Folar Alentejano…uma aromática surpresa

Nunca tinha confecionado o Folar Alentejano, mas há bastante tempo que queria experimentá-lo para ver as diferenças entre este folar e o Açoriano, uma vez que as receitas são parecidas. A verdade é que, depois de o provar, rendi-me a este folar. Fiquei maravilhada com a sua consistência e com o sabor a citrinos, canela e a erva-doce.

Fiz apenas metade da receita descrita. Espero que gostem desta sugestão!

Votos de uma Páscoa Feliz!

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Folar doce Alentejano

  • 1,5 kg de farinha
  • 500 g de massa de pão
  • 750 g de açúcar
  • 1,5 dl de leite
  • 12 g de canela
  • 12 g de erva-doce
  • 1/2 cálice de aguardente
  • raspa da casca de 1 laranja
  • 1,5 dl de azeite
  • 1 casca de limão ou de laranja
  • 10 a 12 ovos

 

Preparação

Coza a erva-doce num pouco de água. Coe esta água e reserve. Ferva o azeite com a casca de limão ou de laranja. Peneire a farinha para um alguidar e junte-lhe o pão em massa, o leite, a canela, o açúcar, a aguardente, a raspa da casca da laranja e vá amassando estes ingredientes, primeiro com a água de cozer a erva-doce e depois com os ovos, juntando-os à medida que a massa os vai absorvendo. Quando a massa fizer bolhas, polvilhe-a com mais farinha, tape-a com um cobertor e deixe-a levedar durante 24 horas. Em seguida, e sempre com a ajuda de farinha, divida a massa em vários bocados de modo a fazerem-se bolos redondos com o diâmetro de 10 a 12 cm. Coloque em cima de cada bolo um ovo cozido, preso com tiras de massa. Coloque os folares em tabuleiros, deixando-os levedar um pouco e coza-os em forno forte. À medida que os bolos forem saindo do forno pincele-os com ovo batido.

Nota. À quem pincele o folar com uma mistura aquecida de mel diluído num pouco de água, isto já depois de terem saído do forno, para lhes conferir um ar lustroso.

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Gin and tonic…A Vida No Campo… em fim de tarde

gin com cuca melon, pimenta rosa e anis estrelado

gin com cuca melon, pimenta rosa e anis estrelado

gin com cuca melon, pimenta rosa e anis estrelado

O gin, bebida  desenvolvida através da baga de zimbro, foi criado na Holanda pelo médico De La Boe, por volta do século XVII e pretendia apenas servir objetivos medicinais. No início do século XVIII, com a ameaça dos destilados holandeses e dos vinhos franceses,  a Coroa Britânica começa a restringir as importações, com o intuito de proteger a produção inglesa. Esta medida deu origem ao aumento da produção do gin britânico, fazendo dele o gin mais famoso do mundo.

Existem imensas marcas de gin, para todos os paladares e bolsos: Hendrick’s, Bulldog, Gordon’s, Bosford, Tanqueray, Beeffeater, Nordés, Sharish, Opihr, nº3, Jodhpur, Plymouth, Bombay. A lista é infindável. Até já temos gin made in Açores, o Azor Gin.

Os entendidos na preparação do gin seguem uma série de regras de ouro:

  • Torcer uma tira de casca de limão por cima ou no rebordo do copo e adicioná-la à bebida. A ideia não é deixar o gin a saber a sumo de limão, por isso não convém colocar a rodela inteira do citrino, mas apenas uma tira de casca sem a parte branca. Para além disso, o sumo de limão torna o gás da água tónica mais fraco.
  • Tendo em conta que o gás é elemento fundamental do gin tónico, ao preparar-se o gin deve-se verter  a água tónica por cima de uma colher torcida. Também não de deve mexer o gin tónico depois de pronto, apenas dar uma volta ao copo com a colher e muito lentamente.
  • Para evitar que os cubos de gelo derretam rapidamente e deixem o gin aguado, devem usar-se  cubos de gelo grandes e consistentes. Convém também acabar de se beber o gin antes de o gelo derreter.
  • Da mesma forma que o gin não tem de ser apenas de origem inglesa, a água tónica não tem de ser Schweppes. Existe a opção Fever Tree, que é surpreendente.
  • Quanto ao tipo de copo a utilizar,  o gin tónico não deve ser bebido num copo alto mas sim num copo de balão porque tem uma boca mais larga e quando se saboreia sentem-se melhor os aromas que estão no copo. Mas o que é certo é que os Ingleses continuam a servir os gins em copos altos.

Como esta semana se tem mostrado muito quente e solarenga, o gin tem sido apreciado ao fim de tarde e na companhia do mais recente livro de Joel Neto, A Vida no Campo. Natureza, sossego, boas leituras e um copo de gin são excelentes companheiros!

Esta minha versão de gin não tem a presença de citrinos, mas de micro pepino e de especiarias. Ora vejam!

gin com cuca melon, pimenta rosa e anis estrelado

 

Gin com Cuca Melon, Pimenta Rosa e Anis Estrelado

 

Ingredientes

Para cada copo:

  • 4 ou 5 cubos de gelo (quanto maiores os cubos melhor)
  • 2  a 3 micro pepinos (cuca melon) – originários da Quinta Biológica do Ti Canoa
  • 2 bagas de zimbro
  • 1 estrela de anis, pimenta rosa
  • 5 cl de Gin
  • 20 cl de água tónica

Preparação

Inserir no copo as pedras de gelo.

Dar uma volta com uma colher de bar para arrefecer as paredes do copo de balão ou utilizar um copo previamente arrefecido 

Verter 5 cl de gin através de uma colher de bar. Se não tiver este tipo de colher retorcida, incline o copo e deixe que o gin deslize lentamente. A quantidade máxima de gin deve ser 6,5 cl. A cima disso, a bebida saberá muito a gin. Abaixo disso, saberá muito a água tónica.

Colocar rodelas de pepino (utilizei micro pepinos cuca melon).

Colocar as bagas de zimbro, ligeiramente apertadas entre os dedos para libertarem sabor, uma estrela de anis e uns grãos de pimenta rosa.

Adicionar 20 cl de água tónica neutra. (A água tónica, à semelhança do gin, é um mundo. Há águas mais e menos amargas e há, inclusive, tónicas com sabores)

Saboreie de imediato!

 

Bom fim de semana!

 

Carré de borrego com sabores indianos e com laranja (e algumas confissões fotográficas à mistura)

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Carré de borrego com sabores indianos e laranja

Algumas pessoas que seguem o blogue perguntam-me se os pratos que confeciono são apresentados a pensar na reportagem fotográfica. Claro que são. Mas também lhes explico que as loiças que utilizo nas fotos são de facto as que de seguida vão para a mesa do almoço ou do jantar, conforme seja o caso. Quanto menos loiça se sujar tanto melhor. Confesso que esta atividade de foodblogger fez desenvolver em mim o vício da compra de props,  de todas as cores e feitios, recentes e ou com muitas histórias para contar, como as loiças que compro nas lojas de segunda-mão. Relativamente aos atoalhados, aos talheres e às peças decorativas que utilizo nas fotos, estes nem sempre são manipulados diariamente e encontram-se nos armários com gavetas e prateleiras apenas destinados à composição fotográfica. Para além disso, raramente se tornam práticos à mesa, especialmente quando dela fazem parte um adolescente com dificuldades em gerir o espaço  e uma criança com “bicho-carpinteiro”.

Acho que chegou a hora de desmistificar algumas ideias sobre a composição das fotos:

a) as bases onde fotografo não são as nossas mesas, salvo raras exceções (foram expressamente criadas ou recuperadas para o efeito);

b) não possuo um estúdio de fotografia em casa (apenas utilizo luz natural e tento tirar partido dela durante a exposição dos pratos  à mesma);

c) não possuo uma máquina fotográfica topo de gama (fotografo com uma Canon EOS 700D e com a respetiva lente de 18mm/55mm);

d)  nem todas as receitas que faço dão certo (na minha cozinha acontecem alguns desastres culinários, como em tantas outras, presumo);

e) não faço comida especial e fantástica todos os dias (muitas vezes, nas marmitas encontram-se almondegas com esparguete e salada de atum, o que causa por vezes indignação ao dono da marmita ao lado);

f) nem sempre o pessoal de casa gosta das minhas receitas (gosto de experimentar combinações  e temperos diferentes e nem sempre tenho palatos recetivos à estranheza e à novidade);

g) existem vozes descontentes (especialmente quando acontece algum atraso na sessão fotográfica e se encontram três esfomeados à mesa)

h) 90% das vezes fotografo com a comida já fria (o fumo do calor embacia a lente, a menos que se queira o efeito da fumaça, bastante difícil de se conseguir sem se proceder à utilização de layers). Algumas vezes, preparo previamente o prato para a foto  e o restante já está em cima da mesa, para que seja apreciado quentinho.

i) Não demoro uma eternidade na reportagem fotográfica, mas raramente tiro menos de 15 fotos a cada prato (normalmente, para evitar alguma perda de tempo, costumo, à medida que vou confecionando o prato, ir pensando na forma como o vou apresentar: loiça, talheres, atoalhados, peças decorativas, fundos, bases, flores, ervas aromáticas, etc. Vou compondo mentalmente todo o cenário que pretendo transmitir e, confesso, esta parte de food styling é mesmo o que mais prazer me dá neste hobby de foodblogger que abraço há 6 anos);

j) Não perco quase tempo nenhum com a edição das fotos. Um toque na luminosidade e no contraste acaba por ser o que faço na maior parte das vezes, por falta de tempo (tenho imensa pena que assim seja, já que com tempo e com o Lightroom, ou com outro programa de edição, poderia enriquecer as fotos).

Este carré  de borrego, a receita de hoje, teve de ser submetido a disparos muito rápidos, porque tinha de ser saboreado de imediato, daí eu estar um pouco descontente com as fotos. Contudo, garanto-vos que de sabor estava DELICIOSO!

Confissões e truques de amadora à parte, gostaria ainda de vos dizer que as travessas das fotos acima têm a assinatura DeBORLA e simplesmente não as dispenso porque as acho lindas.

Carré de borrego com sabores indianos e com laranja

Carré de borrego com sabores indianos e com laranja

Ingredientes para o Carré de borrego

  • 1 carré de borrego
  • azeite q.b.
  • 4 dentes de alho
  • 2 colheres de sopa de caril
  • 2 laranjas (sumo)
  • 1 malagueta
  • folhas de hortelã-pimenta
  • paus de canela
  • pimenta rosa
  • sal q.b.

Preparação

  1. Tempere a carne sal, com azeite, os dentes de alho picados, o caril, o sumo das laranjas, a malagueta picada, a pimenta rosa, as folhas de hortelã-pimenta e os paus de canela. Misture bem. Deixe marinar cerca de meia hora.
  2. Sele todos os lados da carne numa frigideira.
  3. Leve a carne ao forno, pré-aquecido a 180 ºC, durante 15 minutos.
  4. Sirva com laranja cortada em gomos ou fatiada.
  5. Acompanhe com as batatas da receita abaixo.

Ingredientes para as Batatas Assadas com Chili e Ervas Aromáticas

  • 1 quilo de batata vermelha (para assar)
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • alho em pó
  • sal
  • manjericão e tomilho fresco
  • flocos de chili

Preparação na Actifry

  1. Lave as batatas muito bem, limpando-as com um esfregão para retirar sujidade da pele.
  2. Corte cada batata no sentido do comprimento por duas vezes até formar 4 partes iguais (ver foto).
  3. Disponha as batatas na cuba da Actifry, tempere com sal, alho em pó, manjericão, tomilho e com flocos de chili.
  4. Marcar 15 minutos.

Servir de imediato.

Maçãs e licor de amora dos Açores combinam

maças assadas

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Esta é mesmo uma das minhas sobremesas favorita, definitivamente.  A combinação da maçã com o licor e com as especiarias (canela e gengibre) faz com que esta seja uma sobremesa muito perfumada. É também, sem dúvida, uma receita muito saudável porque pouco calórica. Se a maçã for bem docinha, podemos dispensar perfeitamente a utilização de açúcar.
Então, fiz assim: comprei  maçãs Canada Gris ou Reineta, lavei-as muito bem, descarocei-as e coloquei-as na Actifry. Podem fazer o mesmo procedimento e assá-las no forno num tabuleiro, mas mesmo em forno pré-aquecido demorarão mais de 15 minutos a assar – o tempo que levam a cozinhar na Actifry. De seguida, preparei uma mistura de canela, gengibre e açúcar e enchi cada buraquinho de maçã até meio com este preparado. Reguei as maçãs com licor de amora, a gosto.  Depois,  marquei 15 minutos na Actifry e esperei que as maçãs arrefecessem.

Podem acompanhar esta sobremesa com uma bola de gelado de baunilha, se gostarem.

maçãs assadas

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maçãs assadas

Um mega post…Em jeito afrodisíaco…

Faz hoje uma semana desde o último workshop DeBorla. O tema, Receitas Afrodisíacas para o Dia dos Namorados, caracterizou-se por ser um grande desafio. De entre os workshops que realizei na loja da Terceira, este excedeu sobremaneira todas as expetativas em muitos aspetos.  As receitas foram sendo confecionadas ao longo da tarde entre  sabores, aromas, explicações e boa-disposição. A loiça da loja concorreu, sem dúvida, para o embelezamento das sugestões apresentadas.

Venham então comigo nesta viagem!

food blogger Patrícia Cheio

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foodwithameaning

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Entradas

Paté de Veado 

paté de veado

Inicialmente, iria servir o paté de veado como topping de crostini (fatias de baguete fininhas torradas no forno, pinceladas com azeite e salpicadas de pimenta). Resolvi simplificar a entrada e utilizei breadsticks (gressinos) de pão, de compra,  para acompanhar com o paté.

Para o paté irão necessitar de uma embalagem de paté de veado Quinta dos Jugais, com 100 g, de mini-tostas, de 100 g de queijo creme, uma colher de chá de sumo de limão ou um toque de raspa de limão. Misturem todos os ingredientes até se obter a consistência desejada. Decorem com germinados de alho-francês, da Verde Vivo.

(Poderão encontrar o paté de veado na loja Raminho de Salsa, no Mercado Duque de Bragança)

 

Figos Secos com Queijo de Cabra Curado, Mel e Nozes

figos

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Prato de Peixe

Camarão com Algas, Leite de Côco e Caril

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Camarão com Algas

Ingredientes

  • 1 caixa de camarão ou de gambas
  • 1 lata de leite de côco
  • caril
  • algas (Tok de mar)
  • manteiga
  • azeite
  • 1 cabeça de alho
  • Piri-piri
  • Sumo de meio limão
  • sal

Preparação

Retira-se o camarão do congelador e deixa-se descongelar num recipiente com água. Escorre-se muito bem. Numa tigela, colocam-se as algas, que se tapam com água para que hidratem. Numa frigideira grande, de paella, colocam-se dentes de alho esmagados, pedaços de manteiga, um pouco de azeite e piri-piri fresco. Quando a manteiga começar a derreter, vai-se adicionando o camarão até cobrir o fundo da frigideira. Deixa-se fritar de um lado e do outro. Reservam-se os camarões numa travessa. Verte-se por cima destes o sumo de meio limão. Na mesma frigideira, verte-se o leite de côco, tempera-se com sal e juntam-se as algas hidratadas e todos os camarões, envolvendo-os no molho. Deixa-se o molho apurar e serve-se de imediato com arroz branco ou marroquino (ver receita – acompanhamentos)

(Poderão encontrar as algas à venda na loja Raminho de Salsa, no Mercado Duque de Bragança)

(Decoração com germinados de alho-francês Verde Vivo)

Acompanhamento do Prato de Peixe

Arroz Marroquino

Arroz Marroquino

Ingredientes

  • 1 chávena de arroz (vaporizado ou basmati)
  • 2 chávenas de água
  • 2 dentes de alho
  • 1 pau de canela (que retirei após cozinhado)
  • 1 cravinho
  • 2 folhas de hortelã (que retirei posteriormente)
  • 1 punhado de sultanas
  • 1 punhado de cajus (não coloquei)
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • sal

Preparação

Faz-se um refogado com o alho em manteiga. Colocam-se as sultanas até ficarem inchadas e luzidias. Adiciona-se o arroz e os restantes ingredientes. Envolve-se com a colher de pau por instantes. Junta-se a água e deixa-se cozinhar.

Prato de Carne

Rolinhos de Porco com Morcela com Torre de Batata-Doce e Ananás caramelizado

Rolinhos de Porco com Morcela

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Ingredientes

  • Bifanas de porco
  • Morcela
  • Bacon laminado
  • Azeite
  • Chutney de damasco e tâmaras
  • Germinados para decorar

Preparação

Pré-aqueça o seu forno a 160ºC de temperatura. Tempere as bifanas com sal, alho em pó e pimenta. Recheie-as com morcela sem pele. Envolva-as em tiras de bacon e ate-as com fio de cozinha, para não perderem a forma. Numa frigideira de fundo anti-aderente, aqueça um fio de azeite e junte ainda algumas tiras de bacon, para largarem gordura. Nessa gordura, junte os rolinhos e deixe-os dourar bem, de ambos os lados, antes de os levar ao forno para acabarem de cozinhar por uns vinte minutos. Poderá optar por fazer um rolo maior e levar diretamente ao forno, sem passar na frigideira. Sendo assim, terá de aumentar o tempo de cozedura para 45 a 60 minutos. Retire os fios e fatie os rolinhos. Acompanhe com batata-doce e ananás caramelizado e chutney de damasco e tâmaras.

Batata-Doce com Ananás Caramelizado

batata-doce com ananás caramelizado

Ingredientes

  • 4 ou 5 batatas-doces pequenas
  • 1 lata de ananás em calda
  • Calda do ananás
  • Açúcar mascavado

Coze-se a batata-doce com casca em água e sal. Retira-se a pele e corta-se às rodelas. Cortam-se em pedaços as rodelas de ananás. Numa assadeira, dispõem-se as rodelas de batata, intercaladas com pedaços de ananás. Verte-se a calda do ananás e polvilha-se com açúcar mascavado a gosto. Leva-se ao forno até que a batata absorva o molho.

Chutney de damasco e tâmaras (canto inferior direito)

Chutney de damasco com tâmaras

1.Pique dois dentes de alhos, 10 g de gengibre e 1 cebola.

2. Coloque 20 ml de água quente numa panela e junte 200 g de açúcar. 3. Adicione 100 ml de vinagre, os damascos- 300 g -, previamente hidratados durante 30 minutos em vinho do porto, e as tâmaras – 300 g – cortados em cubinhos.
4. Tempere com uma colher de chá de sal, pimenta preta e ½ colher de chá de açafrão das índias. Cozinhe em lume brando durante 1 hora ou até fazer ponto de estrada.
5. Deite o chutney em frascos esterilizados e guarde num local escuro e seco 1 a 2 meses antes de consumir.

 

Salada Baby-Leaf com tangerina, sementes de girassol e de abóbora tostadas e amêndoa laminada

Salada Baby-Leaf com clementina, sementes de sésamo e amêndoa laminada

Salada Baby-Leaf com clementina, sementes de sésamo e amêndoa laminada

Ingredientes

  • Mistura de folhas para saladas (alface, rúcula, agrião, acelga…)
  • Gomos de tangerina
  • Amêndoa laminada tostada
  • Sementes de girassol e de abóbora tostadas
  • Orégãos secos
  • Azeite
  • Sumo de limão
  • mel

Disponha numa saladeira a mistura de folhas para saladas Descasque gomos de tangerina e adicione. Termine com amêndoas torradas e as sementes tostadas e  regue com um molho de azeite, sumo de limão e mel. Polvilhe a salada com orégãos secos.

 

Trio de chocolate, morangos e marshmallows

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Ingredientes

  • Morangos
  • Marshmallows
  • Chocolate de culinária

Lavam-se os morangos sem retirar o pé. Secam-se. Num pau de espetada, enfia-se primeiro um morango, depois um marshmallow, novamente um morango, um marshmallow e termina-se com um morango. Leva-se o chocolate a derreter (em banho-maria ou no micro-ondas desenham-se fios de chocolate por cima das espetadas.

Corações de chocolate e rebuçado de menta

Corações de chocolate e rebuçado de menta

Ingredientes

  • Mini-guarda-chuvas de menta
  • Chocolate branco, de leite ou negro
  • Pau de espetada
  • Papel vegetal

Preparação

Partir o chocolate aos pedaços e coloca-lo numa taça de vidro. Derreter em banho-maria ou no micro-ondas em sessões de 30 segundos, mexendo sempre entre cada sessão.

Dispor dois guarda-chuvas de rebuçado de menta em cima de uma folha de papel vegetal em formato de coração. Colocar no meio o pau de espetada e encher o centro com o chocolate derretido. Levar ao frigorífico até solidificar

 

Sobremesas

Flores de massa filo com morangos, creme inglês e topping de chocolate

Flores de massa filo com morangos, creme inglês e topping de chocolate

Ingredientes

  • 1 embalagem de massa filo com 4 folhas
  • Morangos
  • 500 ml de leite
  • 2 ovos
  • 50 g de açúcar (coloquei 80 g)
  • 15 g de amido de milho (maizena)
  • manteiga derretida para pincelar

Preparação

Cortei quadradinhos de massa filo com tamanho suficiente para caberem em forminhas de alumínio, ficando as pontinhas levantadas. Pincelei as forminhas e cada quadradinho de massa filo com manteiga. Coloquei em cada forminha 3 folhas alternadas, tendo o cuidado de desencontrar as respetivas pontas para conferir o efeito de flor. Levei ao forno as forminhas com a massa cerca de 5 minutos em forno previamente aquecido. É importante não deixar tostar muito.Aroma de baunilha ou vagem de baunilha.

Retirei as flores do forno e deixei arrefecer. Fiz o creme inglês, colocandotodos os ingredientes no copo da Bimby e programei 6 Min/90º/Vel.4

Creme Inglês Tradicional
Verte-se o leite num tacho, deixando de reserva ½ copo. Deita-se o açúcar no tacho e a vagem de baunilha. Fica a levantar fervura. Sai do lume e elimina-se a vagem de baunilha. Coloca-se as gemas num recipiente, mistura-se a maizena e dissolve-se o creme resultante com o leite frio reservado. Passa-se por um coador o leite fervido e verte-se, gradualmente, sobre o creme obtido, batendo energicamente. Leva-se o creme ao lume no mesmo tacho onde se ferveu o leite e cozinha-se, mexendo continuamente, até o creme chegar ao ponto de ebulição. O creme não deve levantar fervura. Fica pronto ao espessar.

Deixei arrefecer e depois coloquei o creme no frigorífico.

Na hora de servir, retirei o creme do frigorífico e coloquei duas colheres de sopa de creme bem cheias em cada flor de massa filo. Decorei com morangos cortados aos pedacinhos. Poderá ainda adicionar um coulis de morango ou compota de morango antes de decorar com os morangos e com os germinados de alfafa Verde Vivo.

Sobremesas Flores de massa filo com morangos, creme inglês e topping de chocolate

Se desejarem ver o álbum de fotografias completo, cliquem no link abaixo.

https://www.facebook.com/patricia.foodwithameaning/media_set?set=a.775761755889221.1073741851.100003662128130&type=3&pnref=story

 

O meu Bolo Inglês

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O bolo inglês é um bolo de frutas tipicamente assado numa forma retangular (embora não obrigatoriamente) forrada com papel manteiga. É um bolo com uma massa compacta, que leva bastante manteiga e açúcar, frutas cristalizadas, passas e frutos secos (nozes, amêndoas, avelãs), e que na época natalícia é feito com antecedência e regado com um licor ou vinho-do-porto.

Caracteriza-se por ser uma sobremesa tipicamente Inglesa que remonta à época da revolução francesa. O nome deste bolo, pelo menos em Portugal e na América do Sul, pode estar relacionado com o acordo com os ingleses, quando Portugal estava a ser invadido por Napoleão.

A referência mais antiga é do tempo dos antigos romanos e incluía sementes de romã, pinhões e passas numa papa de cevada. Existem também relatos da Idade Média de cruzados que levavam este bolo nas suas viagens, que duravam vários meses ou anos.  No século XVI, a cevada foi substituída por farinha de trigo e o mel por açúcar que vinha das colónias com um bom preço.  No século XVIII, os bolos de frutas foram restringidos às festas principais por leis feitas pelas autoridades religiosas que achavam que estes bolos eram “pecaminosos”, mas no século seguinte, o “chá vitoriano” não era servido sem o bolo de frutas.

Este bolo teve na sua origem as papas de aveia feitas para suavizar os estômagos que estavam  em jejum na noite de natal. Com o passar dos anos foram sendo adicionados os frutos secos, o mel e as especiarias. No século XVI retirou-se a aveia e introduziram os ovos a farinha e a manteiga. O bolo era feito com muita antecedência e era guardado numa caixa ‘upside down’, de pernas para o ar,  e era borrifado semanalmente com brandy ou whisky até ao dia de natal.

Ingredientes

5 ovos
400 g de açúcar
500 g de farinha
300 g de manteiga
1 colher de sobremesa de fermento
1 colher de café rasade bicarbonato de sódio
150 g de frutas cristalizadas (100+50 decoração)
100 g de passas e de miolo de noz (não coloquei a noz)
2 colheres de sopa rasas de cacau

1 colher de café de noz-moscada
1 colher de chá de canela
raspa e sumo de um limão e de uma laranja
2 cálices de vinho do porto
meio frasco de melaço
meio frasco de compota de uva

Preparação tradicional

1. Com recurso à batedeira elétrica, batem-se as gemas com o açúcar e a manteiga até se obter uma massa esbranquiçada.

2. Adiciona-se o cacau, a canela, a noz moscada, a raspa e o sumo dos citrinos. Mistura-se.

3. Junta-se o melaço, a compota e o vinho do porto. Bate-se novamente.

4. Vai-se adicionando a farinha aos poucos. Junta-se o fermento e o bicarbonato. Mistura-se muito bem.

5. Batem-se as claras em castelo  e juntam-se ao preparado.

6. Envolvem-se as frutas cristalizadas em farinha e misturam-se homogeneamente na massa.

7. Vai a cozer em forno médio, pré-aquecido, cerca de uma hora ou até o palito sair seco.

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Continuação de Boas Festas!

Bolachas de especiarias para a mesa do Natal

As bolachas de especiarias são um dos clássicos do Natal. Fazê-las com as crianças é diversão garantida. Foi o que aconteceu cá em casa e no workshop de dia 5 de dezembro na loja DeBORLA, onde as decorámos com glacê real e pérolas prateadas.

Bolachas de Especiarias

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Bolachas de especiarias_foodwithameaningBolachas de especiarias_foodwithameaning     Bolachas de especiarias_foodwithameaning

Ingredientes

• 1 ovo batido
• 125 g de manteiga com sal ou 3 colheres de sopa
• 50 g de açúcar branco
• 40 g de açúcar mascavado
• 4 colheres de sopa de mel
• 500 g de farinha de trigo com fermento
• 1 colher de chá de canela
• 2 colheres de café de gengibre
• 1 colher de café de cardamomo em pó
• 1 colher de café de noz moscada em pó
• 1 colher de chá de aroma de baunilha
• 1 colher de chá de bicarbonato de sódio

1.Numa panela, derreta a manteiga, o açúcar, o mel, e as especiarias em lume brando, sem deixar ferver. Deixe arrefecer, junte o ovo e mexa.

2.Ao preparado anterior junte a farinha e o bicarbonato de sódio e misture, formando uma bola homogénea. Coloque a massa num saco de plástico e leve ao frigorífico pelo menos 1 hora.

3. Depois numa mesa polvilhada com farinha, divida a bola de massa em dois, e com a ajuda do rolo da massa estique uma metade de cada vez, não deixando a massa demasiado fina. Depois corte a massa com os moldes e disponha as bolachinhas num tabuleiro forrado com papel vegetal.

4. Leve a forno aquecido a 160ºC durante uns 15 a 20 minutos.

Observação: As bolachas estão prontas quando ainda estão moles ao toque. Devem-se retirar do forno e deixar que arrefeçam no próprio tabuleiro. O calor do tabuleiro ajudá-las-á a acabar de cozer. É preferível retirá-las mais cedo do que o previsto e depois voltar a colocá-las no forno, se necessário, do que deixá-las secar demasiado, pois podem tornar-se demasiado duras e difíceis de comer. O tempo de cozedura também está relacionado com a altura das bolachas, logo as mais baixinhas cozerão mais rápido.

Cobertura e decoração das bolachas

Decorar as bolachinhas de especiarias com glacê real (açúcar em pó, 1 colher de chá de sumo de limão e uma clara) e missangas prateadas. Misturar no sumo de limão e na clara açúcar em pó necessário até se obter a consistência desejada para riscar as bolachas. Colocar a mistura numa seringa de pasteleiro e decorar a gosto.

Bolachas de especiarias_foodwithameaning

A lata de bolachas da imagem está disponível neste formato retangular e em tamanhos redondos na loja DeBorla.

Visitem o site www.deborla.pt e espreitem os catálogos com os produtos disponíveis nas 24 lojas DeBORLA.