Gelado de Pitanga em finais de novembro

Há qualquer coisa de contraditório quando nos apetece um gelado em pleno mês de novembro. A verdade é que mesmo com a temperatura do ar a baixar um pouco, característica da aproximação do inverno, dentro de casa o espírito das receitas de verão prolonga-se todo o ano. Conjugou-se, assim, a vontade de um gelado com os frutos da nossa pitangueira. A ideia de usar as pitangas na confeção de um licor sobrepôs-se este ano ao desejo e à curiosidade de ver o desempenho das pitangas sumarentas num gelado outonal. O licor terá de ficar para o próximo ano!

Compus a fotografia do gelado neste lindo prato Bordalo Pinheiro, uma gentil oferta das minhas amigas Madalena e Isabel.

As decorações natalícias têm a assinatura DeBORLA.

gelado de pitanga

gelado de pitanga

Ingredientes

  • 20 pitangas
  • 2 pacotes de natas ( 200 ml cada)
  • 4 colheres de sopa de açúcar
  • 2 colheres de sopa de xarope de arando
  • 2 colheres de sopa de compota de frutos vermelhos
  • 2 bananas pequenas (ou 1 grande) maduras

Preparação

  1. Lave as pitangas e retire o caroço.
  2. No copo da varinha mágica, triture as bananas muito bem e junte as pitangas, triturando-as grosseiramente  Reserve.
  3. Numa tigela, bata as natas até estarem bem aguentadas.
  4. Junte às natas o açúcar e bata novamente.
  5. Adicione ao chantilly o xarope de arando e a compota. Junte a fruta triturada e envolva muito bem com a colher de pau.
  6. Coloque o gelado em pequenos moldes (usei moldes de mini-bundts) ou numa tigela que possa ir ao congelador.
  7. Sirva o gelado com xarope de arando.

gelado de pitanga

gelado de pitanga

xarope de arando

gelado de pitanga

Queen of Puddings… Sweet World

Há dois ou três posts atrás, publicava o Bolo Napoleão, um doce típico da doçaria russa, mas com clara influência francesa. Hoje, decidi abraçar o desafio da Lia, do blogue  Lemon and Vanilla e da Susana, do blogue Basta Cheio, as dinamizadoras do passatempo Sweet World, que consiste, nesta primeira edição, na confeção do famoso Queen of Puddings.

Sabem o que é um Queen of Puddings? 

É uma sobremesa muito típica e popular no Reino Unido cujas características principais são as camadas que a compõem, ou seja:
Uma camada de custard enriquecido com pão ralado fresco, uma camada de doce e uma camada de suspiro!

A ideia deste passatempo é fazer o doce proposto, mantendo sempre as características essenciais que o definem. Para isso, segui à risca a receita da Lia e embarquei nesta aventura de ir saboreando ao longo dos meses um pouco de mundo.

Eis então o meu QUEEN of PUDDINGS 

Queen of Puddings

Queen of Puddings

Ingredientes (para 4 a 6 pessoas)

  • para a base:

600 ml leite gordo

25g manteiga + extra para untar um recipiente refractário

raspa de 1 limão

50g açúcar refinado branco

3 gemas de ovo

75g pão ralado feito a partir de pão fresco

6 colheres sopa de doce de morango (ou outro a gosto)

  • para o suspiro:

3 claras de ovo

175g açúcar refinado branco

 

Preparação:

Untar com manteiga, um recipiente refractário ou Pirex baixo, com capacidade para 1.5l.

Aquecer o forno a 170ºC.

Num tachinho, aquecer o leite, até este estar morno.

Adicionar a manteiga, a raspa do limão e o açúcar e mexer até este estar dissolvido.

Numa taça, bater ligeiramente as gemas de ovo.

Pouco a pouco, e mexendo sempre, adicionar o leite em fio, a fim de que tudo fique muito bem incorporado.

Polvilhar o fundo do recipiente refractário untado com o pão ralado.

Deitar a mistura do leite e gemas sobre o pão ralado e deixar por 15 minutos, a fim de que o pão absorva o líquido.

Colocar o recipiente refractário num tabuleiro de lados altos e encher o tabuleiro com água quente, até esta chegar até meio da altura do recipiente refractário (banho Maria).

Levar ao forno por 25 a 30 minutos, ou até o custard estar firme.

Retirar tudo do forno e colocar o custard sobre uma grelha de arrefecimento, enquanto se prepara o suspiro. Descartar a água e o tabuleiro onde se levou a água ao forno.

Reduzir a temperatura do forno para os 150ºC.

Para fazer o suspiro, bater as claras em castelo firme.

Batendo sempre, adicionar o açúcar, uma colher de chá de cada vez.

Bater, até todo o açúcar haver sido incorporado e a mistura estar espessa e brilhante.

Caso queiram um efeito mais enfeitado, colocar o suspiro dentro de um saco de pasteleiro, equipado com o bico à vossa escolha.

Muito delicadamente, espalhar o doce de morango sobre o custard.

Decorar a superfície do doce com o suspiro e levar o recipiente refractário ao forno por mais 25 a 30 minutos (sem o tabuleiro da água por baixo), ou até o suspiro estar “crocante” ao toque e douradinho.

Segundo a receita original deve servir-se morno ou à temperatura ambiente, porém, pessoalmente acho que o pudim é muito melhor depois de ter estado umas horas no frigorífico.

Queen of Puddings

O meu Bolo Inglês

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O bolo inglês é um bolo de frutas tipicamente assado numa forma retangular (embora não obrigatoriamente) forrada com papel manteiga. É um bolo com uma massa compacta, que leva bastante manteiga e açúcar, frutas cristalizadas, passas e frutos secos (nozes, amêndoas, avelãs), e que na época natalícia é feito com antecedência e regado com um licor ou vinho-do-porto.

Caracteriza-se por ser uma sobremesa tipicamente Inglesa que remonta à época da revolução francesa. O nome deste bolo, pelo menos em Portugal e na América do Sul, pode estar relacionado com o acordo com os ingleses, quando Portugal estava a ser invadido por Napoleão.

A referência mais antiga é do tempo dos antigos romanos e incluía sementes de romã, pinhões e passas numa papa de cevada. Existem também relatos da Idade Média de cruzados que levavam este bolo nas suas viagens, que duravam vários meses ou anos.  No século XVI, a cevada foi substituída por farinha de trigo e o mel por açúcar que vinha das colónias com um bom preço.  No século XVIII, os bolos de frutas foram restringidos às festas principais por leis feitas pelas autoridades religiosas que achavam que estes bolos eram “pecaminosos”, mas no século seguinte, o “chá vitoriano” não era servido sem o bolo de frutas.

Este bolo teve na sua origem as papas de aveia feitas para suavizar os estômagos que estavam  em jejum na noite de natal. Com o passar dos anos foram sendo adicionados os frutos secos, o mel e as especiarias. No século XVI retirou-se a aveia e introduziram os ovos a farinha e a manteiga. O bolo era feito com muita antecedência e era guardado numa caixa ‘upside down’, de pernas para o ar,  e era borrifado semanalmente com brandy ou whisky até ao dia de natal.

Ingredientes

5 ovos
400 g de açúcar
500 g de farinha
300 g de manteiga
1 colher de sobremesa de fermento
1 colher de café rasade bicarbonato de sódio
150 g de frutas cristalizadas (100+50 decoração)
100 g de passas e de miolo de noz (não coloquei a noz)
2 colheres de sopa rasas de cacau

1 colher de café de noz-moscada
1 colher de chá de canela
raspa e sumo de um limão e de uma laranja
2 cálices de vinho do porto
meio frasco de melaço
meio frasco de compota de uva

Preparação tradicional

1. Com recurso à batedeira elétrica, batem-se as gemas com o açúcar e a manteiga até se obter uma massa esbranquiçada.

2. Adiciona-se o cacau, a canela, a noz moscada, a raspa e o sumo dos citrinos. Mistura-se.

3. Junta-se o melaço, a compota e o vinho do porto. Bate-se novamente.

4. Vai-se adicionando a farinha aos poucos. Junta-se o fermento e o bicarbonato. Mistura-se muito bem.

5. Batem-se as claras em castelo  e juntam-se ao preparado.

6. Envolvem-se as frutas cristalizadas em farinha e misturam-se homogeneamente na massa.

7. Vai a cozer em forno médio, pré-aquecido, cerca de uma hora ou até o palito sair seco.

Bolo inglês_foodwithameaningBolo inglês_foodwithameaning

Continuação de Boas Festas!

E as sugestões de prendas para o Natal continuam…

Estas sugestões natalícias desfilaram no workshop realizado na Loja DeBORLA no dia 5 de dezembro. São, sem dúvida, algumas ideias para prendinhas personalizadas e económicas.

Bombons de Chocolate Branco
Bombons de Chocolate Branco

200 g de chocolate branco
folhas de papel vegetal
formas de bombons em silicone

1.Forrar tabuleiros com papel vegetal;

2.Colocar numa taça o chocolate partido em pedaços;

3. Colocar a taça no microondas, na potência máxima, por períodos de 30 segundos, até o chocolate estar completamente derretido e com um aspecto brilhante, mexendo sempre entre cada rotação (nunca fazer de uma só vez pois podemos alterar a consistência do chocolate); quem preferir. Em vez do microondas poderão derretê-lo em banho-maria;

4. Verter o chocolate derretido em cada forminha. Bater com a forma em cima de uma superfície lisa para eliminar bolhas de ar e evitar que o bombom fique com buraquinhos.

5. Levar ao frigorífico cerca de 60 minutos para solidificar.

Chá de Frutos Silvestres
Chá de Frutos Silvestres

Compota de Morango
Doce de Morango

• 750 g de morango
• 2 colheres (sopa) de sumo de limão
• 750 g de açúcar

1. Corte os morangos ao meio. Lave-os, retire-lhes os pés, e coloque-os numa panela.

2. Junte o sumo de limão e o açúcar, misture e leve ao lume brando, mexendo de vez em quando, ou até o morango soltar líquido.

3. Aumente depois o fogo e, quando começar a ferver, deixe cozinhar, mexendo de vez em quando, por mais 15 minutos.

4. Durante o cozimento, retire a espuma que se formar na superfície com uma escumadeira.

5. Verifique o ponto mergulhando uma espátula na compota, que deverá estar consistente, demorando a escorrer.

6. Retire do fogo, transfira para uma tigela e deixe arrefecer.

Doce de Uva, Canela e Cardamomo

Doce de Uva

• 3 kg de uva-de-cheiro sem grainhas
• 2 kg de açúcar branco
• 2 paus de canela
• 4 sementes de cardamomo esmagadas no almofariz

1. Lavar as uvas em várias águas até sair o pó ou alguma sujidade. Escorrer muito bem.

2. Cortar cada bago a meio e retirar as grainhas. Reservar.

3. Num tacho largo e alto colocar o açúcar, a uva e os paus de canela.
4. Deixar que levante novamente fervura. Baixar o lume para o mínimo.

5. Ao fim de cerca de hora e meia, juntar o cardamomo.

6. Deixar apurar até fazer ponto de estrada*

* atinge-se o ponto de estrada quando ao passar uma colher de pau no fundo da panela, ou na porção de doce que colocarmos num prato, se formar uma estrada que não se une de imediato.

7. Retirar os paus de canela.

8. Verter o doce ainda quente para frascos esterilizados. Fechar de imediato e virar os frascos ao contrário para que criem vácuo.

Licor de Amora e Uva-da-serra

Licor de amora e uva-da-serra

• 1/2 kg de amoras
• ½ kg de uva-da-serra/mirtilo
• 1 litro de aguardente
• 500 g de açúcar
• 1 litro de água

1. Coloca-se as amoras  e a uva-da-serra dentro de um frasco de vidro com a aguardente e deixa-se repousar num local escuro, durante 2 semanas.

2. Depois desse período de tempo, derrete-se o açúcar na água quente até fazer uma calda. Está pronto quando colocada um pouco de calda entre o polegar e o indicador faz uma espécie de fio.

3. Deixa-se arrefecer a calda e junta-se à mistura da aguardente e frutos silvestres.

4. Deixa-se repousar entre 1 a 3 meses antes de consumir.

5. Ao fim desse tempo, filtra-se tudo com a ajuda de um pano e verte-se para a garrafa definitiva.

Poderão encontrar esta garrafa na Loja DeBORLA mais perto de si.

Marmelada de Castanha ou Castanhada?

“UMA IGUARIA COM CASTANHAS” é o tema da 30ª edição do “Dia Um.. Na Cozinha”. Como estamos na época das castanhas, eu estou certa de que o desfile deste mês vai ser fenomenal.

Tradicionalmente, as castanhas querem-se quentes e boas, de preferência assadas na brasa ou a acompanhar um prato de forno. Têm também presença importante na doçaria na forma de bolo, de tarte e de pudim. São muito ricas em nutrientes e vitamina C, sendo isentas de gordura. Foram durante muitos anos o substituto da batata, antes de esta ser introduzida na Europa.

Em suma, as castanhas, quer sejam assadas, fritas, cozidas, utilizadas em sopas e guisados ou transformadas em farinha, são muito apreciadas pela maior parte dos portugueses.

A minha sugestão recai hoje na marmelada de castanha ou castanhada, ideal para acompanhar pão ou bolachas de água e sal nos pequenos-almoços e lanches de outono.

Espero que gostem!

castanhada ou marmelada de castanha_foodwithameaningcastanhada ou marmelada de castanha_foodwithameaning

Logotipo Dia Um... Na Cozinha Novembro2015 (2)

 

Ingredientes

1,500 kg de castanhas
800 g a 1 kg de açúcar
1 vagem de baunilha

Preparação

1.Coza as castanhas descascadas mas com pele.
2. Retire-lhes a pele enquanto ainda estão quente e passe-as pelo passe-vite.
3. À parte, prepare uma calda de açúcar em ponto de pérola usando 1 quilo de açúcar para cada quilo de puré de castanha.
4. Depois de misturar a calda no puré de castanha, junte o interior da vagem de baunilha e leve-a novamente ao lume, mexendo sempre até fazer estrada.
5. Guarde no frigorífico a marmelada de castanha em marmitas forradas com papel vegetal.

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Outono e compota de castanha

compota de castanha Sweet Castaneacompota de castanha Sweet Castaneacompota de castanha Sweet Castanea

Oficialmente, hoje é o primeiro dia de Outono, uma estação nostálgica sinónimo de dias mais curtos e chuvosos. Este é o tempo do ano que mais me motiva  para a cozinha, talvez porque não apetece sair tanto e, por isso, acabar por passar as horas vagas por casa, tendo assim tempo para acender o forno com mais gosto e também criar mais receitas de fogão.

Por estes dias, e num dos meus passeios de fim de tarde, eu e os três canídeos cá de casa percorremos as nossas árvores de fruto.  Deparei-me com o nosso castanheiro carregadinho de ouriços, ainda verdes. A vontade por castanhas começou naquele momento, mas tive de esperar pela chegada do domingo para, na feira agrícola, comprar as primeiras castanhas. Assim foi. Começaram a desenhar-se várias receitas no meu pensamento. A primeira foi a de doce de castanha. Concretizei-a hoje, depois de ter exposto as castanhas ao sol durante três dias para que o amido as tornasse mais doces.

Por norma, faço todos os anos um ou dois frascos desta compota. Eu e o meu marido somos os únicos apreciadores de compota de castanhas e no caso dele, mesmo sendo transmontano, consegue preferir a compota de cereja ou de figo a esta de castanhas.

Existe outra razão para eu apenas fazer um ou dois frasquinhos de compota de castanha: o facto de detestar descascá-las. Muitas vezes, opto mesmo por comprar congeladas,  mas desta forma, já não se torna um doce tão económico. Desta vez, cozi dois quilos delas, mas optei por descascar apenas um quilo, quilo este que ainda levou mais de uma hora a concretizar. Com essas castanhas, fiz a receita descrita abaixo e decidi aromatizá-la com baunilha. Poderão também optar por usar um pau de canela ou transportá-la para outro nível com um cálice (ou dois) de vinho do porto ou de brandy.

Porém, não pensem que tudo são aspetos negativos em relação à compota de castanha: é muito mais rápida ao lume do que as restantes, pois a castanha possui pouca água na sua constituição, não sendo este um doce que necessite caramelizar e também não tende a salpicar o fogão.

A minha receita de compota de castanhas é a seguinte:

Ingredientes
1 quilo de castanha cozida
600 g de açúcar amarelo
600 ml de água
1 vagem de baunilha (opcional)

Preparação

1. Num tacho coloque a água,o açúcar e o conteúdo de uma vagem de baunilha para preparar uma calda que vai a ferver até fazer ponto pérola. Conte 3 minutos depois de começar a ferver.
2. Junte a castanha cozida envolva e desfaça com a varinha mágica. Se gostar do doce com pedacinhos de castanha, reserve uma parte antes de triturar e adicione depois ao tacho.
3. Deixe ferver mais 4 ou 5 minutos ou até fazer ponto estrada e retire do lume.
4. Coloque a compota em frascos esterilizados e vire-os ao contrário para criar vácuo.

 

Se não forem muito chegados à cozinha e nem gostarem de perder tempo a descascar castanhas ou a verificar pontos de açúcar em caldas, poderão optar pelo simples gesto de comprar a compota.

Estas compotas da Sweet Castanea são um sonho porque já chegam às nossas mãos prontas a consumir e com nuances de sabor muito interessantes: compota de castanha com mel de rosmaninho; compota de castanha e maçã Bravo Esmalfe.

Deixo-vos estas fotos para perceberem do que falo. Aproveitem para visitar o site da Sweet Castanea e assim ficarem a conhecer toda a gama de produtos desta marca.

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Bem-vindo então Sweet Outono!
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8 da manhã. Café e torta de amora

Acordei. Levantei-me. Dirigi-me até à máquina de café, quase de olhos fechados. Liguei-a. Escolhi a cápsula e deixei que o café escorresse lentamente para a chávena, difundindo pela cozinha um lento despertar. Pensei que estava em agosto e que possivelmente já houvessem amoras nas silvas. Pensei também que em breve iria apanhar uva-da-serra. Abri o frigorífico e retirei um frasco de compota de uva-da-serra para barrar na torrada. Enganei-me. Era efetivamente doce de amora. Devia rotular as compotas, mas nem sempre o faço. Confio na memória e limito-me a decifrar pelo exterior do frasco o conteúdo. Desta vez a estratégia não deu certo. Não fazia mal. Estamos no tempo das amoras. Iria apanhá-las para guardar este fruto de fim de verão e poder disfrutá-lo sempre que quisesse. De repente, pensei que aquele doce ficaria muito bem como recheio de uma torta. E, assim, tudo se concretizou em meia hora, ainda a tempo do café da manhã cá de casa. Para mim, toda a altura do dia podia ser o momento certo para se saborear um docinho. Cortei a torta em fatias generosas e acondicionei-as numa marmita para oferecer a amigos. A comida sabe sempre melhor quando é partilhada.

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Torta de Amora Silvestre

Ingredientes

6 ovos

150 g de açúcar (a receita dizia 200)

200 g de farinha (a receita dizia 250g)

1 colher de café de aroma de baunilha ( não incluído na receita original)

2 colheres de chá rasas de fermento para bolos

1 frasco de compota (usei de amora silvestre)

 

Preparação

Ligar o forno a 180ºC.

Bater os 6 ovos inteiros com 150 g de açúcar  durante dois minutos.

Juntar a farinha, 200 g,  o aroma de baunilha e duas colheres de chá rasas de fermento para bolos. Bater tudo.

Forrar o tabuleiro do forno com papel vegetal. Untar o papel vegetal com manteiga e polvilhar com farinha.

Verter o preparado para o tabuleiro.

Cozer durante 15 minutos.

Desenformar de imediato para cima de uma toalha polvilhada com açúcar. Deixar arrefecer 10 minutos e rechear com o doce que se desejar.

Usar a toalha para ajudar a enrolar a torta.

Dicas:

  1. Não deixar que a torta coza demasiado. Poderá ter tendência para quebrar ao desenrolar; Quinze minutos serão aqui suficientes.
  2. Desenrolar com cuidado, apertando a torta uniformemente contra a toalha polvilhada de açúcar.

torta de amora_foodwithameaningtorta de amora_foodwithameaning

 

receita adaptada do livro básico da Bimby