Comida com cor e sabor

esparguete de ameijoa e legumes chineses

Adoro fotografar alimentos coloridos, tais como a fruta e os legumes. Quando frescos são vibrantes e apelativos. Sabiam que a cor do alimento está relacionada com o nutriente que contém, sendo fundamental ingerir diariamente no mínimo um alimento de cada cor? Assim, quanto mais colorida estiver a alimentação, maior será a quantidade de nutrientes que serão oferecidos ao organismo. Consumir diariamente frutas, legumes e hortaliças de cores diferentes é garantia de ingestão de alimentos de baixas calorias e grandes quantidades de vitaminas e minerais, o que reduz significativamente o risco de desenvolver doenças cardiovasculares, diabetes, alguns tipos de cancro e outras doenças, que afetam em maior escala os países desenvolvidos.

Como sou adepta de refeições equilibradas, pois delas depende o bom funcionamento do nosso corpo, é também importante a ingestão de proteína animal, presente no leite e derivados, ovos e carnes (bovina, suína, aves, peixe), que é responsável pela síntese muscular e fornecimento de aminoácidos essenciais; dos cereais (massas, pães), responsáveis pela energia no nosso organismo e também as gorduras, cuja função é transportar vitaminas lipossolúveis e produzir certos hormónios. Como resultado destas preocupações surgiu este prato que devido à sua constituição é colorido, saudável e completo.

esparguete de ameijoa e legumes chineses

Curiosidades sobre a cor dos alimentos:

Amarelos ou alaranjados que contém carotenoides presentes nos alimentos como o mamão, melão, cenoura, manga, laranja, damasco, pêssego e abóbora que tem atividade antioxidante e anticancerígena. Também possuem vitaminas A e C, que ajudam a manter o sistema nervoso saudável, protegem o coração e a visão.

Azulados e arroxeados, tais como uva, ameixa, framboesa, beterraba, berinjela e repolho roxo possuem atividade antioxidante, retardando o envelhecimento. Também protegem o coração e previnem alguns tipos de cancro.

Brancos, como a couve-flor, batata, arroz, nabo, repolho, cebola e a banana constituem fonte de cálcio e potássio e são imprescindíveis para a formação e manutenção dos ossos e funcionamento do sistema nervoso e dos músculos.

Verdes, como abacate, brócolos, chuchu, kiwi, limão, pepino, vagem e os folhosos em geral, contém clorofila, ferro e vitamina A agindo na desintoxicação das células, protegendo contra anemia, anticancerígeno, inibindo o envelhecimento e protegendo a visão, coração, cabelo e pele.

Vermelhos, como morango, tomate, melancia, beterraba, framboesa, cereja e pimentão vermelho contêm licopeno que atuam como antioxidante, neutralizando os radicais livres e protegendo o coração. Também são fontes de vitamina C.

Castanhos, tais como aveia, nozes, castanhas, feijão, lentilha são ricos em fibras e vitaminas do complexo B e vitamina E, auxiliando no funcionamento do intestino e prevenindo doenças cardiovasculares.

Esparguete de ameijoa e legumes chineses

esparguete de ameijoa e legumes chineses

Ingredientes

– 1 pacote de 500 g de spaghettini
– 1/2 embalagem de legumes chineses congelados
– cogumelos frescos
– 1 embalagem de miolo de ameijoa
– 3 colheres sopa de soja
– 1 lata pequena de tomate triturado
– 1 cebola
– 3 dentes de alho
– sal e pimenta q.b.
– alho em pó
– sumo de 1/2 limão
– 1 colher de café de caril
– azeite q.b.

Preparação

1. Começar por cortar a cebola e o alho finamente e fazer um refogado em azeite. Juntar o miolo de ameijoa e os cogumelos frescos laminados. Deixar que destilem e cozinhem.  Juntar o tomate triturado, o molho de soja e o caril. Temperar com sal, alho em pó, pimenta e sumo de 1/2 limão. Deixar levantar fervura. Reservar.

2. Cozer os vegetais num tacho com água e sal durante 7/8 minutos. Escorrer bem após a cozedura. Aproveitar água da cozedura dos vegetais para cozer o esparguete. Escorrer o esparguete.

3. Juntar os legumes ao preparado  inicial, com o miolo de ameijoa, e deixar apurar um pouco.

4. Envolver o spaghettini neste preparado e servir.

 

 

Espetadas de secretos de porco com cogumelos da Quinta do Ti Canoa

Segundo o dono da Quinta do Ti Canoa, que fica situada na freguesia da Terra-Chã, os cogumelos (que constam das fotos) possuem características terapêuticas. “Esta  propriedades medicinais do Pleurotus são conhecidas na Ásia, Europa Central, América do Sul. Estudos mostram que o género possui a capacidade de modular o sistema imunológico, possui actividade hipoglicémica e antitrombótica, diminui a pressão arterial e o colesterol sanguíneo, possui acção antitumoral, anti-inflamatória e antimicrobiana. Os componentes bioativos do pleurotus ostreatus parecem ter efeito na formação de células sanguíneas, tornando mais forte o sistema imunitário. Efeitos em termos anti-inflamatórios também estão descritos. Os alcaloides, flavonóides e terpenóides são as substâncias ativas responsáveis por efeitos em células cancerígenas. Estes efeitos não estão descritos em grandes ensaios clínicos mas já há muita investigação que mostra inibição da proliferação de células tumorais, sem prejuízo do normal crescimento de células saudáveis.”

Os cogumelos utilizados nesta receita vieram  cá para casa diretamente da Quinta do Ti CanoaFrescos, fresquíssimos! Uma delícia!
A Quinta aceita encomendas (965 896 112)!
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pleurotus ostreatus
pleurotus ostreatus
Resolvi confecioná-los na brasa intercalados com secretos de porco e pimentos.
Acompanhei-os com quinoa hidratada em sumo de laranja, uma dica deliciosa da minha amiga Dulce.

A quinoa é uma semente rica em vitaminas e minerais como ferro, magnésio, zinco e potássio. Para além disso,  tem apenas 374 calorias em cada 100 gramas e é bem versátil, uma vez que pode ser utilizada em entradas, acompanhamentos, saladas, pratos principais e sobremesas. Substitui o arroz e outros grãos na perfeição.

Mesmo que a maioria das quinoas embaladas, já tenham tido uma pré lavagem, é importante enxaguar as sementes para retirar a saponina. Para isso, basta encher uma tigela com água quente, adicionar a quinoa e deixar de molho durante 2 minutos, depois enxague bem mexendo com as mãos para tirar todas as impurezas e a saponina.

Preparação tradicional da quinoa

Adicione duas chávenas de água e deixe a água ferver, coloque 1 chávena de quinoa, 1 dente de alho esmagado, 2 folhas de menta e o sal, e mexa de vez em quando até levantar fervura. Assim que ferver, tape e reduza a temperatura e deixe cozinhar por mais 15 minutos. Deixe descansar com a tampa fechada durante 5 minutos antes de servir.

Dicas: A quinoa deve estar pronta quando ficar transparente com linhas brancas em volta. Solte os grãos com um garfo e sirva.

Preparação com sumo de citrino

Após a lavagem da quinoa, como acima se encontra explicado, escorri a água e espremi sumo de laranja até que este se sobrepusesse à quinoa. Deixei a hidratar e a cozinhar no ácido, no frigorífico, de um dia para o outro.

espetadas de secretos de porco com cogumelos pleurotus ostreatus
espetadas de secretos de porco com cogumelos pleurotus ostreatus
As tábuas têm a assinatura Gradirripas.
A tigela, com o acompanhamento de quinoa, encontra-se disponível nas lojas DeBORLA.
Ingredientes para 10 espetadas médias
  • 500 g de secretos de porco
  • cogumelos  pleurotus ostreatus 
  • 1 pimento verde
  • 1 pimento encarnado
  • 3 cebolas
  • alho em pó
  • sal
  • mistura de cinco pimentas
  • margarina Vaqueiro (no caso de grelhar na frigideira-grill)
  • azeite (no caso de grelhar na frigideira-grill)
  • sumo de limão ( antes de servir)

Preparação

  1. Corte os secretos em pedaços iguais. Tempere-os com sal, alho em pó e mistura de cinco pimentas. Reserve.
  2. Lave os pimentos, retire-lhes as sementes, corte-os em tiras largas e posteriormente em quadrados. Reserve.
  3. Corte a cebola em pedaços.
  4. Limpe os cogumelos com um pano, corte-lhe o extremo do pé, junto à raiz e reserve-os.
  5. Comece por inserir o pedaço de cebola no pau de espetada e depois vá intercalando a carne, com os pimentos e os cogumelos.
  6. Leve a grelhar na brasa, no grelhador elétrico ou numa frigideira-grill. Se optar pela frigideira-grill, verta um fio de azeite e um pouco de margarina vaqueiro, pois a carne ficará ainda mais saborosa, apesar de os secretos de porco já serem suculentos por si sós. Certifique-se que a grelha está bem quente antes de colocar a carne. Vá virando as espetadas para que os ingredientes grelhem de todos os lados.
  7. Regue cada espetada com sumo de limão antes de servir.
  8. Acompanhe com quinoa hidratada em sumo de laranja.

espetadas de secretos de porco com cogumelos e quinoa

 

espetadas de secretos de porco com cogumelos e quinoa

Quiche de carne, cogumelos, pimento e tomilho

Os dias chuvosos pedem sofás com mantinhas e fornos com comida de conforto a fumegar. Hoje, nesta 24ª Edição do Dia Um… Na Cozinha, em que o tema proposto é “quiches e tartes salgadas”, trago para o desfile uma tarte na qual o ingrediente principal são as sobras de carne assada . Acompanhámos a quiche com uma salada verde. Uma delícia reconfortante saboreada num dia frio e chuvoso.

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Ingredientes

(para 6 tarteletes e uma quiche com 20m cm de diâmetro)

Sobras de carne de vaca assada (desfiada)

8 ovos

1 pacote de natas

1 colher de café de sal grosso

mistura de cinco pimentas

mistura de especiarias barbecue (Lidl)

chili flakes (Lidl)

1/2 pimento encarnado

3 cogumelos frescos

tomilho fresco

1 base retangular de massa folhada

Preparação

1. Desfia-se a carne de vaca assada. Reserva-se.

2. Laminam-se os cogumelos e o pimento. Reservam-se.

3. Batem-se os ovos e adicionam-se as natas, o sal, a mistura de cinco pimentas e a mistura de especiarias para barbecue.

4. Junta-se a carne e os pimentos ao preparado anterior, reservando algumas tiras de pimentos para a decoração.

5. Desenrola-se a base de massa folhada e com as formas das tarteletes cortam-se seis unidades. Amassa-se e estende-se a massa folhada que sobrou e faz-se um círculo de massa do tamanho do tarteira de vidro (a minha tinha 20 cm de diâmetro).

6. Pincelam-se as formas e a tarteira com azeite e forram-se com a massa folhada.

7. Enchem-se com o preparado e decoram-se com os cogumelos.

8. Polvilham-se as tarteletes e a quiche com chili flakes e folhinhas frescas de tomilho.

9. Leva-se ao forno, pré-aquecido a 200 ºC, (apenas com a resistência inferior) durante 30 minutos as tarteletes e 40 minutos a quiche.

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Bom apetite!

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Convidei para jantar….Morten Harket

Aos 10 anos comecei a ter cantores favoritos. Estávamos em 1984/85. A década de oitenta estava repleta de artistas com guarda-roupa piroso, de onde destaco os casacos com ombreiras elevadas ao infinito por chumaços de espuma que alargavam o tórax e as costas ao artista mais franzino. Era também a época das popas descoloradas e seguradas por gel, das permanentes e de outfits coloridos. Tudo uma verdadeira desgraça, vistas bem as coisas agora à distância. Madonna dava os primeiros passos e o filme Top Gun, protagonizado por Tom Cruise, um verdadeiro destruidor de corações, esgotava todas as bilheteiras . No meio de tanta banda que eu seguia religiosamente através do programa Top +,  que passava na RTP 1 aos sábados, eu tinha um alaviu secreto: Morten Harket, o ex-vocalista dos A-ha, que cantava o ícone “Take on me”. Foram poucos os cantores noruegueses que alguma vez alcançaram tanto sucesso. Morten Harket tinha uma voz diferente das habituais e, para além disso, era lindo, de acordo com os meus questionáveis padrões de beleza da altura. Ao lado de Magne Furuholmen e Paul Waaktaar-Savoy, fez sucesso com canções como “Hunting high and low”, “You are the one”, “Cry wolf”, “Crying in the rain” e “Take on me”. Ei-lo aqui na revista Bravo, da qual eu era assinante compulsiva quase apenas pelo poster que continha no interior e que contribuia para o colorido das paredes do meu quarto e para o desespero da minha mãe, admiradora desde sempre do estilo minimalista, para não dizer impessoal, nos quartos de cama.

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Era ponto assente: amanhã nós teríamos cá em casa os A-hás todos . Quando confirmaram o jantar, os rapazes fizeram uma única exigência. O prato principal teria de ser carne. Desafio aceite.

O grupo A-ha em foto de divulgação dos últimos anos da banda, quando vieram ao Brasil (Foto: Divulgação)

Foram pontuais. Oito horas e cá estavam. O taxista que os trouxe pareceu muito surpreendido com a existência de uma casa neste sítio. Nunca tinha feito uma volta até aqui. Há sempre uma primeira vez para tudo e, no meu caso, aquele momento em que Morten Harket  saiu do carro foi uma primeira vez arrepiantemente estranha. Nem reparei que Magne e Paul saíam atrás dele. Só tinha olhos para esse meu ailaviu dos anos oitenta. Confesso que o meu marido demonstrava algum nervosismo. Também ele tinha sido fã dos A-ha. Morten mostrou-se muito tímido e acanhado e coube-me a mim fazer a primeira tentativa para quebrar o gelo. Quando me abeirei para cumprimentá-los surgiu uma nuvem de movimento por detrás de Morten que o deitou imediatamente por terra. Era o Stitch, um dos nossos cães cujo maior desejo na vida seria o deixar de ser trapalhão. Dificilmente o génio da lâmpada o concederá.

Deitado no chão de paralelos, Morten só dizia: What a clumsy dog!, e tentava levantar-se, ainda abafado pela energia do canídeo.

Que vergonha! – pensei eu. Que terrível comissão de boas-vindas.

Entrámos em casa. Morten perguntou onde ficava a casa de banho. Indiquei-lhe a porta e voltei à sala onde se encontrava o meu marido a desenferrujar o seu Inglês com os dois restantes noruegueses. Morten juntou-se ao grupo e enquanto o meu marido fazia de anfitrião, oferecendo-lhes um Porto, eu dirigia-me até à cozinha para ultimar o jantar. A mesa da sala de jantar estava posta e a conversa entre os homens fluía. Do lado de fora do grande vidro da porta da sala de jantar estava o Stitch já acompanhado pelo Wolf e pela Maxine, todos atentos ao que era dito cá dentro como se entendessem leitura labial e língua gestual. Sem que eu me apercebesse, Morten surge na cozinha no preciso momento em que eu retirava o tabuleiro do forno.

Do you need a hand?– perguntou-me. Como adoraria ter tido essa “hand” nos anos 80. Aceitei a ajuda e vi-o, pelo canto do olho, a transportar a assadeira até à sala de jantar. Pareceu-me, de repente, ainda mais sexy do que nos tempos da sua juventude. Meu Deus, não conseguia acreditar. O Morten estava ali, em carne e osso.

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O jantar foi bastante animado. Gostaram do vinho Terras de Lava que lhes servi com os rolos de frango com bacon. Falei-lhes no meu video clip favorito, o da música “Take on Me”. Elogiei-lhes a criatividade em conjugar a banda desenhada com uma história de amor, onde a rapariga é convidada a entrar na história como personagem, ideias inovadoras para a época. O vídeo retrata a banda numa animação de banda desenhada denominada de rotoscoping– explicou-me Morten- que combinava o desenho com a ação de personagens reais. Disse-me também que o vídeo fora premiado seis vezes e nomeado outras duas para a edição de MTV Video Music Awards quando decorria o ano de 1986.

Fizeram-me muitas perguntas sobre os Açores, por cujas ilhas estavam fascinados. E prometeram voltar, mas por mais tempo.

Os cães ladravam. O táxi estava de volta para os vir buscar. Partiram quando a noite já ia muito escura. E nós ficámos a dizer-lhes adeus até que o táxi desaparecesse na curva da estrada.

Com Morten Harken, um dos meus ailavius de adolescente, participo no desafio Convidei para Jantar do blogue Anasbageri.

Rolinhos de Frango e Bacon e Arroz de Cogumelos

rolinhos de frango e bacon

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Ingredientes para o frango

15 bifinhos pequenos de frango

15 fatias de bacon laminado (usei marca Continente)

1 pacote de sopa de cebola

3 colheres de sopa de molho de soja

1 pacote de natas light (200 ml)

queijo de São Jorge ralado q.b. (uns fios por cima de cada rolo)

orégãos secos ou frescos

azeite

1 cerveja mini

Preparação 

1. Cortam-se tiras de peito de frango praticamente do mesmo comprimento da fatia de bacon.

2. Envolvem-se de ambos os lados na mistura seca da sopa de cebola.

3. Dispõem-se as tiras de bacon e colocam-se por cima os bifinhos de bacon. Enrolam-se e espetam-se em palitos de madeira. Colocam-se no fundo da assadeira até perfazerem 15 rolinhos.

4. Em cima de cada rolo coloca-se um pouco de queijo de São Jorge ralado e risca-se toda a assadeira com fios de natas. Faz-se o mesmo com o molho de soja.

5. Rega-se tudo com a cerveja e com um generoso fio de azeite e polvilha-se com orégãos.

6. Leva-se ao forno pré-aquecido durante 30 minutos.

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Ingredientes para o Arroz de Cogumelos

1 chávena de arroz (usei basmati)

2 chávenas de água

azeite q.b.

2 dentes de alho

cogumelos (usei uma mistura de cogumelos congelados- marca Continente)

sal

Preparação

1. Faz-se um leve refogado com o alho (cuidado, para não deixar queimar)

2. Junta-se o arroz e deixa-se o arroz fritar um pouco mexendo sempre com a colher de pau.

3. Adicionam-se os cogumelos e mexe-se.

4. Junta-se a água a ferver e tempera-se de sal. Mexe-se. Deixa-se cozinhar com o tacho destapado.

Quando a água desaparecer da superfície do arroz, tapa-se o tacho e desliga-se o lume.
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Em jeito de piza havaiana…Em modo fim de semana

As semanas têm passado a correr e eu, embrenhada nos meus afazeres, não tenho dispensado muito tempo ao blogue. Muitas das receitas que tenho partilhado foram confecionadas há duas ou três semanas atrás, como é o caso desta piza. Com a filha mais nova no primeiro ano e o filho mais velho no oitavo, estes têm sido dias de azáfama e de habituação a novos horários escolares. Depois de os ir buscar à escola, coordeno as atividades de conservatório da filha com os compromissos desportivos do filho. Instala-se assim o corre-corre entre o lanche, as aulas de música e de dança criativa e os treinos de basquetebol. No pensamento encontra-se sempre o planeamento do jantar. E, no meio disto tudo, sobram para mim duas horas de almoço, semanais, destinadas à natação. A gestão da casa e a preparação das minhas aulas vão-se distribuindo pelos espaços em branco da semana e pelos serões dentro, numa ginástica quase que epopeica. Ser mãe, esposa e professora é assim.

Sabendo que a receita clássica de piza da Bimby nunca nos deixa ficar mal, e resolve algum jantar menos ponderado, e tendo sempre no frigorífico molho de tomate caseiro, não foi difícil compor a paleta de cores desta tela que se transformou numa quase piza havaiana, não fora a adição de sobras de paio, que, no meu entender, vieram acrescentar sabor e cor.

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Ingredientes

200 gde água

50 g de azeite

1 c. de chá de sal

400 g de farinha tipo 65

1/2 saqueta de fermento

molho de tomate caseiro ou tomate frito de compra

Orégãos

Sal

Queijo mozarela ralado

Camarões pequenos descascados

Cogumelos

ananás

Azeitonas pretas

sobras de paio (não incluído na tradicional piza havaiana)

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Preparação da massa na Bimby

1. Colocar a água, o azeite e o sal e programar 1 min/37ºC/vel 2.

2. De seguida, adicionar a farinha e o fermento e programar 2 min/vel espiga.

3. Retirar e deixar a massa levedar num local morno.

4. Numa superfície polvilhada de farinha estender a massa com um rolo de massa conferindo a forma de retângulo.

5. Colocar papel vegetal no tabuleiro do forno e transferir a massa para o tabuleiro

6. Com um garfo picar a massa e pré-cozinhar a base da pizza até dourar ligeiramente.

 

Preparação do molho de tomate ( a receita encontra-se aqui)

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Preparação do recheio

1. Na massa pré-cozinhada, espalhar o molho de tomate e juntar uma pitada de orégãos e de sal.
2. Juntar um pouco de queijo mozarela, e espalhar  os camarões, os cogumelos e o paio fatiado finamente. Rematar com as rodelas de ananás.
3. Terminar com mais queijo mozarela, com as azeitonas e polvilhar com mais orégãos.
4. Levar ao forno durante cerca de 15 minutos.

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Antes de servir, espalhar em cima da piza algumas folhas de manjericão fresco.

Só para quem gosta de comida chinesa

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Com certeza o mesmo acontece convosco. Há dias em que apetece comida de outras paragens. Estes surtos repentinos acontecem-me muito com a comida japonesa, chinesa e indiana. Infelizmente, como nesta ilha pequena em que vivemos não existem restaurantes com especialidades destes países, resta-me recriar em casa a materialização dos apetites. Isto aconteceu com este frango com legumes chineses e amendoim.

No caso do sushi, já não me atrevo na reprodução. Deixo esta arte para quem de direito. Aqui na ilha, aconselho contatarem Manuno Sushi. É, sem sombra de dúvida, o melhor sushi de todos os tempos.

Ingredientes

2 peitos de frango cortados aos cubinhos
100 g de amendoim
5 colheres de sopa de molho de soja
óleo de amendoim q.b.
2 dentes de alho
1/2 pimento vermelho
1 embalagem de mistura chinesa (cogumelos, rebentos de soja, algas, bambu, pimento, ervilhas na vagem, cebola…)
sumo de limão
mistura de pimentas
sal

Preparação

1.Torram-se os amendoins sem pele.

2.Tempera-se o frango, com alguma antecedência, com limão, sal, mistura de pimentas e molho de soja.

3.Num wok, aloura-se o alho picado no óleo de amendoim, junta-se o frango com a marinada e frita-se.

4.Juntam-se os legumes, mais umas colheres de molho de soja, temperam-se com sal e tapa-se o wok com uma tampa de um tacho.

5.Quando os legumes já estiverem cozinhados e al dente, apaga-se o lume e salpica-se tudo com os amendoins.

Acompanha-se com massa chinesa.

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Um passeio na “floresta” e sopa rústica de cogumelos

Tenho a sorte de morar numa zona muito arborizada. Para construírmos a casa, nós tivemos mesmo de desbastar parte das árvores. Existem também matas nos quatro limites do nosso terreno, portanto, os passeios pedestres são um hábito mesmo de inverno.

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Seguimos os trilhos feitos pelo Homem, e por alguns animais, e respiramos o melhor da natureza.  Apesar de conhecermos quase todos  os itinerários, há sempre em todos eles um elemento surpresa. E os diferentes elementos dos nossos passeios davam para outras tantas histórias.E lá vamos os cinco. Sim cinco, porque, para além de nós quatro, levamos sempre o nosso Labrador, que segue à frente, como se fosse um detetor de minas e armadilhas, farejando tudo à passagem e desaparecendo por entre a folhagem.

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A verdade é que, retirando o pormenor de certos cães, mais ou menos ferozes, que, por vezes, encontramos no caminho, o passeio é um excelente retemperador de energias. Os miúdos adoram calcar as folhas de eucalipto e sentir-lhes o cheiro, saltar por cima de ramos caídos, espreitar por entre as árvores e parar para apreciar as flores e os líquenes selvagens. Imaginam tocas de coelhos e casas de duendes nos buracos das árvores e correm felizes à nossa frente.

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Desta vez, parámos para apreciar estes cogumelos que acabaram de servir de inspiração para esta sopa reconfortante.

Sopa Rústica de Cogumelos 

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Ingredientes

1 embalagem de mistura de cogumelos (marca continente)

1 batata doce grande

1 batata branca

1 cenoura pequena

1 cebola

água q.b.

sal

azeite

1 colher de sobremesa de natas por prato

 

Modo de Preparação

1. Num tacho, faz-se um refogado leve com cebola e azeite. Quando esta estiver translúcida, adiciona-se 2/3 do conteúdo da embalagem de cogumelos. O restante será para adicionar após o creme estar pronto. Mexe-se com uma colher de pau.

2. Junta-se a cenoura picada, a batata-doce e a batata branca aos pedaços e cobre-se tudo com água.

3. Tempera-se com sal e deixa-se cozinhar com o tacho tapado.

4. Quando cozinhado, tritura-se com a varinha-mágica. Se constatarmos que o creme está muito espesso, acrescenta-se mais um pouco de água e deixa-se levantar fervura antes de se adicionar os cogumelos reservados.

5. Coze mais 10 minutos.

6. Na momento de servir, coloca-se em cada prato de sopa uma colher de sobremesa de natas.

Obs. Esta é uma sopa que deve ser servida bem quentinha.

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