Bolos Lêvedos

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Bolos Lêvedos

Os bolos lêvedos são uns bolinhos fofos tradicionais de Furnas na Ilha de São Miguel, Açores. Fazem mesmo parte do cartaz turístico para quem visita a freguesia de Furnas. Hoje já se fabricam em outras freguesias  e noutras ilhas, como acontece aqui na ilha Terceira. São uma espécie de panquecas altas que podem ser servidas simples ou recheadas com doces diversos ou até mesmo, na versão salgada, com uma fatia de queijo e outra de fiambre. Por cá, a Quinta dos Açores, até já utiliza o bolo lêvedo ao jeito francesinha. Uma verdadeira delícia!
Manda a tradição que sejam confecionados em sertã de barro sobre lume de lenha, mas poderão ser feitos na frigideira em fogão de gás ou elétrico, desde que a cozedura seja feita na temperatura mínima para que fiquem apenas dourados e cozinhados na íntegra. Estes bolos têm a vantagem de não serem cozinhados com gordura.
Como foi a primeira vez que eu fiz bolos lêvedos, estava um pouco apreensiva. Desconfiava que ficassem cozinhados no interior. Não sabia o tempo de cozedura de cada face do bolo. Fiz pesquisa sobre este pormenor e nenhuma das receitas era esclarecedora em relação a este facto. Acabei por perceber, por experiência própria que é quase impossível contabilizar o tempo pois este varia. Temos é de estar atentos à formação do solo/crosta na base do bolo. Quando este/esta estiver ligeiramente dura para suportar o peso da massa ao ser virada, o bolo está no ponto para ser virado para se cozinhar a outra face. Não se intimidem pelo facto dos bordas do bolo ainda estarem moles e com aspeto encruado. Não se esqueçam que ao cozinhar do outro lado o calor vai continuar a infiltrar-se na massa para a cozinhar até ao centro.
Quando comecei a adicionar os ingredientes, reparei que a consistência da massa era bastante mole, agarrando-se às mãos constantemente. Terão de suportar esta fase enquanto amassam todos os ingredientes ou então utilizem um robô de cozinha. Não cometam o erro de adicionar farinha até que se despegue. Deixem levedar primeiro. Quando a massa tiver duplicado de tamanho, polvilhem as mãos com farinha, tirem pedaços de massa e formem uma bola do tamanho de uma laranja pequena sem mexer muito com a massa. Coloquem as bolas de massa, com os remates virados para baixo, em cima de um pano enfarinhado e deixem repousar, tapadas por um pano, mais 30 minutos. Vão reparar que estas voltarão a aumentar de tamanho.
A parte mais fácil da receita é mesmo a de colocar as bolas de massa na frigideira, espalmá-las até que fiquem com um dedo de espessura e deixá-las cozinhar, seguindo as dicas que vos dei acima. Cozinhei os bolos em fogão elétrico em frigideira anti-aderente e em fogão a gás em sertã de ferro fundido. Queria mesmo perceber se haveria diferença no sabor. Não achei que ficassem diferentes, com a exceção de no fogão a gás e com a sertã de ferro não conseguir controlar a temperatura da cozedura, ficando estes bolos ligeiramente mais tostados do que os feitos na placa elétrica. Nesta última mantive as frigideiras com a temperatura constante de 2, numa escala de 0 a 9.
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Ingredientes (para 6 a 8 bolos)

1/2 kg de farinha de trigo
125 g de margarina ou manteiga
125 g de açúcar
20 g de fermento de padeiro (ou 1 saqueta de levedura seca de 11 g tipo fermipan)
2 dl de leite
raspa de limão
2 ovos
Preparação tradicional
1. Peneire a farinha para um alguidar e faça uma cova no meio, junte o açúcar, os ovos, a margarina, a raspa de limão e comece a misturar, dissolva o fermento no leite morno e acrescente à farinha amassando e sovando a massa muito bem.
2. Deixe levedar em local aquecido até dobrar de volume, bem tapada.
3. Faça bolas do tamanho de uma laranja e disponha em tabuleiros ou panos polvilhados com farinha e deixe repousar por mais 30 minutos.
4. Pegue em cada uma das bolas e vá achatando tipo panqueca.
5. Polvilhe uma sertã ou uma frigideira anti-aderente com farinha e deixe cozinhar em lume muito brando de um lado e do outro.
Preparação na Bimby
1. Deitar no copo o leite, a manteiga e o açúcar programar 2 m. temp 37ºC vel.1.
2. Juntar os ovos uns seg. na vel. 5.
3. Acrescentar a farinha e o fermento fermipan e misturar 30 segundos na vel. 5 e 2 a 3 minutos na velocidade espiga.
4. Seguir os passos 2,3,4,5 da preparação tradicional.
Dicas. Encontram-se no texto introdutório.
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 Inspirações para esta receita 

GUEDES, Francisco,Receitas Portuguesas, Os pratos típicos de todas as regiões, Publicações D. Quixote, 2000.

ANDRADE, Margarida Freire, Gastronomia Açoriana, Educação Tecnológica 8ºano, 1993-1994, Escola Secundária Geral e Básica das Laranjeiras; Ponta Delgada.

http://receitas-nani.blogspot.pt/2008/04/bolos-levedos-dos-aores.html

A primavera e uma entrada cheia de cor…

Os dias de bom tempo trazem-nos ânimo e vontade de aproveitar o ar fresco e os contrastes de cor que a natureza nos oferece. Apenas temos de fazer o exercício de saber olhar e de descobrir o belo no detalhe. A primavera oferece-nos pistas e convida-nos a apreciar a beleza que esteve escondida e agora desponta. Nós decidimos seguir-lhe os passos e deixámo-nos hipnotizar pelos pormenores da paleta de cores.

Sigam-me nesta viagem!

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Depois destes apontamentos de beleza natural, trago-vos uma entrada cheia de cor e movimento, uma sugestão em espiral que concentra variedade e contraste de sabor nos ingredientes utilizados, ou seja, um canapé agridoce muito leve e fresco, ideal para os dias que se avizinham mais quentes.

espirais de tortilha queijo creme e arandos

Espirais de wraps com fiambre de peru, creme de queijo com alho e ervas, alface,doce de frutos vermelhos, frutos secos e arandos.

Ingredientes
1 embalagem de wraps (usei marca Bimbo)
meia embalagem de queijo-creme
meia embalagem de queijo-creme de alho e ervas
fiambre de peru (três rodelas de fiambre por wrap)
mix de frutos secos (marca Continente)
doce de frutos vermelhos
alface
arandos

Preparação
Tostam-se ligeiramente os wraps de ambos os lados.
Revestem-se com uma mistura de queijo-creme simples com queijo-creme de alho e ervas
Estende-se o fiambre por cima do queijo-três rodelas por wrap- e barra-se com doce de frutos vermelhos
Dispõem-se os frutos secos triturados
Estendem-se pedacinhos de alface (poucos)
Dispõem-se os arandos picadinhos (os arandos poderão ser substituídos por alperce, ameixa ou tâmara)
Enrola-se tudo e envolve-se em película aderente.
Leva-se ao frigorífico cerca de uma hora.
Corta-se o rolo às rodelas e serve-se numa travessa/ardósia com uma das faces do rolo para cima ou ambas para os lados.

Em modo bruschettas

Volto, hoje, com mais uma entrada, que poderá servir de sugestão para os convívios do fim de semana. Nestes, os canapés marcam muitas vezes presença e são entrada e, tantas vezes, prato principal, especialmente quando devidamente regados por um vinho branco, verde ou rosé fresquinhos e por uma boa conversa. Estas bruschettas de presunto constituíram uma das receitas que desenvolvi no último workshop do DeBorla-Terceira e caracterizam-se por ser de confeção fácil e rápida. A pedido de muitas famílias, em especial daquelas que não puderam participar neste último workshop, por falta de vaga, prometi ir partilhando as receitas executadas e interceder para que se realize em breve outro evento com a mesma temática. Para já fica apenas a receita.

Estas bruschettas são tentadoras, não acham?

bruschettas de presunto e queijo mozarella

Bruschettas de presunto, mozarela, tomate e menta

bruschettas

Ingredientes
1 pão de cacete
12 fatias de presunto (para 24 bruschettas)
3 queijos mozarella frescos
tomate capucho ou tomate cereja
1 dente de alho
azeite
ervas aromáticas a gosto (usei folhas de menta)

Preparação

1. Lava-se o tomate e pica-se aos pedacinhos. Tempera-se com azeite, vinagre balsâmico e sal. Aromatiza-se com pedaços de folhas de menta ou tomilho-limão ou orégãos ou manjericão. Reserva-se.
2. Corta-se a baguete em fatias com a grossura de um dedo. Levam-se a tostar ligeiramente de ambos os lados numa tostadeira-grill.
3. Descasca-se o alho, corta-se a ponta e esfrega-se o pão.
4. Pincela-se o pão com azeite.
5. Dispõem-se as fatias de queijo mozarela, cortadas às rodelas, em cima das fatias de pão, o presunto e por fim o tomate escorrido. Finaliza-se com um apontamento de manjericão ou menta.

Fiquem Bem!

Crostini com brigadeiros de queijo de cabra

Crostini com brigadeiros de queijo de cabra, amêndoa torrada e tomilho-limão

Ingredientes

1 embalagem de crostini com alho e ervas (tostas circulares Biscottina)

2 embalagens de queijo de cabra (formato cilíndrico- utilizei Palhais)

1 embalagem de amêndoa picada

tomilho-limão

Preparação

1. Torra-se ligeiramente a amêndoa recorrendo ao  forno ou a uma frigideira. Convém ir mexendo com uma colher de pau e prestar atenção para evitar que a amêndoa queime. Reserva-se até arrefecer.

2. Dispõem-se os crostini numa ardósia, prato de servir, ou colher de canapé.

3. Fatiam-se quadradinhos fininhos de marmelada, que se colocam em cima dos crostini.

4. Retira-se a casca ao queijo e corta-se queijo em pequenos rodelas.

5. Moldam-se pequenas bolas de queijo que se envolvem na amêndoa torrada formando brigadeiros.

6. Dispõem-se os brigadeiros em cima do pedaço de marmelada.

7. Decora-se o cimo do brigadeiro de queijo de cabra com tomilho-limão

 

Desta vez foi para adultos… Fingerfood no 2º Workshop do DeBorla – Terceira

cartaz do workshop

Hoje, as entradas foram as estrelas do workshop e os adultos os principais protagonistas do evento. O DeBorla- Terceira, que continua a comemorar a sua reabertura, convidou-me, mais uma vez, para dinamizar um workshop, sendo que desta vez teria de contemplar os interesses gastronómicos dos adultos. Desenvolvi, assim, seis receitas diversificadas de canapés com a colaboração de todos os participantes do workshop.  Quem assistiu ajudou a elaborar as diferentes propostas com muita minúcia e dedicação. A assistência, e os transeuntes que visitaram a loja nessa tarde, também levaram consigo ideias para colocarem em prática em momentos festivos. Foram quase três horas repletas de interação, marcadas pela boa disposição e cooperação de todos os presentes. E como quem se porta bem merece uma recompensa, decorreu no final do workshop uma prova de degustação, altura na qual, e de forma mais descontraída, pude conhecer pessoas muito interessantes que, sem dúvida, concorreram também para o sucesso da iniciativa.

As receitas foram as seguintes: 
  • Crostini com brigadeiros de queijo de cabra, amêndoa torrada e tomilho-limão
 brigadeiro de queijo de cabra e amêndoa torrada
  • Bruschettas de presunto com mozzarela, tomate e manjericão
 bruschettas
  • Tosta melba com queijo de ovelha curado, doce de figo e cebolinho
 tosta melba com queijo de ovelha , doce de figo e cebolinho
  • Espirais de tortilha com fiambre de peru, creme de queijo com alho e ervas, alface, mix de frutos secos, doce de frutos vermelhos e arandos
 espirais de tortilha queijo creme e arandos
  • Flores de pão alemão com mascarpone, truta salmonada fumada, limão e funcho
 flores de mascarpone com truta salmonada fumada e funcho
  • Crackers com paté de alheira, azeitona preta e salsa
 bolachas de água e sal com paté de alheira
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Deixo-vos com as fotos e mais pormenores do workshop.
Fiquem bem!

Cheesecake de Framboesa

E já lá vai uma semana desde a última receita que partilhei convosco. A falta de tempo devido ao excesso de trabalho é mesmo a razão principal para este interregno. Hoje, porém, arranjei tempo entre o fim de tarde e a hora de jantar para compor este post e dar-vos a conhecer um dos meus cheesecakes favoritos. Este, de framboesa, é muito saboroso e viciante. Não tem gelatina na composição por ser da variante de cheesecakes que vai a cozer ao forno. O licor de amora utilizado na base de bolacha torna este bolo de queijo ainda mais apetecível.

cheesecake de framboesa

Ingredientes para a base
200 g de bolacha tostada ou bolacha Maria
100 g de manteiga
licor de amora q.b. (coloquei dois cálices)

Ingredientes para o recheio
1 pacote de queijo creme (200g)
2 iogurtes naturais
1 pacote de natas (200ml)
3 ovos
100 g de açúcar
aroma de baunilha
80 g de farinha
aroma de baunilha

Ingrediente para a cobertura
doce extra de framboesa

Preparação
Pré- aquece-se o forno a 180ºC.
Com recurso à uma picadora ou a um robô de cozinha tritura-se a bolacha e mistura-se a farinha e o licor até se obter uma consistência de crumble.
Unta-se uma forma de aro amovível com manteiga e forra-se a base com este preparado.
Batem-se os ovos com o açúcar.
Adicionam-se as natas, os iogurtes e o queijo-creme. Bate-se novamente muito bem.
Por fim, junta-se a farinha e o aroma de baunilha e bate-se outra vez.
Verte-se este preparado por cima da bolacha e leva-se ao forno, a 200 ºC cerca de 30 minutos. Retira-se e deixa-se arrefecer. Coloca-se no frigorífico até o cheesecake estar bem fresquinho.
Uma hora antes de servir, cobre-se o cheesecake com doce de framboesa, ou outro a gosto, e leva-se novamente ao frigorífico.

>cheesecake de framboesa

Outras receitas de cheesecake que poderão consultar:
https://foodwithameaning.wordpress.com/2012/12/28/cheesecake-de-mirtilos-com-angelica/
https://foodwithameaning.wordpress.com/2012/01/09/cheesecake-de-roma/

Torta de Limão e Côco

Há qualquer coisa de imprevisível na confeção das tortas. Começar a preparação de uma torta e concluí-la com êxito depende de muitos fatores: do tempo que se leva a bater os ovos com o açúcar, do tempo de cozedura, que tem de ser vigiado para que a torta não seque demasiado e da habilidade ao enrolá-la, para evitar que quebre. Por isso, fazer uma torta requer mais engenho do que o necessário para preparar um simples bolo. Talvez são estas as razões que concorrem para que as tortas nem sempre acertem.

Fiz esta de limão e côco pela primeira vez. Segui uma receita de torta que constava do livro básico da Bimby. Adicionei a raspa de limão à massa, contrariamente ao que constava na receita, recheei-a com lemon curd e polvilhei-a com côco ralado.

Garanto-vos que esta torta é uma delícia.

Acompanhem-na com um café quentinho e desfrutem do momento.
torta de limão e côco

Ingredientes para a torta

3 ovos

100 g de açúcar

125 g de farinha

1 colher de chá de fermento em pó

1 pitada de sal

raspa de um limão (não consta da receita original)

côco para envolver a torta

 

Preparação na Bimby

Pré aqueça o forno a 180ºC.

Coloque a “borboleta”, os ovos, o açúcar e programe 2 minutos/37ºC/Vel. 3.

Programe mais 2 minutos, para que fique um creme fofo.

Incorpore a farinha, o fermento, o sal e programe 15 Segundos (marquei 30)/vel.3.

Deite a massa num tabuleiro forrado com papel vegetal. Unte o papel vegetal e certifique-se que a massa ficou bem espalhada.

Coloque no forno cerca de 10 minutos.

Desenforme quente sobre um pano polvilhado com açúcar e recheie a gosto

 

receita adaptada do livro básico da Bimby, página 151.

 

Preparação Tradicional

Pré aqueça o forno a 180ºC.

Coloque o açúcar e os ovos numa taça e bata com a batedeira durante 4 minutos até que fique um creme fofo.

Junte a farinha, o fermento e o sal e bata mais meio minuto.

Deite a massa num tabuleiro forrado com papel vegetal. Unte o papel vegetal e certifique-se que a massa ficou bem espalhada.

Coloque no forno cerca de 10 minutos.

Desenforme quente sobre um pano polvilhado com açúcar.

Dica: Enrolo a torta com recurso ao papel vegetal da cozedura desta. Deixo-a arrefecer enrolada e depois de fria desenrolo-a, recheio-a e volto a enrolá-la.

 

Ingredientes para o Lemon curd (recheio e cobertura)

160 g de açúcar

2 limões (raspa e sumo)

60 g de manteiga

2 ovos

 

Preparação na Bimby

Coloque no copo o açúcar e pulverize 20 Seg/Vel.9.

Junte as cascas de limão sem a parte branca e rale 15 seg/vel.9.

Adicione a manteiga, o sumo dos limões e programe 1 Minuto/Vel.2

Junte os ovos e misture 10 Seg/Vel 4

De seguida, programe 7 minutos/80ºC/Vel 2.

Retire e deixe arrefecer antes de rechear a torta.

Com o restante lemon curd barre toda a torta e polvilhe de imediato com côco.

Dicas. Poderão deixar ainda um pouco de curd para a decoração da torta, já em cima do côco. Por vezes, coloco uma risca de curd em todo o comprimento da torta ou faço riscas diagonais.

receita do livro básico da Bimby, página 140

Logotipo Dia Um... Na Cozinha Março 2015

 

Com esta receita, participo na Edição de Março de Dia Um…Na Cozinha, subordinada ao tema: tortas doces.

torta de limão e côco

 

 

 

 

Florentinas

As minhas primeiras florentinas foram um verdadeiro desafio. Como as descrevo? Doces, crocantes e viciantes!
Aqui estão elas.
Com esta receita, participo em mais uma edição de Vamos Fazer Bolachas, esta temporada subordinada ao tema “Florentinas”.
Florentinas de Melaço, frutos secos e cereja verde
 
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Ingredientes para 15 florentinas
50 g  de manteiga
2 colheres de sopa de melaço de cana
50 g de açúcar
60 g de farinha
250 g frutos secos (amêndoa palitada, avelãs e nozes)
cereja verde em calda q.b.
raspa de meio limão
50 g de chocolate branco para decorar
Preparação
1. Pré aquecer o forno a 170ºC e forrar um tabuleiro com papel vegetal.
2. Leve a lume brando um tacho com o açúcar, o melaço, a manteiga, a raspa de limão. Deixar levantar fervura.
3. Apague o lume e junte  a farinha e os frutos secos. Termine com a cereja verde aos pedaços. Deixe arrefecer ligeiramente.
4. Com uma colher de sopa coloque pequenas porções no tabuleiro deixando 4 centímetros entre cada bolachas.
5. Leve a cozer cerca de 15 a 20 minutos.
6. Retire e deixe arrefecer totalmente.
7. Derreta o chocolate branco em banho-maria e risque as bolachas. Poderá também cobrir a base das bolachas com o mesmo chocolate. Se optar por isso terá de banhar a base da bolacha no chocolate branco e colocá-la virada para cima para cima, de preferência numa grelha de arrefecimento, até que o chocolate solidifique. Só depois deverá decorar a parte de cima da bolacha com riscos de chocolate branco.
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Convidei para jantar….Morten Harket

Aos 10 anos comecei a ter cantores favoritos. Estávamos em 1984/85. A década de oitenta estava repleta de artistas com guarda-roupa piroso, de onde destaco os casacos com ombreiras elevadas ao infinito por chumaços de espuma que alargavam o tórax e as costas ao artista mais franzino. Era também a época das popas descoloradas e seguradas por gel, das permanentes e de outfits coloridos. Tudo uma verdadeira desgraça, vistas bem as coisas agora à distância. Madonna dava os primeiros passos e o filme Top Gun, protagonizado por Tom Cruise, um verdadeiro destruidor de corações, esgotava todas as bilheteiras . No meio de tanta banda que eu seguia religiosamente através do programa Top +,  que passava na RTP 1 aos sábados, eu tinha um alaviu secreto: Morten Harket, o ex-vocalista dos A-ha, que cantava o ícone “Take on me”. Foram poucos os cantores noruegueses que alguma vez alcançaram tanto sucesso. Morten Harket tinha uma voz diferente das habituais e, para além disso, era lindo, de acordo com os meus questionáveis padrões de beleza da altura. Ao lado de Magne Furuholmen e Paul Waaktaar-Savoy, fez sucesso com canções como “Hunting high and low”, “You are the one”, “Cry wolf”, “Crying in the rain” e “Take on me”. Ei-lo aqui na revista Bravo, da qual eu era assinante compulsiva quase apenas pelo poster que continha no interior e que contribuia para o colorido das paredes do meu quarto e para o desespero da minha mãe, admiradora desde sempre do estilo minimalista, para não dizer impessoal, nos quartos de cama.

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Era ponto assente: amanhã nós teríamos cá em casa os A-hás todos . Quando confirmaram o jantar, os rapazes fizeram uma única exigência. O prato principal teria de ser carne. Desafio aceite.

O grupo A-ha em foto de divulgação dos últimos anos da banda, quando vieram ao Brasil (Foto: Divulgação)

Foram pontuais. Oito horas e cá estavam. O taxista que os trouxe pareceu muito surpreendido com a existência de uma casa neste sítio. Nunca tinha feito uma volta até aqui. Há sempre uma primeira vez para tudo e, no meu caso, aquele momento em que Morten Harket  saiu do carro foi uma primeira vez arrepiantemente estranha. Nem reparei que Magne e Paul saíam atrás dele. Só tinha olhos para esse meu ailaviu dos anos oitenta. Confesso que o meu marido demonstrava algum nervosismo. Também ele tinha sido fã dos A-ha. Morten mostrou-se muito tímido e acanhado e coube-me a mim fazer a primeira tentativa para quebrar o gelo. Quando me abeirei para cumprimentá-los surgiu uma nuvem de movimento por detrás de Morten que o deitou imediatamente por terra. Era o Stitch, um dos nossos cães cujo maior desejo na vida seria o deixar de ser trapalhão. Dificilmente o génio da lâmpada o concederá.

Deitado no chão de paralelos, Morten só dizia: What a clumsy dog!, e tentava levantar-se, ainda abafado pela energia do canídeo.

Que vergonha! – pensei eu. Que terrível comissão de boas-vindas.

Entrámos em casa. Morten perguntou onde ficava a casa de banho. Indiquei-lhe a porta e voltei à sala onde se encontrava o meu marido a desenferrujar o seu Inglês com os dois restantes noruegueses. Morten juntou-se ao grupo e enquanto o meu marido fazia de anfitrião, oferecendo-lhes um Porto, eu dirigia-me até à cozinha para ultimar o jantar. A mesa da sala de jantar estava posta e a conversa entre os homens fluía. Do lado de fora do grande vidro da porta da sala de jantar estava o Stitch já acompanhado pelo Wolf e pela Maxine, todos atentos ao que era dito cá dentro como se entendessem leitura labial e língua gestual. Sem que eu me apercebesse, Morten surge na cozinha no preciso momento em que eu retirava o tabuleiro do forno.

Do you need a hand?- perguntou-me. Como adoraria ter tido essa “hand” nos anos 80. Aceitei a ajuda e vi-o, pelo canto do olho, a transportar a assadeira até à sala de jantar. Pareceu-me, de repente, ainda mais sexy do que nos tempos da sua juventude. Meu Deus, não conseguia acreditar. O Morten estava ali, em carne e osso.

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O jantar foi bastante animado. Gostaram do vinho Terras de Lava que lhes servi com os rolos de frango com bacon. Falei-lhes no meu video clip favorito, o da música “Take on Me”. Elogiei-lhes a criatividade em conjugar a banda desenhada com uma história de amor, onde a rapariga é convidada a entrar na história como personagem, ideias inovadoras para a época. O vídeo retrata a banda numa animação de banda desenhada denominada de rotoscoping- explicou-me Morten- que combinava o desenho com a ação de personagens reais. Disse-me também que o vídeo fora premiado seis vezes e nomeado outras duas para a edição de MTV Video Music Awards quando decorria o ano de 1986.

Fizeram-me muitas perguntas sobre os Açores, por cujas ilhas estavam fascinados. E prometeram voltar, mas por mais tempo.

Os cães ladravam. O táxi estava de volta para os vir buscar. Partiram quando a noite já ia muito escura. E nós ficámos a dizer-lhes adeus até que o táxi desaparecesse na curva da estrada.

Com Morten Harken, um dos meus ailavius de adolescente, participo no desafio Convidei para Jantar do blogue Anasbageri.

Rolinhos de Frango e Bacon e Arroz de Cogumelos

rolinhos de frango e bacon

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Ingredientes para o frango

15 bifinhos pequenos de frango

15 fatias de bacon laminado (usei marca Continente)

1 pacote de sopa de cebola

3 colheres de sopa de molho de soja

1 pacote de natas light (200 ml)

queijo de São Jorge ralado q.b. (uns fios por cima de cada rolo)

orégãos secos ou frescos

azeite

1 cerveja mini

Preparação 

1. Cortam-se tiras de peito de frango praticamente do mesmo comprimento da fatia de bacon.

2. Envolvem-se de ambos os lados na mistura seca da sopa de cebola.

3. Dispõem-se as tiras de bacon e colocam-se por cima os bifinhos de bacon. Enrolam-se e espetam-se em palitos de madeira. Colocam-se no fundo da assadeira até perfazerem 15 rolinhos.

4. Em cima de cada rolo coloca-se um pouco de queijo de São Jorge ralado e risca-se toda a assadeira com fios de natas. Faz-se o mesmo com o molho de soja.

5. Rega-se tudo com a cerveja e com um generoso fio de azeite e polvilha-se com orégãos.

6. Leva-se ao forno pré-aquecido durante 30 minutos.

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Ingredientes para o Arroz de Cogumelos

1 chávena de arroz (usei basmati)

2 chávenas de água

azeite q.b.

2 dentes de alho

cogumelos (usei uma mistura de cogumelos congelados- marca Continente)

sal

Preparação

1. Faz-se um leve refogado com o alho (cuidado, para não deixar queimar)

2. Junta-se o arroz e deixa-se o arroz fritar um pouco mexendo sempre com a colher de pau.

3. Adicionam-se os cogumelos e mexe-se.

4. Junta-se a água a ferver e tempera-se de sal. Mexe-se. Deixa-se cozinhar com o tacho destapado.

Quando a água desaparecer da superfície do arroz, tapa-se o tacho e desliga-se o lume.
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Butelo com casulas

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Gosto de falar de comida e gosto de comida com história. Este prato tradicional transmontano é um exemplo disso. Fechado o butelo impõe respeito. Aberto leva-nos a ver ossos desconcertantes. O butelo é feito com os ossos do espi­nha e das cos­te­las do porco que contém pouca carne e é rode­ado pela bexiga ou bucho do ani­mal. Este enchido, com interior pouco nobre, tor­nou-se uma tra­di­ção no Car­na­val do distrito de Bra­gança. Uma tra­di­ção que dá nome a um festival organizado pela Câmara Municipal de Bragança: o Festival do Butelo e das Casulas, que se realiza todos os anos no mês de fevereiro.

O butelo é considerado pelos brigantinos ou bragançanos “a jóia do fumeiro”. As casulas ou cascas, feijão seco na vagem, acompanham este prato.

casulas ou cascas

Deixo a confeção do butelo para os especialistas. Darei detalhe dos ingredientes e da preparação deste prato.

Ingredientes

  • Cascas ou casulas 500 g
  • Butelo grande 1
  • Linguiça 1
  • Batatas 8- (utilizei batata branca e batata doce)
  • Azeite virgem extra transmontano q.b.
  • Orelheira Opcional (utilizei barriga de porco salgada)
  • Pezinhos Opcional
  • Grelos Opcional

1. Pôr as casulas, que são vagens de feijão secas,  de molho de véspera.
2. Deitar o butelo em água a ferver e cozer durante cerca de 2h30 a 3 horas, em função do tamanho. Verificar a cozedura ao fim de 2 horas.
3. Noutro tacho, ferver água com sal e deitar as cascas escorridas. A cozedura das cascas verifica-se através dos feijões. Em geral, esta cozedura demora pouco mais de 1 hora.
4. Num outro tacho, cozer a linguiça e as batatas. É costume cozer todos os ingredientes juntos, no mesmo tacho, mas é conveniente, cozer as batatas sempre à parte.
5. Escorrer muito bem todos os ingredientes. Abrir o butelo e servir bem quente com as cascas, a linguiça e as batatas, tudo regado com azeite transmontano.

Nota. Cozi a barriga de porco salgada com o butelo, mas retirei-a assim que estava cozida.

Fonte da receita

butelo com casulas_foodwithameaning

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Para ficarem a saber mais sobre o butelo vejam esta notícia.