Os lanches sabem melhor quando somos muitos

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A pergunta de ordem feita à rapaziada foi:

-” O que vos apetece para o lanche?”- questionei.

E surgiram várias sugestões em catadupa. Foram atendidos dois desejos. A pequenada ficou feliz e nem reparou que com a mesma massa confecionei as waffles e os crepes. 

Afinal, é tão fácil contentar a miudagem!

Ingredientes

  • 1 litro de leite 
  • 6 ovos médios (4 XL)
  • 50 g de manteiga
  • 1 colher de sobremesa de aroma de baunilha
  • 1 colher de café de sal
  • 2 colheres de sopa de açúcar
  • um toque de raspa de limão ou de laranja ( faz toda a diferença)
  • 300 g de farinha com fermento
  • 100 g de farinha de aveia

Preparação

1. Leve a manteiga a derreter no micro-ondas, na tigela onde irá preparar a massa. 
2. Junte os ovos e o açúcar e bata-os com uma vara de arames.
3. Adicione o aroma de baunilha, o sal e 1/3 da farinha. Vá batendo.

4. Vá juntado a farinha e o leite aos poucos até estes terminarem.

5. Para os crepes, aqueça uma frigideira anti-aderente em lume médio.
6. Pincele-a com um pouco de manteiga ou óleo e, com uma concha, colocar massa suficiente para cobrir todo o fundo da frigideira de forma homogénea.
8. Assim que o crepe começar a revirar os bordos deve virar-se para o dourar do outro lado.

9. Para as waffles, aqueça as máquinas (apresento dois formatos diferentes), pincele ambos os lados das placas com manteiga ou use óleo em spray (mais prático) e encha a base da máquina com a massa, de acordo com as instruções da mesma. Deixe cozinhar cerca de 2 minutos e retire.

 

Acompanhe com o que mais apetecer: fruta, manteiga,compota, gelado, molhos de chocolate, morango ou caramelo, etc. 

Polvilhe com açúcar em pó para um toque final mais apetitoso.

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Pudim light de ananás

Há sobremesas que simplesmente não conseguimos parar de comer. É o caso desta que vos trago hoje. Fi-la pela primeira vez há muitos anos, quando vivia na ilha do Faial, e andava com a mania das dietas e do ginásio, e contava as calorias a toda a hora. Foram os 30. Os 40 trouxeram-me outra serenidade, apesar de continuar preocupada em apresentar refeições saudáveis. Voltando à receita, esta sobremesa é um pudim de ananás que foi confecionado imensas vezes e que, de um momento para o outro, caiu no esquecimento, porque outras sobremesas se foram impondo, fruto do gostar de experimentar novas propostas. E enganem-se se pensam que contém leite condensado ou natas. Nada disso. Usei leite evaporado. Trata-se de um tipo de leite concentrado, desidratado, do qual foi retirado mais de metade de água, cerca de 60%, por intermédio da evaporação. Ao contrário do leite condensado, este não contém açúcar, nem tem uma textura tão espessa e cremosa. O leite evaporado surgiu da necessidade de facilitar o transporte e o armazenamento do leite. Foi o norte-americano Gail Borden que, tentando desidratá-lo, descobriu que, antes de transformar-se em leite em pó, o produto se tranformava em leite condensado. A invenção de Borden, patenteada em 1856, só foi valorizada quando estourou a Guerra Civil Americana, quatro anos depois. Ele transportou para as tropas leite em pó e leite vaporizado  – e depois colocou esses produtos no mercado, enriquecendo à custa disso.

Histórias à parte, apresento-vos o pudim de ananás mais fácil e rápido do mundo. Faz-se em apenas oito a  dez minutos, sem contar com o tempo de refrigeração, claro.

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Ingredientes

  • 1 lata de leite evaporado
  • 1 lata de ananás aos pedaços ou às rodelas ou ananás natural
  • 1 saqueta de gelatina de ananás normal ou 0% açúcar (light)

 

Preparação no robot de cozinha

Coloque o sumo da lata do ananás (300 ml) no copo da Bimby e marque 4 minutos, Varoma. Quando o sumo estiver quase a ferver, junte-lhe o pó da gelatina de ananás. Marque 1 minuto, velocidade 4. Adicione o leite evaporado e marque 1 minuto, velocidade 4. Verta para uma taça. No copo da máquina, coloque o ananás e triture-o até ficar com a consistência de desfiado. Vá verificando. Junte o conteúdo da taça ao copo e marque 1 minuto, velocidade 3. De seguida, passe a feiticeira, da Tupperware, por água e verta o pudim para a forma. Tape e leve a refrigerar entre 3 a 4 horas, até solidificar.

Preparação tradicional

Coloque num tacho o sumo da lata de ananás  e leve a ferver. Adicione o pó da gelatina e mexa até dissolver. Junte o leite evaporado mexa e reserve.

Numa picadora, triture o ananás até ficar com a consistência desfiada. Junte ao preparado anterior e envolva.

De seguida, passe a feiticeira, da Tupperware, por água e verta o pudim para a forma. Tape e leve a refrigerar entre 3 a 4 horas, até solidificar.

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Sopa de alho-francês com quinoa vermelha…

O outono está prestes a chegar e, com ele, vem a vontade de comidas mais reconfortantes. As sopas, os cremes e os caldos fazem, sem dúvida, parte desta categoria.

Esta sopa de alho-francês, como a maioria das sopas que faço, tem na sua base um leve refogado em azeite. Acreditem que ficam mais saborosas assim. Para além disso, não leva batata. Substitui-a por chuchu, rico em fibra, alimento fundamental no controle do peso, dos níveis de açúcar no sangue e dos níveis de colesterol. É também uma boa fonte de vitamina C, folato, tiamina e riboflavina. O chuchu é pobre em sódio e rico em potássio, essencial para manter os níveis normais da pressão arterial. Na sua composição tem ainda outros minerais, como o cálcio, magnésio, fósforo e zinco.

Com o intuito de ainda acrescentar mais saúde a esta sugestão, incluí nesta sopa sementes de quinoa vermelha, rica em proteínas de alto valor biológico, em fibra, em ácidos gordos essenciais (ómega 3 e 6) e em antioxidantes. Não contém glúten e é de preparação muito simples (uma medida de quinoa para duas de água).

A quinoa é uma semente muito versátil. Pode conjugar-se como acompanhamento ou em saladas, substituindo a massa, o arroz e a batata.

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Ingredientes

  • alho-francês (6 unidades pequenas)
  • 3 cenouras médias
  • 3 chuchus
  • azeite
  • quinoa vermelha 50 g
  • azeite q.b.
  • sal q.b.

Preparação

  1. Lavam-se os alhos e cortam-se às rodelas fininhas. Reservam-se.
  2. Com um descascador, retira-se a pele às cenouras e cortam-se aos pedacinhos pequenos. Reservam-se.
  3. Descascam-se os chuchus e cortam-se em pedaços. Reservam-se.
  4. Num tacho, coloca-se azeite e o equivalente a dois alhos franceses. Reservam-se os restantes. Deixa-se refogar ligeiramente.
  5. Junta-se 2/3 das cenouras. Deixa-se refogar mais um pouco. 
  6. Adiciona-se água a ferver e o chuchu.
  7. Tempera-se com sal e deixa-se cozinhar.
  8. Quando os legumes estiverem cozidos, tritura-se a sopa, com a varinha-mágica. Acrescenta-se mais água, se necessário.
  9. Adiciona-se o restante alho-francês, a cenoura e a quinoa.(ver nota)

Nota. Cozi a quinoa à parte, recorrendo a duas medidas de água para uma de quinoa, com raminhos de hortelã e sal, e só depois juntei as sementes cozidas à sopa.

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Segundo o site http://www.eucomosim.com para cozinhar uma quinoa perfeita:

– Lave-a bem ! Há um revestimento amargo na pequena semente que precisa ser lavado . Use um coador de malha fina, para escorrer a água e evitar que as sementes se escapem.

– Não cozinhe demais nem coloque muita água! Ninguém gosta de quinoa mole ! Coloque duas medidas de água num tacho, deixe ferver e junte uma medida de quinoa. Cubra a panela , reduza o lume e cozinhe durante de 15 minutos .

– Tire o excesso de água. A quinoa mesmo depois de cozida verte muito água. Use o mesmo coador de malha fina.

– Deixa-a descansar. Coloque de novo a quinoa na panela ainda quente, tape e deixe descansar mais 15 minutos. Ao deixar a quinoa na panela quente, esta seca, fica mais leve e macia!

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Bolo e glacê cremoso de banana

Há frutos que não têm muita resistência ao calor. A banana é um deles. Quando esta fruta fica demasiado madura e começa a ser menos apetecível, há que transformá-la em algo delicioso, evitando também o desperdício. E foi assim que surgiu este bolo e glacê de banana deliciosos.

Bom fim de semana!

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Ingredientes

  • 290 g de banana madura
  • 3 ovos
  • 100 g de açúcar mascavado escuro
  • 70 g de manteiga
  • 220 g de farinha com fermento
  • 1 colher de sobremesa de fermento para bolos

Preparação

  1. Esmague a banana e bate-a com o açúcar e com a manteiga amolecida.
  2. Junte o aroma de baunilha e os ovos inteiros. Bata novamente, mas pouco.
  3. Adicione a farinha e o fermento aos poucos, previamente misturados e peneirados.
  4. Leve a cozer, a 180ºC, em forma untada e enfarinhada, durante 35 minutos. Verifique a cozedura, recorrendo ao teste do palito. Retire o bolo de imediato do forno e deixe que arrefeça um pouco antes de o desenformar.
  5. Quando o bolo estiver totalmente frio, cubra-o com o glacê de banana.

 

Glacê cremoso de banana (sem claras)

Ingredientes

  • 100 g de banana
  • 50 g de manteiga
  • sumo de meio limão pequeno
  • 1 colher de sobremesa de aroma de baunilha
  • 200 g de açúcar confeiteiro (poderá aumentar a quantidade de açúcar)
  1. Triture a banana totalmente e junte a manteiga amolecida, o sumo de limão e o aroma de baunilha. Bata muito bem.
  2. Vá adicionando o açúcar em pó, continuando a bater até obter a consistência desejada. Poderá adicionar mais açúcar, se pretender uma cobertura mais sólida.

Notas. Guarde num frasco o glacê de banana que sobrar e sirva-o juntamente com o bolo. Poderá também optar por cobrir o bolo totalmente.

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Alcatra de camarão e perrexil ou funcho-do-mar

O Perrejil, Perrexil ou Funcho do Mar é uma planta que se encontra em toda a costa marítima Portuguesa e em algumas zonas da costa europeia mediterrânica.
Cheguei a pensar que esta planta, que cresce apenas junto ao mar, fosse uma endémica dos Açores porque, desde miúda,  por altura do Verão, ia à costa apanhar o perrejil para, depois de separado da flor, utilizar as suas folhas para fazermos curtume. Era um ritual sazonal, mais ou menos divertido.  Eu e a minha irmã saltávamos o muro que separava o caminho, na altura de bagacina vermelha, da zona de rochas e, num ápice, já estávamos em cima dos lençóis pretos e ondulados de basalto. O perrejil surgia espontaneamente e servia de sombra e esconderijo para alguma lagartixa ocasional. Ai que medo quando éramos surpreendidas por este réptil! Mas do que mais gostávamos após a apanha do perrejil era do mergulho no mar, como se este fosse uma recompensa após andarmos cautelosamente por cima das rochas e ao calor. A minha avó ficava à nossa espera, junto ao muro, aflita, na condição de quem não sabia nadar, e só via  as nossas cabeças a mergulhar e a surgir nas ondas refrescantes. Nem nos dava tempo para secarmos ao sol. E lá íamos  pelo caminho acima deliciadas com o pretexto do perrejil.
O uso desta planta não tem tradição na culinária açoriana, com exceção do curtume de perrejil.  Para além disso, poucas pessoas da nova geração conhecem a planta e são por isso poucos os que lhe dão utilidade. Este curtume não costuma estar disponível para venda ao público. Apenas algumas mercearias das freguesias junto à costa o vendem e em poucas quantidades por ser um produto artesanal. Na freguesia de Biscoitos, no norte da ilha Terceira, e da qual já falei aqui, poderão encontrar o curtume à venda numa banca de produtos regionais junto à zona balnear.

Uma vez que este curtume acompanha peixe na perfeição, resolvi experimentar conjugar a base do tempero da alcatra, prato tradicional terceirense, com o perrejil fresco e com marisco. Uma aventura que repetirei de certeza no próximo verão.

Se desejarem consultar a receita de curtume de perrexil, esta encontra-se aqui.

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Receita para 5 ou 6 pessoas

Ingredientes:

  • 1,5 kg de camarão
  • 500 dl Azeite 
  • 50 g Toucinho Entremeado (usei toucinho de fumo)
  • 20 folhas de perrejil fresco
  • 225 g Cebola picada
  • 5 dente/s Alho picado
  • 200 g Tomate limpo em cubos
  • 2,5 dl Vinho branco
  • 2 cravinhos
  • 1 colher/s de café paprika fumada
  • Pimenta da Jamaica
  • q.b Sal marinho 
  • 2 folhas Louro
  • Salsa ou coentros 

 

Preparação:

Tempere os camarões com sal marinho e paprika fumada.

À parte, num alguidar de barro – típico da alcatra- coloque uma camada de cebola picada, alho picado,  tomate, louro, grãos de pimenta da Jamaica, um cravinho, metade dos camarões, 10 folhas de perrejil e azeite. Repita o mesmo procedimento para a segunda camada.  Regue com o vinho o vinho, cubra com o toucinho picado, tape, com folha de alumínio e leve ao forno quente a 180ºC até que ferva, apure e os camarões estejam cozidos.

Na hora de servir, polvilhe a alcatra com salsa ou coentros picados.

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No regresso às aulas e ao trabalho…Barritas para as lancheiras de pais e filhos

O mês de setembro já vai a caminho da metade e com ele voltam as rotinas para a maioria das pessoas. O trabalho espera os adultos e a escola as crianças. As mais pequeninas já ingressaram mesmo nos colégios; outras despedem-se das últimas brincadeiras na casa dos avós. Setembro é assim. Com a alteração de hábitos vem a mudança de estação e, quando menos esperamos, temos de arrumar as roupas e os apetrechos de verão e ingressar nas rotinas. Relacionadas com estas estão as preocupações dos pais com as lancheiras. Há que fazer ementas, organizar o armário despenseiro, o frigorífico e o congelador antecipando uma semana de trabalho. Há também que pensar em refeições saudáveis, que agradem a miúdos e graúdes, que sejam equilibradas e saborosas. É aqui que entram estas barritas, ideais para pequenos-almoços e snacks e, acima de tudo, muito fáceis de fazer.

Barritas de frutos secos e sementes

 

Ingredientes

  • 500 g de bananas maduras
  • 100 g de amendoim torrado picado
  • 50 g de amendoim torrado ralado
  • 30 g de nozes picadas
  • 35 g de amêndoa laminada torrada
  • 150 g de flocos de aveia (finos)
  • 35 g de sementes de abóbora torradas
  • 120 g de pepitas de chocolate negro
  • sementes de sésamo a gosto

Preparação

  1. Pré-aqueça o forno a 180º C.
  2. Coloque a banana no copo do robô de cozinha e triture bem até ficar com a consistência de papa.
  3. Junte os restantes ingredientes, exceto as sementes de sésamo, e misture-os até obter uma massa homogénea.
  4.  Coloque a massa num tabuleiro de ir ao forno forrado com papel vegetal. Espalme para a massa ficar toda da mesma altura. Polvilhe com sementes de sésamo.
  5.  Deixe no forno durante  12 a 15 minutos ou até os bordos estarem ligeiramente tostados. Faça o teste do palito e certifique-se que vem ainda húmido.
  6. Retire o tabuleiro do forno e corte a massa em barritas.  Deixe arrefecer e guarde-as num recipiente bem fechado no frigorífico.

Gelado de vinho-doce…bem-vindo Setembro!

Com o início de setembro, e com as primeiras vindimas, surge este gelado de vinho-doce, mais uma experiência inusitada que acabou por surpreender. Nas nossas compras de domingo na Feira do Gado, na Vinha Brava, veio uma garrafa de vinho-doce, acabadinho de sair do lagar. Um copo de sumo de uva acabada de espremer é capaz de contar tantas histórias: desde o tratar das videiras à colheita das uvas. É fruto do trabalho de muita gente, por isso, no prazer que o sumo de uva, precioso néctar, confere ao paladar deve estar a gratidão.

Desde os tempos mais remotos, o vinho tem vindo a desempenhar um papel de relevo em quase todas as civilizações. “Fruto da videira e do trabalho do Homem” é repleto de simbologia, impregnado de religiosidade e de misticismo,  é fonte de lendas e inspiração de mitos.

Com o intuito de enaltecer e dignificar este saboroso líquido, trago-vos este gelado de vinho-doce, ou de sumo de uva, antes da fermentação.

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Ingredientes

  • 200 ml de vinho-doce (sumo de uvas acabadas de espremer)
  • 150 g de açúcar em pó
  • 4 claras batidas em castelo
  • 400 ml de natas

 

Preparação do Gelado

  1. Batem-se as natas até estas ficarem fofas e adoçam-se com açúcar em pó.
  2. Junta-se o vinho-doce ao preparado anterior e bate-se novamente.
  3. À parte, batem-se as claras em castelo e envolvem-se no preparado anterior.
  4. Verte-se para uma marmita para se iniciar o processo de congelação.
  5. Após uma hora de congelação, retira-se o gelado e mexe-se muito bem para se quebrarem os cristais de gelo já criados. Repete-se o mesmo processo uma hora depois.  Volta ao congelador mais duas horas, no mínimo, antes de servir.
  6. O gelado poderá ser servido acompanhado com topping de compota de uva ou com coulis de uva.

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