Frutos do Mar

Cá na ilha temos assistido a dias de Primavera fora do vulgar que mais se identificam a dias de Verão.
O tempo já convida a atividades ao ar-livre. Assim, tirámos partido da nossa condição de ilhéus e “fomos para a costa” – como dizem os antigos- como se a costa ficasse longe.

Umas horas depois, de regresso a casa, instalámo-nos no jardim para apreciarmos os petiscos abaixo.

Como prometido, e na sequência do post anterior, deixo-vos as receitas que confecionámos com estes frutos do mar, diretamente da arma de pesca submarina para a panela. Produtos mais frescos não existem.

Lapas grelhadas

Dispoêm-se as lapas numa frigideira. Coloca-se uma colher de sobremesa de molho de manteiga, alho em pó, ervas aromáticas e cebolinho em cima de cada lapa.(Derrete-se a manteiga com os ingredientes acima misturados).
Leva-se a frigideira ao lume até que as lapas descolem da casca e o molho fervilhe.

Salmonetes grelhados

Escamam-se e lavam-se os salmonetes.Retiram-se-lhes as entranhas.
Fazem-se uns cortes nos lombos.
Secam-se com papel de cozinha.
Temperam-se de sal.
Colocam-se na grelha bem quente.
Regam-se por ambos os lados com molho de manteiga, alecrim, salsa e alho em pó.

Arroz de frutos do mar

Para além dos salmonetes a pesca do meu marido rendeu-nos uma caranguejola, búzios e um polvo pequeno. Com estes ingredientes, fizemos um arroz que apelidámos de arroz de frutos do mar.

Cozemos o polvo à parte com cebola, alho, piri-piri e uma folha de louro. Quando estava quase cozido adicionámos-lhe sal.Cortámo-lo aos pedaços.Reservámos.
Num tacho com água colocámos algumas lapas e búzios com as conchas e a caranguejola. O aroma que emanava do tacho era o da maresia. Um consolo para a alma (desculpem esta divagação)

Continuando…

Refogámos meia cebola e 2 dentes de alho em azeite.
Adicionámos as lapas e os búzios, mesmo com as conchas,um ramo de salsa e coámos a água da cozedura do marisco (cerca de duas chávenas)que juntámos ao refogado.
Provámos, temperámos com sal e com duas colheres de polpa de tomate.
Colocámos uma chávena de arroz. Deixámos cozer.
Quase no fim da cozedura, adicionámos o polvo e voltámos a tapar o tacho até a água do mesmo evaporar completamente.

Servimos.

Se tiverem curiosidade em consultar outras receitas minhas de arroz de lapas e lapas grelhadas podem fazê-lo no receitas ao desafio.

Abri-vos o apetite, certo?

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19 thoughts on “Frutos do Mar

  1. Babette

    Apetite aberto!… QUe desfile de iguarias frescas e de certeza ainda a saber a mar. Um privilégio, poder “ir à costa” e preparar uma refeição completa com o que pescámos…
    Babette

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  2. panelasemdepressao

    Haverá maior satisfação do que comer o que se pescou?
    Está tudo tão apetecível! E a foto do post anterior com a pesca é absolutamente maravilhosa.
    rendo-me aos privilégios da insularidade, e às receitas da Patrícia.
    Um beijinho

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    • foodwithameaning

      É bom saber que a insularidade tem privilégios. Quando se ouvem referências, estas são quase sempre pejorativas. Eu penso que se consegue viver bem em qualquer lado desde que consigamos tirar partido das coisas positivas e às vezes não detemos esta sabedoria.
      Obrigada pelo elogio.
      Um abraço

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  3. deliciart

    Que inveja (boa claro!!) de poder comer coisinhas assim tão frescas, lembro-me quando pequena ir para a praia de verão e trazer-mos relíquias destas para casa e fazermos um belo petisco com elas, mas já passaram tantos anos que agora fiquei a babar com as tuas maravilhas que estão bem tentadoras..beijinhos

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    • foodwithameaning

      Todo o tempo é tempo para fazermos o que gostamos. Temos é de ter a iniciativa de fazer as coisas sem pensarmos no trabalho que isso nos vai dar. Mas isto nem sempre é possível e recriar momentos passados não é fácil nem é a mesma coisa.
      Um abraço

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  4. Ondina Maria

    Que coisa maravilhosa, poder comer algo que pescamos. Eu ia adorar! Não a pesca em si, confesso que acho uma seca monumental, mas comer algo assim tão fresco deve ter um outro sabor e dar muito prazer. Fiquei de olho nesses belos salmonetes!

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  5. Ginja

    Perfeito! Isto sim é maravilhoso Patrícia 🙂
    Comer algo pescado por nós, num lugar assim tão belo.
    Também foi nos Açores que pesquei uma truta na lagoa do fogo e apanhei umas cracas no mar, e foi das coisas mais simples e melhores que comi.
    Um beijinho.

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  6. Ilídia

    Que delícia de refeição, já a saber a verão. Ainda não fui à costa este ano (só passear à beira-mar), pois sou muito friorenta e só lá para junho consigo tocar na água 🙂 Mas hoje fui passear com os meus homens à beira-mar e soube-me muito bem.
    Um beijinho

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  7. foodwithameaning

    Sabes, Ilídia, eu por norma também sou friorenta, mas não sei o que se passa comigo este ano pois só quero é aproveitar a abundância de sol, invulgar nesta altura. As estações do ano andam mesmo trocadas! E eu ando com a impressão de que o tempo está a passar tão depressa por isso não quero perder pitada de nada. E como, no nosso caso, costa e campo não nos faltam, temos de tirar partido disso. Privilégios da insularidade, como referi mais acima.
    Um abraço.

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