Comida com cor e sabor

esparguete de ameijoa e legumes chineses

Adoro fotografar alimentos coloridos, tais como a fruta e os legumes. Quando frescos são vibrantes e apelativos. Sabiam que a cor do alimento está relacionada com o nutriente que contém, sendo fundamental ingerir diariamente no mínimo um alimento de cada cor? Assim, quanto mais colorida estiver a alimentação, maior será a quantidade de nutrientes que serão oferecidos ao organismo. Consumir diariamente frutas, legumes e hortaliças de cores diferentes é garantia de ingestão de alimentos de baixas calorias e grandes quantidades de vitaminas e minerais, o que reduz significativamente o risco de desenvolver doenças cardiovasculares, diabetes, alguns tipos de cancro e outras doenças, que afetam em maior escala os países desenvolvidos.

Como sou adepta de refeições equilibradas, pois delas depende o bom funcionamento do nosso corpo, é também importante a ingestão de proteína animal, presente no leite e derivados, ovos e carnes (bovina, suína, aves, peixe), que é responsável pela síntese muscular e fornecimento de aminoácidos essenciais; dos cereais (massas, pães), responsáveis pela energia no nosso organismo e também as gorduras, cuja função é transportar vitaminas lipossolúveis e produzir certos hormónios. Como resultado destas preocupações surgiu este prato que devido à sua constituição é colorido, saudável e completo.

esparguete de ameijoa e legumes chineses

Curiosidades sobre a cor dos alimentos:

Amarelos ou alaranjados que contém carotenoides presentes nos alimentos como o mamão, melão, cenoura, manga, laranja, damasco, pêssego e abóbora que tem atividade antioxidante e anticancerígena. Também possuem vitaminas A e C, que ajudam a manter o sistema nervoso saudável, protegem o coração e a visão.

Azulados e arroxeados, tais como uva, ameixa, framboesa, beterraba, berinjela e repolho roxo possuem atividade antioxidante, retardando o envelhecimento. Também protegem o coração e previnem alguns tipos de cancro.

Brancos, como a couve-flor, batata, arroz, nabo, repolho, cebola e a banana constituem fonte de cálcio e potássio e são imprescindíveis para a formação e manutenção dos ossos e funcionamento do sistema nervoso e dos músculos.

Verdes, como abacate, brócolos, chuchu, kiwi, limão, pepino, vagem e os folhosos em geral, contém clorofila, ferro e vitamina A agindo na desintoxicação das células, protegendo contra anemia, anticancerígeno, inibindo o envelhecimento e protegendo a visão, coração, cabelo e pele.

Vermelhos, como morango, tomate, melancia, beterraba, framboesa, cereja e pimentão vermelho contêm licopeno que atuam como antioxidante, neutralizando os radicais livres e protegendo o coração. Também são fontes de vitamina C.

Castanhos, tais como aveia, nozes, castanhas, feijão, lentilha são ricos em fibras e vitaminas do complexo B e vitamina E, auxiliando no funcionamento do intestino e prevenindo doenças cardiovasculares.

Esparguete de ameijoa e legumes chineses

esparguete de ameijoa e legumes chineses

Ingredientes

– 1 pacote de 500 g de spaghettini
– 1/2 embalagem de legumes chineses congelados
– cogumelos frescos
– 1 embalagem de miolo de ameijoa
– 3 colheres sopa de soja
– 1 lata pequena de tomate triturado
– 1 cebola
– 3 dentes de alho
– sal e pimenta q.b.
– alho em pó
– sumo de 1/2 limão
– 1 colher de café de caril
– azeite q.b.

Preparação

1. Começar por cortar a cebola e o alho finamente e fazer um refogado em azeite. Juntar o miolo de ameijoa e os cogumelos frescos laminados. Deixar que destilem e cozinhem.  Juntar o tomate triturado, o molho de soja e o caril. Temperar com sal, alho em pó, pimenta e sumo de 1/2 limão. Deixar levantar fervura. Reservar.

2. Cozer os vegetais num tacho com água e sal durante 7/8 minutos. Escorrer bem após a cozedura. Aproveitar água da cozedura dos vegetais para cozer o esparguete. Escorrer o esparguete.

3. Juntar os legumes ao preparado  inicial, com o miolo de ameijoa, e deixar apurar um pouco.

4. Envolver o spaghettini neste preparado e servir.

 

 

Louvre Michaelense

Foi nesta mercearia, café, loja de souvenirs e  de artigos para casa que  marquei encontro para um lanche com a foodblogger Sónia Melo. É difícil os nossos olhos não se perderem ao olhar para um balcão repleto de iguarias doces e salgadas e para um espaço cheio de cor, de vida e de histórias para contar, que pode ser desfrutado por locais e turistas da ilha de São Miguel.

No primeiro balcão, logo à entrada, somos recebidos por queijadas e empadas diversas, bolos e  bolachas e por um desfile de licores regionais. Por trás desse balcão, estão vitrines de exposição com chás, especiarias e produtos típicos açorianos e de outras paragens. Há livre circulação. Há autorização para abrir e fechar gavetas. Lá atrás, existe uma cozinha onde a magia daquele espaço alquímico acontece.  Nada neste lugar é igual a qualquer outro. É um pouco dos Açores, um pouco da minha cultura, este Louvre.

Louvre Michaelense

 

Louvre Michaelense

Louvre Michaelense

Louvre Michaelense

Louvre Michaelense

Louvre Michaelense

Louvre Michaelense

Louvre Michaelense

Louvre Michaelense

Louvre Michaelense

Louvre Michaelense

Louvre Michaelense

Louvre Michaelense

 

Saibam mais sobre este espaço através da leitura deste artigo delicioso!

 

Em Ponta Delgada, um espaço centenário abandonado, velha loja de chapéus, foi agora recuperado e voltou a abrir portas.

Vinham de Paris os chapéus que no número 8 da Rua António José d’ Almeida, na baixa de Ponta Delgada, faziam as delícias dos açorianos. Duarte Cardoso, o dono, abriu o espaço em 1904 e fez do Louvre Michaelense o lugar mais “coquete” da cidade. Agora, Catarina Ferreira reabriu as portas da loja, há muito abandonada — já não há chapelaria parisiense, mas há chapéus locais e uma espécie de mercearia do mundo que quer ser uma casa para quem a visita.

Catarina já tinha a cargo o restaurante vegetariano Rotas e o ¾, um dos primeiros hostels a abrir portas em Ponta Delgada. Isto além da carreira de professora. Em tom de brincadeira, dizia aos amigos que se mostrasse vontade de se meter em mais algum projecto a mandassem internar. Mas um amigo fez o contrário: “Disse-me que tinha conhecido um lugar que era a minha cara…” Quando entrou na antiga chapelaria e loja de fazendas, soube que ele tinha razão. O lugar estava de pernas para o ar, mas aquele antigo balcão a marcar a frente da loja e as gigantes letras parcialmente visíveis a formar as palavras Louvre Michaelense, rapidamente a conquistaram.

Depois de obras profundas — e da grande batalha de conseguir recuperar as letras de tabique e gesso com o nome da casa —, Catarina, a viver nos Açores há já alguns anos, não podia estar mais feliz. Naquelas montras agora visíveis novamente, expôs pela primeira vez os seus óleos o pintor açoriano Domingos Rebelo, mais tarde referência internacional. Por isso, reabrir este espaço é também devolver à cidade um pedaço de uma história que lhe pertence.

O conceito que ali se desenhou diferencia-se em variados detalhes. Primeiro e muito importante: as pessoas entram (literalmente) na loja, para lá do balcão. “Podem pegar num chá da mercearia e ir à cozinha prepará-lo. Ou fazer torradas…”, exemplifica a empresária. Este “sirva-se você mesmo” está a surtir os resultados que Catarina procurava: “Quero sobretudo que as pessoas se sintam em casa.”

Há chás, café, cereais a granel, conservas, queijos, bolos, pão, vinhos. O cliente escolhe o que quer e tira. “É simples.” É uma mercearia cheia de coisas “que faziam falta à ilha” com a vantagem de ter mesas e uma cozinha aberta. Mas há mais: o Louvre Michaelense tem espaço para os chapéus feitos localmente, artesanato, loiça das Caldas da Rainha (para Catarina matar saudades de casa) e peças alemãs e norueguesas. A professora criou ainda as linhas Louvre e Avó Catita, que têm bloquinhos, canetas, t-shirts ou canecas para pequenas recordações. Os postais, com fotografias dos Açores feitas por profissionais e amadores, são também uma delícia. Um sítio histórico cheio de histórias dentro.

fonte do artigo

Louvre Michaelense

Carré de borrego com sabores indianos e com laranja (e algumas confissões fotográficas à mistura)

Diapositivo1

 

Carré de borrego com sabores indianos e laranja

Algumas pessoas que seguem o blogue perguntam-me se os pratos que confeciono são apresentados a pensar na reportagem fotográfica. Claro que são. Mas também lhes explico que as loiças que utilizo nas fotos são de facto as que de seguida vão para a mesa do almoço ou do jantar, conforme seja o caso. Quanto menos loiça se sujar tanto melhor. Confesso que esta atividade de foodblogger fez desenvolver em mim o vício da compra de props,  de todas as cores e feitios, recentes e ou com muitas histórias para contar, como as loiças que compro nas lojas de segunda-mão. Relativamente aos atoalhados, aos talheres e às peças decorativas que utilizo nas fotos, estes nem sempre são manipulados diariamente e encontram-se nos armários com gavetas e prateleiras apenas destinados à composição fotográfica. Para além disso, raramente se tornam práticos à mesa, especialmente quando dela fazem parte um adolescente com dificuldades em gerir o espaço  e uma criança com “bicho-carpinteiro”.

Acho que chegou a hora de desmistificar algumas ideias sobre a composição das fotos:

a) as bases onde fotografo não são as nossas mesas, salvo raras exceções (foram expressamente criadas ou recuperadas para o efeito);

b) não possuo um estúdio de fotografia em casa (apenas utilizo luz natural e tento tirar partido dela durante a exposição dos pratos  à mesma);

c) não possuo uma máquina fotográfica topo de gama (fotografo com uma Canon EOS 700D e com a respetiva lente de 18mm/55mm);

d)  nem todas as receitas que faço dão certo (na minha cozinha acontecem alguns desastres culinários, como em tantas outras, presumo);

e) não faço comida especial e fantástica todos os dias (muitas vezes, nas marmitas encontram-se almondegas com esparguete e salada de atum, o que causa por vezes indignação ao dono da marmita ao lado);

f) nem sempre o pessoal de casa gosta das minhas receitas (gosto de experimentar combinações  e temperos diferentes e nem sempre tenho palatos recetivos à estranheza e à novidade);

g) existem vozes descontentes (especialmente quando acontece algum atraso na sessão fotográfica e se encontram três esfomeados à mesa)

h) 90% das vezes fotografo com a comida já fria (o fumo do calor embacia a lente, a menos que se queira o efeito da fumaça, bastante difícil de se conseguir sem se proceder à utilização de layers). Algumas vezes, preparo previamente o prato para a foto  e o restante já está em cima da mesa, para que seja apreciado quentinho.

i) Não demoro uma eternidade na reportagem fotográfica, mas raramente tiro menos de 15 fotos a cada prato (normalmente, para evitar alguma perda de tempo, costumo, à medida que vou confecionando o prato, ir pensando na forma como o vou apresentar: loiça, talheres, atoalhados, peças decorativas, fundos, bases, flores, ervas aromáticas, etc. Vou compondo mentalmente todo o cenário que pretendo transmitir e, confesso, esta parte de food styling é mesmo o que mais prazer me dá neste hobby de foodblogger que abraço há 6 anos);

j) Não perco quase tempo nenhum com a edição das fotos. Um toque na luminosidade e no contraste acaba por ser o que faço na maior parte das vezes, por falta de tempo (tenho imensa pena que assim seja, já que com tempo e com o Lightroom, ou com outro programa de edição, poderia enriquecer as fotos).

Este carré  de borrego, a receita de hoje, teve de ser submetido a disparos muito rápidos, porque tinha de ser saboreado de imediato, daí eu estar um pouco descontente com as fotos. Contudo, garanto-vos que de sabor estava DELICIOSO!

Confissões e truques de amadora à parte, gostaria ainda de vos dizer que as travessas das fotos acima têm a assinatura DeBORLA e simplesmente não as dispenso porque as acho lindas.

Carré de borrego com sabores indianos e com laranja

Carré de borrego com sabores indianos e com laranja

Ingredientes para o Carré de borrego

  • 1 carré de borrego
  • azeite q.b.
  • 4 dentes de alho
  • 2 colheres de sopa de caril
  • 2 laranjas (sumo)
  • 1 malagueta
  • folhas de hortelã-pimenta
  • paus de canela
  • pimenta rosa
  • sal q.b.

Preparação

  1. Tempere a carne sal, com azeite, os dentes de alho picados, o caril, o sumo das laranjas, a malagueta picada, a pimenta rosa, as folhas de hortelã-pimenta e os paus de canela. Misture bem. Deixe marinar cerca de meia hora.
  2. Sele todos os lados da carne numa frigideira.
  3. Leve a carne ao forno, pré-aquecido a 180 ºC, durante 15 minutos.
  4. Sirva com laranja cortada em gomos ou fatiada.
  5. Acompanhe com as batatas da receita abaixo.

Ingredientes para as Batatas Assadas com Chili e Ervas Aromáticas

  • 1 quilo de batata vermelha (para assar)
  • 2 colheres de sopa de azeite
  • alho em pó
  • sal
  • manjericão e tomilho fresco
  • flocos de chili

Preparação na Actifry

  1. Lave as batatas muito bem, limpando-as com um esfregão para retirar sujidade da pele.
  2. Corte cada batata no sentido do comprimento por duas vezes até formar 4 partes iguais (ver foto).
  3. Disponha as batatas na cuba da Actifry, tempere com sal, alho em pó, manjericão, tomilho e com flocos de chili.
  4. Marcar 15 minutos.

Servir de imediato.

Espetadas de secretos de porco com cogumelos da Quinta do Ti Canoa

Segundo o dono da Quinta do Ti Canoa, que fica situada na freguesia da Terra-Chã, os cogumelos (que constam das fotos) possuem características terapêuticas. “Esta  propriedades medicinais do Pleurotus são conhecidas na Ásia, Europa Central, América do Sul. Estudos mostram que o género possui a capacidade de modular o sistema imunológico, possui actividade hipoglicémica e antitrombótica, diminui a pressão arterial e o colesterol sanguíneo, possui acção antitumoral, anti-inflamatória e antimicrobiana. Os componentes bioativos do pleurotus ostreatus parecem ter efeito na formação de células sanguíneas, tornando mais forte o sistema imunitário. Efeitos em termos anti-inflamatórios também estão descritos. Os alcaloides, flavonóides e terpenóides são as substâncias ativas responsáveis por efeitos em células cancerígenas. Estes efeitos não estão descritos em grandes ensaios clínicos mas já há muita investigação que mostra inibição da proliferação de células tumorais, sem prejuízo do normal crescimento de células saudáveis.”

Os cogumelos utilizados nesta receita vieram  cá para casa diretamente da Quinta do Ti CanoaFrescos, fresquíssimos! Uma delícia!
A Quinta aceita encomendas (965 896 112)!
Diapositivo1
pleurotus ostreatus
pleurotus ostreatus
Resolvi confecioná-los na brasa intercalados com secretos de porco e pimentos.
Acompanhei-os com quinoa hidratada em sumo de laranja, uma dica deliciosa da minha amiga Dulce.

A quinoa é uma semente rica em vitaminas e minerais como ferro, magnésio, zinco e potássio. Para além disso,  tem apenas 374 calorias em cada 100 gramas e é bem versátil, uma vez que pode ser utilizada em entradas, acompanhamentos, saladas, pratos principais e sobremesas. Substitui o arroz e outros grãos na perfeição.

Mesmo que a maioria das quinoas embaladas, já tenham tido uma pré lavagem, é importante enxaguar as sementes para retirar a saponina. Para isso, basta encher uma tigela com água quente, adicionar a quinoa e deixar de molho durante 2 minutos, depois enxague bem mexendo com as mãos para tirar todas as impurezas e a saponina.

Preparação tradicional da quinoa

Adicione duas chávenas de água e deixe a água ferver, coloque 1 chávena de quinoa, 1 dente de alho esmagado, 2 folhas de menta e o sal, e mexa de vez em quando até levantar fervura. Assim que ferver, tape e reduza a temperatura e deixe cozinhar por mais 15 minutos. Deixe descansar com a tampa fechada durante 5 minutos antes de servir.

Dicas: A quinoa deve estar pronta quando ficar transparente com linhas brancas em volta. Solte os grãos com um garfo e sirva.

Preparação com sumo de citrino

Após a lavagem da quinoa, como acima se encontra explicado, escorri a água e espremi sumo de laranja até que este se sobrepusesse à quinoa. Deixei a hidratar e a cozinhar no ácido, no frigorífico, de um dia para o outro.

espetadas de secretos de porco com cogumelos pleurotus ostreatus
espetadas de secretos de porco com cogumelos pleurotus ostreatus
As tábuas têm a assinatura Gradirripas.
A tigela, com o acompanhamento de quinoa, encontra-se disponível nas lojas DeBORLA.
Ingredientes para 10 espetadas médias
  • 500 g de secretos de porco
  • cogumelos  pleurotus ostreatus 
  • 1 pimento verde
  • 1 pimento encarnado
  • 3 cebolas
  • alho em pó
  • sal
  • mistura de cinco pimentas
  • margarina Vaqueiro (no caso de grelhar na frigideira-grill)
  • azeite (no caso de grelhar na frigideira-grill)
  • sumo de limão ( antes de servir)

Preparação

  1. Corte os secretos em pedaços iguais. Tempere-os com sal, alho em pó e mistura de cinco pimentas. Reserve.
  2. Lave os pimentos, retire-lhes as sementes, corte-os em tiras largas e posteriormente em quadrados. Reserve.
  3. Corte a cebola em pedaços.
  4. Limpe os cogumelos com um pano, corte-lhe o extremo do pé, junto à raiz e reserve-os.
  5. Comece por inserir o pedaço de cebola no pau de espetada e depois vá intercalando a carne, com os pimentos e os cogumelos.
  6. Leve a grelhar na brasa, no grelhador elétrico ou numa frigideira-grill. Se optar pela frigideira-grill, verta um fio de azeite e um pouco de margarina vaqueiro, pois a carne ficará ainda mais saborosa, apesar de os secretos de porco já serem suculentos por si sós. Certifique-se que a grelha está bem quente antes de colocar a carne. Vá virando as espetadas para que os ingredientes grelhem de todos os lados.
  7. Regue cada espetada com sumo de limão antes de servir.
  8. Acompanhe com quinoa hidratada em sumo de laranja.

espetadas de secretos de porco com cogumelos e quinoa

 

espetadas de secretos de porco com cogumelos e quinoa

Bolo de Pastinaca, Nozes e Mel

A cherovia ou pastinaca é uma raiz que se usa como hortaliça, relacionada com a cenoura, embora mais pálida e com sabor mais intenso do que esta. O cultivo remonta a tempos antigos na Eurásia. Antes da introdução da batata, a cherovia era um dos alimentos que ocupavam o seu lugar. Consome-se a raiz primária geralmente em guisados, assados, sopas e purés, conferindo esta aos pratos um sabor anisado. A cherovia possui mais vitaminas e sais minerais do que a cenoura.

As pastinacas utilizadas na confeção da receita de hoje vieram da Quinta do Ti Canoa. São, assim, cem por cento fruto da agricultura biológica.

Para elaborar a receita, socorri-me do delicioso blogue Sweet Gula, cujo autor é o inspirador Célio Cruz.

Bolo de Pastinaca, Nozes e Mel

Bolo de Pastinacas

Diapositivo2

Diapositivo4

(receita adaptada da revista Jamie Magazine – Issue #55 January 15) e do blogue Sweet Gula)

Ingredientes
  • 150 g de açúcar amarelo
  • 80 ml de azeite extra virgem
  • 3 ovos (usei 4)
  • 30 ml de mel
  • 175 g de farinha s/ fermento (usei com fermento)
  • 1 c. (chá) de fermento
  • 150 g de pastinaca, ralada (coloquei 190 g)
  • 100 g de avelãs, ligeiramente tostadas (usei nozes)
 
{para a cobertura}
  • 150 g de queijo creme (usei mel)
  • 75 g de açúcar (não usei)
  • 4-5 gotas de sumo de limão(não usei)
  • 1 c. (sopa) de mel (usei duas para envolver as nozes e barrar o cimo do bolo)
Método Tradicional
1. Pré-aqueça o forno a 180ºC.
2. Unte com manteiga e polvilhe com farinha uma forma rectangular. Reserve.
3. Pique grosseiramente 75 g de nozes e reserve.
4. Bata os ovos com o açúcar, o azeite e o mel, durante alguns minutos, até obter um creme leve e fofo.
5. Adicione a farinha, o fermento, as 1.nozes picadas e pastinaca ralada. Envolva delicadamente no preparado.
Verta a massa na forma e leve ao forno cerca de 35-40 minutos, até que o bolo fique cozido e ligeiramente dourado na superfície. Faça o teste do palito, antes de retirar do forno.
6. Retire e deixe arrefecer na forma por 10 minutos. Desenforme, coloque numa grelha e deixe arrefecer completamente.
7. Para a cobertura, bata ligeiramente o queijo creme com o açúcar em pó. Apenas barrei o bolo com mel e cobriu-o com nozes. Não fiz esta cobertura com queijo.
8. Adicione o mel e algumas gotas de limão e envolva até obter a consistência desejada.
9. Espalhe a cobertura sobre o bolo frio e polvilhe com as restantes nozes picadas.
Método Thermomix – Bimby
1. Pré-aqueça o forno a 180ºC.
2. Unte com manteiga e polvilhe com farinha uma forma rectangular. Reserve.
3. Coloque 75 g de nozes no copo e programe (3 seg/vel6). Retire e reserve.
4. Coloque a pastinaca no copo e marque (20 seg/vel 6) até a pastinaca estar ralada. Retire e reserve.
5. Coloque os ovos no copo, juntamente com o açúcar, o azeite e o mel e programe (2min/vel4).
6. Adicione a farinha e o fermento e programe (10seg/vel4).
7. Junte as nozes e a pastinaca e envolva com a espátula até todos os ingredientes estarem bem ligados.
8. Verta a massa na forma e leve ao forno cerca de 35-40 minutos, até que o bolo fique cozido e ligeiramente dourado na superfície. Faça o teste do palito, antes de retirar do forno.
9. Retire e deixe arrefecer na forma por 10 minutos. Desenforme, coloque numa grelha e deixe arrefecer completamente.
10. Para a cobertura, coloque no copo limpo, o queijo creme, o açúcar, o sumo de limão e o mel e programe alguns segundos na vel 3, até atingir a consistência desejada.
 Diapositivo6

Workshops Fingerfood_Montijo e Sintra em flashback

Foi com muito agrado que aceitei o convite da DeBORLA para dinamizar este workshop na loja do Montijo no passado dia 30 de abril. A alegria foi a dobrar devido à presença de alguns elementos da minha família continental e de quatro queridos food bloggers que me proporcionaram uma tarde repleta de interação e diversão. Foi um prazer enorme ter estado com todos vós! Vejam então as entradas deliciosas que foram confecionadas!
(As micro-ervas e as flores foram patrocinadas pela Quinta do Ti Canoa)

workshop Fingerfood Montijo

workshop Fingerfood_Montijoworkshop Fingerfood_montijoworkshop Fingerfood_montijo

Mais fotos do workshop Montijo

No sentido de rentabilizar a minha ida ao continente, as Lojas DeBORLA convidaram-me para dinamizar um segundo workshop, desta vez na linda cidade de Sintra. A loja é fantástica e a cozinha fenomenal! Acreditam que na equipa da loja encontrei uma açoriana? A simpática Sónia Goulart, natural da ilha do Faial. Obrigada a todo o staff! *****estrelas.

workshop Fingerfood_Sintra

workshop Fingerfood_Sintra

workshop Fingerfood_Sintra

workshop Fingerfood_Sintra

workshop Fingerfood_Sintra

workshop Fingerfood_Sintra

workshop Fingerfood_Sintra

workshop Fingerfood_Sintra

workshop Fingerfood_Sintra

Mais Fotos do workshop Sintra

 

Maçãs e licor de amora dos Açores combinam

maças assadas

Diapositivo3

Esta é mesmo uma das minhas sobremesas favorita, definitivamente.  A combinação da maçã com o licor e com as especiarias (canela e gengibre) faz com que esta seja uma sobremesa muito perfumada. É também, sem dúvida, uma receita muito saudável porque pouco calórica. Se a maçã for bem docinha, podemos dispensar perfeitamente a utilização de açúcar.
Então, fiz assim: comprei  maçãs Canada Gris ou Reineta, lavei-as muito bem, descarocei-as e coloquei-as na Actifry. Podem fazer o mesmo procedimento e assá-las no forno num tabuleiro, mas mesmo em forno pré-aquecido demorarão mais de 15 minutos a assar – o tempo que levam a cozinhar na Actifry. De seguida, preparei uma mistura de canela, gengibre e açúcar e enchi cada buraquinho de maçã até meio com este preparado. Reguei as maçãs com licor de amora, a gosto.  Depois,  marquei 15 minutos na Actifry e esperei que as maçãs arrefecessem.

Podem acompanhar esta sobremesa com uma bola de gelado de baunilha, se gostarem.

maçãs assadas

Diapositivo4

maçãs assadas