Marmelos assados com vinho do Porto e especiarias

Já há imenso tempo que pretendia fazer uma receita com marmelos. Queria que fosse algo que não a simples marmelada, apesar de gostar imenso dela. Lembrei-me do blogue da Isabel Rafael, o inspirador  Cinco Quartos de Laranja, pois tinha a ideia de por lá já ter visto publicadas algumas receitas com este fruto. A pesquisa conduziu-me até a um post que compilava vinte receitas onde o marmelo estava presente. Comecei a clicar nos links e a desfolhar as receitas: umas mais simples e outras mais desafiantes. Depois, pensei que o melhor mesmo seria começar a aventura com este fruto através de uma receita descomplicada: a de marmelos assados com vinho do Porto e especiarias.

Aprovadíssima!

E viva o outono e os seus frutos!

marmelos assados com vinho do porto e especiarias

marmelos assados com vinho do porto e especiarias

Ingredientes

  • 3 marmelos
  • sumo de 1 limão
  • 2 dl de água
  • 4 colheres de sopa de açúcar mascado escuro (usei claro)
  • 1 dl de vinho do Porto
  • 1 pau de canela (substitui por uma colher de café de canela em pó)
  • 1 estrela de anis (coloquei duas)

Preparação

1. Colocar o sumo de limão, a água, o açúcar, o vinho do Porto, a canela e o anis num tacho. Levar ao lume e deixar ferver uns minutos.

2. Cortar os marmelos ao meio. Deixar a casca. Retirar as sementes.

3. Numa assadeira, dispor os marmelo com os cortes para cima e regar os marmelos com a calda de açúcar, vinho do Porto e especiarias.

4. Levar a assar em forno pré-aquecido a 200 ºC durante 60 minutos. Durante a assadura virar os marmelos e regá-los com o molho.

Sugestão de acompanhamento:

Servir os marmelos assados com uma bola de gelado de baunilha.

marmelos

marmelos

marmelos assados com vinho do porto e especiarias

Fizz de Figo e Bourbon…porque há figos e ainda é verão

Simplesmente porque há figos e porque temos sido abençoados por dias quentes de verão (furacão Gaston à parte, que felizmente mal se sentiu) tenho tido mais vontade de preparar bebidas do que propriamente pratos elaborados. Assim sendo, surgiu este fizz refrescante e pouco doce, apesar da presença do figo. Fiz uma versão virgin e uma com whisky (pouco) para mim. A idade leva-nos a apreciar estes pequenos prazeres!

Já agora, para quem não sabe, o whisky é classificado da seguinte maneira: Se é escocês é Scotch, se feito nos Estados Unidos é Bourbon, se inglês é whisky e se irlandês é whiskey (ou irish whiskey).

Vamos então à receita!

 

Fizz de Figo e Bourbon

fizz de figo e bourbon

Ingredientes (para dois copos)

  • 1 figo sem casca
  • 2 a 3 folhas de menta
  • 2 cubos de açúcar mascavado
  • 1/4 chávena de chá de bourbon
  • cubos de gelo
  • 1/2 chávena de chá de ginger ale (fresco)

 

Preparação

Triture o figo e as folhas de menta, com a varinha mágica. Coloque este puré num cocktail shaker. Adicione os cubos de açúcar. Feche o shaker e mexa energicamente. Acrescente o whisky e cubos de gelo suficientes para encher o shaker (cerca de uma chávena). Feche novamente e mexa vigorosamente cerca de 30 segundos. Verta para um copo alto, previamente com 3/4 da capacidade de cubos de gelo. Acrescente  o ginger ale fresquinho. Decore o copo com meio figo ou com folhas de menta e sirva de imediato.

figo pingo mel

fizz de figo e bourbon

Gin and tonic…A Vida No Campo… em fim de tarde

gin com cuca melon, pimenta rosa e anis estrelado

gin com cuca melon, pimenta rosa e anis estrelado

gin com cuca melon, pimenta rosa e anis estrelado

O gin, bebida  desenvolvida através da baga de zimbro, foi criado na Holanda pelo médico De La Boe, por volta do século XVII e pretendia apenas servir objetivos medicinais. No início do século XVIII, com a ameaça dos destilados holandeses e dos vinhos franceses,  a Coroa Britânica começa a restringir as importações, com o intuito de proteger a produção inglesa. Esta medida deu origem ao aumento da produção do gin britânico, fazendo dele o gin mais famoso do mundo.

Existem imensas marcas de gin, para todos os paladares e bolsos: Hendrick’s, Bulldog, Gordon’s, Bosford, Tanqueray, Beeffeater, Nordés, Sharish, Opihr, nº3, Jodhpur, Plymouth, Bombay. A lista é infindável. Até já temos gin made in Açores, o Azor Gin.

Os entendidos na preparação do gin seguem uma série de regras de ouro:

  • Torcer uma tira de casca de limão por cima ou no rebordo do copo e adicioná-la à bebida. A ideia não é deixar o gin a saber a sumo de limão, por isso não convém colocar a rodela inteira do citrino, mas apenas uma tira de casca sem a parte branca. Para além disso, o sumo de limão torna o gás da água tónica mais fraco.
  • Tendo em conta que o gás é elemento fundamental do gin tónico, ao preparar-se o gin deve-se verter  a água tónica por cima de uma colher torcida. Também não de deve mexer o gin tónico depois de pronto, apenas dar uma volta ao copo com a colher e muito lentamente.
  • Para evitar que os cubos de gelo derretam rapidamente e deixem o gin aguado, devem usar-se  cubos de gelo grandes e consistentes. Convém também acabar de se beber o gin antes de o gelo derreter.
  • Da mesma forma que o gin não tem de ser apenas de origem inglesa, a água tónica não tem de ser Schweppes. Existe a opção Fever Tree, que é surpreendente.
  • Quanto ao tipo de copo a utilizar,  o gin tónico não deve ser bebido num copo alto mas sim num copo de balão porque tem uma boca mais larga e quando se saboreia sentem-se melhor os aromas que estão no copo. Mas o que é certo é que os Ingleses continuam a servir os gins em copos altos.

Como esta semana se tem mostrado muito quente e solarenga, o gin tem sido apreciado ao fim de tarde e na companhia do mais recente livro de Joel Neto, A Vida no Campo. Natureza, sossego, boas leituras e um copo de gin são excelentes companheiros!

Esta minha versão de gin não tem a presença de citrinos, mas de micro pepino e de especiarias. Ora vejam!

gin com cuca melon, pimenta rosa e anis estrelado

 

Gin com Cuca Melon, Pimenta Rosa e Anis Estrelado

 

Ingredientes

Para cada copo:

  • 4 ou 5 cubos de gelo (quanto maiores os cubos melhor)
  • 2  a 3 micro pepinos (cuca melon) – originários da Quinta Biológica do Ti Canoa
  • 2 bagas de zimbro
  • 1 estrela de anis, pimenta rosa
  • 5 cl de Gin
  • 20 cl de água tónica

Preparação

Inserir no copo as pedras de gelo.

Dar uma volta com uma colher de bar para arrefecer as paredes do copo de balão ou utilizar um copo previamente arrefecido 

Verter 5 cl de gin através de uma colher de bar. Se não tiver este tipo de colher retorcida, incline o copo e deixe que o gin deslize lentamente. A quantidade máxima de gin deve ser 6,5 cl. A cima disso, a bebida saberá muito a gin. Abaixo disso, saberá muito a água tónica.

Colocar rodelas de pepino (utilizei micro pepinos cuca melon).

Colocar as bagas de zimbro, ligeiramente apertadas entre os dedos para libertarem sabor, uma estrela de anis e uns grãos de pimenta rosa.

Adicionar 20 cl de água tónica neutra. (A água tónica, à semelhança do gin, é um mundo. Há águas mais e menos amargas e há, inclusive, tónicas com sabores)

Saboreie de imediato!

 

Bom fim de semana!

 

Tarte merengada de limão

Podem não acreditar, mas desde que o verão começou eu já fiz esta receita seis vezes, e nem um mês e meio passou ainda.  A receita foi-me transmitida pela cunhada da minha irmã, depois de eu ter experimentado a tarte feita por ela por altura do aniversário do meu afilhado. Fiquei-lhe muito grata quando partilhou a receita comigo. Ambas pensamos que as coisas boas só fazem sentido se forem partilhadas. E lá seguiu esta tarte para um almoço de churrasco, onde foi muito apreciada.

Tarte Merengada de limão

tarte merengada de limão

Base:

  • 1 pacote e meio de bolacha Maria (triturada) – 225gr
  • 3 colheres (de sopa) de manteiga amolecida
  • 2 colheres de sopa de licor de amora (adaptação minha)
  • Leite q.b. (1 colher ou duas de leite- quantidade que costumo pôr)

Misturam-se estes ingredientes e forra-se uma tarteira, preferencialmente de base amovível e com tamanho convencional, previamente untada com manteiga. Pica-se o fundo cá e lá com um garfo para evitar que ao cozer a base de bolacha empole.

 

Recheio:

  • 6 gemas de ovos
  • 2 latas de leite condensado (normal)
  • Raspa de 1 limão grande (coloco raspa de 2 limões se estes forem pequenos e ainda o sumo de meio limão)

Batem-se as gemas e mistura-se o leite condensado, a raspa e o sumo de limão.

Coloca-se por cima da base e vai ao forno, pré-aquecido a 200 ºC – apenas com resistência inferior- até ficar consistente (cozido).  Faça o teste do palito até ele sair seco. Retira-se do forno.

Batem-se 6 claras em castelo e adicionam-se com 4 colheres de açúcar até formar um merengue. Encha um saco de pasteleiro com o merengue e desenhe a terceira camada da tarte.

Vai ao forno novamente a alourar o merengue, apenas com a resistência superior. Vigie constantemente para que não queime. Não necessitará mais do que 5 minutos.

Deixe arrefecer a tarte merengada e sirva-a ainda morna ou à temperatura ambiente. Ligeiramente refrigerada também é uma delícia.

tarte merengada de limão

Frozen de Piña Colada…uma receita para dias quentes

Para a edição do passado mês de julho, a revista Segredos de Cozinha pediu-me que desenvolvesse uma receita bem fresca, ideal para dias quentes e momentos de descontração. Surgiu, assim, a ideia deste frozen, um género de quase granizado, mas para adultos, devido à presença de rum. Há sempre a hipótese de eliminar a bebida alcoólica, transformando-a num cocktail sem álcool, para quem assim o preferir ou até mesmo para incluir as crianças na celebração do verão.

frozen de pina colada

frozen de pina colada

 

Ingredientes

  • sumo de abacaxi natural ou de compra
  • 1 medida* de sumo de abacaxi
  • 1/2 medida* de rum
  • 1/4 medida* de leite de côco
  • 1/4 medida* de leite condensado
  • raminhos de hortelã-pimenta para guarnecer 

*A medida pode ser uma chávena de chá

Preparação

1. Descasque o abacaxi, retire o centro e corte-o aos pedaços.
2. Triture o abacaxi num copo liquidificador ou num robô de cozinha até que se transforme em sumo com polpa ou utilize sumo de abacaxi de compra
3. Coloque a medida de sumo, a 1/2 medida de rum, 1/4 da medida de leite de côco e 1/4 da medida de leite condensado.
4. Repita esta receita as vezes que necessitar para obter a quantidade desejada.
5. Coloque a piña colada num marmita de vidro e leve ao congelador cerca de duas horas, até que comece a transformar-se em granizado.
6. Sirva em copos de cocktail ou em copinhos de shot, guarnecidos com pedaços de abacaxi com casca ou raminhos de hortelã-pimenta.
 frozen pina colada
frozen pina colada

Maçãs e licor de amora dos Açores combinam

maças assadas

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Esta é mesmo uma das minhas sobremesas favorita, definitivamente.  A combinação da maçã com o licor e com as especiarias (canela e gengibre) faz com que esta seja uma sobremesa muito perfumada. É também, sem dúvida, uma receita muito saudável porque pouco calórica. Se a maçã for bem docinha, podemos dispensar perfeitamente a utilização de açúcar.
Então, fiz assim: comprei  maçãs Canada Gris ou Reineta, lavei-as muito bem, descarocei-as e coloquei-as na Actifry. Podem fazer o mesmo procedimento e assá-las no forno num tabuleiro, mas mesmo em forno pré-aquecido demorarão mais de 15 minutos a assar – o tempo que levam a cozinhar na Actifry. De seguida, preparei uma mistura de canela, gengibre e açúcar e enchi cada buraquinho de maçã até meio com este preparado. Reguei as maçãs com licor de amora, a gosto.  Depois,  marquei 15 minutos na Actifry e esperei que as maçãs arrefecessem.

Podem acompanhar esta sobremesa com uma bola de gelado de baunilha, se gostarem.

maçãs assadas

Diapositivo4

maçãs assadas

Um dos Pudins desta Páscoa

Este pudim foi uma das sobremesas do nosso almoço de Páscoa. O facto de poder ser confecionado de véspera facilita imenso a gestão das receitas que terão de ser efetivamente elaboradas no próprio dia da festa. Caracteriza-se por ser uma sobremesa em camadas, muito parecida ao bolo de bolacha, mas desta vez na versão pudim com amêndoa torrada incorporada e decoração alusiva à Páscoa.

Pudim de Café com Amêndoa e Chocolate
Pudim de Café, Bolacha e Chocolate

Pudim de Café, Bolacha e Chocolate

Ingredientes

2 pacotes de natas (400 ml)- Novaçores

2 pacotes de bolacha Maria

100 g de miolo de amêndoa triturado e torrado

1 lata de leite condensado cozido

2 cálices de licor de café

2 chávenas de chá de café expresso

200 g de chocolate de leite com amêndoas para os ovos

chocolate branco  e chocolate negro (decoração)

 

Preparação

0. Torra-se a amêndoa no forno ou numa frigideira anti-aderente. Deixa-se arrefecer totalmente.

1. Batem-se dois pacotes de natas até estarem consistentes.

2. Junta-se o leite condensado cozido e bate-se novamente.

3. Adiciona-se o licor de café. Bate-se.

4. Faz-se o café expresso, uma chávena de chá cheia de cada vez.

5. Molham-se as bolachas de um lado e do outro no café rapidamente para que não fiquem moles. Colocam-se a escorrer num prato.

6. Coloca-se um pouco de creme no fundo de uma taça alta. Em cima do creme dispõem-se as bolachas escorridas e cobre-se com mais uma camada de creme. Faz-se o mesmo até se esgotarem as bolachas e o creme. Entre camadas, dispõem-se as amêndoas torradas.

7. Derrete-se o chocolate de leite e amêndoas em banho-maria ou no micro-ondas em períodos de 30 segundos, mexendo entre sessões. Coloca-se em formas de silicone com o feitio de metades de ovos de páscoa. Vai ao frigorífico cerca de uma hora, no mínimo.

8. Decora-se o pudim com com raspas e pedaços de chocolate negro e branco. Termina-se com os ovos de chocolate confecionados e com mais raspas de chocolate branco.

9. Vai ao frigorífico um mínimo de 6 horas antes de servir.

Pudim de Café, Bolacha e Chocolate

Pudim de Café, Bolacha e Chocolate