E o 1º workshop DeBorla deste ano foi assim…

Com casa cheia e pontualidade britânica foi como começou o primeiro workshop de 2016. Foi um prazer rever as participantes habituais e conhecer muitas pessoas novas, que se estrearam nos workshops com a assinatura DeBorla. As águas aromatizadas, os sumos, os smoothies, os chás e as sopas constaram da ementa e foram desfilando graciosamente ao longo da tarde. Estas sugestões de receitas detox ocupam o seu lugar na pirâmide alimentar e são um complemento muito importante no âmbito da dieta mediterrânica.

Toda a loiça presente nas fotos está disponível na Loja DeBORLA mais perto de si.

Águas Aromatizadas

Água de Pepino, Gengibre e Lima Juntar a água mineral, ou a água gaseificada, rodelas finas de pepino com casca, raiz de gengibre descascada e rodelas de lima. Água efervescente de Limão e Hortelã Juntar a Água com gás, ou água tónica, rodelas de limão e folhas de hortelã Água de Romã e Gengibre Juntar a água mineral, ou a água gaseificada, bagos de romã e rodelas de gengibre descascado.

Água de Pepino, Gengibre e Lima

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Juntar a água mineral, ou a água gaseificada naturalmente, rodelas finas de pepino com casca, raiz de gengibre descascada e rodelas de lima.

Água efervescente de Limão e Hortelã

Água de Pepino, Gengibre e Lima Juntar a água mineral, ou a água gaseificada, rodelas finas de pepino com casca, raiz de gengibre descascada e rodelas de lima. Água efervescente de Limão e Hortelã Juntar a Água com gás, ou água tónica, rodelas de limão e folhas de hortelã Água de Romã e Gengibre Juntar a água mineral, ou a água gaseificada, bagos de romã e rodelas de gengibre descascado.

Juntar a água com gás, rodelas de limão e folhas de hortelã.

Água de Romã e Gengibre

Água de Pepino, Gengibre e Lima Juntar a água mineral, ou a água gaseificada, rodelas finas de pepino com casca, raiz de gengibre descascada e rodelas de lima. Água efervescente de Limão e Hortelã Juntar a Água com gás, ou água tónica, rodelas de limão e folhas de hortelã Água de Romã e Gengibre Juntar a água mineral, ou a água gaseificada, bagos de romã e rodelas de gengibre descascado.

água de romã e gengibre

Juntar a água mineral, ou a água mineral gaseificada, bagos de romã e rodelas de gengibre descascado.

Sumos

Sumo de Frutos Vermelhos

sumo de frutos vermelhos

– 300 g de frutos silvestres congelados;  sumo de  4 limões; sumo de 4 laranjas grandes; 15 g de sementes de chia; 2 colheres de sopa de mel; água até obter a consistência desejada. Cubos de gelo para servir. Pode substituir a água por chá de hibisco.

Sumo de Cenoura e Couve

sumo de cenoura, maçã e couve

– 2 cenouras peladas ; 2 maçãs descascadas; 1 folha de couve; 1 pepino sem casca; sumo de 1/2 limão; 1 colher de sopa de sementes de linhaça triturada; 1 copo de água fresca; chá verde até obter a consistência desejada.

Chás

Chá de mate (à esquerda)

Chá de Hibisco (ao centro)

Chá Verde (à direita)

Faça os chás de acordo com as instruções de embalagem ou com os conselhos de profissionais de nutrição.

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chás

Smoothies

Smoothie de Abacaxi, Leite de Côco e Curcuma

Smoothie de abacaxi

  • 2 chávenas de abacaxi congelado aos pedaços
  • 2 chávenas de leite de côco light refrigerado
  • 2 chávenas de couve
  • 1 chávena de manga
  • sumo de ½ limão
  • 1 colher de sopa de gengibre fresco
  • 1/2 colher de chá de curcuma.
  1. Bata o leite de coco e a couve até ficar homogéneo.

2. Adicione os ingredientes restantes e misture até ficar homogéneo.

 

Smoothie energético de banana, chocolate e manteiga de amendoim

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  • Bananas congelada aos pedaços
  • Leite achocolatado (ou leite simples +nesquik)
  • Mel
  • Manteiga de amendoim a gosto
  • água até obter a consistência desejada

Opcional: polvilhar com canela

Nota importante: Para qualquer smoothie a fruta deve estar preferencialmente congelada, apesar de haver a possibilidade de se acrescentar água ou gelo ao preparado final. O smoothie tem por natureza uma consistência mais pastosa do que a do sumo.

Sopas

Sopa de salsa e sopa de pimento

Sopa de Salsa 

  • 4 chuchus
  • 1 curgete
  • 1 cenoura grande
  • 1 ramo generoso de salsa
  • 1 cebola
  • 1 dente pequeno de alho
  • água
  • 1 colher de chá de natas por tigela
  • azeite
  • sal
  1. Aloure a cebola e o alho em azeite e junte a cenoura e a curgete aos pedaços. Deixe alourar também.
  2. Junte o chuchu descascado e cubra com água. Deixe cozer e triture tudo com a varinha mágica.
  3. Adicione, depois, um ramo generoso de salsa, sem os caules mais grossos, cortada aos pedacinhos com a tesoura de cozinha.
  4. Deixe cozer a salsa. Regue com azeite a gosto ou, em substituição do azeite, coloque em cada tigela, na hora de servir, uma colher de chá de natas.

Sopa de legumes (que eu denomino por sopa de dieta)

  • 1 beringela
  • 2 nabos
  • 1 courgete
  • 4 cenouras
  • 2 chuchus
  • 2 pimentos encarnados
  • 1 caixinha de tomate pelado
  • 3 cebolas médias
  • espinafres
  • 1 colher de chá de pimenta branca
  1. Numa panela, coloque todos os ingredientes, com exceção dos espinafres, e cubra com água. Tempere com metade do sal que costuma utilizar e deixe cozinhar. Triture com a varinha. Junte mais água até obter a consistência desejada.

sopas

Toda a loiça presente nas fotos está disponível nas Lojas DeBORLA.

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Se desejarem espreitar a reportagem fotográfica do workshop Receitas Detox, cliquem neste link!

Fiquem bem!

Caldo de sargo

Ser açoriano implica apreciar pratos de peixes.

Se desejarem fazer o caldo de peixe tradicional da ilha do Pico, poderão encontrar a receita e as fotos aqui neste link.

Cá em casa, faço-o ora com uma variedade de peixe (o verdadeiro caldo de peixe assim o exige) ora com uma única espécie, como foi o caso deste caldo de sargo. Como o pão é presença obrigatória nas sopas de peixe açorianas, ele aqui não pôde faltar. Cortei às fatias pão caseiro, barrei-o com manteiga e perfumei-o com folhas de hortelã e de menta. Coloquei-o às camadas numa terrina e verti o caldo por cima, terminando com o peixe.

Um conforto esta sopa!

caldo de sargo

caldo de sargocaldo de sargo

Ingredientes

1 ou 2 sargos médios

6 dentes de alho

1 cebola

azeite

2 malaguetas

1 folha de louro

meia lata pequena de tomate triturado

água suficiente para tapar o peixe

manteiga para barrar o pão

pão caseiro

folhas de hortelã e de menta

sal q.b.

Diapositivo1caldo de sargo

Preparação

Numa panela coloquei água até meio, uma cebola partida em quatro partes, dois dentes de alho, as malaguetas e o sal. Deixei que a água começasse a ferver.

Coloquei o peixe, verifiquei se a água o tapava ( se não tapar, acrescenta-se mais) e tapei a panela. Deixei cozinhar cerca de 15 a 20 minutos.

À parte, num pequeno tacho, fiz um refogado com os restantes dentes de alho e o tomate triturado.

Retirei o peixe e separei-o das espinhas. Juntei o peixe ao refogado anterior e liguei o lume cerca de dois minutos. Mexi.

Coei o caldo para uma panela.

Juntei duas conchas de caldo da sopa ao tacho com o peixe.

Cortei  pão caseiro às fatias, barrei-o com manteiga e perfumei-o com folhas de hortelã e de menta. Coloquei-o às camadas numa terrina.

Verti metade  do caldo de sargo quente, e coado, por cima. Deixei repousar cerca de um minuto para que o pão absorvesse o caldo.

Verti o restante caldo e o todo o conteúdo do tacho com o peixe por cima de tudo. Acomodei o peixe na terrina. Servi de imediato.

caldo de sargo

 

Um dois em um e o conto por trás da receita

Como é natural na maioria das casas, a quadra natalícia caracteriza-se por alguns excessos. Agora que janeiro já chegou, todos nós voltamos às rotinas alimentares nas quais a sopa está sempre presente. Esta sugestão de hoje não é considerada uma refeição light, uma vez que contém enchidos e algumas carnes gordas. No entanto, foi confecionada com o propósito de servir de dois em um, não havendo, assim, necessidade de segundo prato.

A Sopa da Pedra é uma sopa tradicional da cozinha portuguesa, originária de Almeirim, em Santarém, no centro de Portugal. É uma sopa consistente e rica, feita à base de carne, enchidos, feijão, couve, batatas e cenoura.  É uma sopa que alimenta e reconforta. Tradicionalmente, coloca-se a pedra, bem lavada, no fundo da terrina e, depois de comida  a sopa, guarda-se a pedra para a próxima vez que for preparada.

A designação desta sopa encontra-se em muitas culturas ocidentais e tem como base um conto tradicional que nos diz ter sido um frade lambareiro e espertalhão o primeiro homem a confecioná-la.

Sopa da Pedra

Ingredientes

(para 6 a 8 pessoas)
  • ½ kg de feijão-encarnado (feijoca)
  • 1 cebola
  • 2 cenouras
  • 1 couve-lombarda
  • 1 farinheira
  • 1 folha de louro
  • 1 ramo de coentros
  • 2 dentes de alho
  • 250 g de carne de vaca
  • 400 g de batatas
  • 60 g de chouriço
  • 60 g de morcela
  • 800 g de carne de porco (orelha, pés e toucinho)
  • sal e pimenta a gosto

Preparação

De véspera raspe e limpe bem a orelha e os pés de porco e salgue-os. Ponha o feijão de molho.

No dia da confeção, leve o feijão a cozer, juntamente com o louro. Tempere com sal e pimenta. Junte mais água, se for necessário.

À parte coza as carnes e os enchidos (à exceção da farinheira, que deve cozer em separado).

À medida que forem cozendo, vá retirando as carnes sucessivamente, visto que a carne de porco coze mais depressa que a de vaca, o mesmo acontecendo com a morcela em relação ao chouriço. Corte as carnes e os enchidos em pedaços.

Logo que se retirarem todas as carnes, junte a couve, as cenouras, a cebola, todas elas cortadas em pedaços, os alhos picados, e algum tempo depois as batatas também em pedaços.

Depois de cozido, retire 2 conchas de feijão e reduza-o a puré.

Quando os legumes estiverem cozidos, junte-lhes os feijões inteiros e os passados. Deixe ferver todos os ingredientes, para apurar, e retifique o sal. Acrescente também os coentros picados e a pimenta.

Depois de frios, corte os enchidos em rodelas finas.

Tire a panela do lume e introduza as carnes previamente cortadas.

No fundo da terrina onde vai servir a sopa, coloque uma pedra, tipo seixo, bem lavada. Decore com coentros picados e sirva quente.

fonte

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frade sopa da pedra 130x130 Sopa da Pedra (Almeirim)O conto por trás da receita…

Um frade andava no peditório. Chegou à porta de um lavrador, mas não lhe quiseram aí dar nada. O frade estava a cair de fome e disse:

— Vou ver se faço um caldinho de pedra.

E pegou numa pedra do chão, sacudiu-lhe a terra e pôs-se a olhar para ela, como para ver se era boa para um caldo. A gente da casa pôs-se a rir do frade e daquela lembrança. Diz o frade:

— Então nunca comeram caldo de pedra? Só lhes digo que é uma coisa muito boa.

Responderam-lhe:

— Sempre queremos ver isso.

Foi o que o frade quis ouvir. Depois de ter lavado a pedra, pediu:

— Se me emprestassem aí um pucarinho…

Deram-lhe uma panela de barro. Ele encheu-a de água e deitou-lhe a pedra dentro.

— Agora, se me deixassem estar a panelinha aí, ao pé das brasas…

Deixaram. Assim que a panela começou a chiar, disse ele:

— Com um bocadinho de unto é que o caldo ficava a primor!

Foram-lhe buscar um pedaço de unto. Ferveu, ferveu, e a gente da casa pasmada para o que via.

O frade, provando o caldo:

— Está um nadinha insosso. Bem precisa duma pedrinha de sal.

Também lhe deram o sal. Temperou, provou, e disse:

Quando os olhos já estavam aferventados, arriscou:

— Ai! Um naquinho de chouriça é que lhe dava uma graça!…

Trouxeram-lhe um pedaço de chouriço. Ele pô-lo na panela e, enquanto se cozia, tirou do alforge pão e arranjou-se para comer com vagar. O caldo cheirava que era um regalo. Comeu e lambeu o beiço.

Depois de despejada a panela, ficou a pedra no fundo. A gente da casa, que estava com os olhos nele, perguntou-lhe:

— Ó senhor frade, então a pedra?

— A pedra… lavo-a e levo-a comigo para outra vez.

Conto Tradicional português recolhido por Teófilo Braga

Sopa da Pedra

Creme de pimento e beterraba com queijo parmesão

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A Primavera tem-se mostrado bastante outonal e, por vezes, até invernosa. As temperaturas têm, também, oscilado muito, sendo este tempo bastante propício a gripes e constipações. Então, resolvi reforçar as defesas dos sistemas imunitários cá de casa com este creme repleto de vitaminas A, B, C, de ferro, magnésio, zinco, potássio e fósforo. É também fonte de ácido fólico, contribuindo assim para o fortalecimento do sistema imunológico.

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Ingredientes

1 beterraba

meio pimento encarnado

6 cenouras médias

1 cebola

3 batatas

azeite

água q.b.(cerca de dois litros)

1 caldo de galinha (facultativo)

sal q.b.

Modo de preparação na Bimby

1. Coloca-se no copo a cebola, cortada em pedaços, e o azeite.
2. Refoga-se 5 minutos, a 100 graus.
3. Junta-se a beterraba, a metade do pimento (mesmo com a pele e inteiro)as cenouras e as batatas, cortadas em pedaços.
4. Tempera-se tempera-se com sal, com o caldo de galinha e cobre-se com água.
5. Programa-se 25 minutos, velocidade 1, 100 graus.
6. Abre-se o copo, retira-se a casca ao pimento (que se desprenderá facilmente) e tritura-se os legumes (velocidade 5-9, progressivamente) durante o tempo que for necessário até se obter um creme aveludado.

Modo de preparação tradicional

1. Corta-se a cebola em pedaços e refoga-se no azeite.
2. Junta-se a cenoura, a metade do pimento (inteiro e com pele), a batata e a beterraba aos pedaços.
3. Tempera-se com sal, com o caldo de galinha e cobre-se com água. Deixa-se cozer, em lume brando.
4.Depois de todos os legumes estarem cozidos, retira-se a casca ao pimento (que se desprenderá facilmente) e tritura-se com a varinha mágica até se obter um creme aveludado.

Serve-se o creme quente acompanhado de tostas e polvilhado com queijo parmesão.

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Outra sugestão aqui: creme de beterraba com hortelã

Just a bowl of soup…

Deliciosa, cremosa, consistente, reconfortante e completa. Estes são os adjetivos que ilustram esta sopa de fava. Cada vez mais, opto por utilizar as leguminosas secas para, depois de pulverizadas, fazerem parte da base de algumas sopas. Evito, assim, o recurso aos enlatados e realço o sabor genuíno das leguminosas. A diferença é tão avassaladora como a que existe entre uma feijoada feita com feijão de lata e outra confecionada com feijão demolhado e cozido em casa. Os raminhos de funcho acrescentaram à sopa de fava um toque subtil e aromático. Recomendo, portanto.

Sopa de Fava e Funcho

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Ingredientes

100 g de fava seca

200 g de fava bebé fresca ou congelada

1 batata doce

2 cenouras médias

1 couve coração pequena

meia cebola pequena

raminhos de funcho

2 litros de água

azeite q.b.

sal q.b.

Modo de Preparação na Bimby

1. Com o copo totalmente seco e limpo, pesa-se 1oo g de fava seca, sem casca, e pulveriza-se durante 1 minuto até a fava se transformar numa farinha. Reserva-se.

2. Sem lavar o copo, coloca-se meia cebola dentro e marca-se 5 Seg. Vel. 6. Rega-se a cebola com azeite e marca-se 100ºC, 5 minutos, Vel. 2.

3. Junta-se uma cenoura e a batata doce aos pedaços. Enche-se o copo com água até ao limite estipulado (capacidade total de 2 litros). Fecha-se a tampa e marca-se 10 minutos, 100 ºC, vel. 2.

4. Adiciona-se a fava pulverizada e tempera-se com sal. Marca-se Vel. 3 durante 1 minuto para misturar os ingredientes.

5. Fecha-se o copo sem a tampa de medida e encaixa-se a Varoma. No tabuleiro inferior da varoma colocam-se as favas frescas ou congeladas e polvilha-se com uns grãozinhos de sal. No tabuleiro superior dispõe-se a cenoura cortada aos quartos e muito finamente e por cima a couve-coração finamente cortada e uns raminhos de funcho. Marca-se 35 minutos, Vel,2; Varoma.

6. Assim que terminar o tempo, retira-se a varoma, coloca-se o copo medidor na tampa e procede-se à trituração da sopa, marcando progressivamente Vel. 5-6-7-8-9 durante o tempo necessário até se obter a consistência da base desejada.

7. Retiram-se as cascas às favas.

8. Junta-se à sopa os legumes e as favas cozidas a vapor. Verifica-se a consistência da sopa. Acrescentei nesta fase 500 ml de água fervida e mexi a sopa com uma colher. Esta sopa tende a engrossar devido ao facto da fava pulverizada absorver muito a água.

***

Com esta sugestão saudável desejo-vos um excelente fim de semana!

História de um caldo de salsa

sopa de salsa

Esta é a segunda vez que partilho a receita deste caldo de salsa. A primeira vez foi em setembro de 2011 no Receitas ao Desafio. Algumas pessoas poderão achar estranho uma sopa de salsa, tendo em conta que  esta erva aromática não é frequentemente utilizada em sopas como o ingrediente principal. Será tida como parente pobre das sopas? Penso que não. Esta sopa reflete na perfeição o sabor caraterístico da salsa mas de forma subtil. Se fosse de coentros, realçaria de certeza o paladar do coentro, como acontece com a sopa da pedra, onde o coentro é utilizado.
Esta sopa, por ter uma consistência bastante diluída é por vezes denominada como caldo de salsa. Tal como acontece com o caldo de peixe, pode ser bebida, diretamente da tigela, sem recurso a colher. Há quem a aprecie com a salsa totalmente triturada. Eu não. Gosto de sentir a suavidade das folhinhas de salsa cozidas,  previamente cortadas aos bocadinhos com uma tesoura antes de serem introduzidas no creme.

sopa de salsa
Esta receita é feita cá em casa desde o tempo da minha bisavó, uma mulher notável, enérgica e astuta , proveniente de gente rija do campo e conhecedora de todas as ervas medicinais, sobre as quais me contava histórias, e com as quais orquestrava xaropes, pomadas, sabões e desinfetantes.  Lembrei-me, agora, da água de malvas que preparava todos os dias para lavar as vistas, um desinfetante natural e, talvez, também poção anti-rugas da época.Já nessa altura, ela falava dos benefícios da baba do caracol e agora  assistimos a contínuos anúncios publicitários apregoando os benefícios da referida baba. De tudo isto se pode concluir que o que é genuíno é mesmo bom.

Ingredientes

4 batatas

1 curgete

1 cenoura grande

1 ramo generoso de salsa

1 cebola

1 dente pequeno de alho

água

1 colher de chá de natas por tigela

azeite

sal

Modo de Preparação

1. Aloura-se a cebola e o alho em azeite e junta-se a cenoura e a curgete aos pedaços. Deixa-se alourar também.

2. Junta-se a batata e cobre-se com água. Deixa-se cozer e tritura-se tudo com a varinha mágica.

3. Adiciona-se, depois, um ramo generoso de salsa, sem os caules mais grossos, cortado aos pedacinhos com a tesoura de cozinha.

4. Deixa-se cozer a salsa. Rega-se com azeite a gosto ou, em substituição do azeite, coloca-se em cada tigela, na hora de servir, uma colher de chá de natas.

sopa de salsa

Está pronta a servir e a reconfortar a alma e o corpo.

Com este caldo de salsa participo na edição de fevereiro do passatempo Dia Um na Cozinha, dedicado este mês às sopas.

Espero que tenham gostado da sugestão.
Logotipo Dia Um... Na Cozinha Fevereiro 2014

Um passeio na “floresta” e sopa rústica de cogumelos

Tenho a sorte de morar numa zona muito arborizada. Para construírmos a casa, nós tivemos mesmo de desbastar parte das árvores. Existem também matas nos quatro limites do nosso terreno, portanto, os passeios pedestres são um hábito mesmo de inverno.

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Seguimos os trilhos feitos pelo Homem, e por alguns animais, e respiramos o melhor da natureza.  Apesar de conhecermos quase todos  os itinerários, há sempre em todos eles um elemento surpresa. E os diferentes elementos dos nossos passeios davam para outras tantas histórias.E lá vamos os cinco. Sim cinco, porque, para além de nós quatro, levamos sempre o nosso Labrador, que segue à frente, como se fosse um detetor de minas e armadilhas, farejando tudo à passagem e desaparecendo por entre a folhagem.

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A verdade é que, retirando o pormenor de certos cães, mais ou menos ferozes, que, por vezes, encontramos no caminho, o passeio é um excelente retemperador de energias. Os miúdos adoram calcar as folhas de eucalipto e sentir-lhes o cheiro, saltar por cima de ramos caídos, espreitar por entre as árvores e parar para apreciar as flores e os líquenes selvagens. Imaginam tocas de coelhos e casas de duendes nos buracos das árvores e correm felizes à nossa frente.

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Desta vez, parámos para apreciar estes cogumelos que acabaram de servir de inspiração para esta sopa reconfortante.

Sopa Rústica de Cogumelos 

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Ingredientes

1 embalagem de mistura de cogumelos (marca continente)

1 batata doce grande

1 batata branca

1 cenoura pequena

1 cebola

água q.b.

sal

azeite

1 colher de sobremesa de natas por prato

 

Modo de Preparação

1. Num tacho, faz-se um refogado leve com cebola e azeite. Quando esta estiver translúcida, adiciona-se 2/3 do conteúdo da embalagem de cogumelos. O restante será para adicionar após o creme estar pronto. Mexe-se com uma colher de pau.

2. Junta-se a cenoura picada, a batata-doce e a batata branca aos pedaços e cobre-se tudo com água.

3. Tempera-se com sal e deixa-se cozinhar com o tacho tapado.

4. Quando cozinhado, tritura-se com a varinha-mágica. Se constatarmos que o creme está muito espesso, acrescenta-se mais um pouco de água e deixa-se levantar fervura antes de se adicionar os cogumelos reservados.

5. Coze mais 10 minutos.

6. Na momento de servir, coloca-se em cada prato de sopa uma colher de sobremesa de natas.

Obs. Esta é uma sopa que deve ser servida bem quentinha.

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