Um vício…Gelado de Kiwi e Pêssego

Com o calor, a fruta que se encontra na fruteira amadurece mais rapidamente.

Um gelado foi a solução para os três kiwis e os quatro pêssegos que lá permaneciam.


Ingredientes

3 kiwis (maduros)
4 pêssegos

200 g de natas
2 iogurtes gregos naturais
250 g de açúcar em pó

Modo de preparação

No liquidificador tradicional, ou no copo da Bimby,triturei a fruta descascada.
Adicionei o açúcar em pó.
Com a batedeira, bati as natas até ficarem fofas.Adicionei-lhes o iogurte e voltei a bater.
Envolvi as natas e o iogurte no preparado de fruta.
Coloquei a mistura no congelador num recipiente com tampa.
Passadas duas horas, retirei o gelado do congelador e mexi-o com uma colher de pau para destruir os cristais de gelo. Voltei a colocá-lo no congelador. Repeti este procedimento novamente duas horas depois.


Obs. Os mais gulosos poderão riscar o gelado com fios de mel. Um topping diferente que combinou muito bem com os frutos.

Salteado de frango com tomate-uva e queijo de ovelha

O pós-praia já tardio tem exigido receitas de confeção rápida e acima de tudo leves.

Aqui os cubos de queijo de ovelha acrescentaram sabor, o tomate adicionou cor e a hortelã e o manjericão imprimiram frescura.

Acompanhámos este salteado com uma salada verde.

Ingredientes

peitos de frango (a quantidade que desejar)

dentes de alho

tomate-uva

folhas de hortelã e de manjericão

salsa

alho em pó

pimentas em grão

1 cálice de rum

sumo de limão ou lima

queijo de ovelha

azeite

 

Modo de preparação

Num almofariz coloca-se azeite, folhas de manjericão e hortelã frescas, umas inteiras e outras cortadas aos pedacinhos, salsa picada, pimentas em grão, três dentes de alho picados e sumo de limão ou lima.Esmagam-se todos os ingredientes com o pilão.
Temperam-se os pedacinhos de frango com sal e colocam-se numa frigideira anti-aderente. Deixam-se alourar, mas pouco.
Verte-se o conteúdo do almofariz por cima do frango e envolve-se com uma colher de pau.

Adicionam-se os tomates-uva inteiros e 2 ou 3 folhas inteiras de hortelã e manjericão.

Rega-se com um cálice de rum.

Tapa-se a frigideira durante cerca de um minuto (a que uso tem uma tampa de vidro, mas poderão utilizar a tampa de um tacho).

Coloca-se o salteado num prato de servir.

Finaliza-se com cubos de queijo de ovelha (o contraste perfeito no meu entender).

Continuação de um ótimo verão!

Patrícia

Piquenique com holandeses à mistura e promessa cumprida

O Pezinho de Nossa Senhora, na freguesia de Santa Bárbara, é, sem dúvida, um lugar a visitar na  ilha Terceira. Caracteriza-se por ser uma área de piqueniques muito bem concebida, onde a mão do homem e a natureza convivem em perfeita harmonia. Um espaço que por ser muito aprazível merece destaque. Este foi o local que escolhemos para cumprirmos a promessa feita às crianças há tempos. Assim, este fim de semana, o piquenique efetivou-se, desta vez já não no jardim de casa.


Pergunta:
E onde entram os holandeses em ação?

Resposta: Em pleno piquenique Abeiraram-se de nós. Perguntaram-nos se falávamos inglês. Coincidência ou não, tinham à sua frente uma professora de inglês e uma agente de viagens e outros que lá iam arranhando e colaborando como entendiam e sabiam.

Nós “picnicávamos” numa zona de mesas à sombra de mimosas e junto a um forno de lenha envolto em pedra basáltica. A porta do forno estava aberta e existiam folhas de conteira junto ao forno. Informaram-nos que aqui havia uma padaria, disse uma holandesa que viajava com o filho e os pais de idade avançada. O jardineiro  mais tarde viemos a saber que se tratava do padre da freguesia que também acumulava, nas horas vagas, o cargo altruísta de manutenção do espaço,  – informou-nos em francês que podíamos comprar pão. Achei graça de início à interpretação que fizeram do que lhes foi dito, mas depois tive de desfazer o engano e explicar-lhe a função daqueles fornos, que ali permaneciam ao dispor de quem lhes quisesse tirar partido. Ficaram embebecidos com o trabalhado dos arcos de pedra basáltica que envolvia toda a zona. Perguntei-lhes como tinham descoberto aquele lugar. Eles responderam-me: By chance, num inglês nórdicoÀ sorte. E tiveram mesmo sorte. Fizeram-nos muitas perguntas sobre a ilha. Estavam alojados na Quinta do Martelo. Acabaram por ir buscar o mapa que se encontrava no carro alugado. Debruçámo-nos todos sobre o mapa e começámos a traçar percursos e a assinalar locais de interesse: miradouros, zonas balneares, museus, restaurantes… Acho que lhes deixei o mapa da ilha todo assinalado. Vi-me como um guia, como alguém, que faz da língua inglesa ensino diário, mas que naquele dia estava a aplicar os conhecimentos em algo menos teórico, em contexto real, portanto. Uma simpatia o quarteto de holandeses. Disseram-nos que viviam a uma hora de distância de Amsterdão, que o ano passado tinham visitado a ilha de São Miguel e que se tinham decidido a voltar este ano para conhecer a ilha Terceira e a ilha das Flores. Depois de lhes ter falado tanto da ilha montanha, o Pico, e da ilha do Faial, prometeram que estas seriam destino de férias no próximo ano. Saíram com a indicação de almoçarem no TiChoa e de a seguir rumarem até à freguesia de Biscoitos com a promessa de uma prova de vinhos e de licores no museu do vinho e com a possibilidade de comprarem “greens” nas bancas de venda de produtos locais junto à zona de banhos. Alguém já lhes tinha dito para provarem as maçãs dos Biscoitos. Afastaram-se também com vontade de subir às serras de Santa Bárbara e do Cume e de descer ao subsolo  numa viagem pela Gruta do Natal e pelo Algar do Carvão.

Senti-me bem por ter orientado este grupo de holandeses e por saber que falarão em terras nórdicas da nossa hospitalidade açoriana.

Enquanto conversávamos, ali ao lado o churrasco crepitava na grelha e o calor da manhã, que já ia alta,  pedia água e sumos frescos.

Mais tarde, depois das conversas sem pressas, dos passeios de exploração do parque e da zona costeira adjacente, o lanche teve direito a bolo, a sobremesa tradicional de um piquenique.

Bolo todo Riscado (como denominou a minha pequenita)

Segui a receita que já publiquei aqui.

Utilizei a Bimby, mas este bolo pode ser feito de forma mais tradicional recorrendo ao 1, 2, 3 para triturar a cenoura, que deverá ficar com  a consistência de “papa grossa”, e`a batedeira elétrica.

Para que o bolo ficasse maior usei as quantidades referentes a receita e meia.

Utilizei uma forma de buraco untada e enfarinhada.

Verti 3/4 do preparado para a forma. Ao restante 1/4 adicionei 4 colheres de cacau e duas de açúcar e bati novamente.

Verti esta mistura com cacau por cima do resto do bolo e com uma faca traçei uns ziguezagues sem que a faca tocasse no fundo da forma.

Levei a cozer em forno pré-aquecido, a 200ºC durante 45 minutos.

Obrigada por terem passado por cá.

Patrícia

Aventuras no mar e…sopa de peixe com tomate e manjericão

Acho que consegui convencer o Verão. Estas duas semanas têm sido muito solarengas e quentes. O mar tem estado calmo e a temperatura da água encontra-se finalmente aprazível. Os banhos de mar têm-se prolongado para além das oito (da tarde). Prepara-se o lanche e por volta das quatro – há que respeitar as horas de exposição solar-, rumamos à costa, que fica mesmo aqui ao lado. O marido apetrecha-se com o fato de mergulho, e com toda a parafernália adjacente, que ocupa quase meio porta-bagagens (e ele é grande) para nos brindar, ao fim do dia, com alguns salmonetes, uma tainha e um kilito de lapas. Os banhos produtivos são os melhores.

Parte do peixe deu origem a esta sopa.

Ingredientes

Peixe à escolha
tomate pelado triturado
alho
azeite
cebola
salsa
manjericão
água da cozedura do peixe
massinhas (usei argolinhas)
sal

Modo de preparação

Limpa-se o peixe de escamas e entranhas. Inteiro ou às postas, coloca-se a cozer num tacho com cebola e sal.
Depois de cozido, deixa-se arrefecer, retiram-se as espinhas e desfia-se o peixe. Reserva-se.
Aloura-se ligeiramente o alho picado em azeite (cuidado para não o tostar pois a sopa ficará com um sabor pouco agradável). Esta operação requer segundos apenas.
Adiciona-se tomate triturado a gosto (nós gostamos da sopa com sabor a tomate). Se tiverem tomate fresco bastante maduro basta retirar as sementes e triturá-lo. A sopa ficará ainda melhor. Junta-se a salsa e deixa-se levantar fervura.
Acrescenta-se a água da cozedura do peixe, passada por um coador. Deixa-se ferver.
Colocam-se as massinhas e deixam-se cozer.
Junta-se o manjericão picado e o peixe desfiado.
Deixa-se repousar a sopa, com a panela tapada, durante 5 minutos.
Serve-se com torradas ou croutons.

Continuação de um bom verão!

Patrícia

No double dipping allowed… peixinhos da horta…na versão courgette

Foi a primeira coisa que dissemos à mesa aos miúdos: No double dipping!

Olharam para o prato e pensaram tratar-se de batatas fritas. Não confirmámos nem desmentimos. Provaram. Humm...foi a resposta. E assim, através da onomatopeia, ficámos a saber o parecer dos mais pequenos.

Agora experimentem os palitos com a maionese de ervas. Cada um retirou um palito e inseriu-o no molho. Ouvimos três Humm.. em uníssono (o nosso sobrinho ficou para jantar connosco). Ainda melhor, disse o meu filho. E já ia novamente com o resto de palito crocante na direção do molho quando lhe voltei a lembrar: No double dipping!





Esta é uma receita que por recorrer a fritos deve ser confecionada com pouca frequência. Foi a primeira vez que a fiz. Inicialmente pensei usar o tradicional feijão-verde, mas depois resolvi utilizar courgette. Esta aventura correr bem.

Nota: Poderão adicionar ao polme especiarias várias a vosso gosto, conferindo assim outros sabores e aromas.

Uma boa semana.

O que fazer com courgette…..Bola de Calabacín com Menta

A nossa horta tem sido fértil em courgettes. Temo-las confecionado em sopa, em salteados, em gratinados e em bolos.
Hoje trago-vos a courgette em formato de bola, mais uma receita da minha amiga Dulce.
Levei esta bola como entrada para um almoço, que acabou por se converter também em jantar, em casa de amigos.

Não sobrou nem um pedacinho.



Ingredientes 

300 g de farinha
4 ovos grandes
1 pacotinho de levedura química (Fermipan)
250 g de courgete (calabacín 🙂
150 g de presunto ou bacon
100ml de azeite
1 colherada de cebolinho picado finamente
1 colherada de hortelã-pimenta picada finamente
1/2 colherita de sal
azeite para barrar a forma
uns raminhos de hortelã para decorar

Modo de Preparação

Corte a courgete finamente e reserve.
Pique o presunto/bacon e reserve.
Ligue o forno.
Bata os ovos com o sal num recepiente.
Junte a farinha e a levedura e mexa com os dedos.
Incorpore o azeite e mexa bem.
De seguida deve juntar a courgete, o presunto/bacon, as ervas picadas e mexer de novo.
Barre a forma com azeite e verta o preparado. Vai ao forno cerca de 30 minutos ou até que fique dourado.
Retire do forno e deixe repousar 5 minutos antes de desenformar.
Corte a gosto e decore com a hortelã.

Da praia para o campo a um passo de distância

Estes são pormenores do interior da minha ilha numa caminhada ao entardecer. Memoráveis os fins-de-tarde.

Este é um lugar de todos os tempos, que permanece como sempre o vi desde criança, como que intocável. Um lugar que envolve uma lagoa, que hoje não se encontra retratada aqui, de propósito. Um lugar de convívio com a natureza. Um espaço que convida ao piquenique com direito a manta de trapos e a sesta. Apreciemos os verdes e as sombras. Os contrastes. Pormenores que foram calcados por mim e por muitas crianças e adultos mas que só hoje, com outra serenidade, os consigo ver. Um lugar mágico, portanto.

Trago-vos então a receita de como podemos desmontar a natureza através de um olhar com tempo.



Sentemo-nos e apreciemos…