Gelado de amoras e frutos vermelhos

gelado de amoras e frutos vermelhos

Ingredientes para o gelado

200 g de amoras silvestres

100 g de frutos vermelhos

400 g de nata fresca

2 iogurtes naturais (ou iogurte grego)

250 g de açúcar

2 colheres de açúcar

raspa de lima

Ingredientes para o coulis de amoras e frutos vermelhos

50 g de amoras silvestres

50 g de frutos vermelhos

80 g de açúcar

meia folha de gelatina

1 colher de sopa de sumo de lima

1/3 copo de água

Preparação do gelado

1. No liquidificador tradicional, ou no copo da Bimby, triturei a fruta até ficar com pedacinhos muito pequenos.
2. Adicionei o açúcar. Marquei 1 Min. Vel. 5.

3. Com a batedeira, bati as natas até ficarem fofas. Adicionei-lhes os iogurtes e a fruta bem triturada. Misturei tudo muito bem com a batedeira.

4. Coloquei a mistura no congelador num recipiente com tampa.

5. Passada uma hora, retirei o gelado do congelador e mexi-o com uma colher de pau para destruir os cristais de gelo. Voltei a colocá-lo no congelador. Voltei a repetir este procedimento uma hora depois.

Preparação do coulis

1. Demolhei a gelatina durante 5 minutos numa tacinha com um terço de copo de água fria.

2. Coloquei os ingredientes no copo. Triturei na vel. 5-7-9 e programei 5 min, 100 C, vel. 2.

3. Juntei a gelatina espremida e misturei uns segundos na vel. 3.

Deixei arrefecer o coulis e na hora de servir verti-o sobre o gelado.

Acrescentei umas raspinhas de lima, que contrastaram na perfeição.

Dica: Gosto de adicionar algum coulis ao gelado na última vez que o mexo antes deste congelar totalmente. Tal como para o bolo mármore, risco o gelado com coulis, ficando assim com um efeito marmoreado.

gelado de amoras e frutos vermelhos

Se em vez de um gelado preferirem este petisco

Caracóis aromáticos
poderão consultar a receita no Receitas ao Desafio.

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Picolés de clementina

Picolés de Clementina

Esta receita enquadra-se no seguinte conceito: nem toda a sobremesa tem de ser engordativa. Faz-me lembrar também os primeiros gelados que eu e os meus irmãos fazíamos em casa com pacotes de Tang e Dawa comprados na base americana. Gostávamos especialmente dos de morango da marca Dawa. Na altura não estávamos conscientes de que o conteúdo dos pacotes era constituído apenas por uma junção de corantes aos quais tínhamos de adicionar toneladas de açúcar até que o sumo ficasse no nosso ponto que, por norma, era um ponto muito doce.

Ao contrário dos picolés da minha infância, estes foram feitos exclusivamente com o sumo de clementinas que por serem tão docinhas não exigiram a adição de açúcar.

Utilizei um espremedor de citrinos e selecionei a modalidade que permite que passe alguma polpa para o sumo. Assim, temos as vitaminas e as fibras em pleno numa viagem feliz pelo nosso organismo.

Terão de comprar os copinhos para encher os picolés, espremer a fruta e levar ao congelador até os gelados endurecerem. Depois, é só disfrutar.

picolés de clementina
Como sobremesa ou como paliativo para os dias mais quentes de verão fica aqui a sugestão de uns picolés envoltos em frescura.

Picolés de clementina

Se a horta te dá rabanetes…

Todos os anos o meu marido semeia um canteiro de rabanetes. Este ano, semeou a mesma quantidade mas espaçada no tempo para termos rabanetes em várias fases. Pequeninos são uma delícia, especialmente  em saladas, mas quando crescem mais um pouco tornam-se ligeiramente picantes e  parcialmente ocos.

Já experimentámos o Azasuke de rabanete, uma conserva japonesa de confeção rápida que apenas se preserva no frigorífico cerca de três dias. Nesta utilizámos o rabanete fatiado e seguimos uma receita adaptada daqui.

Hoje, trago-vos uma conserva mais duradoura, mas que está pronta a comer em três dias.

Ao contrário das convencionais receitas com rabanetes, esta contempla açúcar, daí ser, no meu entender, uma mistura criativa entre o tradicional curtume e o azasuke japonês.

conserva de rabanetes_foodwithameaning

Ingredientes para um frasco grande

rabanetes lavados e com casca

vinagre de vinho branco ou de arroz (cerca de dois copos)

1 copo mal cheio de água

2 colheres de sopa de açúcar

1 colher (chá) de sal

1 folha de louro

1 dente de alho

pimenta da jamaica

1 estrela de anis

conserva de rabanetes_foodwithameaning

conserva de rabanetes_foodwithameaning

Modo de Preparação

1. Num frasco esterilizado, coloque os rabanetes lavados, bem secos e com casca. Se preferir, corte-os  em fatias finas.

2. Num tacho, leve a ferver o vinagre, o açúcar e o sal.

3. Insira no frasco uma folha de louro, o dente de alho, os grão de pimenta da jamaica e a flor de anis.
4. Verta o preparado que foi a ferver sobre os rabanetes até ficarem cobertos.

5. Deixe arrefecer totalmente. Feche o frasco e guarde-o no frigorífico.

conserva de rabanetes_foodwithameaning

conserva de rabanetes_foodwithameaning

A coloração vermelha da casca do rabanete destila a sua cor para o vinagre que foi adoçado pelo açúcar, ficando os rabanetes com uma cor suavemente rosada a fazer lembrar o interior das lichias.

A ilha está em festa

A ilha Terceira está em festa. Angra do Heroísmo, cidade património mundial, encontra-se no apogeu das festas Sanjoaninas, das quais já falei aqui e aqui.

A noite de ontem, sábado, foi a escolhida para um jantar típico de tasca. Descemos as artérias da cidade, enveredámos  por diversas travessas, já engalanadas a adivinhar S. João, e chegámos ao célebre Pátio da Alfândega onde decidimos abancar para um serão repleto de petiscos locais e de outras paragens. O que mais aprecio nestas festas é a confluência de aromas que se propagam no ar, somente existentes nesta época do ano.

Para a nossa mesa vieram a linguiça e a morcela, acompanhadas com pão de milho, as bifanas, os célebres caracóis, da tasca “O Rei dos Caracóis”, as favas escoadas e a sangria.

Que é que pode haver melhor do que isto?

Deixo-vos então o programa deste Mar de Emoções, caso queiram passar por cá.

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Devido aos excessos da noite passada, hoje o almoço foi este caldo de sargo e delícias.

caldo de peixe e delícias

caldo de sargo e delícias

Ingredientes

1 sargo médio

1/2 pacote de delícias do mar

3 colher de sopa de tomate triturado

Sal

2 colheres de sopa de azeite

1 cebola pequena

2 dentes de alho inteiros

1 generoso ramo de salsa.

1 colher de café de pimentão doce

1 colher de sopa de vinagre de vinho tinto

cotovelinhos de massa

Preparação do caldo

1. Escama-se o peixe, limpa-se as entranhas e lava-se.

2. Enche-se um tacho com água suficiente para cozer o peixe e a massa. Deixa-se ferver.

3. Coloca-se o peixe, o sal, a cebola, os alhos inteiros e o ramo de salsa. Deixa-se cozer.

4. Quando o peixe estiver cozido, retira-se do caldo e reserva-se.

5. Coa-se esse caldo para outro tacho e acrescentam-se os restantes ingredientes, com exceção das delícias do mar.

6. Desfiam-se as delícias às tirinhas. Sem que descongelem, demolham-se em água fria e, ainda consistentes, esfregam-se entre as duas mãos; começarão a desfiar-se.

7. Quando a massa estiver praticamente cozida, inserem-se no caldo as tiras de delícias do mar.

Serve-se quentinho.

A água da cozedura do peixe converteu-se assim no caldo. O peixe, depois de limpo de espinhas e peles, destinou-se a uma salada de verão.

Despeço-me partilhando convosco esta excerto de Mia Couto.

“Cozinhar não é serviço, meu neto”, disse ela. Cozinhar é um modo de amar os outros.”

in O Fio das Missangas

Um grelhado no 1º dia de verão…Boca Negra com arroz de beterraba e cenoura

Para o primeiro almoço de verão, feito a quatro mãos, elegemos o peixe.

boca negra

O marido foi o autor do grelhado.

Eu fiquei a cargo do acompanhamento.

arroz de beterraba e cenoura

Mais logo, ao fim da tarde, esperam-nos os banhos de mar, pois hoje o dia está absolutamente fabuloso.

boca negra com arroz de beterraba e cenoura

Soube-nos mesmo bem esta refeição, já a saber a mar.

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Boca Negra grelhada

Escama-se e lava-se o peixe.

Retiram-se as entranhas.

Fazem-se uns cortes nos lombos.

Seca-se com papel de cozinha.

Tempera-se com sal.

Coloca-se na grelha bem quente.

Rega-se em ambos os lados com molho de manteiga, alecrim, hortelã-pimenta e alho fresco picado muito finamente.

Espreme-se sobre o peixe umas gotas de sumo de limão imediatamente antes de servir.

 

Molho de manteiga e menta

Leva-se a derreter a manteiga  com o alho e juntam-se as ervas aromáticas picadas finamente.

 

Arroz de Beterraba e Cenoura

1 chávena de arroz

2 1/2 chávenas de água

1 beterraba pequena

2 cenouras médias

1 cebola pequena

azeite

sal

Preparação do arroz

Num tacho, coloquei a cebola picadinha e refoguei ligeiramente em azeite.

Juntei o arroz e deixei fritar um pouco.

Adicionei a beterraba e a cenoura raspada em tiras (ver foto).

Envolvi no arroz e acrescentei mais um pouco de azeite.

Adicionei a água a ferver e temperei com sal.

Deixei cozinhar em lume médio com o tacho tapado até o arroz ter absorvido a água.

Com estas sugestões participo no passatempo do blogue Cinco Quartos de Laranja, Um Desafio com Sabor a Verão, uma parceria paradisíaca com o Bela Vista Hotel & Spa.

 

Crumble de damascos e nêsperas com nozes

crumble de damascos com nêsperas
foodwithameaning

Este delicioso crumble foi a sobremesa do almoço de domingo. Estava uma delícia (sim, estava, porque acabou num instantinho). Acho que os damascos frescos com as nêsperas concorreram para uma combinação inusitadamente perfeita.

crumble de damascos e nêsperas

O Crumble é um prato doce de origem britânica, feito de compota de frutas picadas cobertas com uma mistura de gordura (geralmente,manteiga), farinha e açúcar, assado até que a cobertura fique crocante. Muitas vezes, é servido com creme, nata ou sorvete, como uma sobremesa substanciosa após uma refeição quente.

As frutas mais empregadas em crumbles incluem maçã, amora, pêssego, ruibarbo, groselha e ameixa. A cobertura pode conter também aveia em flocos, amêndoas ou outras nozes; às vezes leite azedo (por exemplo, vinagre e leite) é adicionado para dar ao crumble um gosto mais exótico. Açúcar mascavo é muitas vezes polvilhado sobre a cobertura do crumble, de modo a formar um pouco de caramelo depois de assado. Em algumas receitas a cobertura é feita com biscoitos quebrados (cookies ou bolachas) ou mesmo cereais matinais, mas isso não é tradicional.

Os crumbles surgiram na Grã-Bretanha durante a Segunda Guerra Mundial. Devido ao racionamento, não havia ingredientes para as tortas tradicionais, que exigiam muita farinha, gordura e açúcar para a massa. Usavam uma simples mistura de farinha, margarina e açúcar para cobrir a torta. O prato também tornou-se popular devido à sua simplicidade, uma vez que deixava às mulheres mais tempo para fazer outras tarefas.”

fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Crumble

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crumble de nêsperas e damascos

Vamos então lá à receita!

Ingredientes

8 damascos

8 nêsperas

2 colheres (sopa) de poncha

150 g de farinha

120 g de açúcar mascavado claro

45 g de nozes trituradas

1 colher de sopa rasa de canela em pó

110 g de manteiga gelada aos cubos

3 colheres de sopa de passas

sumo de meio limão

Modo de preparação na Bimby

1. Descasque os damascos e as nêsperas, retire-lhes o caroço e pique-os grosseiramente. Descasque primeiro os damascos e só depois as nêsperas, pois estas têm tendência a oxidar. Salpique com o sumo de limão. Envolva com uma colher e reserve.

2. Misture as passas com a poncha e reserve.

3. No copo da Bimby, triture as nozes, marcando 15 Seg/Vel.6.

4. Misture a farinha com o açúcar, as nozes, a canela e, por último, a manteiga e marque 1Minuto/Vel. 5. Está no ponto quando a massa se encontra solta em farelos grossos.

5. Numa tarteira ou assadeira untada com manteiga, distribua a fruta picada e as passas  embebidas na poncha.

6. Cubra com a massa e asse no forno pré-aquecido até que a fruta fervilhe e a crosta fique ligeiramente tostada.

Se desejar sirva o crumble acompanhado com uma bola de gelado.

Lollipops com e para os mais pequenos

As crianças mais novinhas sentem muita necessidade de falar, de contar coisas, mesmo sobre assuntos que para nós, adultos, são insignificantes. Coisas do tipo: A minha amiga Beatriz hoje levou para a escola uma Polly com roupinhas mesmo giras, mas o P. escondeu algumas na caixa dos lápis de cor e a Beatriz começou a chorar muito. Tive pena dela e eu a Inês, a Matilde e a Raquel fomos todas procurar as roupas pela sala.

A minha filha, de cinco anos, conta-nos tudo o que se passa na escola: as atividades que fizeram, os livros que “leram”, as novas palavras de inglês que aprenderam com o professor Mário, o menino que disse um palavrão, a menina que levou um ralhete da professora por ter trocado todos os casacos e as mochilas nos cabides, o colega que chorou porque lhe caiu um dente e teve de lidar com a dor da perda e o horror do papel ensanguentado. Enfim, a viagem da escola para casa é composta por uma mãe ou pai atento e uma filha tagarela.

Nesta ordem de ideias, e depois do que a educadora outro dia me disse, comecei a presumir que o inverso também acontecia: que o que se passava de significativo em casa também chegava em primeira mão à escola. Assim aconteceu com a história dos lollipops.

Já há tempos que a minha filha insistia em fazermos lollipops. No último fim de semana arregaçámos as mangas, pusemos os aventais, preparámos a bancada com todos os ingredientes necessários e equacionámos uns lollipops de chocolate branco repletos de pó de fada, isto é, decorados com missangas e serpentinas de açúcar coloridas.

lollipops de chocolate branco

lollipops de chocolate branco

lollipops de chocolate branco

Em conversa com a educadora da minha filha, voluntariei-me para fazer com os meninos e meninas da sala dela uma oficina de lollipops durante a tarde da passada quinta-feira. A educadora entende ser muito importante a participação dos encarregados de educação e dos avós através de diferentes iniciativas. Este ano, as atividades passaram pela leitura, pela ciência e pela culinária e foram dinamizadas com a intervenção  dos pais.

Preparei os ingredientes e os utensílios necessários e quando dei por mim estava de avental com 14 crianças prontas para se transformarem em ajudantes de cozinha.

Partiram o chocolate aos pedacinhos, colocaram a taça com o chocolate no micro-ondas, mexeram o chocolate com uma colher até ficar sem grumos, estenderam o papel vegetal nos tabuleiros, estenderam os pauzinhos, fizeram círculos com o chocolate e decoraram de forma personalizada cada um dos lollilops. Não tardou muito e transformaram-se em crianças ainda mais felizes  porque besuntadas de chocolate.

lollipops de chocolate branco

lollipops de chocolate branco

Depois de devidamente identificados, os lollipops foram colocados no frigorífico para que o chocolate voltasse a solidificar.

lollipops de chocolate branco

lollipops de chocolate branco

Durante a oficina, a educadora aproveitou algumas tabletes de chocolate para trabalhar noções de matemática através da contagem dos quadradinhos e da distribuição destes em grupos. Aproveitou também para rever, através da transformação do chocolate após sair do micro-ondas, os estados físicos da matéria: sólido, líquido e gasoso.

Como durante todo o ano letivo foram feitas diversas abordagens à escrita, alguns alunos da sala com apenas cinco anos já sabem escrever, à sua maneira claro.

Para mim, o momento alto da oficina foi ver meninos e meninas tão pequeninos a escreverem, no quadro da sala, a receita dos lollipops.

Deliciem-se!

receita de lollipops de chocolate brancoreceita de lollipops de chocolate branco

Ingredientes para 14 a 16   lollipops

500g de chocolate branco
missangas de açúcar coloridas
missangas de chocolate
corações de açúcar
M&M
paus de madeira
folhas de papel vegetal
Preparação
1. Forrámos tabuleiros com papel vegetal;
2. Colocámos em duas taças o chocolate partido em pedaços;
3. Colocámos as taças no microondas, na potência máxima, por períodos de 30 segundos, até o chocolate estar completamente derretido e com um aspecto brilhante, mexendo sempre entre cada rotação (nunca fazer de uma só vez pois podemos alterar a consistência do chocolate); quem preferir. Em vez do microondas poderão derretê-lo em  banho-maria;
4. Dispusemos os paus de madeira nos tabuleiros e, com uma colher de sopa, espalhámos por cima, tentando desenhar um círculo;
5. Decorámos com missangas e serpentinas de açúcar coloridas;
6. Levámos ao frigorífico cerca de 60 minutos para solidificar.

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Ainda houve tempo para derreter chocolate de leite e para saboreá-lo com morangos biológicos bem docinhos.

Morangos com chocolate

Morangos com chocolate

Morangos com chocolate

Morangos com chocolate