Trouxas de alheira, grelos e castanhas

Trouxas de alheira, grelos e castanha_foodwithameaning

Ingredientes para 8 trouxas

2 alheiras de caça de Gimonde (Bísaro)

400 g de grelos

200 g de castanhas congeladas

5 colheres de sopa de azeite

cinco pimentas em moinho

alho em pó

4 folhas de massa filo (marca Continente)

sal

manteiga derretida para pincelar

Preparação

1.Num tacho colocam-se as castanhas cobertas com água e temperadas com sal.

2.Deixam-se cozer apenas 10 minutos após a água levantar fervura. Escorrem-se.

3. Colocam-se as alheiras numa frigideira sem adicionar gordura até que ambos os lados estejam ligeiramente tostados.

4.Cozem-se os grelos e escorrem-se bem.

5.Colocam-se numa frigideira com o azeite.

6.Temperam-se com alho em pó, pimentas e sal e salteiam-se durante 7 minutos ou até estarem macios.

7.Retira-se a pele das alheiras e junta-se o recheio, desfeito em pedaços, ao salteado de grelos.

8. Adiciona-se a castanha aos pedaços. Envolvem-se no preparado.

9. Liga-se o forno. Regula-se para os 200 ºC.

10. Estendem-se as folhas de massa filo e pincelam-se com manteiga derretida.

11. Dobra-se cada folha em três partes e corta-se cada uma ao meio, formando assim os oito retângulos de massa que iremos rechear.

12. Coloca-se oito porções do preparado no centro de cada folha, moldando em forma de rolinho.

13. Dobra-se as partes laterais dos retângulos de massa sobre o recheio e fecha-se a massa como se tratasse de um envelope.

14. Colocam-se as trouxas obtidas sobre um tabuleiro de forno forrado com papel vegetal.

15. Levam-se ao forno durante 15 minutos ou até a massa estar dourada e estaladiça.

Trouxas de alheira, grelos e castanha_foodwithameaning

Para comemorar o fumeiro transmontano, a Câmara Municipal de Bragança organizou o Festival do Butelo e das Casulas, que decorreu de 22 a 24 de Fevereiro.

O blogue Cinco Quartos de Laranja juntou-se a esta festa lançando o desafio intitulado Sabores do fumeiro de Trás-os-Montes.

Com esta receita participo nesta deliciosa iniciativa.

Crepes de chá verde com nata e caramelo

Os fins de semana são palco de panquecas e crepes. Há tempo para preparar com calma o pequeno-almoço,  para estender a toalha sobre a mesa, para dispor  as chávenas e os pires, os talheres da manteiga e da compota, o jarro de sumo e a cafeteira e para escolher os guardanapos preferidos das crianças.  Sou pela manhã  a primeira a ouvir os pássaros, que se alimentam das primeiras minhocas depenicadas do relvado verdinho. O resto da casa ainda dorme. Na cozinha, abro o armário das tupperware e retiro sempre a mesma marmita amarela. Começo, quase que instintivamente, a adicionar os ingredientes necessários, medindo-os com o copo medidor e adicionando-os à tigela de plástico.

Domingo houve crepes para o pequeno-almoço.

Crepes de chá verde, nata e caramelo_foodwithameaningCrepes de chá verde, nata e caramelo_foodwithameaning

Ingredientes

150 g de farinha de trigo
200 ml de chá verde aromatizado com nata e caramelo
200 ml de leite
2 ovos
30 g de manteiga
30 g de açúcar
1 colher de café rasa de sal
1 colher de café rasa de aroma de baunilha

Preparação

1. Derreter a manteiga no micro-ondas.
2. Colocar todos os ingredientes num recipiente e triturá-los com a varinha-mágica.
3. Aquecer uma frigideira antiaderente em lume médio.
4. Untá-la com um pouco de manteiga ou óleo (utilizo em spray)ao confecionar cada crepe.
5. Com uma concha, colocar massa suficiente para cobrir todo o fundo da frigideira de forma homogénea.
6. Assim que o crepe começar a revirar os bordos deve virar-se para o dourar do outro lado.

Nota 1. Para fazer o chá utilizei uma colher de sopa do chá acima descrito.
Nota 2. Deixei que o chá arrefecesse antes de o adicionar aos restantes ingredientes.

Os crepes podem ser acompanhados com compota, fruta fresca e chantilly, gelado, creme inglês ….

A nossa opção desta vez foi o chocolate.

Crepes de chá verde, nata e caramelo_foodwithameaning

Mais viagens na minha terra

São nove da manhã. Quase impensável estar a esta hora, e num sábado, às compras no mercado municipal. Acresce o facto de ter conseguido ter as crianças acordadas e preparadas para sair num dia devotado ao descanso. Levantar cedo e cedo erguer dá saúde e faz crescer. Foi sempre este o meu lema, mesmo nos tempos académicos. Dormir, apesar de necessário, é a perda do tempo que podemos direcionar para atividades dinâmicas e enriquecedoras.

Estaciono o carro numa rua lateral da catedral dos Açores, no centro da cidade de Angra, ainda quase totalmente adormecida. O café Atanásio e os Armazéns Zeferino já têm as portas abertas, mas as boutiques e as sapatarias ainda acumulam silêncio interior. Alguns funcionários dos serviços municipalizados varrem as evidências deixadas pelos atos noturnos da rapaziada, concretizados em beatas e garrafas de cerveja. Um ou outro folheto voa anunciando espetáculos de circo com palhaços divertidos e animais tristes.

Atravessamos a rua da Sé e seguimos rumo à rua do Teatro Angrense. Subimos uma escadaria solitária junto às saídas de emergência do edifício do teatro e deparamo-nos com uma das portas viradas a sul do mercado duque de Bragança. Chegamos à praça, como a este mercado se referem os antigos.

As crianças já vêm despertas com o ar fresco da manhã e prontras para descobertas e compras.

Mercado Duque de Bragança

Correm de imediato para um pequeno chafariz. Pretendem ver os peixes e as rãs que se escondem debaixo das folhas de nenúfar.

Mercado Duque de Bragança
Mercado Duque de Bragança

Sentem curiosidade sobre objetos de outros tempos, expostos em mesas e no chão do exterior de uma das lojas do mercado. Móveis, máquinas de costura, balanças, loiça de barro, de cerâmica e de vidro, objetos em ferro e em madeira, frascos de curtume e de massa de malagueta e fotos antigas contribuem para um imediato regresso ao passado. Entro na loja, avisando a descendência para que apenas visse com os olhos, e deparo-me com um trio de caldeirões de ferro que jaziam no chão de mosaico. Lá ao fundo, encostada a uma parede encontra-se uma lindíssima cama de ferro pintada a branco. Nas prateleiras dos móveis acumulam-se coleções de copos e de chávenas que assistiram ao passar de várias gerações e que dividem o espaço com bibelôs de pássaros e de meninos de ar angélico e plácido.

Mercado Duque de Bragança

Mercado Duque de Bragança

Mercado Duque de Bragança

Mercado Duque de Bragança
Num recanto perdido do mercado, e junto a uma escadaria que dá acesso ao piso superior, a natureza desponta num alguidar de alcatra, protegida das intempérides pelo espaço que antes fora de um contador da água. Um momento alto.

Mercado Duque de Bragança

Mercado Duque de Bragança

As portas da peixaria já se encontram abertas. Entro e, entre os pregões dos homens do mar, encontro o peixe que procurava: um belo exemplar de salmonete do alto, perfeito para a salada de peixe que pretendo fazer.Tive sorte. Nem sempre surge na lota. Dizem os pescadores que aparece pouco nas redes e com mais frequência quando vão à pesca do congro. É um peixe de fundo, portanto.
Os miúdos ouvem com ar atento as explicações do pescador à medida que este amanha o peixe e, junto à banca, queixam-se baixinho do cheiro a peixe e do chão alagado que molha ao de leve as bainhas das calças dos mais distraídos.

Saímos da peixaria.

Começamos a percorrer o corredor central do mercado. Somos de imediato recebidos por um expositor de próteas. Lindas e  de produção local.

Mercado Duque de Bragança
Dirigo-me aos vendedores que conheço desde sempre. Confio neles. Compro-lhes laranjas da ilha do Pico, inhames e leguminosas secas. Nas mãos pesam-me já os sacos, mas não saímos sem antes entrarmos no talho: o melhor da ilha em termos de qualidade, apresentação dos produtos e simpatia.
Mercado Duque de BragançaMercado Duque de BragançaMercado Duque de Bragança
Ao deixarmos as portas do mercado para trás, reparamos que a cidade já se havia transformado. As pessoas dirigiam-se com azáfama de loja em loja e os automóveis, agora mais que muitos, imprimiam outra sonoridade ao ambiente antes quieto.

Avistamos o nosso carro. Estava na hora de regressar a casa.

&

Já em casa, arrumo o conteúdo dos sacos e ponho a cozer  uma porção de feijão catarino que tinha deixado a demolhar de véspera.

Este e os inhames  fazem parte desta sopa.

Creme de inhame e feijão catarinoCreme de inhame e feijão catarino

Ingredientes

2 inhames médios cozidos

250 g de feijão catarino cozido (ou outro da vossa escolha)

1 courgette média

3 cenouras

1 pedaço de abóbora

1 cebola

sal

azeite

água (utilizo a água da cozedura do feijão)

1 ramo de cheiros com tomilho-limão

1 pedaço de linguiça

Preparação

1. Opto por já comprar os inhames cozidos. Se assim não fosse teria que cozê-los na panela de pressão. O tempo de cozedura varia consoante a quantidade e o tamanho dos inhames.

2. Cozo o feijão num panela com bastante água sem sal . Utilizo a  água da cozedura para a sopa. Quem preferir comprar o feijão enlatado, poderá utilizar o líquido da lata.

3. Escorro o feijão, depois de cozido, e reservo-o.

4. Corto a cebola em meias-luas, coloco-a numa panela e refogo-a ligeiramente em azeite.

5. Adiciono a esta panela a abóbora, a courgette, a cenoura  e o raminho de cheiros com o tomilho-limão. Cubro os legumes com água da cozedura do feijão. Quando esta não é suficiente, acrescento mais. Insiro na panela o pedaço de linguiça. Tempero com sal.

6. Quase no final da cozedura adiciono o feijão reservado e o inhame aos pedaços. Retiro o pedaço de linguiça e o ramo de cheiros e trituro a sopa com a varinha mágica tranformando-a num creme aveludado.

 

Se em vez da sopa preferirem esta sugestão,
Rissol gigante_ foodwithameaning_receitas ao desafio

encontram-na aqui, no Receitas ao Desafio.

Um ótimo fim de semana.

Biscoitos de Muesli no saco da merenda

Biscoitos de muesli_foodwithameaning

Estes são os biscoitos que serviram de merenda a um dos passeios que fiz há pouco tempo com os meus rebentos. Lanchar ao ar-livre é sempre um prazer e as crianças adoram estes piqueniques improvisados. Ficam tão felizes e comem com mais vontade, mesmo que a lancheira não contemple a variedade de um piquenique de faca e garfo.
Este teve direito a biscoitos nutritivos, ricos e tenros que foram acompanhados com leite achocolatado. Uma pausa nas brincadeiras. Um restabelecer saudável de energias.

Antes de irem para o forno

Biscoitos de muesli_foodwithameaning

Ingredientes

250 g de farinha
100 g manteiga amolecida
100 g açúcar
2 ovos
120 g de muesli

Preparação na Bimby

1. Inserir todos os ingredientes no copo e marcar 30 Seg Vel. 6.

2. Forrar o tabuleiro do forno com papel vegetal.

3. Colocar uma colher de sopa cheia de massa para cada biscoito.

4. Achatar com uma colher até prefazer a altura de um centímetro.

O forno deve ter sido previamente aquecido a 200 ºC.

Na altura de se colocar os biscoitos no forno deve baixar-se a temperatura para 180 ºC.

Cozem durante 20 minutos. O tempo de cozedura variará consoante o forno e o tamanho dos biscoitos.

É aconselhável vigiá-los.

O tabuleiro deve estar colocado a uma altura de meio forno, para evitar que  queimem por baixo.

Preparação tradicional

Num alguidar, misturar a manteiga amolecida com o açúcar e os ovos. Adicionar aos poucos a farinha e o muesli. Amassar até todos os ingredientes estarem bem incorporados.Seguir os passos 2, 3 e 4 acima numerados.

Vai um biscoitinho?

Biscoitos de muesli_foodwithameaning

Mousse de Chocolate com café e cardamomo para a Laranjinha

Ando virada para as coisas doces. Que tragédia para a dieta! Mas quando são receitas simples de fazer e deliciosas passam de imediato para o topo da lista. Nunca me deu para ver se publico mais doces ou mais salgados. O propósito do blogue não é balanceá-los ou intercalá-los. As receitas vão saindo da minha cozinha ao sabor das inspirações e vão sendo publicadas à mercê das vontades e do tempo disponível.

Esta surgiu do querer experimentar a conjugação do chocolate com o café e com o cardamomo.

Fui buscá-la aqui

Mousse de chocolate, café e cardamomo

a este livro magnífico

Mousse de chocolate, café e cardamomo

que elege os ingredientes genuínos e a simplicidade da confeção.

Mousse de chocolate, café e cardamomo

Ingredientes

100 g de chocolate preto 70%
3 ovos
60 g de açúcar amarelo
20 g de manteiga
2 colheres de sopa de café expresso
2 cardamomos
uma pitada de sal

Preparação

1. Abrir os cardamomos e esmagar num almofariz até ficarem em pó.
2. Derreter em banho-maria o chocolate com a manteiga, o café e o caradamomo.
3. Partir os ovos e separar as gemas das claras. Bater as gemas com o açúcar.
4. Depois do chocolate derretido, juntar à mistura das gemas.
5. Bater as claras em castelo com uma pitada de sal.
6. Envolver as claras batidas com a mistura anterior.
7. Distribuir o preparado por recipientes e levar ao frigirífico três a quatro horas antes de servir ou de um dia para o outro.
Mousse de chocolate, café e cardamomo

Com esta receita da Isabel participo na comemoração dos sete anos à mesa com a Laranjinha.

Poderão encontrar esta receita neste link.

Que o blogue Cinco Quartos de Laranja nos continue a inspirar por muitos e muitos anos.

Convidei para jantar… um poema… As Ilhas Afortunadas

“As Ilhas Afortunadas são uma lenda medieval. Por vezes o nome é associado a ilhas maravilhosas (por exemplo, com cidades de ouro puro) que teriam existência real e chegavam até a estar indicadas nos mapas náuticos; outras vezes referiam-se declaradamente a ilhas que podiam ser vistas pelos mareantes mas nunca alcançadas. Provavelmente a lenda foi sugerida por fenónemos atmosféricos que provocavam miragens de terras inexistentes no meio do mar.

“onde o Rei mora esperando”- de novo Fernando Pessoa faz uma convolução das lendas da Távola Redonda e do Desejado. Supostamente, depois da batalha de Camlann em que Artur matou Mordred mas foi, ele também, mortalmente ferido, o rei moribundo foi levado para a Ilha de Avalon (uma “ilha afortunada”) onde, em vez de morrer, ficou adormecido para um dia voltar numa hora de suprema necessidade para salvar o seu povo e restaurar o seu reino.”

João Manuel Mimoso in http://www.tabacaria.com.pt/mensagem/Encoberto/Afortunadas.htm

As Ilhas Afortunadas
Que voz vem no som das ondas
que não é a voz do mar?
É a voz de alguém que nos fala,
mas que, se escutamos, cala,
por ter havido escutar.
E só se, meio dormindo,
sem saber de ouvir ouvimos,
que ela nos diz a esperança
a que, como uma criança
dormente, a dormir sorrimos.
São ilhas afortunadas,
são terras sem ter lugar,
onde o Rei mora esperando.
Mas, se vamos despertando,
cala a voz, e há só o mar.
Fernando Pessoa in Mensagem, Encoberto, Parte 1, Os Símbolos
Um doce de colher

Doce de colher_foodwithameaning

Ingredientes gerais

bolacha Maria

creme inglês de tangerina

chantilly de compra

nozes picadas

Ingredientes para o creme inglês

500 ml de leite

15 g de amido de milho

2 ovos

50 g de açúcar (coloquei 100 g)

1 colher de café de aroma de baunilha

rodelas de casca de tangerina (sem a parte branca)

Preparação

1. Numa picadora trituram-se as bolachas suficientes para cobrir o fundo das taças que pretendemos fazer.

2. Prepara-se o creme inglês:

Coloquei todos os ingredientes no copo da Bimby e programei 6 Min/90º/Vel.4
Retirei a casca da tangerina.  Deixei arrefecer o creme e  coloquei-o no frigorífico até à hora de servir.

3. Coloquei em cada taça a bolacha triturada, duas colheres de sopa de creme bem cheias, chantilly e nozes picadas. Servi de imediato.

Cada vez mais aprecio os doces de colher e ultimamente  tenho-os feito com alguma frequência.

Servidos em taças individuais exprimem simplicidade e requinte.

Doce de colher_foodwithameaning

Com este poema e receita participo 10ª Edição do Convidei para Jantar, iniciativa da Anasbageri, este mês dinamizado pela Cristina do blogue Come chocolates, pequena;

 

Um abraço desta ilha afortunada.
Patrícia

Baba de Camelo com Café

Recebemos alguns amigos cá em casa na terça-feira de Carnaval. Esta foi a sobremesa que lhes servimos. Elogiaram a combinação do leite condensado, do café, do chantilly e da amêndoa torrada.Para mim é sempre muito gratificante quando os convidados saem da mesa satisfeitos.

Baba de camelo light com café_foodwithameaning

Ingredientes para 10 taças

2 latas de leite condensado cozido (utilizei light e cozi na panela de pressão durante 1 hora)

8 ovos

1chávena de Nescafé Dolce Gusto Expresso Intenso

4 folhas de gelatina incolor

Modo de Preparação

1. Demolhar numa tacinha de sobremesa a gelatina em água fria (encher a taça com água até meio).

2. Bater as gemas bastante bem até ficarem com uma cor clara.

3. Juntar às gemas o leite condensado cozido e o café, ambos arrefecidos, e bater muito bem a mistura.

4. Colocar a tacinha com as folhas de gelatina e a água  no micro-ondas durante 5 a 6 segundos certificando-se de que não ferve.

5. Acrescentar a gelatina liquide feita  ao preparado e bater muito bem.

6. Bater as claras em castelo bem firme e envolver no preparado anterior.

7. Colocar em taças e decorar a gosto. Optei por chantilly e amêndoa laminada torrada.

8. Guardar no frigorífico até a sobremesa estar bem fresca.

Nota: Faço sempre esta receita de véspera. Na altura de servir decoro com o chantilly e  amêndoa. Estes dois combinam muito bem com o leite condensado e com o café.

Bom fim de semana.