Sopa de alho-francês com quinoa vermelha…

O outono está prestes a chegar e, com ele, vem a vontade de comidas mais reconfortantes. As sopas, os cremes e os caldos fazem, sem dúvida, parte desta categoria.

Esta sopa de alho-francês, como a maioria das sopas que faço, tem na sua base um leve refogado em azeite. Acreditem que ficam mais saborosas assim. Para além disso, não leva batata. Substitui-a por chuchu, rico em fibra, alimento fundamental no controle do peso, dos níveis de açúcar no sangue e dos níveis de colesterol. É também uma boa fonte de vitamina C, folato, tiamina e riboflavina. O chuchu é pobre em sódio e rico em potássio, essencial para manter os níveis normais da pressão arterial. Na sua composição tem ainda outros minerais, como o cálcio, magnésio, fósforo e zinco.

Com o intuito de ainda acrescentar mais saúde a esta sugestão, incluí nesta sopa sementes de quinoa vermelha, rica em proteínas de alto valor biológico, em fibra, em ácidos gordos essenciais (ómega 3 e 6) e em antioxidantes. Não contém glúten e é de preparação muito simples (uma medida de quinoa para duas de água).

A quinoa é uma semente muito versátil. Pode conjugar-se como acompanhamento ou em saladas, substituindo a massa, o arroz e a batata.

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Ingredientes

  • alho-francês (6 unidades pequenas)
  • 3 cenouras médias
  • 3 chuchus
  • azeite
  • quinoa vermelha 50 g
  • azeite q.b.
  • sal q.b.

Preparação

  1. Lavam-se os alhos e cortam-se às rodelas fininhas. Reservam-se.
  2. Com um descascador, retira-se a pele às cenouras e cortam-se aos pedacinhos pequenos. Reservam-se.
  3. Descascam-se os chuchus e cortam-se em pedaços. Reservam-se.
  4. Num tacho, coloca-se azeite e o equivalente a dois alhos franceses. Reservam-se os restantes. Deixa-se refogar ligeiramente.
  5. Junta-se 2/3 das cenouras. Deixa-se refogar mais um pouco. 
  6. Adiciona-se água a ferver e o chuchu.
  7. Tempera-se com sal e deixa-se cozinhar.
  8. Quando os legumes estiverem cozidos, tritura-se a sopa, com a varinha-mágica. Acrescenta-se mais água, se necessário.
  9. Adiciona-se o restante alho-francês, a cenoura e a quinoa.(ver nota)

Nota. Cozi a quinoa à parte, recorrendo a duas medidas de água para uma de quinoa, com raminhos de hortelã e sal, e só depois juntei as sementes cozidas à sopa.

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Segundo o site http://www.eucomosim.com para cozinhar uma quinoa perfeita:

– Lave-a bem ! Há um revestimento amargo na pequena semente que precisa ser lavado . Use um coador de malha fina, para escorrer a água e evitar que as sementes se escapem.

– Não cozinhe demais nem coloque muita água! Ninguém gosta de quinoa mole ! Coloque duas medidas de água num tacho, deixe ferver e junte uma medida de quinoa. Cubra a panela , reduza o lume e cozinhe durante de 15 minutos .

– Tire o excesso de água. A quinoa mesmo depois de cozida verte muito água. Use o mesmo coador de malha fina.

– Deixa-a descansar. Coloque de novo a quinoa na panela ainda quente, tape e deixe descansar mais 15 minutos. Ao deixar a quinoa na panela quente, esta seca, fica mais leve e macia!

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Lievito madre…Pão de sementes

Este proposta que vos trago hoje foi uma das receitas confecionadas na formação que frequentei sobre Pão Artesanal, Risottos e Arancini, dinamizada pela formadora Ana Simas, após a mesma ter participado numa formação em Itália.  Éramos doze formandos muito entusiasmados e colaborativos e adorámos preparar os fermentos para o pão, os ingredientes para os risottos e, finalmente, moldar e fritar os arancini. Foi muito bom partilhar algumas horas com pessoas que, tal como eu, têm a paixão pela cozinha e adoram convívios culinários.
Desta formação ficou a vontade de fazer em casa o fermento natural, isco ou massa-mãe. Fui beber mais ensinamentos ao blogue do Filipe Frazão, Chilli com Todos, um blogue de referência para mim.

E cá está um pão rústico, delicioso e que inspira saúde.

Pão de Sementes

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Lievito Madre (fermento natural/ massa mãe)

Segundo o Filipe, “usar farinha biológica integral aumenta em muito a probabilidade de sucesso do starter. As farinhas integrais contém fungos importantes para o metabolismo da bactéria ácido-láctica, promovendo assim a fermentação natural. Como as farinhas não biológicas são lavadas com fungicidas, esses fungos são eliminados, reduzindo a probabilidade de sucesso. Em relação à água o princípio é semelhante, o cloro presente na água da torneira acaba por eliminar também os fungos que queremos preservar. A ideia é tentar manter a integridade biológica do starter nos seus primeiros dias de vida. Por isso usem água engarrafada e farinha biológica pelo menos nos primeiros dias, até o seu estado de fermentação ser suficientemente forte.”

Tal como o Filipe, eu fiz um starter de centeio.

Dia 1

  • 25g de farinha de centeio integral bio
  • 50g de água mineral a 35ºC/95°F

Total: 75g

“Misture a farinha e a água com os dedos num recipiente à parte até obter uma mistura pastosa (antes de misturar lave as mãos com pouco sabão). De seguida transfira essa mistura para o frasco, feche-o e reserve num local morno até o dia seguinte, longe de correntes de ar. Nunca o coloque directamente em cima de uma fonte de calor nem ao sol. Os fungos morrem a partir dos 60°. (As nossas mãos contém a bactéria lactobacillus sanfranciscensis, uma das bactérias presentes no sourdough, por isso é importante misturar com os dedos)

Dia 2

  • (75g do dia anterior)
  • 25g de farinha de centeio integral bio
  • 50g de água mineral a 35ºC/95°F

Total: 150g

Misture a farinha e a água num recipiente à parte. Transfira essa mistura para o frasco e envolva-a com a mistura do dia anterior. Feche o frasco e reserve num local morno até o dia seguinte.

Algumas bolhas devem começar surgir na superfície ao fim do segundo dia.

Dia 3

  • (150g do dia anterior)
  • 25g de farinha de centeio integral bio
  • 50g de água mineral a 35ºC/95°F

Total: 225g

Misture a farinha e a água num recipiente à parte. Transfira essa mistura para o frasco e envolva-a com a que já está lá dentro. Feche o frasco e reserve num local morno até o dia seguinte.

No terceiro e quarto dias começa a ocorrer um arejamento da massa, visível pela formação de bolhas nas laterais do frasco, uma estrutura semelhante a favos de mel.

Dia 4

  • (225g do dia anterior)
  • 50g de farinha de centeio integral bio
  • 50g de água mineral a 35ºC/95°F

Total: 325g

Misture a farinha e a água num recipiente à parte. Transfira essa mistura para o frasco e envolva-a com a que já está lá dentro. Feche o frasco e reserve num local morno até o dia seguinte.

Ao fim do quarto dia temos um starter com um aroma frutado e avinagrado e apresenta muitas bolhas. Está cheio de vida, repleto de fungos e ácido-láctico, pronto a ser usado na produção de pão!

No entanto, alguns starters podem levar mais tempo a desenvolver-se e a razão principal pode ser a temperatura. Se for o caso, espere mais um dia ou dois e mude o frasco para um local mais quente.” *

*fonte

Pão de Sementes com Lievito Madre (receita by Ana Simas)

Ingredientes:

  • 170g de grão e/ou flocos (usei centeio e trigo integral)+0,3 l de água+sal
  • 20 g de fermento natural (lievito madre)+ um pouco de água+um pouco de farinha T65
  • 500 g de farinha T65 + 20 g de sementes (usei girassol)+20 de erva doce ou de coentros

Preparação: 

  1. Dissolver o sal na água e juntar os grãos/flocos.
  2. Misturar o fermento com a água e a farinha e deixar levedar cerca de meia hora.
  3. Misturar a farinha com as sementes.
  4. Misturar tudo, juntar a água necessária e amassar muito bem.
  5. Polvilhar com farinha e deixar levedar cerca de 12 horas dentro de uma taça.
  6. Ao fim deste tempo, virar a massa (a massa abate) e deixar levedar mais 2 ou 3 horas.
  7. De preferência, usar uma base de ferro para cozer o pão.
  8. Aquecer bem a base, colocar a massa na base e levar a forno pré-aquecido a 180 ºC. Colocar uma taça com água dentro do forno.
  9. Coze cerca de hora e meia.

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Garoupa e Camarão na Wok

Este blogue é o espelho do que se vai cozinhando cá em casa. As receitas são por norma bastante diversificadas  e enquadram-se em diferentes categorias, porque por cá não se fazem todos os dias só bolos e bolachinhas (isso é que seria o paraíso para os meus filhos), mas também comida que põe mesa,  sempre com algum cuidado na apresentação dos pratos, já que os olhos são os primeiros a comer. Quase sempre apresento na mesa de refeições os pratos da mesma forma que os preparo para a fotografia. Foi o caso desta sugestão de peixe que trago hoje. A frigideira wok foi mesmo do fogão para a reportagem fotográfica e de seguida, e da mesma maneira, para a mesa. Afinal, quem não gosta de sujar pouca loiça?

Garoupa e Camarão na Wok

garoupa e camarão na wok

Ingredientes

  • 2 groupas médias à posta
  • 12 camarões
  • 1 lata pequena de tomate pelado triturado
  • 1 pimento vermelho
  • 1 copo de cerveja
  • mistura de 5 pimentas
  • 1 folha de louro
  • 2 bagas de piri-piri
  • 1 cebola média
  • 4 dentes de alho
  • 1 caldo de peixe
  • moinho de mistura oriental (composta por caril, erva-doce, cebola desidratada e cominhos-comprei no Lidl)
  • salsa para polvilhar
  • sal
  • azeite

Preparação

1. Faz-se um refogado com o azeite, o louro, a cebola e o alho. Junta-se o pimento vermelho às tiras e deixa-se alourar.

2. Adiciona-se as postas de garoupa.

3. Junta-se o tomate pelado triturado.

4. Rega-se com cerveja e deixa-se ferver.

5. Tempera-se com as especiarias e com pouco sal.

6. Acrescenta-se o caldo de peixe e tapa-se o tacho. Deixa-se ferver. Retificam-se os temperos, se necessário

7. Deixa-se cozinhar em lume baixo até o peixe estar cozinhado.

8. Polvilha-se com salsa e deixa-se cozinhar 2 minutos.

Servi este prato de peixe e marisco acompanhado de batata e legumes cozidos.

garoupa e camarão na wok

Trouxas de veja, linguiça e alho francês… e um pano lindo pintado à mão pela minha madrinha

Desde que me iniciei no mundo dos blogues de culinária, comecei a ser fã de props, ou seja, de loiças, talheres, panos de cozinha, toalhas, entre outras coisas para as quais vou encontrando utilidade na preparação do cenário das fotos. Por este motivo, a família, os amigos, e até algumas pessoas que conheço há pouco tempo, me têm presenteado com diversos mimos que para mim estão revestido de grande valor. Esta receita pretende enaltecer o gesto da minha madrinha, e a arte que desde cedo saiu das suas mãos, de uma funcionária pública e costureira dedicada, que criou para mim e para a minha irmã inúmeros conjuntos exclusivos, os quais revemos com carinho através dos álbuns de outros tempos. Para além da costura, a minha madrinha domina também a renda, o ponto cruz, a técnica do guardanapo, a técnica da areia em tela, a pintura em pano,vidro e a óleo. É uma pessoa dedicada à família e com um coração enorme! Obrigada madrinha por este pano lindo, a tua estreia em pintura em pano, que por este motivo encerra ainda mais valor.

A travessa tem a assinatura DeBORLA! É linda, não é?
trouxas de veja com linguiça e alho francês

Trouxas de veja, linguiça e alho francês

Ingredientes

  • 1 quilo filetes de veja
  • 1 limão (sumo)
  • 1 rama de alho francês
  • 2 cenouras
  • 1 linguiça
  • 200 dl de molho de tomate de compra
  • 1 copo de água
  • 1 raminho de salsa
  • 2 dentes de alho
  • 2 colheres de sopa de molho de soja
  • sal e pimenta q.b.

Preparação

  1. Coloque os filetes dentro de um recipiente e tempere com o sumo de limão, sal e pimenta. Reserve.
  2. Corte a rama de alho francês e a cenoura em rodelas. Usei uma mandolina para criar um efeito ondulado na cenoura. Leve ambos a saltear em azeite e alho durante três minutos.
  3. Corte a linguiça em fatias e leve a fritar na frigideira ligeiramente sem adicionar gordura.
  4. Ligue o forno a 180° C.
  5. Recheie os filetes com os legumes e a linguiça, fazendo camadas, ate com fio de cozinha e disponha dentro de um tabuleiro.
  6. Verta o molho de tomate e o molho de soja em volta e leve ao forno durante 20 minutos. Retire o fio de cozinha, corte ao meio e sirva de imediato.

Sugestão: Acompanhe com legumes cozidos.

trouxas de veja com linguiça e alho francês

trouxas de veja com linguiça e alho francês

Bom apetite!

Receita adaptada daqui

Polvo cozido com batatas salteadas

polvo cozido com batatas salteadas

Neste verão, têm sido confecionados pratos de polvo com alguma frequência, e tudo graças ao mergulhador de serviço cá de casa. E óbvio que não sou eu a detentora de tal destreza, mas sim o meu marido. É preciso ter conhecimentos sobre os hábitos do polvo e bastante habilidade para se conseguir apanhar um molusco destes. As nossas férias de verão na ilha do Pico concorreram para esta apanha e nós temo-nos deliciado com diversos pratos de polvo. Hoje, trago-vos a minha receita de polvo cozido, acompanhada de batatas salteadas com casca, que foram um aproveitamento de sobras de batata-nova cozida.

Esta travessa linda tem a assinatura DeBORLA!

polvo cozido com batatas salteadas

Ingredientes

  • 1 polvo de 3 quilos
  • 1 cebola grande
  • 1 folha de louro
  • 5 dentes de alho
  • 1 pimenta piri-piri
  • sal q.b.
  • batata-nova
  • azeite
  • tomilho fresco
  • alecrim
  • alho em pó
  • moinho de 5 bagas

 

Preparação

Deixe que o polvo descongele totalmente. Coloque água numa panela. Junte uma cebola cortada em 4 partes, dois dentes de alho, a pimenta e a folha de louro. Não tempere com sal. Deixe que a água comece a ferver. Não tape a panela. De seguida, pegue no polvo pela cabeça e introduza-o na água, segurando sempre a cabeça. Retire-o e introduza-o novamente. Faça isso mais uma vez. Tape a panela e deixe que o polvo coza. Com uma faca e um garfo, vá experimentando a consistência do polvo. Se optar pela panela de pressão, assim que a válvula começar a chiar, conte 20 minutos, desligue o lume e destape a panela. A estrutura fibrosa do polvo depende muito de onde é originário.

Escorra o polvo e corte-o separando os tentáculos.

Coza batata-nova de tamanho médio com casca. Depois de cozida, deixe arrefecer e corte-a em gomos. Reserve.

Numa frigideira, coloque 3 colheres de sopa de azeite, raminhos de tomilho e de alecrim e os 4 dentes de alho picadinhos. Leve a dourar o alho levemente.

Junte as batatas, polvilhe-as com um pouco de alho em pó, com mistura de cinco pimentas e deixe-as alourar de ambos os lados, virando-as com cuidado.

Coloque o polvo no centro de uma travessa e disponha as batatas à volta do mesmo. Regue com mais azeite e sirva de imediato.

polvo cozido com batatas salteadas

polvo cozido com batatas salteadas

polvo cozido com batatas salteadas

Comida com cor e sabor

esparguete de ameijoa e legumes chineses

Adoro fotografar alimentos coloridos, tais como a fruta e os legumes. Quando frescos são vibrantes e apelativos. Sabiam que a cor do alimento está relacionada com o nutriente que contém, sendo fundamental ingerir diariamente no mínimo um alimento de cada cor? Assim, quanto mais colorida estiver a alimentação, maior será a quantidade de nutrientes que serão oferecidos ao organismo. Consumir diariamente frutas, legumes e hortaliças de cores diferentes é garantia de ingestão de alimentos de baixas calorias e grandes quantidades de vitaminas e minerais, o que reduz significativamente o risco de desenvolver doenças cardiovasculares, diabetes, alguns tipos de cancro e outras doenças, que afetam em maior escala os países desenvolvidos.

Como sou adepta de refeições equilibradas, pois delas depende o bom funcionamento do nosso corpo, é também importante a ingestão de proteína animal, presente no leite e derivados, ovos e carnes (bovina, suína, aves, peixe), que é responsável pela síntese muscular e fornecimento de aminoácidos essenciais; dos cereais (massas, pães), responsáveis pela energia no nosso organismo e também as gorduras, cuja função é transportar vitaminas lipossolúveis e produzir certos hormónios. Como resultado destas preocupações surgiu este prato que devido à sua constituição é colorido, saudável e completo.

esparguete de ameijoa e legumes chineses

Curiosidades sobre a cor dos alimentos:

Amarelos ou alaranjados que contém carotenoides presentes nos alimentos como o mamão, melão, cenoura, manga, laranja, damasco, pêssego e abóbora que tem atividade antioxidante e anticancerígena. Também possuem vitaminas A e C, que ajudam a manter o sistema nervoso saudável, protegem o coração e a visão.

Azulados e arroxeados, tais como uva, ameixa, framboesa, beterraba, berinjela e repolho roxo possuem atividade antioxidante, retardando o envelhecimento. Também protegem o coração e previnem alguns tipos de cancro.

Brancos, como a couve-flor, batata, arroz, nabo, repolho, cebola e a banana constituem fonte de cálcio e potássio e são imprescindíveis para a formação e manutenção dos ossos e funcionamento do sistema nervoso e dos músculos.

Verdes, como abacate, brócolos, chuchu, kiwi, limão, pepino, vagem e os folhosos em geral, contém clorofila, ferro e vitamina A agindo na desintoxicação das células, protegendo contra anemia, anticancerígeno, inibindo o envelhecimento e protegendo a visão, coração, cabelo e pele.

Vermelhos, como morango, tomate, melancia, beterraba, framboesa, cereja e pimentão vermelho contêm licopeno que atuam como antioxidante, neutralizando os radicais livres e protegendo o coração. Também são fontes de vitamina C.

Castanhos, tais como aveia, nozes, castanhas, feijão, lentilha são ricos em fibras e vitaminas do complexo B e vitamina E, auxiliando no funcionamento do intestino e prevenindo doenças cardiovasculares.

Esparguete de ameijoa e legumes chineses

esparguete de ameijoa e legumes chineses

Ingredientes

– 1 pacote de 500 g de spaghettini
– 1/2 embalagem de legumes chineses congelados
– cogumelos frescos
– 1 embalagem de miolo de ameijoa
– 3 colheres sopa de soja
– 1 lata pequena de tomate triturado
– 1 cebola
– 3 dentes de alho
– sal e pimenta q.b.
– alho em pó
– sumo de 1/2 limão
– 1 colher de café de caril
– azeite q.b.

Preparação

1. Começar por cortar a cebola e o alho finamente e fazer um refogado em azeite. Juntar o miolo de ameijoa e os cogumelos frescos laminados. Deixar que destilem e cozinhem.  Juntar o tomate triturado, o molho de soja e o caril. Temperar com sal, alho em pó, pimenta e sumo de 1/2 limão. Deixar levantar fervura. Reservar.

2. Cozer os vegetais num tacho com água e sal durante 7/8 minutos. Escorrer bem após a cozedura. Aproveitar água da cozedura dos vegetais para cozer o esparguete. Escorrer o esparguete.

3. Juntar os legumes ao preparado  inicial, com o miolo de ameijoa, e deixar apurar um pouco.

4. Envolver o spaghettini neste preparado e servir.

 

 

Carré de borrego com sabores indianos e com laranja (e algumas confissões fotográficas à mistura)

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Carré de borrego com sabores indianos e laranja

Algumas pessoas que seguem o blogue perguntam-me se os pratos que confeciono são apresentados a pensar na reportagem fotográfica. Claro que são. Mas também lhes explico que as loiças que utilizo nas fotos são de facto as que de seguida vão para a mesa do almoço ou do jantar, conforme seja o caso. Quanto menos loiça se sujar tanto melhor. Confesso que esta atividade de foodblogger fez desenvolver em mim o vício da compra de props,  de todas as cores e feitios, recentes e ou com muitas histórias para contar, como as loiças que compro nas lojas de segunda-mão. Relativamente aos atoalhados, aos talheres e às peças decorativas que utilizo nas fotos, estes nem sempre são manipulados diariamente e encontram-se nos armários com gavetas e prateleiras apenas destinados à composição fotográfica. Para além disso, raramente se tornam práticos à mesa, especialmente quando dela fazem parte um adolescente com dificuldades em gerir o espaço  e uma criança com “bicho-carpinteiro”.

Acho que chegou a hora de desmistificar algumas ideias sobre a composição das fotos:

a) as bases onde fotografo não são as nossas mesas, salvo raras exceções (foram expressamente criadas ou recuperadas para o efeito);

b) não possuo um estúdio de fotografia em casa (apenas utilizo luz natural e tento tirar partido dela durante a exposição dos pratos  à mesma);

c) não possuo uma máquina fotográfica topo de gama (fotografo com uma Canon EOS 700D e com a respetiva lente de 18mm/55mm);

d)  nem todas as receitas que faço dão certo (na minha cozinha acontecem alguns desastres culinários, como em tantas outras, presumo);

e) não faço comida especial e fantástica todos os dias (muitas vezes, nas marmitas encontram-se almondegas com esparguete e salada de atum, o que causa por vezes indignação ao dono da marmita ao lado);

f) nem sempre o pessoal de casa gosta das minhas receitas (gosto de experimentar combinações  e temperos diferentes e nem sempre tenho palatos recetivos à estranheza e à novidade);

g) existem vozes descontentes (especialmente quando acontece algum atraso na sessão fotográfica e se encontram três esfomeados à mesa)

h) 90% das vezes fotografo com a comida já fria (o fumo do calor embacia a lente, a menos que se queira o efeito da fumaça, bastante difícil de se conseguir sem se proceder à utilização de layers). Algumas vezes, preparo previamente o prato para a foto  e o restante já está em cima da mesa, para que seja apreciado quentinho.

i) Não demoro uma eternidade na reportagem fotográfica, mas raramente tiro menos de 15 fotos a cada prato (normalmente, para evitar alguma perda de tempo, costumo, à medida que vou confecionando o prato, ir pensando na forma como o vou apresentar: loiça, talheres, atoalhados, peças decorativas, fundos, bases, flores, ervas aromáticas, etc. Vou compondo mentalmente todo o cenário que pretendo transmitir e, confesso, esta parte de food styling é mesmo o que mais prazer me dá neste hobby de foodblogger que abraço há 6 anos);

j) Não perco quase tempo nenhum com a edição das fotos. Um toque na luminosidade e no contraste acaba por ser o que faço na maior parte das vezes, por falta de tempo (tenho imensa pena que assim seja, já que com tempo e com o Lightroom, ou com outro programa de edição, poderia enriquecer as fotos).

Este carré  de borrego, a receita de hoje, teve de ser submetido a disparos muito rápidos, porque tinha de ser saboreado de imediato, daí eu estar um pouco descontente com as fotos. Contudo, garanto-vos que de sabor estava DELICIOSO!

Confissões e truques de amadora à parte, gostaria ainda de vos dizer que as travessas das fotos acima têm a assinatura DeBORLA e simplesmente não as dispenso porque as acho lindas.

Carré de borrego com sabores indianos e com laranja

Carré de borrego com sabores indianos e com laranja

Ingredientes para o Carré de borrego

  • 1 carré de borrego
  • azeite q.b.
  • 4 dentes de alho
  • 2 colheres de sopa de caril
  • 2 laranjas (sumo)
  • 1 malagueta
  • folhas de hortelã-pimenta
  • paus de canela
  • pimenta rosa
  • sal q.b.

Preparação

  1. Tempere a carne sal, com azeite, os dentes de alho picados, o caril, o sumo das laranjas, a malagueta picada, a pimenta rosa, as folhas de hortelã-pimenta e os paus de canela. Misture bem. Deixe marinar cerca de meia hora.
  2. Sele todos os lados da carne numa frigideira.
  3. Leve a carne ao forno, pré-aquecido a 180 ºC, durante 15 minutos.
  4. Sirva com laranja cortada em gomos ou fatiada.
  5. Acompanhe com as batatas da receita abaixo.

Ingredientes para as Batatas Assadas com Chili e Ervas Aromáticas

  • 1 quilo de batata vermelha (para assar)
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • alho em pó
  • sal
  • manjericão e tomilho fresco
  • flocos de chili

Preparação na Actifry

  1. Lave as batatas muito bem, limpando-as com um esfregão para retirar sujidade da pele.
  2. Corte cada batata no sentido do comprimento por duas vezes até formar 4 partes iguais (ver foto).
  3. Disponha as batatas na cuba da Actifry, tempere com sal, alho em pó, manjericão, tomilho e com flocos de chili.
  4. Marcar 15 minutos.

Servir de imediato.