Tapenade com planta do gelo e bolacha de algas em dia de feriado

Hoje, comemoramos o feriado de 5 de outubro, que celebra a Implantação da República Portuguesa, datada de 1910, e o fim do regime monárquico então vigente. Este dia relembra também a assinatura do Tratado de Zamora em que Afonso VII de Leão e Castela reconhecia Portugal como reino independente em 1143.  Estas são duas boas razões para se trazer aqui hoje uma entrada dedicada a este país à beira-mar plantado. Eis uma sugestão bem marisqueira, que conjuga as anchovas, a azeitona e o azeite,  produtos tão portugueses e a planta do gelo, com notório sabor a frutos do mar.

Tapenade com planta do gelo e bolacha de algas

Tapenade com planta do gelo (da Quinta Biológica Bio Fontinhas)

(poderão encontrar esta tábua de servir na sua loja DeBORLA)

Ingredientes
• 200g de azeitonas pretas sem caroço
• 2 colheres de sopa de alcaparras
• 2 dentes de alho pequenos
• 10 colheres de sopa de azeite
• 1 limão (sumo e raspa)
• Sal q.b.
• Planta do gelo ( 2 raminhos para a tapenade e outros dois para decorar)- gentilmente cedida pela Quinta Biológica BioFontinhas

Preparação
Coloque numa picadora as azeitonas, as alcaparras, a planta do gelo – que incluirá um toque de sabor a mar- e os dentes de alho . Acrescente algumas raspas de limão, parte do sumo e o azeite. Triture e prove para conferir o sabor. Tempere com sal e ajuste o sumo e raspa de limão, se desejar. Decore com raminhos de planta do gelo. Sirva com bolachinhas de algas. Estas bolachas não contêm ovo, leite, aditivos, mas têm alto teor em fibra e em gorduras insaturadas. São adoçadas com melaço de cana. Vêm em embalagens de 4 saquetas com 4 bolachas integrais e são da marca Cem Porcento.

Tapenade com planta do gelo (da Quinta Biológica Bio Fontinhas)

Louvre Michaelense

Foi nesta mercearia, café, loja de souvenirs e  de artigos para casa que  marquei encontro para um lanche com a foodblogger Sónia Melo. É difícil os nossos olhos não se perderem ao olhar para um balcão repleto de iguarias doces e salgadas e para um espaço cheio de cor, de vida e de histórias para contar, que pode ser desfrutado por locais e turistas da ilha de São Miguel.

No primeiro balcão, logo à entrada, somos recebidos por queijadas e empadas diversas, bolos e  bolachas e por um desfile de licores regionais. Por trás desse balcão, estão vitrines de exposição com chás, especiarias e produtos típicos açorianos e de outras paragens. Há livre circulação. Há autorização para abrir e fechar gavetas. Lá atrás, existe uma cozinha onde a magia daquele espaço alquímico acontece.  Nada neste lugar é igual a qualquer outro. É um pouco dos Açores, um pouco da minha cultura, este Louvre.

Louvre Michaelense

 

Louvre Michaelense

Louvre Michaelense

Louvre Michaelense

Louvre Michaelense

Louvre Michaelense

Louvre Michaelense

Louvre Michaelense

Louvre Michaelense

Louvre Michaelense

Louvre Michaelense

Louvre Michaelense

Louvre Michaelense

 

Saibam mais sobre este espaço através da leitura deste artigo delicioso!

 

Em Ponta Delgada, um espaço centenário abandonado, velha loja de chapéus, foi agora recuperado e voltou a abrir portas.

Vinham de Paris os chapéus que no número 8 da Rua António José d’ Almeida, na baixa de Ponta Delgada, faziam as delícias dos açorianos. Duarte Cardoso, o dono, abriu o espaço em 1904 e fez do Louvre Michaelense o lugar mais “coquete” da cidade. Agora, Catarina Ferreira reabriu as portas da loja, há muito abandonada — já não há chapelaria parisiense, mas há chapéus locais e uma espécie de mercearia do mundo que quer ser uma casa para quem a visita.

Catarina já tinha a cargo o restaurante vegetariano Rotas e o ¾, um dos primeiros hostels a abrir portas em Ponta Delgada. Isto além da carreira de professora. Em tom de brincadeira, dizia aos amigos que se mostrasse vontade de se meter em mais algum projecto a mandassem internar. Mas um amigo fez o contrário: “Disse-me que tinha conhecido um lugar que era a minha cara…” Quando entrou na antiga chapelaria e loja de fazendas, soube que ele tinha razão. O lugar estava de pernas para o ar, mas aquele antigo balcão a marcar a frente da loja e as gigantes letras parcialmente visíveis a formar as palavras Louvre Michaelense, rapidamente a conquistaram.

Depois de obras profundas — e da grande batalha de conseguir recuperar as letras de tabique e gesso com o nome da casa —, Catarina, a viver nos Açores há já alguns anos, não podia estar mais feliz. Naquelas montras agora visíveis novamente, expôs pela primeira vez os seus óleos o pintor açoriano Domingos Rebelo, mais tarde referência internacional. Por isso, reabrir este espaço é também devolver à cidade um pedaço de uma história que lhe pertence.

O conceito que ali se desenhou diferencia-se em variados detalhes. Primeiro e muito importante: as pessoas entram (literalmente) na loja, para lá do balcão. “Podem pegar num chá da mercearia e ir à cozinha prepará-lo. Ou fazer torradas…”, exemplifica a empresária. Este “sirva-se você mesmo” está a surtir os resultados que Catarina procurava: “Quero sobretudo que as pessoas se sintam em casa.”

Há chás, café, cereais a granel, conservas, queijos, bolos, pão, vinhos. O cliente escolhe o que quer e tira. “É simples.” É uma mercearia cheia de coisas “que faziam falta à ilha” com a vantagem de ter mesas e uma cozinha aberta. Mas há mais: o Louvre Michaelense tem espaço para os chapéus feitos localmente, artesanato, loiça das Caldas da Rainha (para Catarina matar saudades de casa) e peças alemãs e norueguesas. A professora criou ainda as linhas Louvre e Avó Catita, que têm bloquinhos, canetas, t-shirts ou canecas para pequenas recordações. Os postais, com fotografias dos Açores feitas por profissionais e amadores, são também uma delícia. Um sítio histórico cheio de histórias dentro.

fonte do artigo

Louvre Michaelense

Cella Bar…um local de visita obrigatória na majestosa ilha do Pico

A nossa família não consegue imaginar o verão sem umas semanas na ilha do Pico. O facto de termos casa de veraneio por lá e dos miúdos adorarem as piscinas naturais, as roupas descontraídas e o pé no chinelo leva-nos a escolher o mês de julho para umas férias relaxantes na segunda maior ilha dos Açores, mas que ainda preserva a genuinidade. Num dos nossos passeios pelo extremo ocidental da ilha deparámo-nos com as curvas ousadas e incomuns do Cella Bar. É um bar, como o nome indica, mas é também um restaurante de tapas  e uma obra de arquitectura que está a encantar o mundo. Publicações nacionais e internacionais estão a destacar o trabalho de Fernando Coelho, do atelier FCC Arquitectura, Paulo Lobo, responsável pelo design interior, e ainda Paulo Neves, que gizou a escultura do exterior. O espaço foi dividido em dois: um restaurante numa casa de basalto, abandonada há vários anos e agora recuperada, e um bar numa arrojada estrutura de madeira. A ideia partiu dos sócios e amigos Filipe Paulo, 34 anos, e Fábio Matos, 36, naturais do Pico. Queriam algo que fosse moderno e orgânico, inspirado no vinho e no mar, algo que pudesse atrair turistas para este ponto remoto da ilha. O nosso dia terminou por lá. Que há melhor do que saborear um copo de vinho e umas tapas na esplanada com o cenário de montanha atrás e a ilha do Faial em frente?

(Ando desde o verão para partilhar convosco esta reportagem fotográfica repleta de boas energias. Finalmente chegou o dia.)

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Entrada regional à moda da ilha do Pico

No sábado passado, fomos convidados para almoçar em casa de amigos. Decidi levar uma entrada totalmente elaborada com produtos made in Ilha do Pico, que tinha trazido de férias. Conjuguei o bolo de milho com a linguiça caseira e o queijo típico da ilha. Com recurso a uma forma de bolachas, recortei o bolo em pequenas flores, sobre o qual dispus rodelas de linguiça, fritas na frigideira sem recurso a gordura, e terminei com nuvens de queijo, a fazer lembrar as nebulosidade que muitas vezes envolve a  montanha mais alta e majestosa de Portugal.

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Canapé Regional

Ingredientes

1 bolo de milho
fatias de queijo do Pico (marca Alfredo)
rodelas de linguiça caseira (família Garcia)

*
palitos
cortador de bolachas

Preparação

1. Cortar a linguiça em rodelas e levar a fritar de ambos os lados numa frigideira. Deixar arrefecer ligeiramente.
2. Com um cortador de bolachas em forma de flor, cortar o bolo de milho.Reservar.
3. Cortar fatias de queijo, retirar a casca e com recurso ao mesmo cortador fazer nuvens de queijo.
4. Dispor em cima das flores de bolo de milho, a rodela de linguiça. Terminar com o queijo e prender todos os ingredientes com um palito.

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Os nossos amigos elogiaram a simbiose de ingredientes, e o que era para ser almoço estendeu-se languidamente pela tarde entre muita conversa, fotografias de férias e gargalhadas.
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Travessa retangular em lousa- loja DeBorla

Colheres de loiça branca – loja DeBorla

Um petisco açoriano…

A craca é uma formação calcária incrustada na rocha dos litorais marinhos. Existe em todas as ilhas do arquipélago dos Açores. É apanhada em mergulho de apneia, entre os três e os dez metros de profundidade, com recurso a pequenos machados metálicos, para separar a formação calcária do crustáceo da rocha de residência, onde vivem em formações do tipo colónia ou isoladamente. No âmbito da gastronomia, caracteriza-se por ser um petisco que é servido na carta de mariscos de muitos restaurantes. A sua confeção é simples e o segredo está em cozinhá-la com água do mar.

Cracas dos Açores

Cracas dos Açores

Ingredientes

Cracas, alho, pimenta malagueta, salsa e água do mar.

Preparação

Devem ser cozidas em água do mar para que mantenham o verdadeiro sabor.

Numa panela, cobrem-se as cracas de água, junta-se alho, salsa e pimenta malagueta q.b.; ferve 15 minutos. Retira-se para uma travessa e deixa-se arrefecer.

Na degustação, após remover o crustáceo do interior do habitat, o que se faz utilizando um pequeno gancho, tipo espeto, aconselha-se beber a água do interior do nicho onde se encontrava o crustáceo.

Uma delícia!

Cracas dos Açores

As cracas não são vendidas aos peso mas aos bicos. Por isso, convém escolher os crustáceos maiores. O preço difere se as comprarmos cruas ou cozidas, mas caracteriza-se por ser acessível.

Com esta receita, um petisco tipicamente açoriano, participo no passatempo do blogue Cozinha100segredos.

Bom apetite!

Caldo de sargo

Ser açoriano implica apreciar pratos de peixes.

Se desejarem fazer o caldo de peixe tradicional da ilha do Pico, poderão encontrar a receita e as fotos aqui neste link.

Cá em casa, faço-o ora com uma variedade de peixe (o verdadeiro caldo de peixe assim o exige) ora com uma única espécie, como foi o caso deste caldo de sargo. Como o pão é presença obrigatória nas sopas de peixe açorianas, ele aqui não pôde faltar. Cortei às fatias pão caseiro, barrei-o com manteiga e perfumei-o com folhas de hortelã e de menta. Coloquei-o às camadas numa terrina e verti o caldo por cima, terminando com o peixe.

Um conforto esta sopa!

caldo de sargo

caldo de sargocaldo de sargo

Ingredientes

1 ou 2 sargos médios

6 dentes de alho

1 cebola

azeite

2 malaguetas

1 folha de louro

meia lata pequena de tomate triturado

água suficiente para tapar o peixe

manteiga para barrar o pão

pão caseiro

folhas de hortelã e de menta

sal q.b.

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Preparação

Numa panela coloquei água até meio, uma cebola partida em quatro partes, dois dentes de alho, as malaguetas e o sal. Deixei que a água começasse a ferver.

Coloquei o peixe, verifiquei se a água o tapava ( se não tapar, acrescenta-se mais) e tapei a panela. Deixei cozinhar cerca de 15 a 20 minutos.

À parte, num pequeno tacho, fiz um refogado com os restantes dentes de alho e o tomate triturado.

Retirei o peixe e separei-o das espinhas. Juntei o peixe ao refogado anterior e liguei o lume cerca de dois minutos. Mexi.

Coei o caldo para uma panela.

Juntei duas conchas de caldo da sopa ao tacho com o peixe.

Cortei  pão caseiro às fatias, barrei-o com manteiga e perfumei-o com folhas de hortelã e de menta. Coloquei-o às camadas numa terrina.

Verti metade  do caldo de sargo quente, e coado, por cima. Deixei repousar cerca de um minuto para que o pão absorvesse o caldo.

Verti o restante caldo e o todo o conteúdo do tacho com o peixe por cima de tudo. Acomodei o peixe na terrina. Servi de imediato.

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Bolos Lêvedos

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Bolos Lêvedos

Os bolos lêvedos são uns bolinhos fofos tradicionais de Furnas na Ilha de São Miguel, Açores. Fazem mesmo parte do cartaz turístico para quem visita a freguesia de Furnas. Hoje já se fabricam em outras freguesias  e noutras ilhas, como acontece aqui na ilha Terceira. São uma espécie de panquecas altas que podem ser servidas simples ou recheadas com doces diversos ou até mesmo, na versão salgada, com uma fatia de queijo e outra de fiambre. Por cá, a Quinta dos Açores, até já utiliza o bolo lêvedo ao jeito francesinha. Uma verdadeira delícia!
Manda a tradição que sejam confecionados em sertã de barro sobre lume de lenha, mas poderão ser feitos na frigideira em fogão de gás ou elétrico, desde que a cozedura seja feita na temperatura mínima para que fiquem apenas dourados e cozinhados na íntegra. Estes bolos têm a vantagem de não serem cozinhados com gordura.
Como foi a primeira vez que eu fiz bolos lêvedos, estava um pouco apreensiva. Desconfiava que ficassem cozinhados no interior. Não sabia o tempo de cozedura de cada face do bolo. Fiz pesquisa sobre este pormenor e nenhuma das receitas era esclarecedora em relação a este facto. Acabei por perceber, por experiência própria que é quase impossível contabilizar o tempo pois este varia. Temos é de estar atentos à formação do solo/crosta na base do bolo. Quando este/esta estiver ligeiramente dura para suportar o peso da massa ao ser virada, o bolo está no ponto para ser virado para se cozinhar a outra face. Não se intimidem pelo facto dos bordas do bolo ainda estarem moles e com aspeto encruado. Não se esqueçam que ao cozinhar do outro lado o calor vai continuar a infiltrar-se na massa para a cozinhar até ao centro.
Quando comecei a adicionar os ingredientes, reparei que a consistência da massa era bastante mole, agarrando-se às mãos constantemente. Terão de suportar esta fase enquanto amassam todos os ingredientes ou então utilizem um robô de cozinha. Não cometam o erro de adicionar farinha até que se despegue. Deixem levedar primeiro. Quando a massa tiver duplicado de tamanho, polvilhem as mãos com farinha, tirem pedaços de massa e formem uma bola do tamanho de uma laranja pequena sem mexer muito com a massa. Coloquem as bolas de massa, com os remates virados para baixo, em cima de um pano enfarinhado e deixem repousar, tapadas por um pano, mais 30 minutos. Vão reparar que estas voltarão a aumentar de tamanho.
A parte mais fácil da receita é mesmo a de colocar as bolas de massa na frigideira, espalmá-las até que fiquem com um dedo de espessura e deixá-las cozinhar, seguindo as dicas que vos dei acima. Cozinhei os bolos em fogão elétrico em frigideira anti-aderente e em fogão a gás em sertã de ferro fundido. Queria mesmo perceber se haveria diferença no sabor. Não achei que ficassem diferentes, com a exceção de no fogão a gás e com a sertã de ferro não conseguir controlar a temperatura da cozedura, ficando estes bolos ligeiramente mais tostados do que os feitos na placa elétrica. Nesta última mantive as frigideiras com a temperatura constante de 2, numa escala de 0 a 9.
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Ingredientes (para 6 a 8 bolos)

1/2 kg de farinha de trigo
125 g de margarina ou manteiga
125 g de açúcar
20 g de fermento de padeiro (ou 1 saqueta de levedura seca de 11 g tipo fermipan)
2 dl de leite
raspa de limão
2 ovos
Preparação tradicional
1. Peneire a farinha para um alguidar e faça uma cova no meio, junte o açúcar, os ovos, a margarina, a raspa de limão e comece a misturar, dissolva o fermento no leite morno e acrescente à farinha amassando e sovando a massa muito bem.
2. Deixe levedar em local aquecido até dobrar de volume, bem tapada.
3. Faça bolas do tamanho de uma laranja e disponha em tabuleiros ou panos polvilhados com farinha e deixe repousar por mais 30 minutos.
4. Pegue em cada uma das bolas e vá achatando tipo panqueca.
5. Polvilhe uma sertã ou uma frigideira anti-aderente com farinha e deixe cozinhar em lume muito brando de um lado e do outro.
Preparação na Bimby
1. Deitar no copo o leite, a manteiga e o açúcar programar 2 m. temp 37ºC vel.1.
2. Juntar os ovos uns seg. na vel. 5.
3. Acrescentar a farinha e o fermento fermipan e misturar 30 segundos na vel. 5 e 2 a 3 minutos na velocidade espiga.
4. Seguir os passos 2,3,4,5 da preparação tradicional.
Dicas. Encontram-se no texto introdutório.
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 Inspirações para esta receita 

GUEDES, Francisco,Receitas Portuguesas, Os pratos típicos de todas as regiões, Publicações D. Quixote, 2000.

ANDRADE, Margarida Freire, Gastronomia Açoriana, Educação Tecnológica 8ºano, 1993-1994, Escola Secundária Geral e Básica das Laranjeiras; Ponta Delgada.

http://receitas-nani.blogspot.pt/2008/04/bolos-levedos-dos-aores.html