Mousse de mirtilo açoriano

Quando se aproxima o final de agosto, penso em uva-da-serra, o mirtilo endémico açoriano. Com esta fruta já confecionei algumas receitas, que tenho vindo a publicar no blogue. Desta vez, experimentei utilizá-lo para fazer esta mousse. A cor vibrante da sobremesa ganhou destaque quando conjugada com estas taças brancas que adquiri nas promoções DeBorla. Ficou um mimo, não acham?

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Ingredientes para 8 doses

300 g de uva-da-serra (mirtilo açoriano)

200g de açúcar em pó

2 colheres de sopa de sumo de lima

2 claras

Acessórios

Borboleta

Preparação na Bimby

1. Pulverizar o açúcar iniciando na vel 5 até à 9.

2. Adicionar as cerejas congeladas e triturar 30seg. na vel. 5.

3. Sem retirar o preparado do copo, colocar a borboleta e bater as claras  com o sumo de lima  durante 3 minutos na velocidade 3 1/2, até que obtenha uma espuma tipo merengue.

Servir de imediato ou guardar no congelador de um dia para o outro e servir na versão gelado.

 

Preparação Tradicional

1. Colocar o açúcar em pó e a fruta congelada num copo misturador. Triturar muito bem até obter um género de papa homogénea.

2. Colocar este preparado numa tigela, adicionar duas claras e o sumo de lima e bater com a batedeira elétrica até que as claras se transformem em merengue.

Servir de imediato ou guardar no congelador de um dia para o outro e servir na versão gelado.

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Entrada regional à moda da ilha do Pico

No sábado passado, fomos convidados para almoçar em casa de amigos. Decidi levar uma entrada totalmente elaborada com produtos made in Ilha do Pico, que tinha trazido de férias. Conjuguei o bolo de milho com a linguiça caseira e o queijo típico da ilha. Com recurso a uma forma de bolachas, recortei o bolo em pequenas flores, sobre o qual dispus rodelas de linguiça, fritas na frigideira sem recurso a gordura, e terminei com nuvens de queijo, a fazer lembrar as nebulosidade que muitas vezes envolve a  montanha mais alta e majestosa de Portugal.

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Canapé Regional

Ingredientes

1 bolo de milho
fatias de queijo do Pico (marca Alfredo)
rodelas de linguiça caseira (família Garcia)

*
palitos
cortador de bolachas

Preparação

1. Cortar a linguiça em rodelas e levar a fritar de ambos os lados numa frigideira. Deixar arrefecer ligeiramente.
2. Com um cortador de bolachas em forma de flor, cortar o bolo de milho.Reservar.
3. Cortar fatias de queijo, retirar a casca e com recurso ao mesmo cortador fazer nuvens de queijo.
4. Dispor em cima das flores de bolo de milho, a rodela de linguiça. Terminar com o queijo e prender todos os ingredientes com um palito.

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Os nossos amigos elogiaram a simbiose de ingredientes, e o que era para ser almoço estendeu-se languidamente pela tarde entre muita conversa, fotografias de férias e gargalhadas.
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Travessa retangular em lousa- loja DeBorla

Colheres de loiça branca – loja DeBorla

8 da manhã. Café e torta de amora

Acordei. Levantei-me. Dirigi-me até à máquina de café, quase de olhos fechados. Liguei-a. Escolhi a cápsula e deixei que o café escorresse lentamente para a chávena, difundindo pela cozinha um lento despertar. Pensei que estava em agosto e que possivelmente já houvessem amoras nas silvas. Pensei também que em breve iria apanhar uva-da-serra. Abri o frigorífico e retirei um frasco de compota de uva-da-serra para barrar na torrada. Enganei-me. Era efetivamente doce de amora. Devia rotular as compotas, mas nem sempre o faço. Confio na memória e limito-me a decifrar pelo exterior do frasco o conteúdo. Desta vez a estratégia não deu certo. Não fazia mal. Estamos no tempo das amoras. Iria apanhá-las para guardar este fruto de fim de verão e poder disfrutá-lo sempre que quisesse. De repente, pensei que aquele doce ficaria muito bem como recheio de uma torta. E, assim, tudo se concretizou em meia hora, ainda a tempo do café da manhã cá de casa. Para mim, toda a altura do dia podia ser o momento certo para se saborear um docinho. Cortei a torta em fatias generosas e acondicionei-as numa marmita para oferecer a amigos. A comida sabe sempre melhor quando é partilhada.

torta de amora_foodwithameaning

 

Torta de Amora Silvestre

Ingredientes

6 ovos

150 g de açúcar (a receita dizia 200)

200 g de farinha (a receita dizia 250g)

1 colher de café de aroma de baunilha ( não incluído na receita original)

2 colheres de chá rasas de fermento para bolos

1 frasco de compota (usei de amora silvestre)

 

Preparação

Ligar o forno a 180ºC.

Bater os 6 ovos inteiros com 150 g de açúcar  durante dois minutos.

Juntar a farinha, 200 g,  o aroma de baunilha e duas colheres de chá rasas de fermento para bolos. Bater tudo.

Forrar o tabuleiro do forno com papel vegetal. Untar o papel vegetal com manteiga e polvilhar com farinha.

Verter o preparado para o tabuleiro.

Cozer durante 15 minutos.

Desenformar de imediato para cima de uma toalha polvilhada com açúcar. Deixar arrefecer 10 minutos e rechear com o doce que se desejar.

Usar a toalha para ajudar a enrolar a torta.

Dicas:

  1. Não deixar que a torta coza demasiado. Poderá ter tendência para quebrar ao desenrolar; Quinze minutos serão aqui suficientes.
  2. Desenrolar com cuidado, apertando a torta uniformemente contra a toalha polvilhada de açúcar.

torta de amora_foodwithameaningtorta de amora_foodwithameaning

 

receita adaptada do livro básico da Bimby

Ilha de S. Jorge…Take 1

Conheço a ilha de São Jorge desde pequena, mas de todas as viagens que fiz ficou sempre por descobrir  um cantinho muito especial deste paraíso açoriano: a Fajã da Caldeira de Santo Cristo.

Desta vez a rota foi traçada e a aventura concretizou-se.

Caldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São Jorge

Esta fajã, possivelmente uma das mais bonitas e sem dúvida a mais famosa fajã da ilha de São Jorge, localiza-se na costa norte da ilha e foi classificada em 1984 como Reserva Natural, pelo Governo Regional dos Açores, devido à existência de amêijoas na sua lagoa denominada Lagoa da Fajã de Santo Cristo.

Mais tarde foi classificada como sítio de importância internacional ao abrigo da Convenção de Ramsar (a Convenção sobre as Zonas Húmidas de Importância Internacional ou Convention on Wetlands of International Importance), relativa às Zonas Húmidas de Importância Internacional como Habitat de Aves Aquáticas, graças à sua lagoa.

foodwithameaningCaldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São Jorge

Deixámos o carro na fajã dos Cubres e fizemos o percurso pedestre  de 4 quilómetros até à Fajã da Caldeira de Santo Cristo. A vista de montanha permitiu-nos apreciar cenários que remotam ao imaginário do filme Jurassic Park (dinossauros à parte); a abundância de nascentes que brotam das rochas altas e caem em forma de cascata possibilitou tomar banhos em pequenas piscinas naturais, cujas águas  descem as escarpas saltitando montanha abaixo ao encontro do mar.

Caldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São Jorge

Caldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São JorgeCaldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São JorgeCaldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São Jorge

Corria o ano de 1891 esta fajã contava com 111 habitantes, chegando a ser criada uma escola primária que foi encerrada quando a população diminuiu e deixou de haver alunos. No dia 14 de outubro de 1960 foi inaugurado um Posto Público de telefones e, mais tarde, uma rede eléctrica alimentada por um pequeno gerador. Também foi construído um cais no interior da lagoa para facilitar o varar dos barcos que até ali era feita até ai no calhau.

Caldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São JorgeCaldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São Jorge

O terramoto de 1980 causou desmoronamentos em ambos os acessos da fajã, destruiu a rede telefónica que contava com seis unidades, e isolou a Caldeira de Santo Cristo do resto do mundo. Os habitantes tiveram de ser retirados por um helicóptero da Força Aérea Portuguesa. Muitos deles fixaram residência noutros pontos da ilha de São Jorge e outros emigraram. Presentemente, das cinquenta casas antigas, algumas foram restauradas, enquanto outras continuam abandonadas. Nos últimos anos têm sido construídas casas pertencentes a pessoas que cá vêm passar férias. Há poucos habitantes permanentes na fajã sendo um deles o guarda da Reserva Natural.

Caldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São JorgeCaldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São JorgeCaldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São Jorge

Com os temporais, sempre fortes nesta costa voltada a norte e o consequente mar bravo, deu-se o entulhamento do canal que ligava a lagoa ao mar. É uma lagoa de águas muito quentes e por isso frequentada por banhistas e veraneantes de toda a parte. O acesso à fajã é feito a pé ou de mota, mas, para preservar a calma do local, foi estabelecido um horário restrito de circulação dos motociclos, quase todos de quatro rodas, que transportam malas térmicas e mercearia para as casas habitadas.

Caldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São Jorge

Caldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São Jorge

A imponente igreja desta fajã, cujo patrono é o Senhor Santo Cristo, foi benzida no dia 10 de Novembro de 1835. Desde essa altura que se transformou num local de culto onde vão devotos de toda a ilha. Vão para o pagamento de promessas e pedidos de graças.

Caldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São JorgeCaldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São JorgeCaldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São Jorge

A Fajã de Santo Cristo é um dos locais mais recônditos da ilha de São Jorge e graças à ondulação aqui existente e ao extraordinário envolvimento paisagístico,  é considerada um santuário do bodyboard e surf, sendo procurada por praticantes da modalidade vindos de todo o mundo. Cruzámo-nos com alguns surfistas que se dirigiam para as pequenas casas de pedra, em cujos muros se viam fatos de mergulho e outro equipamento a secar.

fonte da informação históricaCaldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São Jorge

Depois do passeio obrigatório pela fajã, esperávam-nos no único restaurante do local as famosas ameijoas.

Caldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São Jorge

Assim que lá chegámos, fomos recebidos com muita simpatia pelo senhor Emanuel, rapaz para a minha idade, que há dezasseis anos é um dos poucos habitantes fixos da fajã, e por um moço, o Roberto, natural da ilha Terceira, que decidiu amealhar para a faculdade trabalhando como empregado de mesa durante o verão. O Roberto confessou-me que fazia um mês que não saía da fajã e que não sentia falta da civilização. O Emanuel, que se intitula “a alma da fajã”, é uma das pessoas mais cativantes que conheci nos últimos tempos. É conhecido pelas suas quadras e pensamentos espontaneamente profundos.  Quando soube que eu e o meu marido tínhamos decidido comemorar o dia em que fazíamos dezasseis anos de casados na “sua” Caldeira, forma carinhosa como se referia ao lugar da fajã, pediu permissão  para nos cantar uma canção de amor, de Roberto Carlos. Aceitámos com um misto de surpresa e comoção. O Emanuel terminou a intervenção com este pensamento, que de imediato escrevi para que pudesse ficar registado: “A água serve para matar a sede e lavar o corpo e o amor para cultivar a alma”. Fez ainda questão de nos oferecer o café e uma aguardente de ginja, feita por ele ali no lugar da fajã. Confidenciou-me que espera que a fajã mantenha sempre o espírito de lugar à parte, e de difícil acesso para que seja preservada e acarinhada. Tem consciência de que o facto de não haver linhas telefónicas fixas, de não dispor no restaurante de multibanco e de a luz elétrica provir de um gerador pode afastar algum nicho de clientela, mas sabe que a fajã também é reconhecida por ser um mundo à parte, cada vez mais procurado por pessoas que pretendem descanso e total harmonia com a natureza envolvente.

Caldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São JorgeCaldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São JorgeCaldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São Jorge

Era uma da tarde, esperávamos pela entrada no alpendre do restaurante, com ampla vista para a lagoa, quando o Emanuel nos informa que o pão fresco ainda não tinha sido entregue pelo que se não quiséssemos esperar mais um pouco, servir-nos-ia, pão de véspera. Aceitámos sem problemas. Quantas vezes em nossas casas o mesmo acontece e ninguém desespera por esse motivo. O pão de trigo e o de milho chegou na cesta, que acompanhava o prato das ameijoas, e o milagre operou-se: ninguém podia dizer que aquele era pão do dia anterior. Pairava a magia da receita secreta daquela entrada de ameijoas especiais.

Caldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São JorgeCaldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São JorgeCaldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São JorgeCaldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São JorgeCaldeira da Fajã de Santo Cristo_ilha de São Jorge

Espero que este post tenha despertado em vós a vontade de provarem um dos ex-libris da gastronomia açoriana: a ameijoa da fajã da Caldeira, aproveitando a oportunidade para respirarem a magia presente neste lugar único do planeta.

fonte da informação histórica

Picolé de morango, lima e manjericão

Os dias quentes são sempre tempos de gelados e refrescos. As limonadas, as águas aromatizadas e os chás têm sido por isso presença habitual nas nossas mesas de almoço e de jantar. O gin também, visto muito mais como uma bebida de fim de tarde e sempre com uma saqueta de infusão de romã, como me serviu a minha amiga Lucília em sua casa no início deste verão. Fiquei fã. Qualquer dia, partilho a receita convosco.

Hoje, a sugestão recai neste picolé de morango e lima para celebrarmos a estação.

picolé de morango_foodwithameaning

sorvete de morango e lima

 

Picolé de Morango, Lima e Manjericão

  • 3 copos de chá de frutos vermelhos
  • ¼ de copo de folhas de manjericão frescas
  • 1 lima sem casca e cortada aos pedaços
  • 4 morangos
  • 4 colheres de sopa de mel ou de agave

Fazer o chá. Deixar arrefecer.

Colocar todos os ingredientes numa misturadora até se obter uma consistência suave. Coar.

Encher os recipientes de sorvete.

Levar ao congelador até solidificar.

 

Servir num dia quente de verão!

sorvete de morango e lima

 

Sumo detox de manga, chocolate e água de côco

Os sumos detox são uma combinação fácil de vários alimentos tais como frutas, verduras, sementes e raízes, especialmente escolhidos por serem ricos em fibras, vitaminas, minerais e detentores de propriedades antioxidantes e desintoxicantes.

Apesar de os sumos detox possuírem alto valor nutritivo, estes não devem substituir as refeições. Deverão ser tomados em jejum ou ao lanche. É importante que o exercício físico e uma alimentação rica e equilibrada continuem como prioridade.

Ingredientes ricos em clorofila: couve, agrião, espinafres, salsa e hortelã, etc.

Ingredientes ricos em fibras e vitaminas: maçã, laranja, limão, morango, maracujá, abacaxi, kiwi, cenoura, beterraba, etc.

Ingredientes termogénicos: gengibre; canela; cafeína; pimenta; chá verde, etc.

Ingredientes ricos em minerais, fibras e proteínas: sementes (linhaça; chia; girassol; quinoa; papoila, etc.).

Líquidos para a base do sumo: água mineral, água de coco e chás diversos.

Sumo Detox Energético de Manga, Chocolate e água de côco

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(Set de copos da Loja DeBorla)

Este sumo é ideal quer para o pré  ou o pós treino, uma vez que é rico em energia.

Ingredientes

– 1 Manga, 1 Banana, 200 ml água de côco, 1 quadrado de chocolate preto (70%), 2 a 3 avelãs ou nozes, 1 colher de sopa de farelo de trigo ou muesli.

Para preparar o sumo, triture os ingredientes num liquidificador ou num robô de cozinha. Se a água de coco ou os chás estiverem presentes na receita, elimine o uso de água. Açúcares e adoçantes também devem ser evitados.

Com este sumo detox, participo nesta edição de agosto de Dia Um…Na Cozinha, subordinada ao tema: Sumos Detox.Logotipo Dia Um... Na Cozinha Agosto2015