Caçarola de caril de lula, com leite de coco e milho-doce

Viver na ilha dá-nos muitas vezes a possibilidade de comprar diretamente ao produtor. Neste caso, ao pescador. E foi assim que a partir da matéria-prima foi surgindo a ideia desta receita, a qual combinou, pela primeira vez cá em casa, as lulas com rodelas de socas de milho cozido. O leite de coco e o caril concorreram para dar sabor e exotismo. Uma união interessante entre o milho doce da nossa terra e um molusco do nosso mar com temperos de outras paragens.

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Ingredientes

  • 3 lulas médias (2 kg)
  • 2 socas (maçarocas) de milho doce cozido
  • 6 curgetes bebé
  • 1/2 pimento encarnado
  • 1 lata de leite de coco
  • 1 colher de sopa de caril
  • 2 cebolas médias
  • 4 dentes de alho
  • azeite q.b.
  • mistura de cinco pimentas
  • colorau fumado
  • sal
  • cebolinho
  • folha de louro
  • piri-piri ( 2)

Preparação

Faz-se um refogado com a cebola picada, com o alho, o piri-piri e a folha de louro. Junta-se o pimento aos pedacinhos e deixa-se refogar também.

Junta-se o leite de coco e as lulas. Tapa-se a caçarola e deixa-se que levante fervura

Tempera-se com sal, colorau fumado e mistura de cinco pimentas. Volta-se a tapar a caçarola. A meio da cozedura das lulas, que destilarão bastante, acrescenta-se a colher de sopa de caril e retifica-se o sal.

Junta-se de imediato as rodelas de maçaroca de milho. Deixa-se levantar fervura.

Quando as lulas estiverem quase cozinhadas, adiciona-se rodelas de curgete bebé e polvilha-se com cebolinho picado. Volta-se a tapar a caçarola e assim que as curgetes estiverem cozinhadas, apaga-se o lume.

Acompanham-se as lulas com batata cozida ou arroz branco.

Nota.  Acompanhámos com uma fatia de pão caseiro torrado ligeiramente aromatizado com alho cru ( para o efeito, basta descascar o dente de alho e raspá-lo no pão) e barrada com uma fina camada de manteiga. A fatia de pão foi colocada no fundo de cada prato, onde se serviu o guisado de lula.

Uma delícia, posso-vos garantir.

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Taste in Adegas 2017…Take 1

 

Quando pensamos na ilha do Pico, associamos o modo de vida dos picoenses à cultura das adegas. São muitas as famílias que possuem uma adega, quase sempre junto ao mar. A definição convencional de adega, parte de uma casa, geralmente subterrânea, onde se guarda vinho, azeite e outras provisões,  não caracteriza a amplitude do conceito de “adega” picoense. Partilha do facto de ser um armazém, em ponto pequeno, da produção de vinho, aguardentes e licores provenientes de cada família, mas é, sobretudo, uma pequena casa em pedra basáltica, muitas vezes com uma divisão apenas, que alberga os barris e e os garrafões com as produções vitivinícolas de cada família, um espaço rústico de cozinha e algumas zonas de descanso, sempre com uma mesa a meio para receber os amigos. É um espaço onde se conjugam sabiamente os vinhos e as aguardentes com petiscos típicos, como as lapas grelhadas, o caranguejo frito, o caldo de peixe, sempre acompanhados com o tradicional bolo de milho. Visitar a ilha do Pico sem fazer uma viagem enogastronómica a uma adega é deixar algo muito importante para trás, uma vez que as adegas sempre foram a sala de visita do picaroto.

Com o intuito de dar a conhecer uma rota de vinhos e petiscos, a ADELIAÇOR promoveu este ano, a 7, 8 e 9 de julho, e na ilha do Pico, a quinta edição do Taste in Adegas, um dos maiores eventos enogastronómicos dos Açores. Este ano estiveram em prova 15 vinhos de 5 produtores certificados em 4 locais de degustação – Adega a Buraca, Curral Atlantis, Cooperativa Vitivinícola da ilha do Pico e Azores Wine Company. Estiveram à prova vinhos brancos, tintos, rosés e licorosos, produzidos pelos produtores do Pico, nas adegas, vinhas e winehouses aderentes. A edição deste ano contou com a colaboração da Escola de Formação Turística e Hoteleira de Ponta Delgada e foi co-financiada pelo PRORURAL+.

Iniciativas como o Taste in Adegas, para além de serem um roteiro de divulgação dos vinhos do Pico, promovem a importância da cultura da vinha e do seu património, já classificados pela UNESCO como património da humanidade.

Sem querer perder esta oportunidade única de degustação, selecionei, nesta edição duas adegas localizadas no Concelho de Madalena: a Curral Atlantis e a Cooperativa Vitivinícola da ilha do Pico. Hoje dedico a reportagem aos vinhos Curral Atlantis.

Embarquei numa aventura que apelou aos 5 sentidos. Provei os vinhos temperados de maresia e conheci os seus produtores. Momentos inesquecíveis. Venham comigo!

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Waldorf de morango com tártaro de veja e maionese de coentro

acompanhado com um vinho rosé Curral Atlantis

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Atum à Bulhão-Pato com puré de fava fresca e poejo

acompanhado com Verdelho & Arinto dos Açores

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Polvo assado e lula em feijão arroz

acompanhado por Curral Atlantis & Merlot Cabernet

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Pudim de mel com migalhas de toffee e redução de Atlantis

acompanhado com Néctar dos Currais

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E com esta foto de um dia perfeito termino esta reportagem. Amanhã seguiremos outra rota de vinhos e petiscos.

Deixem-se estar por aí!

Entrada de verão

Quem segue esta cozinha já deve ter percebido que o fogão cá de casa anda a “meio-gás”. De facto, as férias, o calor e a necessidade de uma pausa têm concorrido para o espaçamento entre publicações. As refeições têm se caracterizado por ser ligeiras, rápidas e saudáveis, dando primazia às saladas e aos jantares fora de casa. Qualquer altura do ano se presta ao convívio, mas o verão, sendo a minha estação de eleição, quer-me totalmente dedicada a ele: aos pequenos-almoços ligeiros, às manhãs e aos fins de tarde na praia, aos jantares leves, onde um grelhado e uma salada ditam a refeição. Adoro o sol e os dias descomplicados. Quem não precisa deles?

Esta entrada que hoje vos trago é sinónimo disto tudo.

Ingredientes:

  • 2 queijos frescos
  • amêndoa torrada
  • mel
  • creme de vinagre balsâmico de manjericão (Paladin)
  • orégãos secos

Preparação:

Começar por dispor os queijos frescos numa travessa, polvilhar com orégãos, regar com fios de mel, salpicar com amêndoa torrada e desenhar com creme de vinagre balsâmico de manjericão.

Servir de imediato.

Desejam transformar esta entrada numa sobremesa?

Então, substituam o creme de vinagre balsâmico por creme de chocolate utilizado como topping em gelados. Garanto que vai surpreender!

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E  fiquem por aí porque em breve vou falar-vos da minha experiência no TASTE in ADEGAS 2017.

Giveaway de verão: Eu e os Tups….Foodwithameaning

Quem gosta de cozinhar sente a necessidade de arranjar soluções para armazenar os ingredientes, quer seja no armário despenseiro ou no frigorífico. Mesmo quando os produtos são vendidos em embalagens, depois de abertos temos de ter o cuidado de fechar bem os invólucros, para proteger da entrada de ar ou de bichinhos indesejados. Para o efeito, por vezes utilizo pequenos sacos de plástico, mas quase sempre recorro a jogos de marmitas, sendo a Tupperware a eleita. É incontestável que armazenar em marmitas traduz-se em maior segurança, sendo também esteticamente mais apelativo.
Com o objetivo de celebrar o verão e ajudar o projeto da Rita, uma empreendedora de 17 anitos, lançamos em conjunto este GIVEAWAY, patrocinado por Eu e os Tups, a página de vendas da Rita.

Será sorteada esta travessa-prato Cristal, com 2 l de capacidade, excelente tanto para armazenar alimentos como travessa de servir.

Regras de participação:

1. Ser residente em Portugal (continente e ilhas);

2. Partilhar no Facebook e em modo Público este GIVEAWAY, as vezes que desejar,  assinalando nos comentários sempre três amigos diferentes dos já referidos;

3. Colocar Gosto na página de Facebook Eu e os Tups.

4. Tornar-se seguidor do blogue Foodwithameaning.

5. Colocar Gosto na Página de Facebook  Foodwithameaning.

Nota: O incumprimento dos critérios de participação acima estabelecidos exclui o participante do sorteio.

O GIVEAWAY começa hoje, 26 de julho, e termina a 10 de agosto. A 12 de agosto será comunicado o vencedor, após sorteio.  O vencedor será notificado por mensagem privada e terá  8 dias úteis para reclamar o prémio e enviar os seus dados para poder proceder-se ao envio do mesmo.

Pão de Chouriço na cesta do piquenique

Todos os anos realizamos piqueniques no verão. Os dias são grandes, a luz prolonga-se e os fins de tarde enchem-me de lânguida preguiça. Há tempo para tudo. Deste tudo fazem parte os banhos de mar, as pescarias, os churrascos, os jantares tardios e os piqueniques, quase sempre em parques florestais.

Este pãozinho com chouriço é, sem dúvida, uma excelente opção para incorporar a cesta do vosso próximo piquenique. Não acham?

 

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Ingredientes
600 g de água
11 g de fermento seco
1kg de farinha tipo 65
2 colheres de chá de sal
rodelas de chourição

Preparação

1.  Coloque a água e o sal num tacho e  misture até a água estar morna e o sal completamente dissolvido.
2. Coloque a farinha num monte sobre a bancada, e faça um buraco no centro e coloque lá dentro o fermento em pó.
3. Adicione um pouco de água e, com a ajuda de um garfo, misture puxando a farinha das laterais para o centro, de modo a dissolver o fermento. Adicione a restante água e misture com a farinha, amassando durante 5 minutos, até que a massa despegue das mãos e esteja homogénea e elástica. Se necessário adicione mais um pouco de farinha.
4. Coloque a massa numa taça grande e tape-a com um pano, e deixe repousar durante 2 horas, ou até dobrar de volume, em local seco e sem correntes de ar (costumo colocar a taça no micro-ondas fechado e desligado).
5. Polvilhe a bancada com um pouco de farinha e divida a massa em 6 partes iguais.
7. Estique cada pedaço de massa com as mãos, formando um retângulo. Coloque algumas fatias de chourição  sobre a massa e enrole, unindo depois as extremidades.
8. Forre um tabuleiro com papel vegetal e coloque sobre ele os pães com chouriço, tape com um pano e deixe descansar durante 1 hora.
9. Polvilhe-os com um pouco de farinha e leve-os ao forno pré-aquecido nos 200 ºC durante, aproximadamente, 30 minutos.

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Madalenas sem glúten e sem lactose… e de uva-da-serra

Na foto estão representadas as quatro receitas que desenvolvi num workshop que realizei há pouco tempo, cuja temática incidiu sobre sobremesas sem glúten e sem lactose. As receitas confeccionadas  foram as seguintes: bolachas de tâmaras, waffles de aveia,  sobremesa de gelatina com leite de coco e morangos e as madalenas com uva-da-serra, o famoso mirtilo açoriano, cuja receita partilho hoje. São ideais para acompanhar um café ao pequeno-almoço, ao lanche ou até para incorporarem a marmita da praia.

Boas férias!

3 Ingredientes

  • 3 ovos
  • 100 g de açúcar
  • 25 g de amido de milho (maizena)
  • 175 g de farinha de arroz ou de preparado Schar para bolos (prefiro o preparado)
  • 100 g de creme vegetal (Vaqueiro ou outro)
  • 100 ml de leite vegetal (pode ser substituído por sumo de laranja)
  • 10 g (ou meia colher de sopa) de fermento sem glúten
  • Raspa de laranja ou limão a gosto
  • 1 colher de café de extrato de baunilha
  1. Batem-se as gemas com o açúcar e com a margarina. Junta-se o extrato de baunilha, o sal e a raspa de laranja.
  2. Adiciona-se metade da farinha e do leite vegetal.
  3. Junta-se o fermento. Mexe-se bem.
  4. Termina-se com o resto do leite vegetal e da farinha e junta-se a raspa de citrino. Bata novamente, mas pouco.
  5. Batem-se as claras em castelo e envolvem-se suavemente no preparado anterior, com uma colher de pau.
  6. Coloca-se uma colher de sopa de massa na forma de papel, assente dentro de uma forma de alumínio. Dispõe-se 4 ou 5 bagas de uva-da serra, outra colher de massa e termina-se com mais 4 ou 5 bagas.
  7. Leva-se ao forno pré-aquecido até cozer, mas sem deixar secar, cerca de 20 a 25 minutos.
  8. Deixa-se arrefecer os pequenos queques e polvilham-se com açúcar em pó, na hora de servir.