, polvilhe com canela em pó.
Preparação em robô de cozinha (Bimby)
1. Insira a borboleta. Coloque o leite, os açúcares, as cascas do limão/laranja e o pau de canela e programe 10 min/90°C/Counter-clockwise operation/vel Gentle stir setting
2. Adicione a aletria partida em pedaços, envolva com a espátula e programe programe 25 min/90°C/Counter-clockwise operation/vel Gentle stir setting
3. Bata as gemas numa tigela com uma colher de chá de açúcar e reserve.
4. Programe 5 min/90°C/Counter-clockwise operation/vel Gentle stir setting e vá incorporando as gemas, através do bocal da tampa. Deite o preparado numa travessa, retire as cascas, o pau de canela e deixe arrefecer. Polvilhe com canela em pó.
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Poderá encontrar estes copos de martíni na loja DeBORLA mais perto de si.

Decoração de Mesas de Natal…MESA 2

Como vos tinha prometido no último post, apresentar-vos-ei algumas ideias para a decoração da vossa mesa de Natal.
Para a elaboração desta mesa foram utilizados na totalidade produtos que pertencem ao catálogo de Natal das lojas DeBORLA.

Esta mesa, montada no workshop do mês passado “Decoração de Mesas de Natal”, elegeu os tons cinza (nos atoalhados e em parte da loiça) conjugados com apontamentos vermelhos. O castiçal prateado, com cinco braços e velas brancas, tornou imponente o centro da mesa. Ao torno deste foram dispostos elementos vermelhos, que lembram as bagas festivas de azevinho. Os copos, de água e de vinho, de modelos e cores diferentes, registam um estilo moderno e eclético.

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Boas Festas!

Bolo de noz, figo e especiarias

Ontem à tarde, dinamizei, na loja DeBORLA da Terceira, um workshop dedicado à Decoração de Mesas de Natal. De início foram idealizadas duas mesas representativas de uma Ceia de Natal, mas, devido ao entusiasmo das participantes, acabámos por decorar uma terceira mesa. De facto, a coleção, presente no catálogo de Natal deste ano, de loiças, atoalhados, talheres e de decoração serviu de mote e de motivação para uma tarde em que se conjugaram saberes e dicas de decoração. Só assim concebo um verdadeiro workshop, com o apoio e contribuição dos participantes. Muito obrigada a todas. Por ter sido este o último workshop de 2016, resolvi retribuir todo o carinho que tenho recebido por parte das clientes DeBORLA partilhando com todas um bolo de noz, figos passados e especiarias, com decoração natalícia, e as tradicionais rosas do Egito, ambos acompanhados com um reconfortante chá inglês.

E que comecem então os preparativos para as nossas mesas de Natal!

Bolo de noz,figos passados e especiarias

Bolo de noz, figos passados e especiarias

Ingredientes

  • 4 ovos
  • 500 g de açúcar
  • 100 g de manteiga
  • 120 g de manteiga de amendoim
  • 100 g de doce de uva-da-serra  (com doce de figo fica ainda melhor)
  • 160 g de nozes
  • 12 figos passados
  • 150 g de caramelo líquido
  • 150 g de leite
  • 400 g de farinha com fermento
  • 1 colher de sopa de fermento
  • 1 colher de sopa de melaço
  • 1 colher de chá rasa de canela
  • 1 colher de chá rasa de gengibre
  • 1 colher de café de noz-moscada

Preparação

Num robô de cozinha ou numa picadora trituram-se as nozes grosseiramente. Reservam-se. Faz-se o mesmo aos figos passados ( não se esqueçam de lhes tirar antes o pezinho), mas trituram-se um pouco mais.

Numa tigela, ou no copo do robô de cozinha, batem-se as manteigas com o açúcar. Junta-se o doce, o caramelo líquido e o melaço e bate-se novamente. Adicionam-se as especiarias e o leite, batendo-se de novo. Junte um ovo de cada vez, batendo entre adições e, de seguida, a farinha e o fermento peneirados. Envolva na massa o miolo de noz e os figos triturados e leve a cozer em forno-pré-aquecido durante 60 minutos.

Notas: Utilizei uma forma sem buraco e em forma de flor. Após 45 minutos, faça o teste do palito para verificar a cozedura, que depende de forno para forno.

Decoração do bolo

Glace (sem claras)

  • 200g de açúcar de confeiteiro
  • 3 colheres (sopa) de água
  • enfeites (rena/arranjo floral com pérolas)

Coloque o açúcar numa taça e vá acrescentando a água morna e misturando bem com uma espátula.

Se necessário, adicione um pouco mais de água para obter uma massa suficiente densa e lisa.

Verifique a consistência do preparado, mergulhando nele as costas de uma colher (deve permanecer coberta por uma fina camada de glace).

Verta toda a glace no centro do bolo ( já desenformado e frio). Com a espátula e entre cada pétala da flor vá fazendo deslizar a glace. Deixe que esta seque antes de polvilhar as partes não cobertas pela glace com açúcar em pó.  Para o efeito, utilize um polvilhador ou um simples coador. 

Uma brincadeira de Halloween!

O tema das “cabeças gelatinosas” surgiu ontem enquanto eu e a minha filha folheávamos um livro intitulado “Petiscos Festivos”, que comprámos o ano passado.
Como no armário despenseiro e na fruteira reuníamos todos os ingredientes, avançámos de imediato com a primeira fase da receita. Afinal era véspera de fim de semana e havia mais tempo para embarcarmos em art attacks! Lemos as duas, cuidadosamente, a receita, mas decidimos fazer algumas modificações. Optámos por utilizar gelatina sem adição de açúcar, muito mais saudável. Tratámos, de seguida, de fazer a gelatina de framboesa, uma embalagem com duas saquetas, de acordo com as instruções do pacote, mas substituindo também a adição de água fria por sumo de frutos vermelhos. Colocámos a gelatina num pyrex e levámo-la a pernoitar no frigorífico. Hoje, de manhã, e com uma faca, transformámos o lençol de gelatina em mil cubinhos, com cortes horizontais e verticais. Abrimos uma tampa no cimo de duas laranjas e, com cuidado, retirámos a polpa e o sumo de duas laranjas. Depois, veio a fase mais divertida quando começámos a esculpir os olhos e a boca da nossa cabeça gelatinosa. Por fim, enchemos as cabeças com a gelatina de framboesa e começámos a montar o cenário para as nossas fotos com lanternas em forma de abóboras, velas e aranhas ao jeito halloweenesco!

Esta atividade, muito divertida, fácil de preparar, é ideal para buffets de Halloween. Se for uma festa só para adultos, pode fazer uma variante da receita com álcool, acrescentando um pouco de vodka à gelatina (100ml de vodka) por cada embalagem. A água indicada no pacote poderá ser substituída por sumo de laranja. Poderão ainda alterar a gelatina e a bebida espirituosa. Outra conjugação interessante é gelatina de tutti-frutti e Pisang Ambon.

Happy Halloween!

Cabeças gelatinosas

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Halloween

Halloween

Halloween

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LET THE PARTY BEGIN!

HALLOWEEN

HALLOWEEN

 

HALLOWEEN

Outras ideias  giras aqui e aqui.

Hot Cross Buns

O “Sweet World” é um passatempo proposto por duas meninas, a Lia, do blogue Lemon & Vanilla, e a Susana, do Basta Cheio. A 1ª edição começou no Reino Unido com o Queen of Puddings e a 2ª edição levou-nos até à América para confecionarmos  o Brooklyn Blackout Cake, simplesmente o melhor bolo de chocolate do mundo, como poderão constatar no meu post anterior. Nesta 3ª edição do Sweet World, voltamos ao Reino Unido para festejar a época da Páscoa com dois clássicos britânicos: os Hot Cross Buns e o Simnel Cake. Eu optei pela confeção dos HotCross Buns, uns pãezinhos adoçicados a fazer lembrar o nosso folar doce e o panetone italiano.

As cocottes têm a assinatura DeBORLA e são um mimo, não acham? Eu não consegui resistir-lhes!

As Easter Crackers, que anunciam Joy and Peace, foram uma oferta que guardo com muito carinho. Obrigada D. Cá estão elas, reborn!

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A Lia inspirou-se neste post e relata-nos factos e curiosidades sobre os Hot Cross Buns, que passo a transcrever:
“O tradicional Hot Cross Bun é composto por bolinhas de massa lêveda e doce, cuja composição engloba especiarias e frutos secos, nomeadamente, passas de uva e groselhas secas. As bolinhas são decoradas com uma cruz no topo. Hoje em dia, é possível encontrar Hot Cross Buns à venda em supermercados o ano todo, enquanto que em tempos remotos, estas bolinhas eram consumidas apenas e unicamente na 6ª feira Santa. As origens da cruz no topo das bolinhas, remetem a um monge no Século XII. Reza a história que no Século XII, um monge Anglicano, terá confeccionado os Hot cross Buns, tendo-os marcado com uma cruz no topo, em homenagem à 6ª feira Santa. Os ditos bolinhos foram-se tornando populares e ganhado fama, especialmente durante o reinado da rainha Elizabeth I e tornaram-se num símbolo da Páscoa. Estavam a tornar-se tão comuns e corriqueiras que, nos finais do Século XVI, a Rainha Elizabeth I emitiu uma lei proibindo a venda ou confecção dos Hot Cross Buns, a não ser que fossem confeccionados especificamente para serem consumidos em funerais, Natal e 6ª feira Santa.
Aparentemente, os britânicos, sendo um povo muito supersticioso, acreditavam que os Hot Cross Buns tinham propriedades medicinais e mágicas e receavam que esses poderes estivessem a ser abusados e vulgarizados. Era tal a crença que, alguns chegaram mesmo a acreditar que os Buns confeccionados na 6ª feira Santa, nunca ficariam duros. Por forma a contornar a Lei instituída pela rainha Elizabeth I, estes bolinhos começaram a ser cada vez mais confeccionado (secretamente) em casas particulares, o que fez com que a Lei fosse difícil de manter e, eventualmente, tivesse de ser banida. Existem várias histórias que relatam que, supersticiosamente, os Hot Cross Buns só eram confeccionados na altura da Páscoa. Há uma lenda que diz que os Hot Cross Buns confeccionados numa 6ª feira Santa e pendurados dentro de casa, espantariam os espíritos malignos até à próxima 6ª feira Santa. Outra lenda diz que, confeccionados nesse dia (6ª feira Santa), os Hot Cross Buns protegeriam os barcos de naufragar. Outra das lendas diz que, partilhar um Hot Cross Bun com um ente querido na 6ª feira Santa, protegeria a amizade entre essas duas pessoas durante o ano seguinte.”

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Estão preparados para meter as mãos na massa?

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Hot Cross Buns
Ingredientes (para 10 a 12 porções)
  • 1 colher chá de filamentos de açafrão
  • 3 colheres sopa de água a ferver
  • 500g farinha de trigo branca para pão + extra para polvilhar
  • 1/2 colher chá bem cheia de sal fino
  • 75g açúcar refinado branco
  • 10g fermento de padeiro seco
  • 175ml leite gordo, aquecido
  • 2 ovos médios (de preferência biológicos), ligeiramente batidos
  • 75g manteiga com sal, amolecida + extra para untar a forma
  • óleo de girassol, para untar a taça
  • 75g de cada: groselhas secas, passas e casca de citrinos cristalizadas e picadas (eu só usei sultanas, tâmaras e ameixa seca).
clotted cream, para servir (poderão servir com créme fraîche)
Preparação:
  • Aquecer uma frigideira pequena sobre lume médio a alto.
  • Colocar os filamentos de açafrão na frigideira e aquecer por uns segundos, movendo-os, até que estes estejam ligeiramente tostados.
  • Colocar os filamentos de açafrão num almofariz, deixámos arrefecer um pouco e depois, reduzi-los a um pó fino.
  • Adicionar as 3 colheres de sopa de água a ferver e reservar.
  • Numa taça, peneirar a farinha, o fermento, o sal e o açúcar.
  • Fazer um buraco no centro da mistura e adicionar a água do açafrão, o leite morno, os ovos e os 75g de manteiga.
  • Misturar tudo muito bem com as pontas dos dedos, até tudo estar bem combinado e tiver obtido uma massa pegajosa, mas que não esteja demasiado molhada.
  • Colocar a massa sobre uma bancada ligeiramente polvilhada com farinha e amassar por cerca de 10 minutos, ou até obter uma massa sedosa e macia.
  • Colocar a massa numa taça untada com óleo, tapar com película aderente e deixar levedar por cerca de 1 hora e meia a 2 horas, ou até esta ter duplicado de tamanho.
  • Voltar a colocar a massa sobre uma superfície enfarinhada e amassar, retirando-lhe o ar.
  • Polvilhar a massa com metade dos frutos secos e amassar. Polvilhar com os frutos secos restantes e amassar de novo, até tudo estar bem incorporado.
  • Voltar a colocar a massa na taça untada com óleo, voltar a cobrir com película aderente e deixar levedar por mais 1 hora, ou até ter duplicado de volume, num local aquecido e longe de correntes de ar.
  • Entretanto, untar com manteiga e enfarinhar oito cocottes.
  • Depois de levedada, cortar a massa em 8 pedaços idênticos com o topo e a base arredondados.
  • Colocar as oito bolinhas nas cocottes.
  • Deixar levedar em local aquecido, por mais 1 hora.
  • Entretanto e quando virem que a massa está quase a tingir o ponto especificado, pré aquecer o forno a 180°C.
Para as cruzes:
  • 25g farinha de trigo branca
  • 1 colher chá de óleo de girassol
  • 2 a 3 colheres sopa de água fria
Preparação:
  • Misturar todos os ingredientes, por forma a obter uma pasta e colocar essa pasta num saco de pasteleiro equipado com um bico redondo e fininho.
  • Com o saco de pasteleiro, contendo a pasta acima mencionada,  desenhar uma cruz sobre cada bola de massa.
  • Levar ao forno por cerca de 35 a 40 minutos, ou até os buns estarem cozidos e douradinhos.
Para finalizar:
  • 75ml sumo de laranja natural
  • 2 colheres sopa de açúcar refinado branco ou mel claro (eu usei mel)
Preparação:
  • Quando os buns estiverem quase cozidos, levar o sumo de laranja e o açúcar ou mel ao lume e ferver até obter uma mistura com consistência de xarope.
  • Retirar os buns do forno e pincelar toda a superfície com o xarope de laranja.
  • Desenformar e arrefecer sobre uma grelha.
  • Servir em fatias, cobertos com clotted cream ou algo mais ao vosso gosto.

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Votos de uma Páscoa Feliz!