Leite Creme Light (sem darmos por isso)

Esta é a sobremesa do “desconsolo de uma coisa doce”. Caseira e pronta em 12 minutos. Nada mais fácil!
A receita que vos deixo é um clássico da Bimby e consta do livro básico. No entanto, apresento-a numa versão mais light, mas igualmente deliciosa, garanto-vos. Recorri, porém, a uns pequenos truques na sua confeção. Substituí a maizena por custard powder, as 6 gemas por dois ovos inteiros e também reduzi no açúcar. A receita original oferecia 200 g, mas utilizei apenas 120 g.

Leite creme

1 litro de leite (usei magro)
2 ovos inteiros
120 g de açúcar
40 g de custard powder (farinha de custard)
Casca de meio limão, só a parte amarela
1 pau de canela
Açúcar mascavado para polvilhar

Juntam-se todos os ingredientes, pela ordem indicada, exceto a casca de limão e o pau de canela. Programa-se 15 segundos, velocidade 3 1/2.

Adicionam-se os restantes ingredientes e programa-se 12 minutos, 90 graus, velocidade 2. Retira-se a casca do limão, o pau de canela e coloca-se de imediato numa travessa ou em taças individuais.

A farinha de custard confere uma cor amarelinha e um sabor abaunilhado à sobremesa.

Utilizo os ovos inteiros, mas não ficam vestígios de clara. Esta dilui-se no creme (é mais saudável do que a gema)

Não costumo queimar a superfície do leite creme, apesar de fazer parte da tradição fazê-lo. (mas esta receita também foge à regra porque é light, logo estou perdoada)

Gosto de deixar a casca do limão na minha tacinha para conferir um sabor ainda mais alimonado. E no fim, e por que não, também se come a casquinha! Vitamina C, não é?

Patrícia

Lasanha de Frango com crosta de alho e ervas

O que fazer às sobras de frango de churrasco? Uma lasanha!

Ingredientes (para 6 a 8 pax)

4 peitos de frango de churrasco desfiados
1 lata de tomate frito
1 cebola grande picada
4 dentes de alho picados
azeite qb
sal a gosto
1 copo de vinho branco
1 embalagem de massa fresca de lasanha (da marca Continente)
queijo ralado (usei Queijo de São Jorge e três queijos)
oregãos
manjericão

Ingredientes para o Béchamel

3 colheres de sopa de farinha
2 colheres de sopa de manteiga
1 litro de leite
pimenta branca
sal fino
noz moscada em pó

Ingredientes para a Crosta

pão de véspera (de preferência caseiro)
3 dentes de alho
salsa fresca

Começo por fazer o refogado com o azeite, os dentes de alho e a cebola picados. Depois de lourinhos, adiciono o frango e envolvo tudo muito bem. Tapo para deixar cozinhar um pouco. Adiciono a lata de tomate frito e deixo levantar fervura mexendo sempre. Acrescento os restantes temperos, mexo e deixo em tacho tapado e em lume brando. Não deixo secar muito.

Entretanto faço o Béchamel na Bimby, seguindo a receita do livro básico, mas poderão utilizar o de compra.

Depois de pronto, rego o fundo da assadeira com um pouco de molho, disponho algumas placas de massa, uma camada de recheio, novamente placas de massa, béchamel, recheio, placas de massa e béchamél. Polvilho com queijo ralado e cubro com o pão ralado aromatizado com alho e salsa (tudo triturado de uma só vez na Bimby, mas podem recorrer à picadora tradicional, que o efeito é o mesmo).

Vai ao forno a gratinar.

Servi com uma salada de folhas.

Pão de Mistura

Temos comprado muito pouco pão ultimamente. Optamos por fazê-lo cá em casa. Fica ao nosso gosto. Integral ou não, com passas ou sem passas, de milho, de chocolate…Admito que tenho feito muitas experiências neste campo. Com levedura fresca ou fermento seco, na MFP ou na Bimby, têm sempre saído pães bastante saborosos. Confesso que nos primeiros tempos, e por falta de experiência, nem sempre o pão ficava como previsto, mas ultimamente é raro o pão que dura muito tempo cá por casa. Algum pedaço que fique esquecido mais do que dois dias é quase certo que se transformará em pão ralado com ervas e alho.

Desta vez resolvi experimentar a sugestão apresentada pela Ana.

Preparei o poolish de véspera e hoje saiu este pãozinho.

Resistimos à tentação de abrir imediatamente o pão. Deixámo-lo arrefecer bem antes de o cortarmos em fatias.Foi uma hora penosa, especialmente para as crianças que estavam constantemente a perguntar se já podiam provar o pão.

Quando chegou o momento, a hora do lanche, acompanhámos o pão com manteiga milhafre e compota de groselha Quintal dos Açores, ambos produtos açorianos.

Pato com Laranja, um desafio do blog Cinco Quartos de Laranja

O blog Cinco Quartos de Laranja encontra-se este mês em festa. Lançou este desafio que resolvi abraçar com muito gosto.Apesar desta receita de pato com laranja ser diferente da tradicional, caracteriza-se por ser a forma como o pato é confecionado com laranja cá em casa, daí ter decidido partilhá-la também convosco.

Ingredientes

1 pato grande
4 laranjas
raspa de 1 laranja
4 copos de sumo de laranja
1 copo de vinho branco
1 cálice de rum
alho em pó
4 dentes de alho
2 cenouras
1 talo de alho-francês
1 folha de louro
1 baga de piri-piri
Sal e pimenta a gosto
água

Preparação

De véspera, coloquei o pato inteiro numa panela, cobri-o com água quente e coloquei uma folha de louro, sal, os dentes de alho, raspa de uma laranja, sumo de duas laranjas, mistura de 5 pimentas, o vinho e o rum. Deixei levantar fervura e cozer durante 20 minutos. Deixei o pato a marinar dentro da panela de um dia para o outro.

No dia seguinte, retirei o pato da marinada (coei o caldo e reservei).

Coloquei-o num tabuleiro de ir ao forno untado com manteiga e recheei-o com duas laranjas descascadas e picadas. Cozi-o com uma linha. Untei-o com manteiga e salpiquei-o com sal grosso.

Coloquei o caldo num tacho, retifiquei o sal, polvilhei com alho em pó, adicionei sumo de duas laranjas. Levei o caldo a apurar ligeiramente em lume brando.

Levei a carne a assar com parte do caldo até esta ficar macia. Fui utilizando o caldo para ir regando o pato.

Servi o pato com batatas assadas a murro.

Quando as batatas se encontravam praticamente assadas, retirei o tabuleiro do forno e reguei-as com o caldo do pato sobejante. Voltei a introduzir o tabuleiro das batatas no forno até absorverem o caldo.

Néctar de Ananás e Abacaxi com menta

O telefone tocou. Atendi. Do outro lado uma amiga de longa data que reside na ilha de São Miguel. – Estamos a pensar ir aí passar o Carnaval convosco! Fomos ver a disponibilidade de voos e, se tudo correr bem, chegamos sexta-feira à tarde.
Já não via a G. e o B. há cerca de dois anos, resultado da nossa dispersão arquipelágica.
Quando desliguei o telefone fiquei radiante porque a G. e o B. são um casal muito animado. Antevi, desde logo, um fim-de-semana bem agitado.
O B. cismou que havia de preparar umas margheritas de ananás. Ao descascarmos o ananás que eu tinha em casa, reparámos que este era bastante ácido e resolvemos optar por utilizar também abacaxi. Saíram umas margheritas mistas que desapareceram à velocidade da luz, não havendo sequer tempo para fotografá-las.

Com a fruta cortada que sobrou fiz no dia a seguir este néctar. Acrescentei-lhe umas folhas de menta que conferiram um paladar ainda mais refrescante.

Ingredientes para um jarro

400 g de ananás e abacaxi descascados e cortados aos pedacinhos.
100 g de açúcar (utilizei mascavado) ou o equivalente em adoçante
500 ml de água
500 g de gelo
folhas de menta

Preparação

Coloquei no copo da Bimby a fruta, a água e o açúcar triturei progressivamente até atingir a vel. 9.
Adicionei o gelo e as folhas de menta e voltei a triturar até o gelo se ter completamente diluído.
Servi.

Filhós de Forno, presença obrigatória no Carnaval Terceirense

O Carnaval terceirense caracteriza-se por ser a maior festa da ilha. Coloca em evidência a riqueza popular materializada na sabedoria da confeção de máscaras e disfarces. É muito comum ouvir-se nas ruas: – Este Carnaval, vais-te disfarçar de quê? De facto, o carnaval mobiliza pessoas de todas as idades nas suas diversas manifestações. O corso carnavalesco que, na sexta-feira, desce as artérias das duas cidades da ilha, alegra as gentes com a música festivaleira, muita dela importada do Brasil, e com o colorido eclético das fantasias das crianças elaboradas por pais caprichosos, colégios e escolas.
Os clubes desportivos e as associações dinamizam bailes de carnaval e contratam bandas que tocam efusivamente até o sol nascer.
Muitos amigos organizam os chamados assaltos de carnaval que se caracterizam por ser festas privadas para as quais cada convidado contribui com um prato ou com bebidas para molhar a garganta nos intervalos do pula-pula.
Todas as freguesias da ilha abrem a porta das suas Casas do Povo e Sociedades Recreativas à população em geral, sem cobrar entrada, para nas suas salas receberem as danças e os bailinhos de carnaval. Estes são encenações populares, sabiamente escritas e animadas por músicos, nas quais se destaca o mestre, que dança com pandeiros ou espada, e que apresenta o grupo e os propósitos da história que pretendem apresentar. Os bailinhos são sátiras sociais que recorrem ao humor e ao exagero com o objetivo de divertir a plateia. Por sua vez, as danças de espada constituem enredos dramáticos vividos pelas famílias e são em menor número.
O Carnaval terceirense é também sinónimo de iguarias típicas desta época. Destacam-se as massas fritas: os coscorões, as filhós fritas e as filhós de forno. A estas últimas o povo costuma denominar de fofas. São estas que vos trago hoje, terça-feira de Entrudo, diretamente do livrinho de receitas da minha mãe. O creme com que as recheio não é o típico da ilha Terceira, mas o que se confeciona nas ilhas do Pico e do Faial, de onde são os meus pais oriundos. Cá na Terceira não se utiliza a erva-doce no recheio, mas devem experimentar pois confere um sabor muito especial. Introduzo o paladar da erva-doce por intermédio do chá, evitando-se assim trincar as sementinhas.

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Filhós de Forno

para 16 filhós

350 g de farinha com fermento
0,5 litros de água
100 g de manteiga
6 ovos
2 colheres de sopa de açúcar
2 colheres de chá de fermento
1/2 colher de chá de sal.

A água vai a levantar fervura com a manteiga, o açúcar e o sal. Quando está a ferver, deita-se a farinha com o fermento, mexendo sempre até fazer bola, mas já fora do lume.
Quando a massa estiver morna, vai-se colocando um ovo de cada vez e amassando até a massa ficar fina.
Untam-se as forminhas de alumínio.
Colocam-se colheradas  de massa em cada forminha até 2/3 da capacidade.
Vai a cozer durante 30 a 40 minutos em forno bem quente.

Deixam-se arrefecer um pouco com a porta do forno entreaberta. Deixe as filhós nas formas de alumínio até estarem totalmente frias e, assim, prontas para serem recheadas.

Cremes para as Filhós

Opção 1.

Faz-se chá com erva-doce. Coa-se e mede-se duas chávenas deste chá e duas chávenas de leite. Colocam-se os líquidos numa caçarola e adiciona-se 300 g de açúcar. Deixa-se ferver um bocadinho em lume baixo.
Retira-se do lume e deixa-se arrefecer um pouco. Junta-se duas colheres de chá de farinha de trigo, ou de maizena (neste caso, uso uma colher de chá de maizena), dissolvidas em muito pouco leite, , cinco gemas de ovos e raspa de limão.
Volta ao lume brando, sem ferver, mas mexendo-se sempre.

Opção 2. (mais saudável- menos açúcar e menos ovos)

Faz-se um creme Inglês com 500 ml de leite, dois ovos inteiros (uso os ovos inteiros, reduzindo assim o número de gemas, aroma de baunilha, 100 g de açúcar (menos açúcar do que a opção 1), 40 g de maizena, raspa de meio limão grande. Num tacho ao lume, coloque mo leite e a baunilha.Adicione os ovos, previamente batidos, os 100 gramas de açúcar e a raspa de limão.Mexa sempre com uma colher de pau para evitar que crie crosta no fundo do tacho.O creme está no ponto quando passamos o dedo na colher e não escorre.

 

Com uma tesoura de cozinha, disfere-se um golpe lateral e horizontal em cada filhós e recheia-se com o creme.

Esta receita de filhós é feita com massa escaldada. Cá na ilha existe ainda outra versão, que não leva manteiga na massa e não segue o método da massa choux, utilizada nos profiteroles e nos éclairs. Esta versão, que consta do link abaixo deixa a massa mais consistente e mais seca, logo, mais aguentada do que a 1ªversão. A receita é da Manuela do blogue Delícias e Companhia.

Quiche de Presunto e Nozes para o jantar de São Valentim

Esta receita vem na sequência deste post. Também foi resultado da necessidade de aproveitar o que havia em casa. Um rolo de massa folhada de compra aproximava-se do fim do prazo de consumo e o presunto e o queijo residiam no frigorífico há já alguns dias. E assim nasceu esta quiche de presunto e nozes, também de improviso, mas que fez as delícias do nosso jantar caseiro de São Valentim.
Acompanhámo-la com uma salada verde e com um refrescante copo de vinho rosé. O marido ficou-se pelo sumo, como de costume. Opostos que se atraíram um dia e que aprendem diariamente a conviver com as suas diferenças.

Ingredientes

1 base de massa folhada
presunto fatiado
200 ml natas
queijo a gosto (utilizei tipo ilha, de São Jorge, mas poderão optar por outro de sabor menos acentuado.
2 ovos inteiros
nozes
mistura de cinco pimentas

Nesta receita não utilizo sal uma vez que o presunto já é suficientemente salgado. Se mesmo assim quiserem retirar sal ao presunto mergulhem-no numa tigela com água, retirem-no e sequem-no com papel de cozinha antes de o utilizar.

Corta-se o presunto em pedacinhos e dispõe-se no fundo da tarteira já untada e forrada com a massa folhada.
Colocam-se as nozes partidas à mão grosseiramente e por cima o queijo. Aromatiza-se com uns pozinhos de mistura de cinco pimentas.
À parte batem-se os ovos com as natas. Verte-se este preparado por cima dos ingredientes que já se encontram em camadas.
Vai a cozer em forno pré-aquecido cerca de 30 minutos.

obs. Depois de colocar a base de massa folhada na tarteira, costumo picar o fundo com os dentes do garfo para ajudar a propagação do calor pela massa, o que acelera a cozedura e torna a base mais leve e solta.