Alcatra de camarão e perrexil ou funcho-do-mar

O Perrejil, Perrexil ou Funcho do Mar é uma planta que se encontra em toda a costa marítima Portuguesa e em algumas zonas da costa europeia mediterrânica.
Cheguei a pensar que esta planta, que cresce apenas junto ao mar, fosse uma endémica dos Açores porque, desde miúda,  por altura do Verão, ia à costa apanhar o perrejil para, depois de separado da flor, utilizar as suas folhas para fazermos curtume. Era um ritual sazonal, mais ou menos divertido.  Eu e a minha irmã saltávamos o muro que separava o caminho, na altura de bagacina vermelha, da zona de rochas e, num ápice, já estávamos em cima dos lençóis pretos e ondulados de basalto. O perrejil surgia espontaneamente e servia de sombra e esconderijo para alguma lagartixa ocasional. Ai que medo quando éramos surpreendidas por este réptil! Mas do que mais gostávamos após a apanha do perrejil era do mergulho no mar, como se este fosse uma recompensa após andarmos cautelosamente por cima das rochas e ao calor. A minha avó ficava à nossa espera, junto ao muro, aflita, na condição de quem não sabia nadar, e só via  as nossas cabeças a mergulhar e a surgir nas ondas refrescantes. Nem nos dava tempo para secarmos ao sol. E lá íamos  pelo caminho acima deliciadas com o pretexto do perrejil.
O uso desta planta não tem tradição na culinária açoriana, com exceção do curtume de perrejil.  Para além disso, poucas pessoas da nova geração conhecem a planta e são por isso poucos os que lhe dão utilidade. Este curtume não costuma estar disponível para venda ao público. Apenas algumas mercearias das freguesias junto à costa o vendem e em poucas quantidades por ser um produto artesanal. Na freguesia de Biscoitos, no norte da ilha Terceira, e da qual já falei aqui, poderão encontrar o curtume à venda numa banca de produtos regionais junto à zona balnear.

Uma vez que este curtume acompanha peixe na perfeição, resolvi experimentar conjugar a base do tempero da alcatra, prato tradicional terceirense, com o perrejil fresco e com marisco. Uma aventura que repetirei de certeza no próximo verão.

Se desejarem consultar a receita de curtume de perrexil, esta encontra-se aqui.

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Receita para 5 ou 6 pessoas

Ingredientes:

  • 1,5 kg de camarão
  • 500 dl Azeite 
  • 50 g Toucinho Entremeado (usei toucinho de fumo)
  • 20 folhas de perrejil fresco
  • 225 g Cebola picada
  • 5 dente/s Alho picado
  • 200 g Tomate limpo em cubos
  • 2,5 dl Vinho branco
  • 2 cravinhos
  • 1 colher/s de café paprika fumada
  • Pimenta da Jamaica
  • q.b Sal marinho 
  • 2 folhas Louro
  • Salsa ou coentros 

 

Preparação:

Tempere os camarões com sal marinho e paprika fumada.

À parte, num alguidar de barro – típico da alcatra- coloque uma camada de cebola picada, alho picado,  tomate, louro, grãos de pimenta da Jamaica, um cravinho, metade dos camarões, 10 folhas de perrejil e azeite. Repita o mesmo procedimento para a segunda camada.  Regue com o vinho o vinho, cubra com o toucinho picado, tape, com folha de alumínio e leve ao forno quente a 180ºC até que ferva, apure e os camarões estejam cozidos.

Na hora de servir, polvilhe a alcatra com salsa ou coentros picados.

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Gelado de vinho-doce…bem-vindo Setembro!

Com o início de setembro, e com as primeiras vindimas, surge este gelado de vinho-doce, mais uma experiência inusitada que acabou por surpreender. Nas nossas compras de domingo na Feira do Gado, na Vinha Brava, veio uma garrafa de vinho-doce, acabadinho de sair do lagar. Um copo de sumo de uva acabada de espremer é capaz de contar tantas histórias: desde o tratar das videiras à colheita das uvas. É fruto do trabalho de muita gente, por isso, no prazer que o sumo de uva, precioso néctar, confere ao paladar deve estar a gratidão.

Desde os tempos mais remotos, o vinho tem vindo a desempenhar um papel de relevo em quase todas as civilizações. “Fruto da videira e do trabalho do Homem” é repleto de simbologia, impregnado de religiosidade e de misticismo,  é fonte de lendas e inspiração de mitos.

Com o intuito de enaltecer e dignificar este saboroso líquido, trago-vos este gelado de vinho-doce, ou de sumo de uva, antes da fermentação.

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Ingredientes

  • 200 ml de vinho-doce (sumo de uvas acabadas de espremer)
  • 150 g de açúcar em pó
  • 4 claras batidas em castelo
  • 400 ml de natas

 

Preparação do Gelado

  1. Batem-se as natas até estas ficarem fofas e adoçam-se com açúcar em pó.
  2. Junta-se o vinho-doce ao preparado anterior e bate-se novamente.
  3. À parte, batem-se as claras em castelo e envolvem-se no preparado anterior.
  4. Verte-se para uma marmita para se iniciar o processo de congelação.
  5. Após uma hora de congelação, retira-se o gelado e mexe-se muito bem para se quebrarem os cristais de gelo já criados. Repete-se o mesmo processo uma hora depois.  Volta ao congelador mais duas horas, no mínimo, antes de servir.
  6. O gelado poderá ser servido acompanhado com topping de compota de uva ou com coulis de uva.

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Taste in Adegas 2017…Take 1

 

Quando pensamos na ilha do Pico, associamos o modo de vida dos picoenses à cultura das adegas. São muitas as famílias que possuem uma adega, quase sempre junto ao mar. A definição convencional de adega, parte de uma casa, geralmente subterrânea, onde se guarda vinho, azeite e outras provisões,  não caracteriza a amplitude do conceito de “adega” picoense. Partilha do facto de ser um armazém, em ponto pequeno, da produção de vinho, aguardentes e licores provenientes de cada família, mas é, sobretudo, uma pequena casa em pedra basáltica, muitas vezes com uma divisão apenas, que alberga os barris e e os garrafões com as produções vitivinícolas de cada família, um espaço rústico de cozinha e algumas zonas de descanso, sempre com uma mesa a meio para receber os amigos. É um espaço onde se conjugam sabiamente os vinhos e as aguardentes com petiscos típicos, como as lapas grelhadas, o caranguejo frito, o caldo de peixe, sempre acompanhados com o tradicional bolo de milho. Visitar a ilha do Pico sem fazer uma viagem enogastronómica a uma adega é deixar algo muito importante para trás, uma vez que as adegas sempre foram a sala de visita do picaroto.

Com o intuito de dar a conhecer uma rota de vinhos e petiscos, a ADELIAÇOR promoveu este ano, a 7, 8 e 9 de julho, e na ilha do Pico, a quinta edição do Taste in Adegas, um dos maiores eventos enogastronómicos dos Açores. Este ano estiveram em prova 15 vinhos de 5 produtores certificados em 4 locais de degustação – Adega a Buraca, Curral Atlantis, Cooperativa Vitivinícola da ilha do Pico e Azores Wine Company. Estiveram à prova vinhos brancos, tintos, rosés e licorosos, produzidos pelos produtores do Pico, nas adegas, vinhas e winehouses aderentes. A edição deste ano contou com a colaboração da Escola de Formação Turística e Hoteleira de Ponta Delgada e foi co-financiada pelo PRORURAL+.

Iniciativas como o Taste in Adegas, para além de serem um roteiro de divulgação dos vinhos do Pico, promovem a importância da cultura da vinha e do seu património, já classificados pela UNESCO como património da humanidade.

Sem querer perder esta oportunidade única de degustação, selecionei, nesta edição duas adegas localizadas no Concelho de Madalena: a Curral Atlantis e a Cooperativa Vitivinícola da ilha do Pico. Hoje dedico a reportagem aos vinhos Curral Atlantis.

Embarquei numa aventura que apelou aos 5 sentidos. Provei os vinhos temperados de maresia e conheci os seus produtores. Momentos inesquecíveis. Venham comigo!

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Waldorf de morango com tártaro de veja e maionese de coentro

acompanhado com um vinho rosé Curral Atlantis

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Atum à Bulhão-Pato com puré de fava fresca e poejo

acompanhado com Verdelho & Arinto dos Açores

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Polvo assado e lula em feijão arroz

acompanhado por Curral Atlantis & Merlot Cabernet

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Pudim de mel com migalhas de toffee e redução de Atlantis

acompanhado com Néctar dos Currais

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E com esta foto de um dia perfeito termino esta reportagem. Amanhã seguiremos outra rota de vinhos e petiscos.

Deixem-se estar por aí!

Alcatra de lulas

A alcatra é um tipo de corte de carne bovina, localizada na parte traseira do animal. Com esta peça confeciona-se o prato típico aqui da ilha Terceira, que também recebeu a designação de alcatra, aquele que todo o turista que visita os Açores deseja experimentar. A alcatra tradicional é feita com carne de vaca, mas a diversidade tem aparecido. Há-as de feijão, coelho, galinha, polvo, peixe, lulas.  Independentemente do ingrediente principal, o que lhes confere o verdadeiro sabor é o alguidar de barro e o forno de lenha.

Deixo-vos então a minha proposta de ALCATRA de LULAS.
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Receita para 5 ou 6 pessoas

Ingredientes

  • 1,5 kg de lula limpa inteira
  • 500 dl Azeite 
  • 50 g Toucinho Entremeado (usei toucinho de fumo)
  • 225 g Cebola picada
  • 5 dente/s Alho picado
  • 200 g Tomate limpo em cubos
  • 2,5 dl Vinho branco
  • 1 paus de canela
  • 2 cravinhos
  • 1 colher/s de café Colorau
  • Pimenta da Jamaica
  • q.b Sal marinho 
  • 2 folhas Louro
  • Salsa picada

Tempere as lulas com sal marinho e os restantes ingredientes.

À parte, coloque uma cama de cebola, alho e tomates, as lulas, o azeite e uma nova camada de cebola, alho e tomate adicione o vinho, cubra com o toucinho, tape, com folha de alumínio e leve ao forno quente a 180ºC durante 35 a 40 minutos.

Ao fim deste tempo, destape, verifique a cozedura com um palito, destape e deixe o cozinhado ganhar cor, reduza o resultado do assado e perfume com  salsa ou coentros.

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Outros posts relacionados com Alcatra:

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https://foodwithameaning.wordpress.com/2014/02/07/e-quando-o-barro-encerra-tradicao-e-arte/

https://foodwithameaning.wordpress.com/2013/05/29/o-pao-dado-pelo-divino-parte-iii-sopas-do-espirito-santo-cozido-tradicional-alcatra-e-arroz-doce/

https://foodwithameaning.wordpress.com/2016/04/06/quinoa-e-alcatra-combinam/

 

receita de alcatra de lulas adaptada daqui

A açorianidade saboreia-se

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É raro o domingo que eu não dê um saltinho à Feira do Gado na Vinha Brava, da qual já falei aqui anteriormente. De facto, esta rotina dominical tem contribuído para que abasteçamos a casa semanalmente de legumes e frutas frescas, regionais e biológicas. Naquele espaço reside a alma e o trabalho árduo de muita gente, a génese da ilha e uma fração da açorianidade, que eu faço questão de enaltecer sempre que posso.

Seguindo esta linha de pensamento, de que os produtos locais e estivais são os mais saudáveis e saborosos, decidi aceitar o convite da empresa EMATER para dinamizar, nos quatro supermercados Guarita e no mês de junho, oito showcookings totalmente dedicados aos produtos regionais. Nesta receita está a prova de que nem tudo o que é tradicional tem de ser calórico e açucarado. Esta é uma receita vegetariana saudável e repleta de sabor.

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Legumes assados com azeitonas do Porto Martins, Tomilho e Rosmaninho

Ingredientes

  • cenoura
  • alho-francês
  • curgetes pequenas
  • cebola roxa
  • pimento amarelo
  • pimento encarnado
  • azeitonas em salmoura do Porto Martins
  • Tomilho e rosmaninho fresco
  • sal
  • moinho de pimentas
  • azeite

Preparação

Lavar e picar os legumes a gosto, temperar com sal, moinho de pimentas, azeite, ramos de tomilho e de rosmaninho, juntar as azeitonas e levar ao forno a assar.

Tapenade com planta do gelo e bolacha de algas em dia de feriado

Hoje, comemoramos o feriado de 5 de outubro, que celebra a Implantação da República Portuguesa, datada de 1910, e o fim do regime monárquico então vigente. Este dia relembra também a assinatura do Tratado de Zamora em que Afonso VII de Leão e Castela reconhecia Portugal como reino independente em 1143.  Estas são duas boas razões para se trazer aqui hoje uma entrada dedicada a este país à beira-mar plantado. Eis uma sugestão bem marisqueira, que conjuga as anchovas, a azeitona e o azeite,  produtos tão portugueses e a planta do gelo, com notório sabor a frutos do mar.

Tapenade com planta do gelo e bolacha de algas

Tapenade com planta do gelo (da Quinta Biológica Bio Fontinhas)

(poderão encontrar esta tábua de servir na sua loja DeBORLA)

Ingredientes
• 200g de azeitonas pretas sem caroço
• 2 colheres de sopa de alcaparras
• 2 dentes de alho pequenos
• 10 colheres de sopa de azeite
• 1 limão (sumo e raspa)
• Sal q.b.
• Planta do gelo ( 2 raminhos para a tapenade e outros dois para decorar)- gentilmente cedida pela Quinta Biológica BioFontinhas

Preparação
Coloque numa picadora as azeitonas, as alcaparras, a planta do gelo – que incluirá um toque de sabor a mar- e os dentes de alho . Acrescente algumas raspas de limão, parte do sumo e o azeite. Triture e prove para conferir o sabor. Tempere com sal e ajuste o sumo e raspa de limão, se desejar. Decore com raminhos de planta do gelo. Sirva com bolachinhas de algas. Estas bolachas não contêm ovo, leite, aditivos, mas têm alto teor em fibra e em gorduras insaturadas. São adoçadas com melaço de cana. Vêm em embalagens de 4 saquetas com 4 bolachas integrais e são da marca Cem Porcento.

Tapenade com planta do gelo (da Quinta Biológica Bio Fontinhas)

Louvre Michaelense

Foi nesta mercearia, café, loja de souvenirs e  de artigos para casa que  marquei encontro para um lanche com a foodblogger Sónia Melo. É difícil os nossos olhos não se perderem ao olhar para um balcão repleto de iguarias doces e salgadas e para um espaço cheio de cor, de vida e de histórias para contar, que pode ser desfrutado por locais e turistas da ilha de São Miguel.

No primeiro balcão, logo à entrada, somos recebidos por queijadas e empadas diversas, bolos e  bolachas e por um desfile de licores regionais. Por trás desse balcão, estão vitrines de exposição com chás, especiarias e produtos típicos açorianos e de outras paragens. Há livre circulação. Há autorização para abrir e fechar gavetas. Lá atrás, existe uma cozinha onde a magia daquele espaço alquímico acontece.  Nada neste lugar é igual a qualquer outro. É um pouco dos Açores, um pouco da minha cultura, este Louvre.

Louvre Michaelense

 

Louvre Michaelense

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Louvre Michaelense

 

Saibam mais sobre este espaço através da leitura deste artigo delicioso!

 

Em Ponta Delgada, um espaço centenário abandonado, velha loja de chapéus, foi agora recuperado e voltou a abrir portas.

Vinham de Paris os chapéus que no número 8 da Rua António José d’ Almeida, na baixa de Ponta Delgada, faziam as delícias dos açorianos. Duarte Cardoso, o dono, abriu o espaço em 1904 e fez do Louvre Michaelense o lugar mais “coquete” da cidade. Agora, Catarina Ferreira reabriu as portas da loja, há muito abandonada — já não há chapelaria parisiense, mas há chapéus locais e uma espécie de mercearia do mundo que quer ser uma casa para quem a visita.

Catarina já tinha a cargo o restaurante vegetariano Rotas e o ¾, um dos primeiros hostels a abrir portas em Ponta Delgada. Isto além da carreira de professora. Em tom de brincadeira, dizia aos amigos que se mostrasse vontade de se meter em mais algum projecto a mandassem internar. Mas um amigo fez o contrário: “Disse-me que tinha conhecido um lugar que era a minha cara…” Quando entrou na antiga chapelaria e loja de fazendas, soube que ele tinha razão. O lugar estava de pernas para o ar, mas aquele antigo balcão a marcar a frente da loja e as gigantes letras parcialmente visíveis a formar as palavras Louvre Michaelense, rapidamente a conquistaram.

Depois de obras profundas — e da grande batalha de conseguir recuperar as letras de tabique e gesso com o nome da casa —, Catarina, a viver nos Açores há já alguns anos, não podia estar mais feliz. Naquelas montras agora visíveis novamente, expôs pela primeira vez os seus óleos o pintor açoriano Domingos Rebelo, mais tarde referência internacional. Por isso, reabrir este espaço é também devolver à cidade um pedaço de uma história que lhe pertence.

O conceito que ali se desenhou diferencia-se em variados detalhes. Primeiro e muito importante: as pessoas entram (literalmente) na loja, para lá do balcão. “Podem pegar num chá da mercearia e ir à cozinha prepará-lo. Ou fazer torradas…”, exemplifica a empresária. Este “sirva-se você mesmo” está a surtir os resultados que Catarina procurava: “Quero sobretudo que as pessoas se sintam em casa.”

Há chás, café, cereais a granel, conservas, queijos, bolos, pão, vinhos. O cliente escolhe o que quer e tira. “É simples.” É uma mercearia cheia de coisas “que faziam falta à ilha” com a vantagem de ter mesas e uma cozinha aberta. Mas há mais: o Louvre Michaelense tem espaço para os chapéus feitos localmente, artesanato, loiça das Caldas da Rainha (para Catarina matar saudades de casa) e peças alemãs e norueguesas. A professora criou ainda as linhas Louvre e Avó Catita, que têm bloquinhos, canetas, t-shirts ou canecas para pequenas recordações. Os postais, com fotografias dos Açores feitas por profissionais e amadores, são também uma delícia. Um sítio histórico cheio de histórias dentro.

fonte do artigo

Louvre Michaelense