O meu Bolo Inglês

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O bolo inglês é um bolo de frutas tipicamente assado numa forma retangular (embora não obrigatoriamente) forrada com papel manteiga. É um bolo com uma massa compacta, que leva bastante manteiga e açúcar, frutas cristalizadas, passas e frutos secos (nozes, amêndoas, avelãs), e que na época natalícia é feito com antecedência e regado com um licor ou vinho-do-porto.

Caracteriza-se por ser uma sobremesa tipicamente Inglesa que remonta à época da revolução francesa. O nome deste bolo, pelo menos em Portugal e na América do Sul, pode estar relacionado com o acordo com os ingleses, quando Portugal estava a ser invadido por Napoleão.

A referência mais antiga é do tempo dos antigos romanos e incluía sementes de romã, pinhões e passas numa papa de cevada. Existem também relatos da Idade Média de cruzados que levavam este bolo nas suas viagens, que duravam vários meses ou anos.  No século XVI, a cevada foi substituída por farinha de trigo e o mel por açúcar que vinha das colónias com um bom preço.  No século XVIII, os bolos de frutas foram restringidos às festas principais por leis feitas pelas autoridades religiosas que achavam que estes bolos eram “pecaminosos”, mas no século seguinte, o “chá vitoriano” não era servido sem o bolo de frutas.

Este bolo teve na sua origem as papas de aveia feitas para suavizar os estômagos que estavam  em jejum na noite de natal. Com o passar dos anos foram sendo adicionados os frutos secos, o mel e as especiarias. No século XVI retirou-se a aveia e introduziram os ovos a farinha e a manteiga. O bolo era feito com muita antecedência e era guardado numa caixa ‘upside down’, de pernas para o ar,  e era borrifado semanalmente com brandy ou whisky até ao dia de natal.

Ingredientes

5 ovos
400 g de açúcar
500 g de farinha
300 g de manteiga
1 colher de sobremesa de fermento
1 colher de café rasade bicarbonato de sódio
150 g de frutas cristalizadas (100+50 decoração)
100 g de passas e de miolo de noz (não coloquei a noz)
2 colheres de sopa rasas de cacau

1 colher de café de noz-moscada
1 colher de chá de canela
raspa e sumo de um limão e de uma laranja
2 cálices de vinho do porto
meio frasco de melaço
meio frasco de compota de uva

Preparação tradicional

1. Com recurso à batedeira elétrica, batem-se as gemas com o açúcar e a manteiga até se obter uma massa esbranquiçada.

2. Adiciona-se o cacau, a canela, a noz moscada, a raspa e o sumo dos citrinos. Mistura-se.

3. Junta-se o melaço, a compota e o vinho do porto. Bate-se novamente.

4. Vai-se adicionando a farinha aos poucos. Junta-se o fermento e o bicarbonato. Mistura-se muito bem.

5. Batem-se as claras em castelo  e juntam-se ao preparado.

6. Envolvem-se as frutas cristalizadas em farinha e misturam-se homogeneamente na massa.

7. Vai a cozer em forno médio, pré-aquecido, cerca de uma hora ou até o palito sair seco.

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Continuação de Boas Festas!

Rabanadas no Forno com Arandos

Esta quadra é sempre uma época de excessos e de fartura nas mesas. Assim manda a tradição na maioria das casas. É bom sinal quando assim é. Com o intuito de tentar – disse tentar- manter a linha, resolvi este ano experimentar a receita das rabanadas no forno. Gostei da experiência. De facto, evita-se a fritura em óleo, mas confesso que o resultado não é o mesmo comparativamente à receita original. Fica-nos sempre na memória o paladar e a consistência das rabanadas fritas. Estas, assadas no forno, ficam mais sequinhas do que as genuínas, mas são igualmente saborosas.

Por que estamos em festa, decidi engalanar as minhas rabanadas com fios de glacê real e arandos embebidos em vinho do Porto.

rabanadas no fornorabanadas no forno

Rabanadas de Forno

  • pães de baguete
  • 2 ovos
  • 1 lata de leite condensado
  • 300 ml de leite
  • Açúcar misturado com canela
  1. Corte os pães em rodelas, com cerca de 1,5cm, ou da largura de um dedo.
  2. Em uma tigela misture o leite condensado e o leite. Vá adicionando leite até ficar uma mistura líquida, mas um pouco mais grosso que o leite em si…
  3. Noutra tigela bata os ovos.
  4. Mergulhe as fatias de pão primeiro na tigela de leite condensado e depois na do leite; logo em seguida, mergulhe-as no ovo.
  5. Disponha as fatias de pão molhadas numa assadeira untada com bastante manteiga e levemente polvilhada com açúcar e canela misturados a gosto ou então apenas forrada com papel vegetal. Leve ao forno médio pré-aquecido a 180 °C por 30 minutos. Vire as rabanadas e coloque-as novamente ao forno durante 10 minutos.
  6. Retire as rabanadas do forno e passe-as numa mistura de açúcar com canela.

rabanadas no fornorabanadas no forno

Poderão encontrar este prato lindíssimo nas Lojas DeBORLA.

O meu Bûche de Noël… Boas Festas

Todas as regiões do mundo que celebram o Natal são, nesta altura do ano, ricas em iguarias doces e salgadas, umas mais específicas e outras mais internacionais. O Tronco de Natal é uma sobremesa típica, servida no fim do ano na França, Bélgica, Canadá, Líbano, Vietname e muitos outros países francófonos. Como o próprio nome indica, o bolo é preparado, presenteado e guarnecido para que aparente um pedaço genuíno de lenha prestes a ser queimada, como se usava nos antigos festivais de fogos do solstício de inverno.
A torta tradicional é confecionada em pão-de-ló, geralmente cozida numa assadeira grande e rasa (de brioche), congelada, enrolada na forma de cilindro e congelada novamente do lado de fora. A combinação mais comum é um básico bolo-esponja amarelo, congelado e recheado com chocolate e creme de manteiga; contudo, existem muitas variações da receita original, podendo incluir massas de bolo de chocolate, ganache e café ou sabores diversos, glacês e recheios. As tortas são servidas frequentemente com a porção final fatiada e fixada no topo do bolo ou saltada para o lado para se assemelhar a um tronco serrado, e a textura da casca-de-árvore é produzida com creme de manteiga ou ganache de chocolate para ressaltar o realismo. Este efeito é obtido invariavelmente arrastando um garfo sobre a cobertura. Com a ponta de uma colher de chá desenham-se os nós da madeira.

Esta receita que vos trago advém do facto de eu adorar bolos com frutos secos na massa. Resolvi colocar a mesma quantidade de noz picada e de farinha, numa tentativa de equilibrar forças que, no meu entender, resultou muito bem. Para o recheio elegi o queijo mascarpone, batido com açúcar em pó e aromatizado por licor Cafetino (de capuccino). A cobertura do tronco foi feita com recurso a uma ganache de chocolate. Confesso que gostei tanto do resultado que vou repetir a receita para a mesa do Natal.

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Tronco de Natal
Para a torta
• 100 g de nozes picadas
• 6 ovos
• 100gr de açúcar em pó
• 100gr de manteiga
• 100gr de farinha
• 1 colher de café de fermento

Para o recheio (creme de café)
• 200 g de açúcar em pó
• 200 g de queijo mascarpone
• licor cafetino (de capuccino)

Para a cobertura
• 1 tablete de chocolate negro
• 1 colher de sopa de natas
• 1 cálice de moscatel

1. Unte um tabuleiro com manteiga e forre com papel vegetal. Utilizei o tabuleiro do forno.

2. Coloque as nozes na picadora e triture-as o mais possível.
3. Numa tigela, bata o açúcar com a manteiga, que deve estar à temperatura ambiente, até obter um creme esbranquiçado.

4. Adicione as gemas e bata muito bem.

5. Junte as nozes trituradas (quase em farinha).

6. Bata as claras em castelo.

7. Aos poucos, vá adicionando a farinha (previamente misturada com o fermento) e envolva as claras cuidadosamente, sem bater.

8. Verta o preparado no tabuleiro e leve ao forno pré aquecido a 180ºC, aproximadamente 20 minutos. Usei ambas as resistências do forno conjuntamente com a ventilação.

9. Desenforme a torta sobre um pano polvilhado com açúcar ou utilize o próprio papel vegetal da cozedura para enrolar a torta (achei mais facilitador)
Obs. Deixe arrefecer a torta antes de colocar o recheio, para evitar que este derreta.
Obs. Após 15 minutos de cozedura, convém espreitar a torta e fazer o teste do palito no centro. Se a torta ficar demasiado cozida poderá tornar-se quebradiça, o que é de evitar.
Obs. Enrole a torta ainda quente, deixando-a enrolada até arrefecer e estar pronta para rechear.

10. Barre a torta com o creme de café. Para se obter este creme, bata o açúcar com o queijo mascarpone até ficar homogéneo. Ir acrescentando o licor para facilitar a consistência. Se preferir pode adicionar mais açúcar em pó. Bater bem até obter um creme pronto a barrar.

11. Para a cobertura, partir o chocolate negro em pedaços e derreter em banho-maria com a manteiga. Se preferir utilizar o micro-ondas, derreta o chocolate marcando um período inicial de 30 segundos, mexa com uma colher e volte mais uns segundos. Convém ir observando o evoluir pelo vidro do micro-ondas. O chocolate nunca deve ferver ou fica inutilizado. Depois junte a manteiga amolecida ou se preferir natas.

12. Barre a torta com a ganache de chocolate e com as costas da colher faça movimentos com o chocolate por forma a imitar os sulcos da casca de um tronco de árvore. Poderá também fazer os sulcos com um garfo em todo o comprimento do tronco.

13. Decore a gosto com montinhos de côco e cerejas em calda ou com símbolos do natal. Eu optei por decorar com bolinhas prateadas, com um raminho  e uma rena saltitante.

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A receita dos Sonhos de Abóbora e Laranja encontra-se neste link.

A receita do Bolo D. Amélia encontra-se neste link.

Votos de Festas Felizes!

Lollipops que fizeram sucesso

Lollipops de Chocolate Negro
lollipops de chocolate negro e frutos secos

lollipops de chocolate negro e frutos secos

lollipops de chocolate negro e frutos secos
• 500g de chocolate negro
• Amêndoas, cajus, avelãs caramelizadas
• Bagas goji; sultanas; sementes de girassol
• paus de madeira
• folhas de papel vegetal

1.Forrar tabuleiros com papel vegetal;

2.Colocar em duas taças o chocolate partido em pedaços;

3. Colocar as taças no microondas, na potência máxima, por períodos de 30 segundos, até o chocolate estar completamente derretido e com um aspecto brilhante, mexendo sempre entre cada rotação (nunca fazer de uma só vez pois podemos alterar a consistência do chocolate); quem preferir. Em vez do microondas poderão derretê-lo em banho-maria;

4. Dispor os paus de madeira nos tabuleiros e, com uma colher de sopa, espalhar por cima, tentando desenhar um círculo;

5. Decorar com frutos secos tostados ou caramelizados inteiros ou picados, com missangas de açúcar coloridas ou com fios de chocolate branco ou negro.

6. Levar ao frigorífico cerca de 60 minutos para solidificar.

E as sugestões de prendas para o Natal continuam…

Estas sugestões natalícias desfilaram no workshop realizado na Loja DeBORLA no dia 5 de dezembro. São, sem dúvida, algumas ideias para prendinhas personalizadas e económicas.

Bombons de Chocolate Branco
Bombons de Chocolate Branco

200 g de chocolate branco
folhas de papel vegetal
formas de bombons em silicone

1.Forrar tabuleiros com papel vegetal;

2.Colocar numa taça o chocolate partido em pedaços;

3. Colocar a taça no microondas, na potência máxima, por períodos de 30 segundos, até o chocolate estar completamente derretido e com um aspecto brilhante, mexendo sempre entre cada rotação (nunca fazer de uma só vez pois podemos alterar a consistência do chocolate); quem preferir. Em vez do microondas poderão derretê-lo em banho-maria;

4. Verter o chocolate derretido em cada forminha. Bater com a forma em cima de uma superfície lisa para eliminar bolhas de ar e evitar que o bombom fique com buraquinhos.

5. Levar ao frigorífico cerca de 60 minutos para solidificar.

Chá de Frutos Silvestres
Chá de Frutos Silvestres

Compota de Morango
Doce de Morango

• 750 g de morango
• 2 colheres (sopa) de sumo de limão
• 750 g de açúcar

1. Corte os morangos ao meio. Lave-os, retire-lhes os pés, e coloque-os numa panela.

2. Junte o sumo de limão e o açúcar, misture e leve ao lume brando, mexendo de vez em quando, ou até o morango soltar líquido.

3. Aumente depois o fogo e, quando começar a ferver, deixe cozinhar, mexendo de vez em quando, por mais 15 minutos.

4. Durante o cozimento, retire a espuma que se formar na superfície com uma escumadeira.

5. Verifique o ponto mergulhando uma espátula na compota, que deverá estar consistente, demorando a escorrer.

6. Retire do fogo, transfira para uma tigela e deixe arrefecer.

Doce de Uva, Canela e Cardamomo

Doce de Uva

• 3 kg de uva-de-cheiro sem grainhas
• 2 kg de açúcar branco
• 2 paus de canela
• 4 sementes de cardamomo esmagadas no almofariz

1. Lavar as uvas em várias águas até sair o pó ou alguma sujidade. Escorrer muito bem.

2. Cortar cada bago a meio e retirar as grainhas. Reservar.

3. Num tacho largo e alto colocar o açúcar, a uva e os paus de canela.
4. Deixar que levante novamente fervura. Baixar o lume para o mínimo.

5. Ao fim de cerca de hora e meia, juntar o cardamomo.

6. Deixar apurar até fazer ponto de estrada*

* atinge-se o ponto de estrada quando ao passar uma colher de pau no fundo da panela, ou na porção de doce que colocarmos num prato, se formar uma estrada que não se une de imediato.

7. Retirar os paus de canela.

8. Verter o doce ainda quente para frascos esterilizados. Fechar de imediato e virar os frascos ao contrário para que criem vácuo.

Licor de Amora e Uva-da-serra

Licor de amora e uva-da-serra

• 1/2 kg de amoras
• ½ kg de uva-da-serra/mirtilo
• 1 litro de aguardente
• 500 g de açúcar
• 1 litro de água

1. Coloca-se as amoras  e a uva-da-serra dentro de um frasco de vidro com a aguardente e deixa-se repousar num local escuro, durante 2 semanas.

2. Depois desse período de tempo, derrete-se o açúcar na água quente até fazer uma calda. Está pronto quando colocada um pouco de calda entre o polegar e o indicador faz uma espécie de fio.

3. Deixa-se arrefecer a calda e junta-se à mistura da aguardente e frutos silvestres.

4. Deixa-se repousar entre 1 a 3 meses antes de consumir.

5. Ao fim desse tempo, filtra-se tudo com a ajuda de um pano e verte-se para a garrafa definitiva.

Poderão encontrar esta garrafa na Loja DeBORLA mais perto de si.

Lollipops for Christmas

Estes lollipops de menta e chocolate branco surgiram porque tinha sobrado chocolate branco. Como eu pretendia fazer algo natalício, inicialmente pensei em utilizar as tradicionais bengalas de menta, mas não consegui encontrá-las no mercado. Para substituí-las pensei nestes rebuçados. Comecei por dispor os rebuçados em círculo e depressa começou a surgir uma flor. Na altura, desconfiei se os rebuçados ficariam solidificados no chocolate. Sempre pensei que quando fosse levantar o lollipop alguns rebuçados se desprendessem, mas isso não aconteceu em nenhum dos lollipops feitos.

Deixo-vos então esta ideia para a mesa do Natal ou para prendinha, especialmente se devidamente acondicionada em saquinho transparente, finalizado com um laçarote.

Lollipops de Menta e Chocolate Branco

Lollipops de menta e chocolate branco

Lollipops de menta e chocolate branco

Ingredientes

• 500g de chocolate branco
• rebuçados de menta
• paus de madeira
• folhas de papel vegetal

1.Forrar tabuleiros com papel vegetal;

2.Colocar numa taça de vidro o chocolate partido em pedaços;

3. Colocar a taça no microondas, na potência máxima, por períodos de 30 segundos, até o chocolate estar completamente derretido e com um aspecto brilhante, mexendo sempre entre cada rotação (nunca fazer de uma só vez pois podemos alterar a consistência do chocolate); quem preferir. Em vez do microondas poderão derretê-lo em banho-maria;

4. Dispor os paus de madeira nos tabuleiros e fazer um círculo com rebuçados de menta;

5. Com uma colher de sopa, preencher o vazio no centro do lollipop com chocolate branco derretido.

6. Levar ao frigorífico cerca de 60 minutos para solidificar.

Lollipops de menta e chocolate branco

lollipop de menta e chocolate branco

Vamos Rebuçar neste Natal? Quem aceita o desafio?

Fazer rebuçados em casa é algo quase inimaginável. De facto, devem ser poucas as pessoas que já experimentaram ou que tendo a receita dominam a técnica, porque esta requer pontos de açúcar e alguma perícia. Desde criança que vejo a minha avó fazer rebuçados caseiros e sempre com recurso aos citrinos para aromatizar. Curiosamente, foi sobre rebuçados o tema do meu primeiro conto, denominado de Rebuçados de Tangerina, um texto talvez demasiado triste e lamechas, mas foi o que, na altura, o ritual dos rebuçados me inspirou a escrever. Deixar a imaginação fluir e conduzir as linhas orientadoras da escrita é sempre uma aventura, tal como é a confeção de qualquer receita de rebuçados.
Escrever é sempre um risco quando não o fazemos só para nós mesmos. Fazer rebuçados na privacidade da nossa cozinha é uma coisa. Reproduzir a receita em público acarreta sempre o fator risco. Resolvi arriscar com cautela e introduzi a confeção dos rebuçados num dos workshops que fiz este mês na loja DeBORLA-Terceira. Posso agora afirmar que a receita foi um sucesso. Das 34 participantes presentes, apenas uma já tinha visto fazer rebuçados caseiros. Na realidade, existem imensas receitas que têm caindo em desuso devido à grande oferta de produtos prontos a consumir nos nossos supermercados. Muitos avós dos dias de hoje já não partilham estas experiências com os netos, umas vezes por falta de tempo, outras de iniciativa ou por simplesmente já não se lembrarem dos procedimentos de alguns costumes transmitidos pelas gerações anteriores. Assim se perde muito património.

Os rebuçados que veem nas fotos são ambos de morango. Os primeiros apenas levaram aroma. Aos últimos, os realizados no workshop do qual falei acima, juntei para além do aroma de morango, corante em gel. Quando estávamos a esticar os rebuçados, já na parte final da receita, resolvemos desenhar algumas bengalas que até ficaram engraçadinhas.

Fica aqui então o desafio para quem se achar capaz de aceitar. É uma excelente ideia para prenda de natal, se os colocarmos dentro de uma caixa ou bomboneira bonita. E por que não personalizarmos a nossa mesa de Natal com esta iguaria feita por nós?

Vamos rebuçar neste Natal?

rebuçados de morango_foodwithameaning

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Bomboneira com Anjo disponível nas lojas DeBORLA.
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Rebuçados e Bengalas Natalícios

 Ingredientes

  • 500 g de açúcar
  • 1 dedo acima do açúcar de água
  • 4 colheres de sopa de vinagre branco
  • 1 colher de sobremesa de aroma de morango
  • corante em gel
  • manteiga ou óleo para untar o prato
  1. Coloca-se o açúcar num tacho, nivelando-o. Vai-se acrescentando água até um dedo acima do açúcar. Adiciona-se o vinagre  e mexe-se com uma colher de pau.

 

  1. Leva-se a lume médio até estar a ferver de uma forma lenta e a fazer a chamada “bolha morta”, que rebenta lentamente. Não se assustem com o cheiro intenso a vinagre. Não passará para o rebuçado.

 

  1. Enche-se com um dedo de água uma taça pequena. Retira-se um pouco do preparado e coloca-se na taça. Aperta-se com o polegar e o indicador para certificar que o preparado se está a unir, levanta-se ao ar e deixa-se cair novamente na água. Se se ouvir um tinido forte está pronto a apagar o lume. Outra forma é na própria tampa da panela colocar um pouco do preparado e verificar se ao puxar já faz fios de seda.

 

  1. Junta-se o aroma e o corante. Deixa-se ferver e verifica-se novamente a consistência acima descrita. Unta-se um prato raso com manteiga ou óleo (certifiquem-se que o prato irá aguentar o calor).  Depois de estar nos pratos, o rebuçado deve arrefecer até ficar mais consistente. Unta-se uma faca em óleo e vai-se tentando mexer o rebuçado para arrefecer, sempre dos bordos para o centro, tentando aglomerar o preparado no meio do prato.

 

  1. Unta-se as mãos com óleo e tenta-se retirar o rebuçado do prato e esticá-lo com as mãos. Convém fazer este passo com outra pessoa, também com as mãos untadas, para se irem revezando no esticar, pois o rebuçado ainda está quente e queima ligeiramente.

 

  1. O rebuçado deve ser puxado com alguma insistência até ficar com a cor e a espessura desejadas. Poderão ser lisos ou torcidos.

 

  1.  O rebuçado deve ser cortado de imediato antes que arrefeça totalmente. Utiliza-se a tesoura de cozinha.

 

  1. Os rebuçados são embrulhados em papel vegetal ou em papel celofane cortado a gosto.ni