Um meeting de amigas com boa disposição e empadas de peru à mistura

Nestes catorze anos de serviço já lecionei em muitas escolas. Conheci, portanto, muitos colegas, uns mais significativos do que outros, como acontece em todas as profissões. Na escola onde trabalho há já  alguns anos, o grupo de inglês é bastante coeso e unido. Trocamos dicas pedagógicas e materiais. Pedimos sugestões. Expomos quotidianamente as nossas preocupações domésticas e profissionais. Oferecemos prendas umas às outras nos aniversários, organizamos festas-surpresa e lanches. Rimos. Vertemos, por vezes, algumas lágrimas. Discordamos por momentos umas das outras, mas aceitamos as formas diferentes de pensar. Temos todas um relacionamento de já alguns anos que ultrapassa o espaço-escola.

E em cada intervalo das aulas temos um novo encontro marcado, com alguns minutos de conversa descontraída, muitas vezes terapêutica. Outras vezes, sentamo-nos à volta da mesma  mesa e, já cansadas do dia de trabalho, partilhamos o silêncio.

Na quinta-feira em que aqui nos Açores se comemorou o dia das amigas, celebrámos a nossa amizade com um lanche em casa da Ana, como já vem sendo habitual. Todas contribuímos para a mesa com o que comprámos ou confecionámos.

Partilho convosco o salgado que levei: empadas de peru e queijo de S. Jorge.

empada de peru_foodwithameaning

Ingredientes para a massa quebrada (receita do livro básico da Bimby, pág. 62)

300 g de farinha

130 g de manteiga

70 g de água

1/2 colher de chá de sal

1/2 colher de chá de açúcar

Preparação na Bimby

Coloque no copo todos os ingredientes pela ordem indicada e programe 15 Seg/Vel 6.

Preparação Tradicional

Misture os ingredientes secos e vá incorporando aos poucos a manteiga e a água, amassando muito bem até a massa se mostrar ligada.

Ingredientes para o recheio da empada

2 ovos

200 ml de natas

meio pacote de queijo de S. Jorge ralado

8 fatias de fiambre de peru

pimenta branca a gosto

noz-moscada a gosto

Preparação

Coloquei no copo da Bimby todos os ingredientes e marquei 40 Seg. Vel. 5.

Untei com manteiga forminhas de alumínio e recheei-as até 2/3 da capacidade com o preparado.

Levei ao forno cerca de 30 minutos a 200 Cº.

Empada de peru_foodwithameaning

Rosquilhas com compota de uva-da-serra

Rosquilhas com compota de uva-da-serra

De vez enquando sinto saudades destas roscas, ou rosquilhas, tal como a minha avó as chamava. Sempre que fazíamos uma fornada de pão no forno a lenha, deixávamos as rosquilhas para o fim; coziam assim no calor ténue que sobrava da cozedura do pão de milho e de trigo. Na mesa da cozinha, nós amassávamos com paciência todos os ingredientes. Deixávamos a massa descansar cerca de meia hora e formávamos tirinhas redondas de massa que entrelaçávamos até formarem o aspeto de rosquilha.

 

Rosquilhas com compota de uva-da-serra

Segui esta receita que já tinha publicado no Receitas ao Desafio.

Com uma faca fiz um corte longitudinal na rosquilha e recheei-a com compota de uva-da serra, um doce ligeiramente ácido que combina muito bem com esta massa.

Fica então aqui uma sugestão para um lanche diferente.

Outra ideia: SCONES.

Cyberbully – a minha receita de hoje

Este mês lecionei várias aulas de substituição a uma turma de quem todos os professores “fogem”, por pertencer ao programa Oportunidade. Isto equivale a dizer que quando nos dirigimos à sala já vamos com vontade de a aula chegar depressa ao fim e tentamos sabiamente gerir as circunstâncias para que não aconteçam conflitos de maior. Desta turma fazem parte  adolescentes sem motivação para o estudo, com interesses divergentes dos escolares; são também, na sua grande maioria, provenientes de contextos sociais com dificuldades diversas. Como cativar a atenção e mantê-los interessados nas tarefas que lhes vou propor constitui sempre um desafio. Esta semana que passou, e para meu espanto, foram eles que me propuseram uma atividade. Confesso que de início fiquei de pé atrás. Tínhamos noventa minutos de aula à nossa frente, sem planificação por parte da professora titular devido ao facto de esta estar de licença de maternidade e a turma se encontrar a aguardar outro professor.

– Professora! Podemos ver um filme.

– Um filme? – retorqui.

– Sim, professora. Nós, na disciplina de Formação Pessoal e Social, começámos a ver um filme, mas depois a professora teve o bebé e não acabámos.

– Como se chama o filme? – perguntei.

– Cyberbully – respondeu um aluno da fila de trás sem se preocupar com a pronúncia correta da palavra inglesa, aportuguesando-a, portanto. Não corrigi. Não era essa a intenção.

– Não conheço esse filme – disse – e não costumo projetar filmes sem os ter visto primeiro. Gosto de analisá-los para ver se são adequados às circunstâncias.

– Não acho bem- disse-lhes.

– Ó professora, por favor. Começámos a vê-lo com a diretora de turma, mas ela agora não está. O filme passa-se numa escola. Não tem nada de mal. Eu tenho o filme aqui na pen. Saquei-o da net para continuarmos a ver.

– De que fala o filme? – perguntei a um aluno encapuçado sentado na terceira fila junto à parede, que ainda tinha os phones nas orelhas.

Não me respondeu. Reparei então que continuava com o mp4 ligado. Fiz-lhe sinal para que desligasse e perguntei-lhe de que falava o filme que tinham começado a ver. Quis saber até que ponto já tinham abordado o problema. Ele deu-me uma resposta surpreendente. Senti então que a turma estava motivada e acedi à visualização, confiando na palavra deles. Arrisquei, portanto.

Trailer do filme

Durante a visualização do filme nunca os senti entediados. Pela primeira vez, via-os motivados e interventivos. Estava maravilhada. Interrompiam pontualmente mostrando que o tópico do bullying os incomodava. Sugeriam uns aos outros planos de ação (Se eu fosse ela contava à mãe o que se passava. Se eu fosse ela fazia queixa delas na escola. Se eu fosse ela fazia-lhes o mesmo para elas sentirem o mesmo sofrimento).

Fica então aqui esta sugestão de filme. No meu entender, todos os pais deviam assistir a este filme com os seus filhos, tendo em conta que a problemática do bullying está cada vez mais presente na vida dos jovens e dos menos jovens, no quotidiano das escolas e nas redes sociais.

O cozinheiro de Breaking Bad e uma salada colorida

breaking-bad

imagem retirada daqui.

Esta é uma série que adoro e onde o palco principal é a cozinha. Não no sentido tradicional da palavra, espaço onde se confecionam e partilham refeições, mas na aceção de laboratório de metanfetaminas. No meu entender, mais importante do que a problemática da produção, do tráfico e do consumo desta droga, a série, que já vai na quinta temporada, centra a atenção em Walter White, professor de Química, que, vendo-se confrontado com cancro pulmonar e com as dívidas associadas aos tratamentos, decide, sem conhecimento da esposa, tornar-se num dos melhores cozinheiros de “crystal meth”. Este drama, que se desenrola no Novo México, leva-nos a refletir sobre os motivos que conduzem à realização de determinadas ações

e faz-nos simpatizar, de forma desconcertante, com o vilão. Recomendo, portanto.

Se pretenderem consultar informação generalizada sobre a série, podem fazê-lo aqui.

Trailer da série.

Hoje, a minha cozinha sugere-vos esta salada colorida. No que respeita às saladas, acredito sempre que não há limites para as combinações de texturas, cores e paladares. Apenas o fator imaginação e os ingredientes à mão, claro.

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Salada de couve com frutos

1 couve lombarda pequena

maionese de cebola caramelizada e alho (marca Heinz) ou 1 iogurte natural

6 fatias de fiambre de peru

2 tangerinas (o sumo apenas)

2 kiwis

bagos de romã

miolo de noz

Preparação

1. Espremem-se as tangerinas e mistura-se o sumo destas com o iogurte, ou o equivalente em maionese, até se obter uma mistura homogénea.

2. Corta-se a couve finamente e o fiambre de peru.

3. Descascam-se os kiwis e cortam-se aos pedaços.

4. Retiram-se os bagos à romã.

5. Envolve-se a couve no preparado de maionese e sumo de tangerina.

6. Adicionam-se os pedaços de kiwi, os bagos de romã e o miolo de noz.

Bom fim de semana!

Patrícia

Doce de Gila

Hoje trago-vos a receita de um dos meus doces favoritos: o de gila. Utilizo-o no dia-a-dia como compota e pontualmente no recheio de tortas. Uma delícia.

Doce de Gila_foodwithameaning

Ingredientes

1 abóbora chila
o peso da abóbora cozida e escorrida em açúcar
1 pau de canela
raspa de limão
água
sal

Preparação

1. Bate-se com a abóbora num tampo de pedra ou madeira. Pode ser ainda atirada ao chão.
2. Com as mãos, retiram-se as sementes negras e a “tripa” que é a parte amarela e parte-se em pedaços (sem o recurso a facas).
3. Lava-se muito bem a abóbora até deixar de sair espuma e coze-se com casca em água e sal.
4. Depois de arrefecer, desfiam-se os pedaços da abóbora, deixando-os mergulhados em água fria durante umas horas.
5. Escorre-se a água sem espremer os fios da abóbora.
6. Pesa-se.
7. Num tacho, coloca-se o mesmo peso de açúcar, um pau de canela, raspa de limão e água (não muita). Para 1kg de açúcar cerca de 1dl de água).
8. Quando a calda espessar um pouco, juntam-se os fios da abóbora, vai-se mexendo até a água evaporar e o doce espessar, fazendo ponto estrada.
9. Guarda-se o doce ainda quente em frascos esterilizados.

Doce de Gila_foodwithameaning

Fica então aqui esta sugestão de doce de gila.

Se forem servidos de uma fatia de bolo, podem clicar aqui, pois hoje comemora-se o segundo aniversário do Receitas ao Desafio.

Praia em janeiro e a fada dos dentinhos

Quando cai o primeiro dentinho, a fada dos dentinhos deixa, na manhã seguinte, um presente. Como para o irmão cumprimos esta tradição, para a Vitória, o acontecimento de cair o primeiro dente seguiu o mesmo protocolo. Antes de deitar, e com o cuidado de mãozinha pequenina, a menina colocou o minúsculo incisivo debaixo da almofada e adormeceu a pensar que a fada a visitaria durante a noite. De manhã, acordou muito alegre ao ver a prenda com papel e laço prateado que a fada lhe havia deixado junto ao travesseiro. Depois, ficou triste porque gostaria de ter acordado e conversado com a fada.

-Ó mãe, as fadas são pequeninas ou grandes?

Disse-lhe que existiam fadas de todos os tamanhos, com asas maiores e menores, umas mais coloridas do que as outras.

-Acho que foi a Sininho que esteve aqui, mãe – afirmou com vontade de acreditar nessa incerteza.

-Ó mãe, vamos dar um passeio!

– Onde gostarias de ir?

– À praia. Quero levar os baldes da Kitty para brincar na areia.

– Ó filha, estamos em janeiro, no Inverno.

– Não faz mal. Hoje o mar está bonzinho.

E fomos.

Praia no InvernoPraia no InvernoPraia no InvernoPraia no InvernoPraia no InvernoPraia no InvernoPraia no Inverno

Ao chegar a casa, um prolongamento do mar. Desta vez na nossa cozinha.

Goraz na prata com funcho_foodwithameaning

Ingredientes para o peixe
 
1goraz
mistura de cinco pimentas
alho fresco
alho em pó
ervas aromáticas para peixe
funcho em rama
sumo de limão
azeite
louro
sal
 
 
Modo de Preparar
 
Após o peixe estar limpo de escamas e entranhas, forrei um tabuleiro de levar ao forno com papel de prata acomodei o peixe em cima da folha de alumínio. Desferi-lhe dois golpes diagonais em cada um dos lados do peixe.
 
Temperei-o com rodelas de limão, sal, louro, com a mistura de cinco pimentas, com ervas aromáticas para peixe  e alho em pó. Cobri-o de ambos os lados com funcho em rama. Envolvi-o na prata e levei-o a assar em forno previamente aquecido.
 
 
Ingredientes para as batatas a murro
 
batata nova
sal grosso
 
Lavam-se as batatas e salpicam-se com sal grosso. Levam-se a assar. Quando estiverem quase assadas, amassam-se ligeiramente com uma colher de pau e levam-se a acabar de assar.
 
Ingredientes para o molho
 
100 g de manteiga
4 dentes de alho esmagados
4 colheres de sopa de azeite
1 colher de sumo de limão
talos tenros de funcho
 
 
Numa tigela de ir ao micro-ondas piquei bastante alho miudinho. Adicionei  o funcho a  manteiga e o azeite.  Levei este preparado a fervilhar ao micro-ondas.
 
&
 
Quando o peixe acabou de assar, retirei-o com cuidado da prata e coloquei-o num tabuleiro com as batatas a murro. Pincelei o peixe de ambos os lados com o molho. Verti o resto do molho sobre as batatas envolvendo-as neste.
 
Levei a assadeira novamente ao forno cerca de 10 minutos.
 
Acompanhei o peixe com a  batata e legumes cozidos.
 
&

Outras receitas de peixe assado.

Desta vez anchova.

E desta bacalhau.

E desta pescada.

E ainda veja.

Um BOA SEMANA!

Muffins de baunilha com pepitas de chocolate? Go…going….gone!

A baunilha e o chocolate formam o casamento perfeito, como já afirmei aqui, aquando de uma receita de panquecas.

Estes muffins mostram a combinação destes dois ingredientes mas noutro formato.

Enjoy!

muffins de baunilha_foodwithameaningmuffins de baunilha com pepitas de chocolatemuffins de baunilha com pepitas de chocolate

Podem encontrar a receita no Receitas ao Desafio.

Outras receitas de muffins também publicadas por mim no blogue coletivo:

Muffins de iogurte e cereja

Muffins de Alfarroba com três Toppings

Mini-vulcões de chocolate em forma de muffin

Um bom fim de semana!