Arancini…e as experiências italianas continuam cá por casa

Os arancini são um produto tradicional da culinária da ilha da Sicília, na Itália. Consistem num pastel de arroz frito recheado com um molho de carne picada. Por vezes, é também preenchido com molho de tomate, queijo, ervilhas ou outros ingredientes como frutos secos: tomate, pistácios, etc. O nome arancino é derivado da palavra italiana arancia, que significa laranja, devido à sua semelhança com este fruto.

O arancino foi inspirado pelos árabes, que habitaram a região e consumiam arroz e açafrão, com ervas e carne. A parte panada foi introduzida na corte de Frederico II, como forma de conservar durante mais tempo o alimento, quando fosse necessário transportá-lo, em viagem, na caça ou no trabalho no campo.

Em Palermo, celebra-se anualmente o dia de Santa Luzia, em 13 de dezembro, sendo tradicional o consumo de arancini com vários recheios e formas.

Tradicionalmente, o arroz é cozido e depois misturado com manteiga e queijo pecorino, devendo em seguida ser arrefecido numa tábua de mármore. Depois, os pastéis são moldados com a forma desejada, colocando-se no meio uma porção do recheio a gosto. Por fim, são passados por farinha (facultativo), ovo batido e pão ralado, ficando assim prontos para serem fritos. Em Palermo, é comum usar-se açafrão para conferir uma tonalidade dourada ao arroz.

Muitas vezes, os arancinis são feitos com sobras de risotto, como foi o caso deste, que foi confecionado de acordo com  a receita de risotto de chouriço publicada recentemente.

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Retirei do frigorífico as sobras de risotto e moldei bolas com o tamanho de brigadeiros. Se a massa estiver a agarrar muito nas mãos, o que normalmente não acontece se o arroz estiver frio ou refrigerado, pode molhar as mãos com água para facilitar.

Depois de feitas as bolinhas, bata um ovo inteiro com um garfo e passeos aracini pelo ovo e de seguida por pão ralado. Se o arroz não estiver muito consistente, convém passar as bolas por farinha, antes de passar pelo ovo.

Frite em óleo bem quente e abundante, para que as bolinhas fiquem cobertas e não em contacto com o fundo do tacho. Passado poucos segundos depois de serem mergulhadas no óleo, ficam a boiar e rapidamente douradas.

Retire-as com uma escumadeira e coloque-as a escorrer em papel de cozinha.

Sirva os arancini com molho de tomate, aioli ou molho de iogurte.

Acompanhei com aioli e com rodelas finas de kumquat. Este citrino casou muito bem com o risotto de chouriço, conferindo frescura.

Para fazer o  molho aioli,  separe as gemas das claras dos ovos.

Assim que tiver as gemas separadas, acrescente os alhos picados e o sal a seu gosto.

Assim que tiver todos os ingredientes no mesmo recipiente, tem que mexê-los até que consiga uma massa uniforme.
Adicione o azeite. Para isso, primeiro tem que deixar cair gota a gota e ir aumentando a quantidade de azeite até que por fim consiga a consistência desejada.
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Um mega post…Em jeito afrodisíaco…

Faz hoje uma semana desde o último workshop DeBorla. O tema, Receitas Afrodisíacas para o Dia dos Namorados, caracterizou-se por ser um grande desafio. De entre os workshops que realizei na loja da Terceira, este excedeu sobremaneira todas as expetativas em muitos aspetos.  As receitas foram sendo confecionadas ao longo da tarde entre  sabores, aromas, explicações e boa-disposição. A loiça da loja concorreu, sem dúvida, para o embelezamento das sugestões apresentadas.

Venham então comigo nesta viagem!

food blogger Patrícia Cheio

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foodwithameaning

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menu afrodisíaco_foodwithameaning

 

 

 

Entradas

Paté de Veado 

paté de veado

Inicialmente, iria servir o paté de veado como topping de crostini (fatias de baguete fininhas torradas no forno, pinceladas com azeite e salpicadas de pimenta). Resolvi simplificar a entrada e utilizei breadsticks (gressinos) de pão, de compra,  para acompanhar com o paté.

Para o paté irão necessitar de uma embalagem de paté de veado Quinta dos Jugais, com 100 g, de mini-tostas, de 100 g de queijo creme, uma colher de chá de sumo de limão ou um toque de raspa de limão. Misturem todos os ingredientes até se obter a consistência desejada. Decorem com germinados de alho-francês, da Verde Vivo.

(Poderão encontrar o paté de veado na loja Raminho de Salsa, no Mercado Duque de Bragança)

 

Figos Secos com Queijo de Cabra Curado, Mel e Nozes

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Prato de Peixe

Camarão com Algas, Leite de Côco e Caril

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Camarão com Algas

Ingredientes

  • 1 caixa de camarão ou de gambas
  • 1 lata de leite de côco
  • caril
  • algas (Tok de mar)
  • manteiga
  • azeite
  • 1 cabeça de alho
  • Piri-piri
  • Sumo de meio limão
  • sal

Preparação

Retira-se o camarão do congelador e deixa-se descongelar num recipiente com água. Escorre-se muito bem. Numa tigela, colocam-se as algas, que se tapam com água para que hidratem. Numa frigideira grande, de paella, colocam-se dentes de alho esmagados, pedaços de manteiga, um pouco de azeite e piri-piri fresco. Quando a manteiga começar a derreter, vai-se adicionando o camarão até cobrir o fundo da frigideira. Deixa-se fritar de um lado e do outro. Reservam-se os camarões numa travessa. Verte-se por cima destes o sumo de meio limão. Na mesma frigideira, verte-se o leite de côco, tempera-se com sal e juntam-se as algas hidratadas e todos os camarões, envolvendo-os no molho. Deixa-se o molho apurar e serve-se de imediato com arroz branco ou marroquino (ver receita – acompanhamentos)

(Poderão encontrar as algas à venda na loja Raminho de Salsa, no Mercado Duque de Bragança)

(Decoração com germinados de alho-francês Verde Vivo)

Acompanhamento do Prato de Peixe

Arroz Marroquino

Arroz Marroquino

Ingredientes

  • 1 chávena de arroz (vaporizado ou basmati)
  • 2 chávenas de água
  • 2 dentes de alho
  • 1 pau de canela (que retirei após cozinhado)
  • 1 cravinho
  • 2 folhas de hortelã (que retirei posteriormente)
  • 1 punhado de sultanas
  • 1 punhado de cajus (não coloquei)
  • 1 colher de sopa de manteiga
  • sal

Preparação

Faz-se um refogado com o alho em manteiga. Colocam-se as sultanas até ficarem inchadas e luzidias. Adiciona-se o arroz e os restantes ingredientes. Envolve-se com a colher de pau por instantes. Junta-se a água e deixa-se cozinhar.

Prato de Carne

Rolinhos de Porco com Morcela com Torre de Batata-Doce e Ananás caramelizado

Rolinhos de Porco com Morcela

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Ingredientes

  • Bifanas de porco
  • Morcela
  • Bacon laminado
  • Azeite
  • Chutney de damasco e tâmaras
  • Germinados para decorar

Preparação

Pré-aqueça o seu forno a 160ºC de temperatura. Tempere as bifanas com sal, alho em pó e pimenta. Recheie-as com morcela sem pele. Envolva-as em tiras de bacon e ate-as com fio de cozinha, para não perderem a forma. Numa frigideira de fundo anti-aderente, aqueça um fio de azeite e junte ainda algumas tiras de bacon, para largarem gordura. Nessa gordura, junte os rolinhos e deixe-os dourar bem, de ambos os lados, antes de os levar ao forno para acabarem de cozinhar por uns vinte minutos. Poderá optar por fazer um rolo maior e levar diretamente ao forno, sem passar na frigideira. Sendo assim, terá de aumentar o tempo de cozedura para 45 a 60 minutos. Retire os fios e fatie os rolinhos. Acompanhe com batata-doce e ananás caramelizado e chutney de damasco e tâmaras.

Batata-Doce com Ananás Caramelizado

batata-doce com ananás caramelizado

Ingredientes

  • 4 ou 5 batatas-doces pequenas
  • 1 lata de ananás em calda
  • Calda do ananás
  • Açúcar mascavado

Coze-se a batata-doce com casca em água e sal. Retira-se a pele e corta-se às rodelas. Cortam-se em pedaços as rodelas de ananás. Numa assadeira, dispõem-se as rodelas de batata, intercaladas com pedaços de ananás. Verte-se a calda do ananás e polvilha-se com açúcar mascavado a gosto. Leva-se ao forno até que a batata absorva o molho.

Chutney de damasco e tâmaras (canto inferior direito)

Chutney de damasco com tâmaras

1.Pique dois dentes de alhos, 10 g de gengibre e 1 cebola.

2. Coloque 20 ml de água quente numa panela e junte 200 g de açúcar. 3. Adicione 100 ml de vinagre, os damascos- 300 g -, previamente hidratados durante 30 minutos em vinho do porto, e as tâmaras – 300 g – cortados em cubinhos.
4. Tempere com uma colher de chá de sal, pimenta preta e ½ colher de chá de açafrão das índias. Cozinhe em lume brando durante 1 hora ou até fazer ponto de estrada.
5. Deite o chutney em frascos esterilizados e guarde num local escuro e seco 1 a 2 meses antes de consumir.

 

Salada Baby-Leaf com tangerina, sementes de girassol e de abóbora tostadas e amêndoa laminada

Salada Baby-Leaf com clementina, sementes de sésamo e amêndoa laminada

Salada Baby-Leaf com clementina, sementes de sésamo e amêndoa laminada

Ingredientes

  • Mistura de folhas para saladas (alface, rúcula, agrião, acelga…)
  • Gomos de tangerina
  • Amêndoa laminada tostada
  • Sementes de girassol e de abóbora tostadas
  • Orégãos secos
  • Azeite
  • Sumo de limão
  • mel

Disponha numa saladeira a mistura de folhas para saladas Descasque gomos de tangerina e adicione. Termine com amêndoas torradas e as sementes tostadas e  regue com um molho de azeite, sumo de limão e mel. Polvilhe a salada com orégãos secos.

 

Trio de chocolate, morangos e marshmallows

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Ingredientes

  • Morangos
  • Marshmallows
  • Chocolate de culinária

Lavam-se os morangos sem retirar o pé. Secam-se. Num pau de espetada, enfia-se primeiro um morango, depois um marshmallow, novamente um morango, um marshmallow e termina-se com um morango. Leva-se o chocolate a derreter (em banho-maria ou no micro-ondas desenham-se fios de chocolate por cima das espetadas.

Corações de chocolate e rebuçado de menta

Corações de chocolate e rebuçado de menta

Ingredientes

  • Mini-guarda-chuvas de menta
  • Chocolate branco, de leite ou negro
  • Pau de espetada
  • Papel vegetal

Preparação

Partir o chocolate aos pedaços e coloca-lo numa taça de vidro. Derreter em banho-maria ou no micro-ondas em sessões de 30 segundos, mexendo sempre entre cada sessão.

Dispor dois guarda-chuvas de rebuçado de menta em cima de uma folha de papel vegetal em formato de coração. Colocar no meio o pau de espetada e encher o centro com o chocolate derretido. Levar ao frigorífico até solidificar

 

Sobremesas

Flores de massa filo com morangos, creme inglês e topping de chocolate

Flores de massa filo com morangos, creme inglês e topping de chocolate

Ingredientes

  • 1 embalagem de massa filo com 4 folhas
  • Morangos
  • 500 ml de leite
  • 2 ovos
  • 50 g de açúcar (coloquei 80 g)
  • 15 g de amido de milho (maizena)
  • manteiga derretida para pincelar

Preparação

Cortei quadradinhos de massa filo com tamanho suficiente para caberem em forminhas de alumínio, ficando as pontinhas levantadas. Pincelei as forminhas e cada quadradinho de massa filo com manteiga. Coloquei em cada forminha 3 folhas alternadas, tendo o cuidado de desencontrar as respetivas pontas para conferir o efeito de flor. Levei ao forno as forminhas com a massa cerca de 5 minutos em forno previamente aquecido. É importante não deixar tostar muito.Aroma de baunilha ou vagem de baunilha.

Retirei as flores do forno e deixei arrefecer. Fiz o creme inglês, colocandotodos os ingredientes no copo da Bimby e programei 6 Min/90º/Vel.4

Creme Inglês Tradicional
Verte-se o leite num tacho, deixando de reserva ½ copo. Deita-se o açúcar no tacho e a vagem de baunilha. Fica a levantar fervura. Sai do lume e elimina-se a vagem de baunilha. Coloca-se as gemas num recipiente, mistura-se a maizena e dissolve-se o creme resultante com o leite frio reservado. Passa-se por um coador o leite fervido e verte-se, gradualmente, sobre o creme obtido, batendo energicamente. Leva-se o creme ao lume no mesmo tacho onde se ferveu o leite e cozinha-se, mexendo continuamente, até o creme chegar ao ponto de ebulição. O creme não deve levantar fervura. Fica pronto ao espessar.

Deixei arrefecer e depois coloquei o creme no frigorífico.

Na hora de servir, retirei o creme do frigorífico e coloquei duas colheres de sopa de creme bem cheias em cada flor de massa filo. Decorei com morangos cortados aos pedacinhos. Poderá ainda adicionar um coulis de morango ou compota de morango antes de decorar com os morangos e com os germinados de alfafa Verde Vivo.

Sobremesas Flores de massa filo com morangos, creme inglês e topping de chocolate

Se desejarem ver o álbum de fotografias completo, cliquem no link abaixo.

https://www.facebook.com/patricia.foodwithameaning/media_set?set=a.775761755889221.1073741851.100003662128130&type=3&pnref=story

 

Salada de lentilhas com bacalhau

Comer lentilhas faz bem à saúde porque é um alimento muito rico em vitaminas e minerais e possui apenas 127 calorias em cada porção de 100 gramas. Esta leguminosa pode ser usada como substituto do feijão. Porém, deve ser evitada por quem tem ácido úrico elevado, sendo um alimento que faz aumentar as purinas, que podem provocar as crises de gota.

Razões para o consumo de lentilhas

Apesar de serem ricas em carboidratos, as lentilhas podem ser preparadas sem adição de gorduras, tornando-se assim uma ótima refeição para uma dieta de emagrecimento. Os 7 principais benefícios de comer lentilhas são os seguintes:

  • Ajudar a diminuir o colesterol – porque têm fibras insolúveis que diminuem a absorção de gorduras.
  • Desintoxicar o organismo – regulando o intestino e, por isso, limpam os intestinos absorvendo as toxinas.
  • Diminuir a Tensão Pré-Menstrual
  • Combater a diabetes – porque apesar de ter muitos carboidratos, têm muitas fibras e fazem com que o açúcar não aumente muito sangue.
  • Prevenir e tratar a anemia – alimento muito rico em ferro, recomendado especialmente para vegetarianos com tendência a desenvolver anemia.
  • Ajudar a prevenir doenças oncológicas – porque além de serem ricas em fibras que diminuem o risco de cancro no cólon, têm antioxidantes que protegem as células do corpo.
  • Melhorar a saúde dos ossos – além de ter cálcio, contém isoflavonas que ajudam a produzir hormônios importantes para fortalecer os ossos.
  • Ajudar a fortalecer o sistema imunitário – as lentilhas são ricas em zinco.
  • Melhorar o trânsito intestinal- a sua alta quantidade de fibras  alivia a prisão de ventre e o inchaço da barriga.

texto adaptado desta fonte

salada de lentilhas com bacalhau

Salada de lentilhas com bacalhau

  • 400 g bacalhau demolhado
  • 500 g lentilhas
  • 1  cebola
  • 100 g cenouras
  • 100 g arroz
  • 2 pimentos encarnados
  • 4 colher de sopa de azeite
  • 1 colher de sopa de vinagre
  • 2 dentes alho
  • sal, pimenta e salsa

Coloque as lentilhas de molho durante 15 minutos e depois coza-as juntamente com a cebola. Tempere-as com sal perto do fim da cozedura. Escorra-as e reserve.

Coza o arroz em bastante água temperada com sal durante 10 minutos. Ao fim, passe-o por água fria e escorra bem. Coza também as cenouras aos cubinhos depois de peladas e lavadas.

Entretanto, escalde o bacalhau de 2 a 3 minutos e de seguida retire-lhe as peles e espinhas e parta-o em lascas. Escolha e lave a salsa; pique alguma, de maneira a ter 3 ou 4 colheres de sopa. Prepare um molho com os alhos picados, o azeite, o vinagre, sal, e pimenta.

Envolva as lentilhas com o bacalhau, o arroz, as cenouras, os pimentos encarnados, e a salsa picada. Coloque numa travessa, regue com o molho e sirva.

salada de lentilhas com bacalhau

 

A magia dos cristais de água

planta do gelo

A erva-do-orvalho  ou planta do gelo (Mesembryanthemum crystallinum) é uma pequena erva rasteira que normalmente não ultrapassa os 10 cm de altura. As suas folhas são suculentas e os seus talos podem ser consumidos crus ou cozidos. O seu aspecto singular faz com que seja mais cultivada como planta ornamental do que como hortaliça, pois esta planta fica coberta com brilhantes células  que armazenam água e que brilham com a luz solar, dando a aparência de estarem cobertas de cristais de gelo ou de gotas de orvalho, facto que também explica os vários dos nomes atribuídos a esta erva. Em conversa com Avelino Ormonde, dono da Quinta Biológia Biofontinhas, da qual já falei aqui, e produtor desta raridade, fiquei a saber que também há quem denomine a planta de pérolas e raminhos do mar, devido ao sabor salgado e marisqueiro dos cristais de água. Confessei ao Avelino que ao saborear a planta em cru fiz uma viagem até às rochas atlânticas e ao sabor das cracas. Ele concordou comigo.

planta do gelo

Na gastronomia, é uma planta utilizada em saladas e em pratos de peixe. Tal como a salicórnia, da qual vos falarei no próximo post, a planta do gelo poderá substituir naturalmente o sal na receita a ser confecionada, sendo, por isso, um substituto muito saudável. Desta vez, decidi integrá-la num arroz de espigos que serviu de acompanhamento a uma garoupa grelhada na brasa. A aproximação do verão já pede churrascos e coisas a saber a mar.

garoupa com arroz de espigos e pérolas do mar- planta do gelo.

fonte da imagem com a planta do gelo em flor

 

Garoupa grelhada

Escama-se e lava-se o peixe.

Retiram-se as entranhas.

Fazem-se uns cortes nos lombos.

Seca-se com papel de cozinha.

Tempera-se com sal.

Coloca-se na grelha bem quente.

Rega-se em ambos os lados com molho de manteiga, alecrim, hortelã-pimenta e alho fresco picado muito finamente.

Espreme-se sobre o peixe umas gotas de sumo de limão imediatamente antes de servir.

 

Molho de manteiga e menta

Leva-se a derreter a manteiga  com o alho e juntam-se as ervas aromáticas picadas finamente. Juntam-se umas gotas de tabasco.

 

Arroz de espigos e planta do gelo

1 chávena de arroz

2 1/2 chávenas de água

1 molho de espigos (grelos de couve)

planta do gelo

1 cebola pequena

1 dente de alho

azeite

sal

Preparação do arroz

Num tacho, coloquei a cebola  e o alho picadinhos e refoguei ligeiramente em azeite.

Juntei o arroz e deixei fritar um pouco.

Adicionei os espigos cortados aos pedaços e a planta do gelo.

Envolvi no arroz e acrescentei mais um pouco de azeite.

Adicionei a água a ferver e temperei com pouco sal em virtude da planta do gelo já ser salgada.

Deixei cozinhar em lume médio com o tacho tapado até o arroz ter absorvido a água.

garoupa com arroz de espigos e pérolas do mar- planta do gelo.garoupa com arroz de espigos e pérolas do mar- planta do gelo.

Travessa e prato da loja DeBorla

Convidei para jantar….Morten Harket

Aos 10 anos comecei a ter cantores favoritos. Estávamos em 1984/85. A década de oitenta estava repleta de artistas com guarda-roupa piroso, de onde destaco os casacos com ombreiras elevadas ao infinito por chumaços de espuma que alargavam o tórax e as costas ao artista mais franzino. Era também a época das popas descoloradas e seguradas por gel, das permanentes e de outfits coloridos. Tudo uma verdadeira desgraça, vistas bem as coisas agora à distância. Madonna dava os primeiros passos e o filme Top Gun, protagonizado por Tom Cruise, um verdadeiro destruidor de corações, esgotava todas as bilheteiras . No meio de tanta banda que eu seguia religiosamente através do programa Top +,  que passava na RTP 1 aos sábados, eu tinha um alaviu secreto: Morten Harket, o ex-vocalista dos A-ha, que cantava o ícone “Take on me”. Foram poucos os cantores noruegueses que alguma vez alcançaram tanto sucesso. Morten Harket tinha uma voz diferente das habituais e, para além disso, era lindo, de acordo com os meus questionáveis padrões de beleza da altura. Ao lado de Magne Furuholmen e Paul Waaktaar-Savoy, fez sucesso com canções como “Hunting high and low”, “You are the one”, “Cry wolf”, “Crying in the rain” e “Take on me”. Ei-lo aqui na revista Bravo, da qual eu era assinante compulsiva quase apenas pelo poster que continha no interior e que contribuia para o colorido das paredes do meu quarto e para o desespero da minha mãe, admiradora desde sempre do estilo minimalista, para não dizer impessoal, nos quartos de cama.

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Era ponto assente: amanhã nós teríamos cá em casa os A-hás todos . Quando confirmaram o jantar, os rapazes fizeram uma única exigência. O prato principal teria de ser carne. Desafio aceite.

O grupo A-ha em foto de divulgação dos últimos anos da banda, quando vieram ao Brasil (Foto: Divulgação)

Foram pontuais. Oito horas e cá estavam. O taxista que os trouxe pareceu muito surpreendido com a existência de uma casa neste sítio. Nunca tinha feito uma volta até aqui. Há sempre uma primeira vez para tudo e, no meu caso, aquele momento em que Morten Harket  saiu do carro foi uma primeira vez arrepiantemente estranha. Nem reparei que Magne e Paul saíam atrás dele. Só tinha olhos para esse meu ailaviu dos anos oitenta. Confesso que o meu marido demonstrava algum nervosismo. Também ele tinha sido fã dos A-ha. Morten mostrou-se muito tímido e acanhado e coube-me a mim fazer a primeira tentativa para quebrar o gelo. Quando me abeirei para cumprimentá-los surgiu uma nuvem de movimento por detrás de Morten que o deitou imediatamente por terra. Era o Stitch, um dos nossos cães cujo maior desejo na vida seria o deixar de ser trapalhão. Dificilmente o génio da lâmpada o concederá.

Deitado no chão de paralelos, Morten só dizia: What a clumsy dog!, e tentava levantar-se, ainda abafado pela energia do canídeo.

Que vergonha! – pensei eu. Que terrível comissão de boas-vindas.

Entrámos em casa. Morten perguntou onde ficava a casa de banho. Indiquei-lhe a porta e voltei à sala onde se encontrava o meu marido a desenferrujar o seu Inglês com os dois restantes noruegueses. Morten juntou-se ao grupo e enquanto o meu marido fazia de anfitrião, oferecendo-lhes um Porto, eu dirigia-me até à cozinha para ultimar o jantar. A mesa da sala de jantar estava posta e a conversa entre os homens fluía. Do lado de fora do grande vidro da porta da sala de jantar estava o Stitch já acompanhado pelo Wolf e pela Maxine, todos atentos ao que era dito cá dentro como se entendessem leitura labial e língua gestual. Sem que eu me apercebesse, Morten surge na cozinha no preciso momento em que eu retirava o tabuleiro do forno.

Do you need a hand?– perguntou-me. Como adoraria ter tido essa “hand” nos anos 80. Aceitei a ajuda e vi-o, pelo canto do olho, a transportar a assadeira até à sala de jantar. Pareceu-me, de repente, ainda mais sexy do que nos tempos da sua juventude. Meu Deus, não conseguia acreditar. O Morten estava ali, em carne e osso.

Morten+Harket+Red+Carpet+Arrivals+BMI+Awards+a0p_72UiJgAl

O jantar foi bastante animado. Gostaram do vinho Terras de Lava que lhes servi com os rolos de frango com bacon. Falei-lhes no meu video clip favorito, o da música “Take on Me”. Elogiei-lhes a criatividade em conjugar a banda desenhada com uma história de amor, onde a rapariga é convidada a entrar na história como personagem, ideias inovadoras para a época. O vídeo retrata a banda numa animação de banda desenhada denominada de rotoscoping– explicou-me Morten- que combinava o desenho com a ação de personagens reais. Disse-me também que o vídeo fora premiado seis vezes e nomeado outras duas para a edição de MTV Video Music Awards quando decorria o ano de 1986.

Fizeram-me muitas perguntas sobre os Açores, por cujas ilhas estavam fascinados. E prometeram voltar, mas por mais tempo.

Os cães ladravam. O táxi estava de volta para os vir buscar. Partiram quando a noite já ia muito escura. E nós ficámos a dizer-lhes adeus até que o táxi desaparecesse na curva da estrada.

Com Morten Harken, um dos meus ailavius de adolescente, participo no desafio Convidei para Jantar do blogue Anasbageri.

Rolinhos de Frango e Bacon e Arroz de Cogumelos

rolinhos de frango e bacon

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Ingredientes para o frango

15 bifinhos pequenos de frango

15 fatias de bacon laminado (usei marca Continente)

1 pacote de sopa de cebola

3 colheres de sopa de molho de soja

1 pacote de natas light (200 ml)

queijo de São Jorge ralado q.b. (uns fios por cima de cada rolo)

orégãos secos ou frescos

azeite

1 cerveja mini

Preparação 

1. Cortam-se tiras de peito de frango praticamente do mesmo comprimento da fatia de bacon.

2. Envolvem-se de ambos os lados na mistura seca da sopa de cebola.

3. Dispõem-se as tiras de bacon e colocam-se por cima os bifinhos de bacon. Enrolam-se e espetam-se em palitos de madeira. Colocam-se no fundo da assadeira até perfazerem 15 rolinhos.

4. Em cima de cada rolo coloca-se um pouco de queijo de São Jorge ralado e risca-se toda a assadeira com fios de natas. Faz-se o mesmo com o molho de soja.

5. Rega-se tudo com a cerveja e com um generoso fio de azeite e polvilha-se com orégãos.

6. Leva-se ao forno pré-aquecido durante 30 minutos.

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Ingredientes para o Arroz de Cogumelos

1 chávena de arroz (usei basmati)

2 chávenas de água

azeite q.b.

2 dentes de alho

cogumelos (usei uma mistura de cogumelos congelados- marca Continente)

sal

Preparação

1. Faz-se um leve refogado com o alho (cuidado, para não deixar queimar)

2. Junta-se o arroz e deixa-se o arroz fritar um pouco mexendo sempre com a colher de pau.

3. Adicionam-se os cogumelos e mexe-se.

4. Junta-se a água a ferver e tempera-se de sal. Mexe-se. Deixa-se cozinhar com o tacho destapado.

Quando a água desaparecer da superfície do arroz, tapa-se o tacho e desliga-se o lume.
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Arroz doce merengado

No meu tempo livre uma das coisas que gosto de fazer é assistir a programas de culinária. Há dias, ao ver um dos episódios de Prato do Dia, apresentado pela doce Filipa Gomes, fiquei com o arroz merengado feito por ela na retina. Apesar de ter apontado a receita, decidi apenas utilizar o merengue, combinando-o com a receita de arroz doce que faço cá em casa muitas vezes. Na receita apresentada o arroz utilizado foi o arbóreo e o açúcar foi substituído por leite condensado. Estou certa que deverá ficar igualmente divino. Hei de experimentar.

A minha versão foi muito elogiada. Servi um arroz doce tradicional, mas mais leve porque acompanhado de uma espuma de merengue macia.

arroz doce merengado

arroz doce merengado

Arroz doce merengado

Ingredientes para o arroz

1 litro de leite

160 g de arroz carolino

1 casca de limão, só parte amarela

1 pau de canela

1 pitada de sal

160 g de açúcar

4 gemas de ovo

canela em pó

Preparação na Bimby

Coloque no copo todos o ingredientes exceto o açúcar e as gemas.

Programe 15 minutos 90ºC, colher inversa e velocidade colher. Retire a tampa e envolva com a espátula.

De seguida, marque 25 minutos, 90 ºC, colher inversa, velocidade colher.

Quando terminar, junte o açúcar, as gemas previamente desfeitas num pouco de arroz doce. Envolva com a ajuda da espátula e marque 10, 90ºC, velocidade inversa, velocidade 1 1/2.

Deite num recipiente grande ou em taças pequenas. Quando estiver frio polvilhe com canela em pó.

fonte: Bimby, As Receitas Essenciais, página 134.

arroz doce merengado

Ingredientes para o merengue

4 claras

8 colheres de açúcar em pó (2 por cada clara)

1 pitada de sal

Preparação

Bata as claras com a pitada de sal até obterem a consistência de castelo.

Adicione o açúcar e bata tudo durante 3 minutos ou até que o preparado fique no ponto de suspiro (em picos consistentes).

Coloque o merengue num saco de pasteleiro e decore o cimo do arroz doce já à temperatura ambiente como desejar. Eu optei por construir pequenos suspiros.

Levei o recipiente ao forno apenas com a resistência superior ligada, 180 ºC.  Vigie constantemente até obter o dourado desejado. Um minuto ou dois sob a influência da resistência é suficiente.

Retire e polvilhe com canela em pó o intervalo dos suspiros merengados.

arroz doce merengado

arroz doce merengado

Panquecas de arroz…o começo deste domingo de Carnaval

É oficial. Estamos no Carnaval. É difícil passarmos pelas ruas e não vermos as serpentinas de papel espalhadas pelas ruas ou à porta dos locais onde decorrem bailes e assaltos de Carnaval. É raro encontrarmos, pela noite dentro,  sociedades e casas de povo com lugares vagos para assistirmos aos bailinhos ou às danças. Aqui na ilha, festeja-se um Carnaval que elege o teatro popular repleto de música e sátira social. Ontem foi a minha segunda ronda noturna a assistir aos bailinhos. Este ano, optei pela Sociedade União dos Lavradores da Ribeirinha e estou a adorar aquele espaço, as pessoas e o restaurante, também, local onde no intervalo das danças podemos saborear uma suculenta bifana no pão, rodelas de morcela e linguiça acompanhadas com pão de milho, o tradicional prato de codernizes, tão afamado nesta sociedade, as aromáticas moelas de pica-pica ou ainda o prato de polvo, feito à boa maneira terceirense. É só escolher, comer e voltar para o salão, esperando que o casaquinho que ficou a marcar o lugar não tenha dado lugar ao traseiro de outra pessoa. É curioso ver que muitas senhoras, especialmente as mais idosas, acampam literalmente no salão de festas. Saem de casa com uma almofadinha, caso o banquinho não disponha bem após várias horas sentadas; trazem um verdadeiro saco à “Sport Billy”, de onde tudo sai e se transforma, desde a batata-frita ao biscoito e ao suminho. Os anos ensinaram-lhes que sair do lugar é um risco, tal é a afluência de pessoas nestes recintos festivos. Tal como acontece durante as festas Sanjoaninas, no dia do desfile de abertura e no dia das marchas, nas sociedades existem também aqueles que vêm munidos de casa com um banquinho para se ajeitar nos corredores laterais bem juntinhos à parede para não interromperem “muito” a passagem. E o que eu adoro mesmo nisto tudo é observar as pessoas que, ano após ano, continuam a manter esta tradição das danças e dos bailinhos. E também gosto de encontrar os meus alunos e ver que há mais vida para além da escola, constatando que são músicos, cantores e até atores de excelência, porque vivem intensamente esta cultura popular que é deles e de quem se lhes quiser juntar nestes dias carnavalescos.

À conta do Carnaval, a minha cozinha tem andado em stand-by.
Hoje de manhã, e para ganhar energias depois da noitada, fiz estas panquecas de arroz para o pequeno-almoço. Os miúdos adoraram.

Uma excelente forma de começar o dia, não acham?

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Ingredientes

160 g de farinha de trigo

100 g de farinha de arroz

50 g de açúcar

2 colheres de chá de fermento Royal

1/2 colher de chá de sal

340 g de leite

1 ovo grande ou 2 médios

35 g colheres de sopa de manteiga

1 colher de café de aroma de baunilha

Preparação Bimby

1. Deitar todos os ingredientes no copo e programar 20 segundos, velocidade 5.

2. Untar levemente uma frigideira com manteiga, levar ao lume, e quando estiver quente  fazer as panquecas, deitando pequenas porções de massa. Assim que começar a fazer pequenas bolhas é altura de virar para cozer do outro lado.

Preparação Tradicional

Numa taça deitar todos os ingredientes e com a ajuda  da varinha-mágica bater bem até estar tudo bem incorporado.

Para fazer as panquecas proceder como está indicado anteriormente no ponto 2.

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Abaixo, deixo-vos as fotos e os links de receitas típicas do Carnaval da ilha Terceira e dos Açores.

*As “filhoses” de forno
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https://foodwithameaning.wordpress.com/2012/02/21/filhos-de-forno-presenca-obrigatoria-no-carnaval-terceirense/

*Os coscorões
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https://foodwithameaning.wordpress.com/2013/02/10/bailinhos-e-coscoroes-em-team-work/

*As malassadas
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https://foodwithameaning.wordpress.com/2014/01/26/malassadas-e-as-memorias-escondidas-em-sabores/

As rosas do Egito
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https://foodwithameaning.wordpress.com/2013/12/20/rosas-do-egito-na-mesa-do-natal/

As donetes
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https://foodwithameaning.wordpress.com/2012/12/30/donuts-ou-donetes-a-moda-da-terceira-e-um-feliz-2013/