Caldo de sargo

Ser açoriano implica apreciar pratos de peixes.

Se desejarem fazer o caldo de peixe tradicional da ilha do Pico, poderão encontrar a receita e as fotos aqui neste link.

Cá em casa, faço-o ora com uma variedade de peixe (o verdadeiro caldo de peixe assim o exige) ora com uma única espécie, como foi o caso deste caldo de sargo. Como o pão é presença obrigatória nas sopas de peixe açorianas, ele aqui não pôde faltar. Cortei às fatias pão caseiro, barrei-o com manteiga e perfumei-o com folhas de hortelã e de menta. Coloquei-o às camadas numa terrina e verti o caldo por cima, terminando com o peixe.

Um conforto esta sopa!

caldo de sargo

caldo de sargocaldo de sargo

Ingredientes

1 ou 2 sargos médios

6 dentes de alho

1 cebola

azeite

2 malaguetas

1 folha de louro

meia lata pequena de tomate triturado

água suficiente para tapar o peixe

manteiga para barrar o pão

pão caseiro

folhas de hortelã e de menta

sal q.b.

Diapositivo1caldo de sargo

Preparação

Numa panela coloquei água até meio, uma cebola partida em quatro partes, dois dentes de alho, as malaguetas e o sal. Deixei que a água começasse a ferver.

Coloquei o peixe, verifiquei se a água o tapava ( se não tapar, acrescenta-se mais) e tapei a panela. Deixei cozinhar cerca de 15 a 20 minutos.

À parte, num pequeno tacho, fiz um refogado com os restantes dentes de alho e o tomate triturado.

Retirei o peixe e separei-o das espinhas. Juntei o peixe ao refogado anterior e liguei o lume cerca de dois minutos. Mexi.

Coei o caldo para uma panela.

Juntei duas conchas de caldo da sopa ao tacho com o peixe.

Cortei  pão caseiro às fatias, barrei-o com manteiga e perfumei-o com folhas de hortelã e de menta. Coloquei-o às camadas numa terrina.

Verti metade  do caldo de sargo quente, e coado, por cima. Deixei repousar cerca de um minuto para que o pão absorvesse o caldo.

Verti o restante caldo e o todo o conteúdo do tacho com o peixe por cima de tudo. Acomodei o peixe na terrina. Servi de imediato.

caldo de sargo

 

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Bolos Lêvedos

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Bolos Lêvedos

Os bolos lêvedos são uns bolinhos fofos tradicionais de Furnas na Ilha de São Miguel, Açores. Fazem mesmo parte do cartaz turístico para quem visita a freguesia de Furnas. Hoje já se fabricam em outras freguesias  e noutras ilhas, como acontece aqui na ilha Terceira. São uma espécie de panquecas altas que podem ser servidas simples ou recheadas com doces diversos ou até mesmo, na versão salgada, com uma fatia de queijo e outra de fiambre. Por cá, a Quinta dos Açores, até já utiliza o bolo lêvedo ao jeito francesinha. Uma verdadeira delícia!
Manda a tradição que sejam confecionados em sertã de barro sobre lume de lenha, mas poderão ser feitos na frigideira em fogão de gás ou elétrico, desde que a cozedura seja feita na temperatura mínima para que fiquem apenas dourados e cozinhados na íntegra. Estes bolos têm a vantagem de não serem cozinhados com gordura.
Como foi a primeira vez que eu fiz bolos lêvedos, estava um pouco apreensiva. Desconfiava que ficassem cozinhados no interior. Não sabia o tempo de cozedura de cada face do bolo. Fiz pesquisa sobre este pormenor e nenhuma das receitas era esclarecedora em relação a este facto. Acabei por perceber, por experiência própria que é quase impossível contabilizar o tempo pois este varia. Temos é de estar atentos à formação do solo/crosta na base do bolo. Quando este/esta estiver ligeiramente dura para suportar o peso da massa ao ser virada, o bolo está no ponto para ser virado para se cozinhar a outra face. Não se intimidem pelo facto dos bordas do bolo ainda estarem moles e com aspeto encruado. Não se esqueçam que ao cozinhar do outro lado o calor vai continuar a infiltrar-se na massa para a cozinhar até ao centro.
Quando comecei a adicionar os ingredientes, reparei que a consistência da massa era bastante mole, agarrando-se às mãos constantemente. Terão de suportar esta fase enquanto amassam todos os ingredientes ou então utilizem um robô de cozinha. Não cometam o erro de adicionar farinha até que se despegue. Deixem levedar primeiro. Quando a massa tiver duplicado de tamanho, polvilhem as mãos com farinha, tirem pedaços de massa e formem uma bola do tamanho de uma laranja pequena sem mexer muito com a massa. Coloquem as bolas de massa, com os remates virados para baixo, em cima de um pano enfarinhado e deixem repousar, tapadas por um pano, mais 30 minutos. Vão reparar que estas voltarão a aumentar de tamanho.
A parte mais fácil da receita é mesmo a de colocar as bolas de massa na frigideira, espalmá-las até que fiquem com um dedo de espessura e deixá-las cozinhar, seguindo as dicas que vos dei acima. Cozinhei os bolos em fogão elétrico em frigideira anti-aderente e em fogão a gás em sertã de ferro fundido. Queria mesmo perceber se haveria diferença no sabor. Não achei que ficassem diferentes, com a exceção de no fogão a gás e com a sertã de ferro não conseguir controlar a temperatura da cozedura, ficando estes bolos ligeiramente mais tostados do que os feitos na placa elétrica. Nesta última mantive as frigideiras com a temperatura constante de 2, numa escala de 0 a 9.
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Ingredientes (para 6 a 8 bolos)

1/2 kg de farinha de trigo
125 g de margarina ou manteiga
125 g de açúcar
20 g de fermento de padeiro (ou 1 saqueta de levedura seca de 11 g tipo fermipan)
2 dl de leite
raspa de limão
2 ovos
Preparação tradicional
1. Peneire a farinha para um alguidar e faça uma cova no meio, junte o açúcar, os ovos, a margarina, a raspa de limão e comece a misturar, dissolva o fermento no leite morno e acrescente à farinha amassando e sovando a massa muito bem.
2. Deixe levedar em local aquecido até dobrar de volume, bem tapada.
3. Faça bolas do tamanho de uma laranja e disponha em tabuleiros ou panos polvilhados com farinha e deixe repousar por mais 30 minutos.
4. Pegue em cada uma das bolas e vá achatando tipo panqueca.
5. Polvilhe uma sertã ou uma frigideira anti-aderente com farinha e deixe cozinhar em lume muito brando de um lado e do outro.
Preparação na Bimby
1. Deitar no copo o leite, a manteiga e o açúcar programar 2 m. temp 37ºC vel.1.
2. Juntar os ovos uns seg. na vel. 5.
3. Acrescentar a farinha e o fermento fermipan e misturar 30 segundos na vel. 5 e 2 a 3 minutos na velocidade espiga.
4. Seguir os passos 2,3,4,5 da preparação tradicional.
Dicas. Encontram-se no texto introdutório.
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 Inspirações para esta receita 

GUEDES, Francisco,Receitas Portuguesas, Os pratos típicos de todas as regiões, Publicações D. Quixote, 2000.

ANDRADE, Margarida Freire, Gastronomia Açoriana, Educação Tecnológica 8ºano, 1993-1994, Escola Secundária Geral e Básica das Laranjeiras; Ponta Delgada.

http://receitas-nani.blogspot.pt/2008/04/bolos-levedos-dos-aores.html

A primavera e uma entrada cheia de cor…

Os dias de bom tempo trazem-nos ânimo e vontade de aproveitar o ar fresco e os contrastes de cor que a natureza nos oferece. Apenas temos de fazer o exercício de saber olhar e de descobrir o belo no detalhe. A primavera oferece-nos pistas e convida-nos a apreciar a beleza que esteve escondida e agora desponta. Nós decidimos seguir-lhe os passos e deixámo-nos hipnotizar pelos pormenores da paleta de cores.

Sigam-me nesta viagem!

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Depois destes apontamentos de beleza natural, trago-vos uma entrada cheia de cor e movimento, uma sugestão em espiral que concentra variedade e contraste de sabor nos ingredientes utilizados, ou seja, um canapé agridoce muito leve e fresco, ideal para os dias que se avizinham mais quentes.

espirais de tortilha queijo creme e arandos

Espirais de wraps com fiambre de peru, creme de queijo com alho e ervas, alface,doce de frutos vermelhos, frutos secos e arandos.

Ingredientes
1 embalagem de wraps (usei marca Bimbo)
meia embalagem de queijo-creme
meia embalagem de queijo-creme de alho e ervas
fiambre de peru (três rodelas de fiambre por wrap)
mix de frutos secos (marca Continente)
doce de frutos vermelhos
alface
arandos

Preparação
Tostam-se ligeiramente os wraps de ambos os lados.
Revestem-se com uma mistura de queijo-creme simples com queijo-creme de alho e ervas
Estende-se o fiambre por cima do queijo-três rodelas por wrap- e barra-se com doce de frutos vermelhos
Dispõem-se os frutos secos triturados
Estendem-se pedacinhos de alface (poucos)
Dispõem-se os arandos picadinhos (os arandos poderão ser substituídos por alperce, ameixa ou tâmara)
Enrola-se tudo e envolve-se em película aderente.
Leva-se ao frigorífico cerca de uma hora.
Corta-se o rolo às rodelas e serve-se numa travessa/ardósia com uma das faces do rolo para cima ou ambas para os lados.

Em modo bruschettas

Volto, hoje, com mais uma entrada, que poderá servir de sugestão para os convívios do fim de semana. Nestes, os canapés marcam muitas vezes presença e são entrada e, tantas vezes, prato principal, especialmente quando devidamente regados por um vinho branco, verde ou rosé fresquinhos e por uma boa conversa. Estas bruschettas de presunto constituíram uma das receitas que desenvolvi no último workshop do DeBorla-Terceira e caracterizam-se por ser de confeção fácil e rápida. A pedido de muitas famílias, em especial daquelas que não puderam participar neste último workshop, por falta de vaga, prometi ir partilhando as receitas executadas e interceder para que se realize em breve outro evento com a mesma temática. Para já fica apenas a receita.

Estas bruschettas são tentadoras, não acham?

bruschettas de presunto e queijo mozarella

Bruschettas de presunto, mozarela, tomate e menta

bruschettas

Ingredientes
1 pão de cacete
12 fatias de presunto (para 24 bruschettas)
3 queijos mozarella frescos
tomate capucho ou tomate cereja
1 dente de alho
azeite
ervas aromáticas a gosto (usei folhas de menta)

Preparação

1. Lava-se o tomate e pica-se aos pedacinhos. Tempera-se com azeite, vinagre balsâmico e sal. Aromatiza-se com pedaços de folhas de menta ou tomilho-limão ou orégãos ou manjericão. Reserva-se.
2. Corta-se a baguete em fatias com a grossura de um dedo. Levam-se a tostar ligeiramente de ambos os lados numa tostadeira-grill.
3. Descasca-se o alho, corta-se a ponta e esfrega-se o pão.
4. Pincela-se o pão com azeite.
5. Dispõem-se as fatias de queijo mozarela, cortadas às rodelas, em cima das fatias de pão, o presunto e por fim o tomate escorrido. Finaliza-se com um apontamento de manjericão ou menta.

Fiquem Bem!

Crostini com brigadeiros de queijo de cabra

Crostini com brigadeiros de queijo de cabra, amêndoa torrada e tomilho-limão

Ingredientes

1 embalagem de crostini com alho e ervas (tostas circulares Biscottina)

2 embalagens de queijo de cabra (formato cilíndrico- utilizei Palhais)

1 embalagem de amêndoa picada

tomilho-limão

Preparação

1. Torra-se ligeiramente a amêndoa recorrendo ao  forno ou a uma frigideira. Convém ir mexendo com uma colher de pau e prestar atenção para evitar que a amêndoa queime. Reserva-se até arrefecer.

2. Dispõem-se os crostini numa ardósia, prato de servir, ou colher de canapé.

3. Fatiam-se quadradinhos fininhos de marmelada, que se colocam em cima dos crostini.

4. Retira-se a casca ao queijo e corta-se queijo em pequenos rodelas.

5. Moldam-se pequenas bolas de queijo que se envolvem na amêndoa torrada formando brigadeiros.

6. Dispõem-se os brigadeiros em cima do pedaço de marmelada.

7. Decora-se o cimo do brigadeiro de queijo de cabra com tomilho-limão

 

Desta vez foi para adultos… Fingerfood no 2º Workshop do DeBorla – Terceira

cartaz do workshop

Hoje, as entradas foram as estrelas do workshop e os adultos os principais protagonistas do evento. O DeBorla- Terceira, que continua a comemorar a sua reabertura, convidou-me, mais uma vez, para dinamizar um workshop, sendo que desta vez teria de contemplar os interesses gastronómicos dos adultos. Desenvolvi, assim, seis receitas diversificadas de canapés com a colaboração de todos os participantes do workshop.  Quem assistiu ajudou a elaborar as diferentes propostas com muita minúcia e dedicação. A assistência, e os transeuntes que visitaram a loja nessa tarde, também levaram consigo ideias para colocarem em prática em momentos festivos. Foram quase três horas repletas de interação, marcadas pela boa disposição e cooperação de todos os presentes. E como quem se porta bem merece uma recompensa, decorreu no final do workshop uma prova de degustação, altura na qual, e de forma mais descontraída, pude conhecer pessoas muito interessantes que, sem dúvida, concorreram também para o sucesso da iniciativa.

As receitas foram as seguintes: 
  • Crostini com brigadeiros de queijo de cabra, amêndoa torrada e tomilho-limão
 brigadeiro de queijo de cabra e amêndoa torrada
  • Bruschettas de presunto com mozzarela, tomate e manjericão
 bruschettas
  • Tosta melba com queijo de ovelha curado, doce de figo e cebolinho
 tosta melba com queijo de ovelha , doce de figo e cebolinho
  • Espirais de tortilha com fiambre de peru, creme de queijo com alho e ervas, alface, mix de frutos secos, doce de frutos vermelhos e arandos
 espirais de tortilha queijo creme e arandos
  • Flores de pão alemão com mascarpone, truta salmonada fumada, limão e funcho
 flores de mascarpone com truta salmonada fumada e funcho
  • Crackers com paté de alheira, azeitona preta e salsa
 bolachas de água e sal com paté de alheira
&
Deixo-vos com as fotos e mais pormenores do workshop.
Fiquem bem!

Cheesecake de Framboesa

E já lá vai uma semana desde a última receita que partilhei convosco. A falta de tempo devido ao excesso de trabalho é mesmo a razão principal para este interregno. Hoje, porém, arranjei tempo entre o fim de tarde e a hora de jantar para compor este post e dar-vos a conhecer um dos meus cheesecakes favoritos. Este, de framboesa, é muito saboroso e viciante. Não tem gelatina na composição por ser da variante de cheesecakes que vai a cozer ao forno. O licor de amora utilizado na base de bolacha torna este bolo de queijo ainda mais apetecível.

cheesecake de framboesa

Ingredientes para a base
200 g de bolacha tostada ou bolacha Maria
100 g de manteiga
licor de amora q.b. (coloquei dois cálices)

Ingredientes para o recheio
1 pacote de queijo creme (200g)
2 iogurtes naturais
1 pacote de natas (200ml)
3 ovos
100 g de açúcar
aroma de baunilha
80 g de farinha
aroma de baunilha

Ingrediente para a cobertura
doce extra de framboesa

Preparação
Pré- aquece-se o forno a 180ºC.
Com recurso à uma picadora ou a um robô de cozinha tritura-se a bolacha e mistura-se a farinha e o licor até se obter uma consistência de crumble.
Unta-se uma forma de aro amovível com manteiga e forra-se a base com este preparado.
Batem-se os ovos com o açúcar.
Adicionam-se as natas, os iogurtes e o queijo-creme. Bate-se novamente muito bem.
Por fim, junta-se a farinha e o aroma de baunilha e bate-se outra vez.
Verte-se este preparado por cima da bolacha e leva-se ao forno, a 200 ºC cerca de 30 minutos. Retira-se e deixa-se arrefecer. Coloca-se no frigorífico até o cheesecake estar bem fresquinho.
Uma hora antes de servir, cobre-se o cheesecake com doce de framboesa, ou outro a gosto, e leva-se novamente ao frigorífico.

>cheesecake de framboesa

Outras receitas de cheesecake que poderão consultar:
https://foodwithameaning.wordpress.com/2012/12/28/cheesecake-de-mirtilos-com-angelica/
https://foodwithameaning.wordpress.com/2012/01/09/cheesecake-de-roma/