Barquinhas de curgete recheada

Ainda na linha de uma alimentação saudável (presunto e queijo à parte), chegam estas barquinhas de curgete. Como acompanhamento ou como prato principal, elas trazem muito sabor e cor à nossa mesa. Por cá, foram muito apreciadas, até pelos mais pequenos. Se estão a questionar se devem ou não comer as barquinhas, estejam à vontade e levem barco e recheio juntos em cada garfada.

Experimentem e depois digam da vossa justiça!

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Ingredientes

  • Courgettes pequenas
  • Azeite 
  • 1 Cebola 
  • 2 dentes de alho
  • Queijo parmesão
  • cogumelos frescos
  • presunto para saladas (marca Continente)
  • salsa
  • Oregãos
  • pimenta preta

Preparação

  1. Encha um tacho com água e deixe ferver. Tempere com sal.
  2. Corte as extremidades das curgetes e insira-as na água a ferver durante 3 minutos, escorra e passe por água fria. Reserve até arrefecerem.
  3. Corte cada curgete a meio no sentido do comprimento.
  4. Retire o miolo com uma colher de chá, formando barquinhas. Reserve.
  5. Pré aqueça o forno a 180ºC.
  6. Aqueça 2 colheres de azeite num tacho e adicione a cebola e o alho picados. Deixe refogar. Adicione o presunto e os cogumelos frescos picadinhos. Envolva-os no refogado.
  7. Junte o interior das curgetes e refogue mais um pouco. Tempere com sal, pimenta, salsa, orégãos e polvilhe com queijo parmesão ralado. Retire do lume e deixe arrefecer ligeiramente.
  8.  Recheie as curgetes com esta mistura, regue com azeite e coloque no forno.
  9. Tape a travessa com papel de alumínio e leve ao forno durante 30 minutos. Para alourar retire o papel de alumínio e deixe ficar no forno mais cerca 10 a 15 minutos.
  10. Sirva de imediato com lascas de queijo parmesão.

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A travessa vem com a assinatura DeBORLA.

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Salada de goraz com courgettes salteadas

A primavera aproxima-se a passos largos. Os dias já vão ficando mais solarengos, quentes e bonitos. Sendo assim, nas nossas mesas também vão surgindo refeições mais leves e frescas.

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Ingredientes para a cozedura do peixe e para a salada

2 gorazes médios

10 batatas médias

3 cenouras pequenas

2 courgettes médias

12 couves-de-bruxelas

1 lata de feijão verde cozido (marca Libby’s)

maionese de cebola caramelizada e ervas (marca Heinz)

azeitonas galegas

picles

1 cebola pequena (facultativo)

4 dentes de alho

1 folha de louro

orégãos

piri-piri ( 1 malaguetinha)

azeite

salsa

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1. Numa panela, coloco a cebola cortada em quartos, os dentes de alho descascados, a folha de louro, sal e o piri-piri. Encho com água e deixo que esta ferva.

2. Coloco o peixe na panela, já escamado, limpo de entranhas e cortado ao meio,  e certifico-me que fica coberto com água. Se isso não acontecer, verto mais água quente. Deixo cozer cerca de 10 minutos. Como se destina a salada, interessa que mantenha a consistência.  Depois de cozido, separo o peixe das espinhas, sem desfiar muito.

3. Escorro o feijão. Reservo.

4. Cozo as batatas aos cubos com as cenouras cortadas aos pedacinhos. Escorro. Reservo.

Dica de sabor: Podem aproveitar a água da cozedura do peixe para, depois de coada, cozer as batatas.

5. Lavo as courgettes e corto-as aos quadradinhos pequenos, semelhantes ao tamanho dos cubos de batata. Salteio-as em azeite e tempero com sal e orégãos secos. Quando se encontrarem cozinhadas mas consistentes, adiciono-as à salada. Quem preferir poderá saltear a courgette sem a pele.

6. Depois de todos os ingredientes estarem cozidos, disponho-os numa travessa grande e envolvo-os com uma colher. Pico aos pedacinhos os picles e junto as azeitonas. Polvilho tudo com salsa picada.

7. Poderão misturar a maionese em toda a salada ou apenas em cada prato. Numa versão ainda mais saudável, em vez da maionese tempera-se a salada com azeite e vinagre balsâmico.

Legumes assados com funcho e tomilho

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A alimentação quer-se saudável. E se existem dias para alcatras e sobremesas, outros devem ser dedicados aos legumes, às saladas e às frutas. Estes legumes assados serviram de acompanhamento a peixe grelhado. Com tanta cor e riqueza de sabor, não houve necessidade de incluir hidratos de carbono na refeição. As batatas e o arroz  ficarão assim guardados para próximas receitas. Comer de tudo, mas com equilíbrio nas doses é o meu primeiro lema. O segundo pressuposto é confecionar e distribuir.

Comprei estas couves roxas na feira que costumamos visitar ao domingo e, ao chegar a casa, imaginei-as, de seguida num assado com outros legumes, igualmente cheios de cor. Aromatizei o assado com rama de funcho e tomilho frescos e deixei que o forno fizesse o resto.

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Ingredientes para uma assadeira grande

2 couves-flor roxa
3 cenouras
2 cebola roxa
2 courgette médias
3 dentes de alho
10 cubinhos de abóbora
2 tomates
azeite aromatizado com orégãos
funcho em rama
tomilho fresco
sal
pimenta branca

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Modo de Preparação

1. Descasquei as cenouras e as cebolas. Cortei as cenouras às tiras com a largura de um dedo e a cebola aos quartos.
2. Lavei as curgetes e cortei-as às rodelas.
3. Lavei os tomates e cortei-os aos quartos.
4. Lavei a couve-roxa e preparei-a em raminhos.
5. Numa assadeira, coloquei todos os legumes, os alhos esmagados com casca, e reguei-os com azeite aromatizado. Temperei com sal e pimenta. Dispus raminhos de funcho e de tomilho. Envolvi tudo com as mãos.
6. Cobri a assadeira com folha de alumínio e levei ao forno até os legumes estarem assados. Um pouco antes de estarem cozinhados, retirei-lhes a folha de alumínio e deixei alourar levemente.
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História de um caldo de salsa

sopa de salsa

Esta é a segunda vez que partilho a receita deste caldo de salsa. A primeira vez foi em setembro de 2011 no Receitas ao Desafio. Algumas pessoas poderão achar estranho uma sopa de salsa, tendo em conta que  esta erva aromática não é frequentemente utilizada em sopas como o ingrediente principal. Será tida como parente pobre das sopas? Penso que não. Esta sopa reflete na perfeição o sabor caraterístico da salsa mas de forma subtil. Se fosse de coentros, realçaria de certeza o paladar do coentro, como acontece com a sopa da pedra, onde o coentro é utilizado.
Esta sopa, por ter uma consistência bastante diluída é por vezes denominada como caldo de salsa. Tal como acontece com o caldo de peixe, pode ser bebida, diretamente da tigela, sem recurso a colher. Há quem a aprecie com a salsa totalmente triturada. Eu não. Gosto de sentir a suavidade das folhinhas de salsa cozidas,  previamente cortadas aos bocadinhos com uma tesoura antes de serem introduzidas no creme.

sopa de salsa
Esta receita é feita cá em casa desde o tempo da minha bisavó, uma mulher notável, enérgica e astuta , proveniente de gente rija do campo e conhecedora de todas as ervas medicinais, sobre as quais me contava histórias, e com as quais orquestrava xaropes, pomadas, sabões e desinfetantes.  Lembrei-me, agora, da água de malvas que preparava todos os dias para lavar as vistas, um desinfetante natural e, talvez, também poção anti-rugas da época.Já nessa altura, ela falava dos benefícios da baba do caracol e agora  assistimos a contínuos anúncios publicitários apregoando os benefícios da referida baba. De tudo isto se pode concluir que o que é genuíno é mesmo bom.

Ingredientes

4 batatas

1 curgete

1 cenoura grande

1 ramo generoso de salsa

1 cebola

1 dente pequeno de alho

água

1 colher de chá de natas por tigela

azeite

sal

Modo de Preparação

1. Aloura-se a cebola e o alho em azeite e junta-se a cenoura e a curgete aos pedaços. Deixa-se alourar também.

2. Junta-se a batata e cobre-se com água. Deixa-se cozer e tritura-se tudo com a varinha mágica.

3. Adiciona-se, depois, um ramo generoso de salsa, sem os caules mais grossos, cortado aos pedacinhos com a tesoura de cozinha.

4. Deixa-se cozer a salsa. Rega-se com azeite a gosto ou, em substituição do azeite, coloca-se em cada tigela, na hora de servir, uma colher de chá de natas.

sopa de salsa

Está pronta a servir e a reconfortar a alma e o corpo.

Com este caldo de salsa participo na edição de fevereiro do passatempo Dia Um na Cozinha, dedicado este mês às sopas.

Espero que tenham gostado da sugestão.
Logotipo Dia Um... Na Cozinha Fevereiro 2014

Sopa de agrião

Não há nada melhor do que utilizar os vegetais da época para se confecionar pratos cheios de sabor. Estes agriões por serem biológicos e fresquinhos transformaram uma simples sopa em algo mágico.

sopa de agrião

 

Ingredientes

500 g de agrião (Hidrosaladas)
1 naco de abóbora
4 cenouras
1 batata doce
2 courgettes médias
1 cebola média
azeite
água
sal

Preparação

1. Aloura-se ligeiramente a cebola em azeite (cortada aos pedacinhos).
2. Junta-se as cenouras e a abóbora cortadas aos pedacinhos. Refoga-se um pouco, mexendo com a colher de pau.
3. Adiciona-se água  e a batata e as courgettes aos pedaços.Deixa-se levantar fervura.
4.Tempera-se com sal e deixa-se cozer os legumes.
5. Tritura-se a sopa. Poderá ser necessário acrescentar mais água.
6. Lava-se ao agrião e retiram-se os talos. Escorre-se.
7. Junta-se o agrião  e tapa-se o tacho para que  coza.
8. Retifica-se o sal.
9. Serve-se a sopa quentinha com ou sem tostas.

Creme de cerefólio

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O cerefólio é uma erva aromática considerada parente pobre da salsa. Cresce espontaneamente no sudoeste da Europa, no Cáucaso e nas montanhas da Ásia Ocidental e pode ser cultivada em jardins. As folhas têm um aroma adocicado muito agradável. As folhas novas utilizam-se em saladas e sopas – as velhas são duras e pouco aromáticas.

O cerefólio seco e moído é um bom tempero para peixe grelhado ou cozido, pratos de ovos, molhos para aves, manteiga de ervas e requeijão.

Do ponto de vista medicinal, o cerefólio é considerado um bom depurativo e diurético, tendo sido prescrito no passado para tratar a peste, tonturas, pedras nos rins, falta de apetite e feridas provocadas por dentadas de cães raivosos.

fonte:

Um mundo de Sabores, Selecções

 

Creme de Cerefólio

Ingredientes

1 ramo generoso de cerefólio

1 batata grande

1 courgette média

2 cenouras

1 cebola

sal

cerefólio seco (facultativo)

queijo parmesão em pó (facultativo)

água

azeite

Confeção

1. Lava-se bem o cerefólio e escorre-se.

2. Corta-se os caules e as partes mais duras, deixando apenas pequenos ramos com folhas.

3. Num tacho, faz-se um leve refogado com a cebola.

4. No tacho anterior, coloca-se as batatas, as cenouras e a courgette e tapam-se com água a ferver. Tempera-se de sal e deixa-se cozinhar.

5. Quando os legumes anteriores estiverem a meio da cozedura, coloca-se o cerefólio. Deixa-se cozinhar.

6. Quando todos os ingredientes estiverem cozidos, transformam-se em puré. Nessa altura, verifica-se a consistência do creme. Se gostar dele menos espesso, acrescente-lhe um pouco mais de água, deixe ferver e retifique o sal.

7. Sirvo o creme bem quente com queijo parmesão em pó e uns pozinhos de cerefólio seco.

Se pretenderem a versão de cerefólio em sopa, trituram-se os legumes já cozidos e insere-se no tacho os raminhos de cerefólio, ou este cortado em pedacinhos.

Outra sugestão: numa tigela, misturar três a quatro colheres de natas com algumas gotas de limão e colocar uma colher no centro de cada prato depois da sopa estar servida.

Se em vez do cerefólio preferirem a salsa, podem ver aqui a receita que a minha bisavó costumava fazer.

Deixo-vos a foto, para abrir o apetite.

sopa de salsa_receitas ao desafio

Um ótimo fim de semana!

Acreditar no impossível….Convidei para jantar… Rob Gonsalves

A arte tem o condão de nos transportar para outras realidades. Mostra-nos retratos de tempos reais, vivências de universos alternativos e transposições de egos e alter-egos. O pintor vê na tela o prolongamento do belo, do feio, das suas alegrias e inquietações. Com a ponta do pincel e rasgos de inspiração, retrata estados de espírito, pormenores de paisagem ou do quotidiano das gentes, personalidades e cenas históricas… numa infinidade de possibilidades onde apenas a imaginação impõe limites.

Rob Gonsales, com formação académica em arquitetura, é  um dos meus pintores favoritos. É um contemporâneo de origem canadiana que elege o realismo mágico na execução das suas obras. Embora o trabalho deste pintor seja muitas vezes classificado como surrealista, ele distancia-se desta corrente devido ao fato de as imagens resultarem de planeamento e de pensamento consciente. As ideias são em grande parte geradas pelo mundo externo e envolvem atividades humanas reconhecíveis, sabiamente integradas através de dispositivos ilusionistas cuidadosamente elaborados.

Este pintor é um dos meus eleitos porque detém o  poder de introduzir um sentido de magia às cenas realistas que retrata, como se de sonhos se tratassem. Este realismo mágico é o que verdadeiramente me atrai no seu trabalho: a possibilidade de podermos  introduzir na realidade do quotidiano um pouco de magia. Faz-nos acreditar na possibilidade do impossível.

Poderão visualizar outras obras mais recentes do pintor aqui.

A Guida, do blogue Panela sem (de)pressão, recebe até 16 de Março a 11ª Edição do Convidei para Jantar, iniciativa criada pela Anasbageri. Para participar neste desafio, convidei para jantar o pintor Rob Gonsales e ofereci-lhe um prato vegetariano com muita cor.

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Modo de Preparação

1. Numa taça grande de vidro batem-se os ovos inteiros com um garfo.
2. Adiciona-se a cebola e a couve chinesa cortadas aos pedacinhos.
3. Junta-se a courgette laminada em pequenos palitos e o pimento sem casca também cortado em pedacinhos.
4. Adicionam-se os tomatinhos cereja cortados ao meio.
5. Picam-se 6 folhas de salva-ananás e adicionam-se ao preparado.
6. Tempera-se com sal e mistura de cinco pimentas.
7. Salpica-se com uma pitada de açaflor (da horta da Ilídia)
8. Mistura-se tudo com uma colher.

Os apreciadores de carne poderão, nesta fase, adicionar pedacinhos de fiambre, bacon, frango desfiado, atum … à receita.

9. Coloca-se azeite numa frigideira, deixa-se aquecer, e verte-se parte do conteúdo da tigela até o fundo da frigideira estar todo coberto.
10. Frita-se em lumo brando até a tortilha se soltar da frigideira.
11. Volta-se a tortilha para dourar a outra face.

Dica: Se tiver dificuldade em virar a tortilha sem que esta se desmanche, coloque um prato raso em cima da tortilha e vire a frigideira ao contrário, para cima do prato.
Já com a tortilha no prato, é muito fácil fazê-la deslizar novamente para a frigideira para fritar a outra face. O método da panqueca, de atirar a panqueca ao ar e fazê-la cair com a face por cozinhar é no meu entender demasiado cinematográfico e desadequado para a confeção das tortilhas por estas serem mais pesadas do que as primeiras.

Com esta receita confecionei duas grandes tortilhas. O aroma que emanava delas era tão bom que não resisti a petiscar  a primeira enquanto a outra ainda estava na frigideira. Adoro este tipo de receitas por se prestarem a diferentes versões. Tal como acontece com Rob Gonsalves nos seus quadros, aqui a imaginação também é o limite.

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A couve-chinesa e a salva-ananás, que aromatizou na perfeição esta tortilha, vieram das estufas do vizinho António.