B&B&B: Banana Bundt for a Birthday

banana bundt

Os aniversários são sempre tempos de balanços, apesar de apenas nos apercebemos disso depois de andarmos neste mundo já há algum tempo. Um ano ficou para trás e começa hoje outro, que se quer lento, antes que os quarenta batam à porta. Saúde e trabalho são os motores da vida para que tenhamos momentos felizes entre família e amigos. Graças a Deus tenho isto tudo.

Este bolo é, sem dúvida, um motivo para celebrar. É muito saboroso, leve, aromático e fácil de se fazer. Desde que me deram a receita, já o fiz várias vezes. É mesmo viciante!  Neste dia especial, partilho-a convosco.

banana bundt

Ingredientes

3 ovos inteiros

250 g de açúcar

250 g de farinha

200 ml de óleo

5 bananas médias maduras

3 colheres de sopa de leite

1 colher de chá de fermento para bolos

1 colher de chá de bicarbonato

Preparação na Bimby (sem borboleta)

1. No copo coloquei o açúcar e o óleo e marquei 1 minuto, Vel. 4.

2. Juntei os ovos e marquei 30 seg. Vel. 4.

3. Adicionei as bananas inteiras, o leite, o fermento e o bicarbonato e marquei 1 minuto Vel. 4

4. Por fim, coloquei a farinha e marquei 1 minuto. Vel.4

5. Untei uma forma de bundt com manteiga e, de seguida, enfarinhei-a. Verti o preparado para a forma e levei a cozer em forno pré-aquecido a 180 graus, durante uma hora e apenas utilizando a resistência inferior.

Nota. Esta receita pode se reproduzida utilizando a tradicional batedeira elétrica e seguindo a mesma sequência. Convém, porém, incluir as bananas já esmagadas em vez de inteiras.
banana bundt

banana bundt

Obrigada Nídia pela receita.

Mousse de 2 maracujás

Na fruteira da cozinha têm coabitado muitas frutas. Entre maçãs e bananas encontram-se duas espécies de maracujás, uma manga e vários figos. As amoras, essas, encontram-se no frigorífico. No fim de semana passado, fomos os quatro às amoras, mas sobre esta aventura conto-vos qualquer dia.

Os maracujás são mesmo idolatrados por nós. Temos na nossa horta uma latada com três espécies diferentes: o maracujá roxo, o maracujá banana e o maracujá amarelo. Infelizmente, as nossas plantas ainda não produziram, por isso, estes que veem nas fotos foram mesmo comprados a um produtor local.

Nós preferimos comê-los ao natural, mas, desta vez, como havia abundância, decidi utilizar alguns nesta mousse, que, modéstia à parte, ficou “de comer e chorar por mais”.

mousse de dois maracujás

Ingredientes (para 6 a 8 taças)

1 lata de leite condensado cozido
5 folhas incolores de gelatina
1 lata pequena de leite de côco
1 lata grande de polpa de maracujá com ou sem sementes (ou o peso equivalente escorrido de polpa de maracujá)

Se utilizarem o maracujá natural deverão dar uma fervura à polpa, com três ou quatro colheres de sopa rasas de açúcar, deixar arrefecer e misturar com os restantes ingredientes.

Preparação

1. Bater o leite condensado com o leite de côco durante dois minutos.
2. Juntar a polpa de maracujá e bater durante 30 segundos.Reservar um pouco de polpa para colocar no topo de cada taça na hora de servir.
3. Demolhar as folhas de gelatina numa tacinha num pouco de água. Levar ao microondas, sem deixar ferver. Misturar com uma colher até a gelatina se dissolver totalmente na água.
4. Juntar a gelatina dissolvida ao restante preparado, bater durante um minuto.
5. Colocar o preparado em taças e levar ao frigorífico durante um período mínimo de 6 horas.
6. Decorar com a polpa reservada.

Maracujás utilizados nesta receita: maracujá roxo (mais aromático e ácido) e maracujá granadilha (com mais polpa e mais doce)

mousse de dois maracujás

maracujá granadilha

Com esta mousse de maracujá, cujo sabor nos transporta para momentos tropicais doces, participo no passatempo especial aniversário, a decorrer no blogue da Mariana.

Um resto de semana feliz!

Patrícia

Um brinde com vinho doce

O equinócio de outono refere-se ao instante em que o sol cruza o plano do equador celeste, o que acontece em setembro no hemisfério norte e em março no hemisfério sul.

As folhas  das árvores já vão caindo no chão, amarelecidas e acastanhadas. O  vento já sopra mais fresco. As nuvens já riscam os ares criando formas imaginárias. As gentes apanham as uvas, carregam os cestos de vimes e dirigem-se aos lagares.

Começou a nova estação.

Brindemos então ao outono com vinho doce.

Estas uvas não foram pisadas tradicionalmente, mas quando as estava a espremer o cheiro das uvas fez-me viajar até ao passado. Naquela época, a escola apenas começava em outubro, prolongando-se as férias de verão até ao final de setembro. Eu e os meus irmãos ficávamos com a avó e a bisavó na ilha do Pico, apanhávamos as uvas dos nossos terrenos de vinha e íamos transformar a uva em vinho doce num lagar situado dentro de uma atafona vizinha. Nós adorávamos ver o vinho doce escorrer para uma selha de madeira. Íamos à bica com um copo e deliciávamo-nos, à vez, com aquele sumo de uva limpo de corantes e conservantes. Ainda me lembro de ver a minha avó a arrancar-nos o copo da mão e dizer em tom de repreensão:

 –  Já provaram sumo suficiente! Querem ter uma dor de barriga e passar a noite na retrete?

A ida a esta casa de banho tradicional, que ficava fora da casa, já era por si só um sacrifício. Imaginarmo-nos lá a pensar mais tempo do que o necessário, e em clima noturno (para não dizer soturno), intensificado pelo som gutural dos cagarros, aves da noite, seria uma tortura para o nosso pensamento infantil.

Depois da vindima, o vinho era armazenado em barricas de carvalho e trazido no porão do barco que nos fazia regressar à ilha Terceira onde morávamos.

vinho doce_foodwithameaning

Ingredientes

1,5 kg de uva (da casta americana Isabelle (por vezes designada por Isabel ou Isabela)

200 ml de água

açúcar ( a gosto e opcional)

Preparação na Bimby

1. Coloquei os bagos de uva lavados dentro do copo. Marquei 1 minuto Vel. 6-7-8-9-10.

2. Adicionei a água e voltei a marcar 30 seg. vel. 6-7-8-9-10.

3. Coloquei o cesto dentro do copo e escorri o sumo para dentro de uma taça  através de um coador grande. Mexi com uma colher de pau a mistura dentro do coador até ficar sem sumo.

4. Verti o sumo da uva para um jarro. Provei para me certificar se necessitaria de mais um pouco de água ou de açúcar. Optei por adicionar um pouco de açúcar.

5. Juntei ao jarro umas pedras de gelo e servi.

Obs. Convém não ingerir o sumo puro por ser um pouco laxante.


vinho doce_foodwithameaning

vinho doce_foodwithameaning

vinho doce_foodwithameaning

Com esta receita de vinho doce e com as minhas memórias participo no Passatempo Conservas Nero e Limited Edition.

Uma excelente semana! Já de outono.

Costeletas mistas à espanhola com conchiglione e o voltar à rotina

Os dias voltaram às rotinas. Voltou-se a preparar mochilas de véspera e lancheiras de manhãzinha. O mais velho já tem os livros e os materiais necessários para este novo ciclo que inicia. Nem acredito que já está no sétimo ano. A mais novita já passeia o trolley novo, das Winx ( no meu tempo não se ouviam falar de mochilas em cima de rodas, muito menos com a Barbie ou as Monster High estampadas. A Tuxa era a rainha das bonecas). As compras de supermercado processam-se novamente ao sabor da lista do que falta para a confeção das ementas da semana. Tudo acontece mais ou menos de acordo com um plano traçado. A minha vida profissional recebe novo desafio com a chegada de turmas diferentes. Fechou-se um ciclo com determinados alunos. Já voaram para o secundário. Alguns destes veem-me ao longe, vêm ter comigo e dizem-me que já estão a sentir saudades minhas e que a professora de inglês deste ano é assim ou assado, mas nada comparado comigo. Ouço-os e amparo-os ali uns segundos durante o intervalo. Seguem mais reconfortados. Outros passam por mim e querem cumprimentar-me mas pensam que já perderam esse direito e não o fazem por receio de não receberam um sorriso ou uma palavra da minha parte. Na adolescência três anos seguidos com as mesmas turmas concorrem para que muitos alunos levem para a vida um pouco de nós. Mas a realidade é que, após quinze anos de profissão, percebo que é tão bom vê-los chegar como vê-los partir. Tal como os seus pais, nós, professores, preparamo-los para o mundo da forma melhor que sabemos. O resto cabe-lhes interpretar. No entanto, a par do melhor da escola, que é a interação com os alunos, estão tarefas burocráticas que emanam dos repetitivos e quase dispensáveis conselhos de turma: horas perdidas a ouvir diretores de turma, a desfiarem rosários, e tempo sem fim a redigir atas, que apenas se alimentam de pormenores ditos essenciais.

Também a cozinha voltou à rotina e dela já começaram a sair os pratos de conforto típicos dos jantares em família.

costeletas mistas à espanhola

costeletas mistas à espanhola

Ingredientes

8 costeletas de porco (4 de lombo e 4 de cachaço)
1 pimento vermelho
4 dentes de alho
1 cebola grande
1 copo de vinho branco
1 copo e meio de água
3 colheres de sopa de azeite
1 lata pequena de tomate triturado
1 baga de piri-piri
pimenta preta
1 folha de louro
manjericão (para interior e decoração)
sal

Preparação

1. Coloquei no fundo de uma caçarola azeite.

2. Piquei a cebola e os alhos miudinhos (em Espanha a cebola é utilizada às rodelas). Coloquei-os na caçarola.

3. Adicionei a folha de louro, a baga de piri-piri (inteira ou desfeita). Deixei refogar um pouco.

4. Adicionei o pimento vermelho cortado aos pedacinhos pequenos. Deixei refogar. Acrescentei mais um pouco de azeite e adicionei o tomate e a pimenta preta.

5. Juntei as costeletas, previamente salpicadas com sal, e deixei que absorvessem os sabores do refogado. Adicionei a água e o vinho, certificando-me de que a carne ficava coberta. Envolvi todos os ingredientes com a colher de pau e tapei a caçarola. Deixei estufar cerca de 40 minutos em lume brando. É preciso ir vigiando para evitar que se agarre ao fundo da caçarola. Costumo sacudir o tacho, com tampa colocada, por duas ou três vezes durante a cozedura da carne.

6. Quase no fim da cozedura, aromatizei a carne com pedaços de folhas de manjericão.

Sobre as costeletas, deitei o molho e servi a carne acompanhada com conchiglione ou búzios grandes, como diz a minha filha. Em Espanha, as batatas cozidas servem de acompanhamento a este prato. Antes de servir, espalhei por cima da carne algumas folhas de manjericão (com salsa ou coentros fica também muito bem).

costeletas mistas à espanhola

Granita de Figo

As granitas são tão frescas como os gelados mas muito menos calóricas e difíceis de fazer. Consistem basicamente numa mistura de água, açúcar e sumo de fruta com uma elaboração mais rápida do que a do convencional gelado. Também as há de café. São tão boas e refrescantes, especialmente no verão.

Depois de colocarmos a mistura no congelador, temos de ter em atenção o tempo de congelação para evitar que esta se torne num bloco demasiado duro e difícil de transformar em gelo granulado.

Esta minha versão leva iogurte natural em vez de água, apesar da água estar presente por fazer parte da composição do leite e dos iogurtes. O iogurte tornou a granita mais saborosa, especialmente quando esta começa a derreter na taça.

Acompanhei a granita com uns fios de doce de figo e com algumas sultanas aquecidas em vinho do porto.

Granita de figo

granita de figo

granita de figo

Ingredientes para cerca de 8 a 10 taças

400 g de figos (pesados já sem a pele)
150 g de açúcar mascavado claro
8 iogurtes naturais
1 colher de café de canela
2 colheres de sopa de sultanas aquecidas em vinho do porto (reservam-se algumas para a decoração das taças.
1 colher de chá de doce de figo por taça

Preparação na Bimby

1. Coloquei os figos inteiros e sem pele no copo juntamente com o açúcar e a canela.
2. Marquei 6 minutos Vel.1.e selecionei 100 graus de temperatura.
3. Triturei a mistura cerca de 5 segundos Vel.6. Deixei arrefecer totalmente.
4. Juntei à mistura o iogurte natural e marquei 1 minuto Vel. 3.
5. Verti a mistura para uma tigela retangular (tipo pyrex- quanto mais baixo melhor)
6. Levei a mistura ao congelador até começar a formar cristais.É importante ir vigiando a consistência. A mistura deverá já estar congelada mas de forma a ser fácil raspá-la com um garfo para obtermos a granita. Não deixem a mistura mais de três horas no congelador.
7. Raspei com um garfo e coloquei porções em cada taça.
8. Decorei com um fio de doce de figo e sultanas embebidas em vinho do porto.

granita de figo

granita de figo

Poderão consultar outras receitas de granita que me encheram os olhos aqui:

– granita de amoras: panelasemdepressão

– granita de café: smitten kitchen

– granita de polpa de maçã: impeccabletasty.blogspot.com

Flognard de amoras silvestres

Flognard de amoras silvestres_foodwithameaning

O mês de setembro é sinónimo de amoras. E já estão tão doces!

A demanda pelas silvas foi da responsabilidade do marido. Eu até gosto de me aventurar pelos campos, mas, desta vez, ele fez tudo pela surdina. Arranhou-se também sozinho nos picos das silvas.

– Resguardaste assim as mãozinhas e a manicure francesa – afirmou ele ao chegar a casa (até agradeci desta vez)

As primeiras amoras foram comidas polvilhadas com açúcar. Uma excelente sobremesa, esta. No entanto, como tínhamos muitas resolvi fazer este flognard que é bastante amigo da saúde, como irão comprovar através da receita. Pouquíssimo açúcar e nada de manteigas ou margarina no interior.


Flognard de amoras silvestres_foodwithameaning
Flognard de amoras silvestres_foodwithameaning

Ingredientes

75 g de farinha

90 g de açúcar

4 ovos

300 ml de leite

400 g de amoras

açúcar em pó para polvilhar

 

Preparação na Bimby

1. Pré-aqueci o forno a 180ºC.
2. Pincelei a tarteira com manteiga derretida .

3. Coloquei os ovos, o açúcar, a farinha e o leite no copo da Bimby e marquei 3 minutos, Vel. 4 para transformar todos os ingredientes numa massa líquida homogénea.

4. Cobri o fundo da tarteira com as amoras e deitei a massa por cima.

5. Levei ao forno a cozer cerca de 35 a 40 minutos, mas poderá ser mais tempo consoante o forno. Convém fazer o teste do palito. Quando este vier seco, a tarte está pronta.

6. Polvilhei com açúcar em pó.

6. Segundo sei, esta sobremesa  deve servir-se quente. Na minha opinião, fria é bem melhor.

Flognard de amoras silvestres_foodwithameaning

Sobre refeições pré-cozinhadas…e este bacalhau

Quando faço bacalhau-à-Brás lembro-me sempre das refeições pré-cozinhadas que comprava nos tempos da faculdade. Durante a semana era cliente habitual da cantina da universidade. Cozinhar em casa era quase impensável. Não sabia o suficiente para isso. Não gostava. Pouco ou nada tentava. Perdia-se tempo a pensar o que se ia fazer e depois nas comprar. Para além disso, era um pouco confuso, pelo menos para mim, ter de partilhar a cozinha com mais três colegas de apartamento. Assim, depois de ter esgotado as marmitas que a mãezinha mandava com a comidinha caseira, a solução dos fins de semana eram as refeições pré-cozinhadas. As pizzas congeladas, as embalagens de diferentes confeções de bacalhau, de lasanhas e de empadas eram visitantes frequentes do meu carrinho de compras.  Passados já estes anos todos, exerço a minha profissão, que nada tem a ver com culinária, e, em casa, viajo entre doces e salgados,  reinvento na cozinha e vou mostrando o que se confeciona por cá. Perco-me a folhear livros e revistas de culinária. Experimento e aprendo, pois em culinária nunca se sabe tudo.

Quando faço o bacalhau-à-Brás, lembro-me, portanto, dos tempos em que consumia refeições pré-cozinhadas sem olhar aos malefícios que este hábito porventura poderia trazer à minha saúde e à minha bolsa, não sendo estas refeições propriamente as mais económicas do mercado.

Hoje, dou muito valor aos sabores genuínos, aos produtos saudáveis e ao dispender tempo para fazer pratos com significado, porque destinados à família e aos amigos.

O bacalhau foi demolhado e cozido com água e leite.
Os ovos são caseiros.
O azeite é de um produtor transmontano de confiança.
As batatinhas foram o meu pequeno pecado. Comprei a batata-palha já pronta a cozinhar. Ninguém é perfeito, não é verdade?

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Ingredientes

4 postas de bacalhau

1 embalagem de batata-palha média

8 ovos (comprados aqui)

2 cebolas médias

2 dentes de alho

1 colher de chá de massa de malagueta

mistura de cinco pimentas

azeitonas  saloias aromatizadas com orégãos

azeite

água e leite para cozer o bacalhau

Preparação

1. Coloca-se o bacalhau a cozer numa panela, coberto com três partes de água por uma de leite, uma cebola partida em quartos e os dentes de alho. Não se adiciona sal.

2. Corta-se a  outra cebola em pedaços pequenos e refoga-se em azeite. Adiciona-se a massa de malagueta. Mexe-se.

3. Junta-se o bacalhau já desfiado, sem peles nem espinhas, ao refogado. Envolve-se com uma colher de pau. Tempera-se com mistura de cinco pimentas. Coloca-se mais um pouco de azeite se necessário.

4. Batem-se os ovos com um batedor de varas ou com um garfo até ficar uma mistura espumosa.

5. Volta-se a ligar o fogão e vai-se adicionando aos poucos a batata palha ao bacalhau e mexendo para humedecer.

6. Juntam-se os ovos batidos aos poucos, mexendo sempre com a colher de pau até terem sido absorvidos e cozinhados.

7. Decora-se com salsa ( ou coentros) e azeitonas a gosto.

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