Pão-de-ló de Chocolate a 4 mãos

Fico sempre muito feliz quando recebo visitas em casa, especialmente em tratando-se de família e em alturas de festas. Foi também este um dos motivos que me tem mantido um pouco mais afastada do blogue. Há que saber estabelecer prioridades e, neste caso, a família e compromissos vários assim obrigaram, mas, confesso, que foi uma pausa que me soube muito bem.

Esta sobremesa do post de hoje foi confecionada pela minha cunhada, restando para mim o papel de sous-chef e food-stylist, para apaziguar o desejo do pão-de-ló de chocolate que comi em Sintra, após o workshop que dinamizei na Loja DeBorla em maio passado. O resultado não poderia ser o mesmo, já que a receita do que comi se encontra nos segredos recônditos da pastelaria onde foi comprado. Contrariamente ao outro, resolvemos não colocar neste uma cobertura de ganache, para diminuir as calorias, mas ficou fofinho e delicioso.

(O cake stand tem a assinatura das lojas DeBORLA)

Pão-de-ló de Chocolate

pão de ló de chocolate_foodwithameaning

Ingredientes

  • 7 ovos
  • 2 chávenas de açúcar
  • 300 g de chocolate de culinária
  • 200 g de manteiga
  • 1  1/2 colheres de sopa de farinha com fermento
  • 1 colher de sopa de vinho do Porto
  • manteiga para untar a forma
  • gotas de limão

Preparação

  1. Bate-se a manteiga com o açúcar durante três minutos.
  2. Junta-se cada gema por sua vez, batendo entre adições.
  3. Derrete-se o chocolate em banho-maria ou no micro-ondas e adiciona-se ao preparado anterior.
  4. Junta-se o vinho do Porto.
  5. À parte, batem-se as claras em castelo com umas gotas de sumo de limão.
  6. Adiciona-se parte das claras e envolve-se com a farinha.
  7. Misturam-se as restantes claras.
  8. Unta-se  com manteiga uma forma de aro amovível. Forra-se  com papel vegetal, untando-se também o papel.
  9. Vai a cozer durante 20 minutos em forno previamente aquecido a 180ºC.

pão de ló de chocolate_foodwithameaning

Barcos à vela

Com a aproximação do verão, os dias querem-se descomplicados e relaxantes. As refeições seguem, por norma, este ritmo, sendo a sugestão de hoje uma deliciosa entrada que agrada a adultos e crianças e enfeita uma mesa, mesmo que esta não se caracterize por pratos elaborados, mas que aposte no sabor e no lema de que “os olhos são os primeiros a comer”.

Bruschetta de pasta de tomate seco, queijo Philadelphia e morangos

Barcos à vela de tomate seco, queijo creme e morangos

Para executar esta receita irá necessitar dos seguintes ingredientes:

  • Queijo creme (Philadelphia)- pode substituir por queijo fresco
  • Pão de baguete ou tostas Dulcesol de tomate e orégãos
  • Pasta de tomate seco
  • Morangos laminados

Preparação

  • Fatie pão de baguete e leve a torrar no forno ou na torradeira. Deixe arrefecer um pouco. Eu optei por utilizar tostas da marca Dulcesol de tomate e orégãos.
  • Barre o centro de cada torrada com pasta de tomate seco (para obter esta pasta, compre um frasco de tomate seco em azeite e ervas e leve a triturar todo o seu conteúdo até formar uma pasta)
  • Barre depois com um pouco de queijo creme ou disponha uma fatia de queijo fresco em cima da pasta de tomate seco.
  • Termine com morangos laminados (como que a simular a vela de um barco) ou então cortados aos pedacinhos ou às rodelas e decorados com folhas de manjericão.

Barcos à vela de tomate seco, queijo creme e morangos

Um gelado de morango oito dias depois

Oito dias foi o tempo que distanciou esta receita da última aqui publicada. Quem é professor, ou convive com docentes, sabe que esta altura do ano é de extrema importância, uma vez que implica muitas decisões em reuniões de avaliação, muito trabalho burocrático relacionado com relatórios, organização de pastas e correção dos exames de escola e nacionais. É este trabalho de escritório, já sem alunos, o motivo da clausura diária da maioria dos professores, que vão espreitando pela janela o bom tempo e ansiando pela frescura do mergulho no mar ou na piscina e pelos refrescos e sombra da esplanada.

Este gelado de morango, que utilizou formas de picolés DeBORLA com o formato apetitoso das waffles, resultou assim da vontade de férias!

gelado de morango_foodwithameaning

gelado de morango_foodwithameaning

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Ingredientes

  • 1 chávena almoçadeira pequena de morangos picados
  • 1 iogurte grego natural
  • 1 pacote de natas
  • açúcar em pó a gosto
  • aroma de baunilha

Utensílios

formas para picolés (as em forma de waffle poderá encontrar à venda nas lojas DeBORLA)

Preparação do Gelado

  1. Lavam-se os morangos muito bem, retiram-se os pés e partem-se em pedaços até encherem uma chávena almoçadeira.
  2. Bate-se o pacote de natas até estas ficarem fofas. Junta-se o iogurte grego e adoça-se com açúcar em pó a gosto.
  3. Levam-se os morangos a triturar até ficarem com a consistência desejada (com pedaços pequenos ou não)
  4. Juntam-se os morangos ao preparado anterior. Retifica-se novamente o açúcar e verte-se para uma marmita para se iniciar o processo de congelação.
  5. Após uma hora de congelação, retira-se o gelado e mexe-se muito bem para se quebrarem os cristais de gelo já criados. Repete-se o mesmo processo uma hora depois.  Volta ao congelador mais duas horas, no mínimo, antes de servir.
  6. O gelado poderá ser servido acompanhado de morangos frescos, de um coulis de morangos ou de molho de morango de compra.

 

gelado de morango_foodwithameaning

Partilhando bebidas de verão (só para adultos)

A pedido de algumas “famílias”, partilho convosco as receitas das duas bebidas de verão que preparei no workshop de sábado passado na Loja DeBORLA. As críticas foram muito positivas. Espero que aí em casa experimentem estas bebidas refrescantes. Se retirarem o ingrediente rum, ambas as propostas de hoje poderão ser apreciadas por toda a família. São elas a tradicional Piña Colada e o Ponche Tropical, que me fazem sempre recordar férias passadas em Cuba e na República Dominicana.

Os jarros, os copos e as decorações dos dois cocktails encontram-se disponíveis nas lojas DeBORLA.

Piña Colada

piña colada_foodwithameaning

 

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A piña colada é um cocktail doce feito com rum, leite de côco, leite condensado e sumo de abacaxi. É servido geralmente batido e com gelo. É originário de Porto Rico.

Ingredientes

  • 200 g de abacaxi maduro descascado
  • 90 ml de leite de côco
  • 90 ml de rum
  • 100ml de sumo de ananás e côco (da Compal)
  • 1 colher de sopa de açúcar amarelo ou de leite condensado

Preparação

1.Triture o abacaxi num liquidificador.

2. Adicione o  leite de côco.

3. Junte o rum.

4.  Verta 100g de sumo de ananás e côco.

5. Adicione uma colher de açúcar amarelo ou adoce com leite condensado.

6. Adicione gelo e sirva.

 

 

Ponche Tropical

ponche tropical_foodwithameaning

 

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Ingredientes

  • 1 manga pequena (ou polpa de manga)
  • 4 colheres de sopa de sumo de lima
  • 1 colher de chá de gengibre fresco ralado
  • Folhas de hortelã-pimenta
  • 1 colher de sopa de açúcar mascavado claro
  • 300 ml de sumo de laranja
  • 300 ml de sumo de abacaxi/ananás
  • 80 ml de rum
  • Rodelas de laranja, lima, morangos e abacaxi
  • Rodelas de carambola
  • Gelo (colocado em cada copo)

Preparação

Num liquidificador, bata a manga com o sumo de lima, o gengibre e o açúcar até ficar cremoso. Acrescente os sumos de fruta, o rum, rodelas dos citrinos e de carambola, pedaços de abacaxi e de morangos e as folhas de hortelã-pimenta.

ponche tropical_foodwithameaning

 

Crumble de Ruibarbo, Cereja e Uva-da-serra

Foi aqui neste site de Martha Stewart que fui buscar inspiração para esta receita: um crumble crocante e doce q.b., que destaca na sua composição o adoçicado da cereja, a acidez do ruibarbo e a cor do mirtilo açoriano. Uma combinação muito feliz que ganha destaque nas mini tarteiras e no cake stand das lojas DeBORLA.

crumble de ruibarbo

 

crumble de ruibarbo

 

crumble de ruibarbo

Ingredientes para o recheio

  • 600 g de ruibarbo
  • 2 chávenas de chá cerejas descaroçadas
  • 1 1/4 chávenas de açúcar mascavado claro
  • 1/2 colher de chá de raspa de laranja+ 2 colheres de sopa de sumo
  • 1 chávena de chá de uva-da-serra
  • 1 pitada de sal
  • 2 colheres de tapioca ou amido de milho ou farinha de arroz

Preparação

  1. Cortar os tales do ruibarbo com 1 cm cada. Reservar.
  2. Descaroçar as cerejas.
  3. Num tacho, despejar o açúcar e as frutas. Deixar cozinhar até borbulhar e cozer a fruta, cerca de vinte minutos. Deixar reduzir até ficar com a consistência de compota.

Ingredientes para o Crumble

  • 6 colheres de sopa de manteiga derretida
  • 1/a chávena de açúcar mascavado
  • 1 colher de chá de aroma de baunilha
  • 1/2 colher de chá de raspa de laranja
  • 1 chávena de farinha
  • 1 pitada de sal

Preparação

1. Com recurso a uma picadora ou a um robô de cozinha, triturar todos os ingredientes do crumble e reservar.

2. Untar as mini tartes com manteiga, e preencher todo o fundo com o preparado para o recheio, cerca de 3 colheres de chá em cada.

3. Preencher o cimo da mini-tarte com o crumble.

4. Levar ao forno, pré-aquecido a 180 ºC.

5. Cozer o crumble ao forno entre 30 a 35 minutos.

6. Servir acompanhado de gelado de baunilha.

crumble de ruibarbo

crumble de ruibarbo

crumble de ruibarbo

Comida com cor e sabor

esparguete de ameijoa e legumes chineses

Adoro fotografar alimentos coloridos, tais como a fruta e os legumes. Quando frescos são vibrantes e apelativos. Sabiam que a cor do alimento está relacionada com o nutriente que contém, sendo fundamental ingerir diariamente no mínimo um alimento de cada cor? Assim, quanto mais colorida estiver a alimentação, maior será a quantidade de nutrientes que serão oferecidos ao organismo. Consumir diariamente frutas, legumes e hortaliças de cores diferentes é garantia de ingestão de alimentos de baixas calorias e grandes quantidades de vitaminas e minerais, o que reduz significativamente o risco de desenvolver doenças cardiovasculares, diabetes, alguns tipos de cancro e outras doenças, que afetam em maior escala os países desenvolvidos.

Como sou adepta de refeições equilibradas, pois delas depende o bom funcionamento do nosso corpo, é também importante a ingestão de proteína animal, presente no leite e derivados, ovos e carnes (bovina, suína, aves, peixe), que é responsável pela síntese muscular e fornecimento de aminoácidos essenciais; dos cereais (massas, pães), responsáveis pela energia no nosso organismo e também as gorduras, cuja função é transportar vitaminas lipossolúveis e produzir certos hormónios. Como resultado destas preocupações surgiu este prato que devido à sua constituição é colorido, saudável e completo.

esparguete de ameijoa e legumes chineses

Curiosidades sobre a cor dos alimentos:

Amarelos ou alaranjados que contém carotenoides presentes nos alimentos como o mamão, melão, cenoura, manga, laranja, damasco, pêssego e abóbora que tem atividade antioxidante e anticancerígena. Também possuem vitaminas A e C, que ajudam a manter o sistema nervoso saudável, protegem o coração e a visão.

Azulados e arroxeados, tais como uva, ameixa, framboesa, beterraba, berinjela e repolho roxo possuem atividade antioxidante, retardando o envelhecimento. Também protegem o coração e previnem alguns tipos de cancro.

Brancos, como a couve-flor, batata, arroz, nabo, repolho, cebola e a banana constituem fonte de cálcio e potássio e são imprescindíveis para a formação e manutenção dos ossos e funcionamento do sistema nervoso e dos músculos.

Verdes, como abacate, brócolos, chuchu, kiwi, limão, pepino, vagem e os folhosos em geral, contém clorofila, ferro e vitamina A agindo na desintoxicação das células, protegendo contra anemia, anticancerígeno, inibindo o envelhecimento e protegendo a visão, coração, cabelo e pele.

Vermelhos, como morango, tomate, melancia, beterraba, framboesa, cereja e pimentão vermelho contêm licopeno que atuam como antioxidante, neutralizando os radicais livres e protegendo o coração. Também são fontes de vitamina C.

Castanhos, tais como aveia, nozes, castanhas, feijão, lentilha são ricos em fibras e vitaminas do complexo B e vitamina E, auxiliando no funcionamento do intestino e prevenindo doenças cardiovasculares.

Esparguete de ameijoa e legumes chineses

esparguete de ameijoa e legumes chineses

Ingredientes

– 1 pacote de 500 g de spaghettini
– 1/2 embalagem de legumes chineses congelados
– cogumelos frescos
– 1 embalagem de miolo de ameijoa
– 3 colheres sopa de soja
– 1 lata pequena de tomate triturado
– 1 cebola
– 3 dentes de alho
– sal e pimenta q.b.
– alho em pó
– sumo de 1/2 limão
– 1 colher de café de caril
– azeite q.b.

Preparação

1. Começar por cortar a cebola e o alho finamente e fazer um refogado em azeite. Juntar o miolo de ameijoa e os cogumelos frescos laminados. Deixar que destilem e cozinhem.  Juntar o tomate triturado, o molho de soja e o caril. Temperar com sal, alho em pó, pimenta e sumo de 1/2 limão. Deixar levantar fervura. Reservar.

2. Cozer os vegetais num tacho com água e sal durante 7/8 minutos. Escorrer bem após a cozedura. Aproveitar água da cozedura dos vegetais para cozer o esparguete. Escorrer o esparguete.

3. Juntar os legumes ao preparado  inicial, com o miolo de ameijoa, e deixar apurar um pouco.

4. Envolver o spaghettini neste preparado e servir.

 

 

Louvre Michaelense

Foi nesta mercearia, café, loja de souvenirs e  de artigos para casa que  marquei encontro para um lanche com a foodblogger Sónia Melo. É difícil os nossos olhos não se perderem ao olhar para um balcão repleto de iguarias doces e salgadas e para um espaço cheio de cor, de vida e de histórias para contar, que pode ser desfrutado por locais e turistas da ilha de São Miguel.

No primeiro balcão, logo à entrada, somos recebidos por queijadas e empadas diversas, bolos e  bolachas e por um desfile de licores regionais. Por trás desse balcão, estão vitrines de exposição com chás, especiarias e produtos típicos açorianos e de outras paragens. Há livre circulação. Há autorização para abrir e fechar gavetas. Lá atrás, existe uma cozinha onde a magia daquele espaço alquímico acontece.  Nada neste lugar é igual a qualquer outro. É um pouco dos Açores, um pouco da minha cultura, este Louvre.

Louvre Michaelense

 

Louvre Michaelense

Louvre Michaelense

Louvre Michaelense

Louvre Michaelense

Louvre Michaelense

Louvre Michaelense

Louvre Michaelense

Louvre Michaelense

Louvre Michaelense

Louvre Michaelense

Louvre Michaelense

Louvre Michaelense

 

Saibam mais sobre este espaço através da leitura deste artigo delicioso!

 

Em Ponta Delgada, um espaço centenário abandonado, velha loja de chapéus, foi agora recuperado e voltou a abrir portas.

Vinham de Paris os chapéus que no número 8 da Rua António José d’ Almeida, na baixa de Ponta Delgada, faziam as delícias dos açorianos. Duarte Cardoso, o dono, abriu o espaço em 1904 e fez do Louvre Michaelense o lugar mais “coquete” da cidade. Agora, Catarina Ferreira reabriu as portas da loja, há muito abandonada — já não há chapelaria parisiense, mas há chapéus locais e uma espécie de mercearia do mundo que quer ser uma casa para quem a visita.

Catarina já tinha a cargo o restaurante vegetariano Rotas e o ¾, um dos primeiros hostels a abrir portas em Ponta Delgada. Isto além da carreira de professora. Em tom de brincadeira, dizia aos amigos que se mostrasse vontade de se meter em mais algum projecto a mandassem internar. Mas um amigo fez o contrário: “Disse-me que tinha conhecido um lugar que era a minha cara…” Quando entrou na antiga chapelaria e loja de fazendas, soube que ele tinha razão. O lugar estava de pernas para o ar, mas aquele antigo balcão a marcar a frente da loja e as gigantes letras parcialmente visíveis a formar as palavras Louvre Michaelense, rapidamente a conquistaram.

Depois de obras profundas — e da grande batalha de conseguir recuperar as letras de tabique e gesso com o nome da casa —, Catarina, a viver nos Açores há já alguns anos, não podia estar mais feliz. Naquelas montras agora visíveis novamente, expôs pela primeira vez os seus óleos o pintor açoriano Domingos Rebelo, mais tarde referência internacional. Por isso, reabrir este espaço é também devolver à cidade um pedaço de uma história que lhe pertence.

O conceito que ali se desenhou diferencia-se em variados detalhes. Primeiro e muito importante: as pessoas entram (literalmente) na loja, para lá do balcão. “Podem pegar num chá da mercearia e ir à cozinha prepará-lo. Ou fazer torradas…”, exemplifica a empresária. Este “sirva-se você mesmo” está a surtir os resultados que Catarina procurava: “Quero sobretudo que as pessoas se sintam em casa.”

Há chás, café, cereais a granel, conservas, queijos, bolos, pão, vinhos. O cliente escolhe o que quer e tira. “É simples.” É uma mercearia cheia de coisas “que faziam falta à ilha” com a vantagem de ter mesas e uma cozinha aberta. Mas há mais: o Louvre Michaelense tem espaço para os chapéus feitos localmente, artesanato, loiça das Caldas da Rainha (para Catarina matar saudades de casa) e peças alemãs e norueguesas. A professora criou ainda as linhas Louvre e Avó Catita, que têm bloquinhos, canetas, t-shirts ou canecas para pequenas recordações. Os postais, com fotografias dos Açores feitas por profissionais e amadores, são também uma delícia. Um sítio histórico cheio de histórias dentro.

fonte do artigo

Louvre Michaelense