Workshop de Fingerfood 2 no DeBorla-Terceira

Acredito que quem gosta de visitar o Foodwithameaning deva estar a estranhar a minha ausência do blogue. No entanto, a minha cozinha continua a todo o vapor. São várias as receitas que tenho feito e que em breve partilharei convosco. Por motivos pessoais e profissionais, as horas do dia, e por vezes da noite, não têm sido suficientes para me dedicar a este cantinho culinário tanto como gostaria. Nestes dias que passaram desde  a última receita publicada, decorreram dois aniversários na família, recebi familiares que estiveram de visita à ilha, dinamizei um workshop, fui professora, mãe e esposa a tempo inteiro. Analisando bem estes factos, o blogue desceu um pouco no ranking das prioridades.

Hoje, partilho convosco as fotos do último workshop que dinamizei, subordinado ao tema Fingerfood.

As receitas de todos os canapés elaborados encontram-se neste link.

cartaz

Amanhã, prometo que vos trago a receita e as fotos do bolo de aniversário da minha mini-chef.

Até lá espreitei as fotos do workshop de ontem através deste link e, acima de tudo, fiquem bem!

Gelado de menta… em flash-back

A cor deste gelado faz-me recordar o primeiro carro do meu pai, um Toyota Corolla de 1973 de cor verde-água. Transporta-me também para as água cristalinas do Mar das Caraíbas, conjugadas com muito sol, palmeiras, risos, refrescos e calor. Lembra-me também a cor das riscas das barraquinhas de praia e faz-me suspirar muito pela chegada do verão.

A vontade deste gelado surgiu assim de forma inusitada. Sabe tão bem fazer as vontades à vontade!

Gelado de menta

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Ingredientes

500 ml de natas

200 ml de iogurte grego

200 g de açúcar

100 ml xarope de menta (marca Teisseire)

corante alimentar líquido de cor verde (3 ou 4 colheres de chá)

chocolate de culinária picado

Preparação

Batem-se as natas até terem a consistência de picos.

Adiciona-se o iogurte grego. Bate-se novamente.

Junta-se o açúcar e bate-se muito bem até desaparecer todo o granulado.

Adiciona-se o xarope de menta. Este para além de acrescentar o sabor a menta vai também atribuir ao gelado alguma cor.

Junte o corante alimentar colher a colher, batendo com a batedeira entre adições.

Notas.

– Poderá querer adicionar mais quantidade de xarope de menta. Vá provando e decida se a quantidade que sugiro é suficiente. Para mim foi.

– Se utilizar corante em gel obterá a cor verde com menor quantidade do que a atrás referida. Nada melhor do que ir adicionando o corante e ir batendo até obter a cor desejada.

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Receitas fáceis e divertidas para minichefs…e o que eu aprendi ontem com as crianças de hoje

Quando eu era criança, e talvez a partir dos meus sete anos de idade, os meus pais e a minha avó tinham o costume de me atribuírem tarefas. Prendiam-se sempre com coisas simples como fazer a cama, arrumar o quarto, ajudar a arrumar a loiça e limpar o pó. Responsabilizavam-me. Instruíam-me, mas deixavam-me aprender por tentativa-erro. Hoje, as crianças são demasiado protegidas em todos os aspetos. Os pais preferem que elas brinquem, mas eles próprios quase nunca as acompanham nas brincadeiras. A verdade é que as crianças são pequenos humanos cheios de potencial. Possuem uma capacidade de aprendizagem fascinante. Testam os nossos limites. Surpreendem-nos com as suas afirmações, que roçam por vezes o discurso de adultos. Veem televisão em excesso, interagem com demasiada tecnologia, acabando por não explorarem frequentemente as suas capacidades de resolverem problemas, de serem criativos e participantes.

Ontem, no workshop que dinamizei no DeBorla-Terceira, destinado a minichefs, fiquei deliciada com a capacidade de cooperação que existiu entre as crianças, com a vontade que manifestavam em participar em todas as tarefas, com o gosto que demonstravam em literalmente “meterem a mão na massa”. Penso ser de oportunidades deste e de outros géneros que a infância das crianças necessita. Acreditem que muitas competências são desenvolvidas neste tipo de iniciativas que implicam contacto humano: o saber ser, o saber estar, o saber ouvir, o saber executar, entre outras. O reforço positivo é muito importante tanto quando desenvolvem bem as tarefas como quando o produto final não fica tão bem. Estes workshops com as crianças são definitivamente os que me realizam mais pela sinceridade nos sorrisos e pelas nossas conversas entre receitas. Ainda ontem, uma das meninas participantes interveio assim por duas vezes: Sabes, eu tenho um cachorrinho. Ele é muito pequenino. Outra participante, e do nada, disse-me: Já morreram duas pessoas na minha família! Perante intervenções destas, não podemos ficar indiferentes, pois são as crianças que sentem necessidade de partilhar o seu pequeno-grande mundo. E no meio de bombons, bolachas, cupcakes, ninhos de ovos, muito açúcar e instruções, eu apreciei a honestidade, o riso genuíno,  a aprendizagem e a diversão. Foram duas horas non-stop.

Obrigada a todos os participantes e às mães, pais e avós que assistiram atentamente ao desenrolar das receitas e que iam puxando do pacote de toalhitas sempre que ocorria uma emergência em forma de creme ou de chocolate.

Se desejarem espreitar as fotos do workshop, estas encontram-se neste link:

https://www.facebook.com/patricia.foodwithameaning/media_set?set=a.650748045057260.1073741832.100003662128130&type=1&pnref=story

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Como alguns pais me têm solicitado as receitas para as executarem com os seus filhotes, partilho também convosco estas sugestões fáceis e divertidas subordinadas ao tema da Páscoa.

  • Ninhos de Ovos

Derrete-se chocolate de leite numa tigela de vidro média (30 seg+30 seg); adiciona-se cornflakes e mexe-se com uma colher; dispõe-se esta mistura em formas de papel de queijadas, fazendo uma pequena covinha no meio (sem fazer buraco) de forma a imitar um ninho. Colocam-se três amêndoas em cada ninho. Leva-se ao frigorífico a solidificar cerca de meia hora.

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  • Ovos de Chocolate de leite e Amêndoas

Derrete-se chocolate de leite e/ ou chocolate branco numa tigela de vidro média (30 seg+30 seg); enchem-se forminhas de silicone em forma de ovo da Páscoa; leva-se ao frigorífico cerca de uma hora; desenformam-se e colam-se as duas metades de ovo com um pouco de chocolate derretido.

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  • Coelhinhos de Bolacha decorados com glacê real e missangas

Fazem-se as bolachinhas com um cortador em forma de cara de coelho.

Ingredientes para as bolachas: 130 g de manteiga; 150 g de açúcar, 2 gemas; 400 g de farinha sem fermento; raspa de limão ou de laranja; 3 colheres de sopa de leite.

Prepara-se o glacê real, adicionando a uma clara de ovo 300 g de açúcar em pó e umas gotas de sumo de limão. Separa-se numa tigela a porção necessária na qual irá ser aplicado o corante.

Coloca-se as glaces em sacos de pasteleiro e decora-se a bolacha começando pelos contornos exteriores e pelas zonas que serão preenchidas por cor diferente.

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  • Lollipops de Chocolate Branco com motivos de Páscoa

Derrete-se chocolate branco numa tigela de vidro de tamanho médio (30 seg+30 seg); coloca-se um pau de madeira em cada molde; preenchem-se os moldes com motivos de Páscoa. Leva-se ao frigorífico a solidificar cerca de uma hora.

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Bombons em forma de coelho e de pintainhos

Derrete-se chocolate de leite numa tigela de vidro de tamanho médio (30 seg+30 seg); enchem-se as formas de silicone e leva-se ao frigorífico a solidificar cerca de uma hora. Poder-se-ão espetar pauzinhos de chupa-chupa em cada forminha, transformando os bombons em lollipops, que, por sua vez, poderão ser espetados numa base de esferovite dentro de um recipiente.

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  • Cupcakes cesta de Páscoa

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Fazem-se queques de baunilha, de laranja ou de limão.

Ingredientes para os queques: 1 chávena e um quarto de farinha com fermento; uma colher de chá de fermento para bolos; uma colher de café de bicarbonato de sódio; uma colher de sobremesa de aroma de baunilha; meia chávena de óleo vegetal; meia chávena de leite; 2 ovos médios; uma pitada de sal e uma colher de café de vinagre. Batem-se estes ingredientes durante um minuto com a batedeira. Verte-se o preparado para forminhas de papel em forma de alumínio de queques. Encher apenas até 2/3 da forma. Coze em forno pré-aquecido entre 15 a 20 minutos, a 200 °C, apenas com a resistência inferior ligada.

Mistura-se corante alimentar verde ao creme para barrar bolos (de compra). Coloca-se o creme num saco de pasteleiro e desenha-se todo o diâmetro do queque com este creme. Insere-se no queque uma goma cilíndrica comprida que funcionará como asa decorativa. Preenche-se o centro da cesta com drops em forma de frutas, com amêndoas ou com pequenos ovos de chocolate.

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Votos de uma Santa Páscoa para todos!

Caldo de sargo

Ser açoriano implica apreciar pratos de peixes.

Se desejarem fazer o caldo de peixe tradicional da ilha do Pico, poderão encontrar a receita e as fotos aqui neste link.

Cá em casa, faço-o ora com uma variedade de peixe (o verdadeiro caldo de peixe assim o exige) ora com uma única espécie, como foi o caso deste caldo de sargo. Como o pão é presença obrigatória nas sopas de peixe açorianas, ele aqui não pôde faltar. Cortei às fatias pão caseiro, barrei-o com manteiga e perfumei-o com folhas de hortelã e de menta. Coloquei-o às camadas numa terrina e verti o caldo por cima, terminando com o peixe.

Um conforto esta sopa!

caldo de sargo

caldo de sargocaldo de sargo

Ingredientes

1 ou 2 sargos médios

6 dentes de alho

1 cebola

azeite

2 malaguetas

1 folha de louro

meia lata pequena de tomate triturado

água suficiente para tapar o peixe

manteiga para barrar o pão

pão caseiro

folhas de hortelã e de menta

sal q.b.

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Preparação

Numa panela coloquei água até meio, uma cebola partida em quatro partes, dois dentes de alho, as malaguetas e o sal. Deixei que a água começasse a ferver.

Coloquei o peixe, verifiquei se a água o tapava ( se não tapar, acrescenta-se mais) e tapei a panela. Deixei cozinhar cerca de 15 a 20 minutos.

À parte, num pequeno tacho, fiz um refogado com os restantes dentes de alho e o tomate triturado.

Retirei o peixe e separei-o das espinhas. Juntei o peixe ao refogado anterior e liguei o lume cerca de dois minutos. Mexi.

Coei o caldo para uma panela.

Juntei duas conchas de caldo da sopa ao tacho com o peixe.

Cortei  pão caseiro às fatias, barrei-o com manteiga e perfumei-o com folhas de hortelã e de menta. Coloquei-o às camadas numa terrina.

Verti metade  do caldo de sargo quente, e coado, por cima. Deixei repousar cerca de um minuto para que o pão absorvesse o caldo.

Verti o restante caldo e o todo o conteúdo do tacho com o peixe por cima de tudo. Acomodei o peixe na terrina. Servi de imediato.

caldo de sargo

 

Bolos Lêvedos

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Bolos Lêvedos

Os bolos lêvedos são uns bolinhos fofos tradicionais de Furnas na Ilha de São Miguel, Açores. Fazem mesmo parte do cartaz turístico para quem visita a freguesia de Furnas. Hoje já se fabricam em outras freguesias  e noutras ilhas, como acontece aqui na ilha Terceira. São uma espécie de panquecas altas que podem ser servidas simples ou recheadas com doces diversos ou até mesmo, na versão salgada, com uma fatia de queijo e outra de fiambre. Por cá, a Quinta dos Açores, até já utiliza o bolo lêvedo ao jeito francesinha. Uma verdadeira delícia!
Manda a tradição que sejam confecionados em sertã de barro sobre lume de lenha, mas poderão ser feitos na frigideira em fogão de gás ou elétrico, desde que a cozedura seja feita na temperatura mínima para que fiquem apenas dourados e cozinhados na íntegra. Estes bolos têm a vantagem de não serem cozinhados com gordura.
Como foi a primeira vez que eu fiz bolos lêvedos, estava um pouco apreensiva. Desconfiava que ficassem cozinhados no interior. Não sabia o tempo de cozedura de cada face do bolo. Fiz pesquisa sobre este pormenor e nenhuma das receitas era esclarecedora em relação a este facto. Acabei por perceber, por experiência própria que é quase impossível contabilizar o tempo pois este varia. Temos é de estar atentos à formação do solo/crosta na base do bolo. Quando este/esta estiver ligeiramente dura para suportar o peso da massa ao ser virada, o bolo está no ponto para ser virado para se cozinhar a outra face. Não se intimidem pelo facto dos bordas do bolo ainda estarem moles e com aspeto encruado. Não se esqueçam que ao cozinhar do outro lado o calor vai continuar a infiltrar-se na massa para a cozinhar até ao centro.
Quando comecei a adicionar os ingredientes, reparei que a consistência da massa era bastante mole, agarrando-se às mãos constantemente. Terão de suportar esta fase enquanto amassam todos os ingredientes ou então utilizem um robô de cozinha. Não cometam o erro de adicionar farinha até que se despegue. Deixem levedar primeiro. Quando a massa tiver duplicado de tamanho, polvilhem as mãos com farinha, tirem pedaços de massa e formem uma bola do tamanho de uma laranja pequena sem mexer muito com a massa. Coloquem as bolas de massa, com os remates virados para baixo, em cima de um pano enfarinhado e deixem repousar, tapadas por um pano, mais 30 minutos. Vão reparar que estas voltarão a aumentar de tamanho.
A parte mais fácil da receita é mesmo a de colocar as bolas de massa na frigideira, espalmá-las até que fiquem com um dedo de espessura e deixá-las cozinhar, seguindo as dicas que vos dei acima. Cozinhei os bolos em fogão elétrico em frigideira anti-aderente e em fogão a gás em sertã de ferro fundido. Queria mesmo perceber se haveria diferença no sabor. Não achei que ficassem diferentes, com a exceção de no fogão a gás e com a sertã de ferro não conseguir controlar a temperatura da cozedura, ficando estes bolos ligeiramente mais tostados do que os feitos na placa elétrica. Nesta última mantive as frigideiras com a temperatura constante de 2, numa escala de 0 a 9.
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Ingredientes (para 6 a 8 bolos)

1/2 kg de farinha de trigo
125 g de margarina ou manteiga
125 g de açúcar
20 g de fermento de padeiro (ou 1 saqueta de levedura seca de 11 g tipo fermipan)
2 dl de leite
raspa de limão
2 ovos
Preparação tradicional
1. Peneire a farinha para um alguidar e faça uma cova no meio, junte o açúcar, os ovos, a margarina, a raspa de limão e comece a misturar, dissolva o fermento no leite morno e acrescente à farinha amassando e sovando a massa muito bem.
2. Deixe levedar em local aquecido até dobrar de volume, bem tapada.
3. Faça bolas do tamanho de uma laranja e disponha em tabuleiros ou panos polvilhados com farinha e deixe repousar por mais 30 minutos.
4. Pegue em cada uma das bolas e vá achatando tipo panqueca.
5. Polvilhe uma sertã ou uma frigideira anti-aderente com farinha e deixe cozinhar em lume muito brando de um lado e do outro.
Preparação na Bimby
1. Deitar no copo o leite, a manteiga e o açúcar programar 2 m. temp 37ºC vel.1.
2. Juntar os ovos uns seg. na vel. 5.
3. Acrescentar a farinha e o fermento fermipan e misturar 30 segundos na vel. 5 e 2 a 3 minutos na velocidade espiga.
4. Seguir os passos 2,3,4,5 da preparação tradicional.
Dicas. Encontram-se no texto introdutório.
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 Inspirações para esta receita 

GUEDES, Francisco,Receitas Portuguesas, Os pratos típicos de todas as regiões, Publicações D. Quixote, 2000.

ANDRADE, Margarida Freire, Gastronomia Açoriana, Educação Tecnológica 8ºano, 1993-1994, Escola Secundária Geral e Básica das Laranjeiras; Ponta Delgada.

http://receitas-nani.blogspot.pt/2008/04/bolos-levedos-dos-aores.html

A primavera e uma entrada cheia de cor…

Os dias de bom tempo trazem-nos ânimo e vontade de aproveitar o ar fresco e os contrastes de cor que a natureza nos oferece. Apenas temos de fazer o exercício de saber olhar e de descobrir o belo no detalhe. A primavera oferece-nos pistas e convida-nos a apreciar a beleza que esteve escondida e agora desponta. Nós decidimos seguir-lhe os passos e deixámo-nos hipnotizar pelos pormenores da paleta de cores.

Sigam-me nesta viagem!

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Depois destes apontamentos de beleza natural, trago-vos uma entrada cheia de cor e movimento, uma sugestão em espiral que concentra variedade e contraste de sabor nos ingredientes utilizados, ou seja, um canapé agridoce muito leve e fresco, ideal para os dias que se avizinham mais quentes.

espirais de tortilha queijo creme e arandos

Espirais de wraps com fiambre de peru, creme de queijo com alho e ervas, alface,doce de frutos vermelhos, frutos secos e arandos.

Ingredientes
1 embalagem de wraps (usei marca Bimbo)
meia embalagem de queijo-creme
meia embalagem de queijo-creme de alho e ervas
fiambre de peru (três rodelas de fiambre por wrap)
mix de frutos secos (marca Continente)
doce de frutos vermelhos
alface
arandos

Preparação
Tostam-se ligeiramente os wraps de ambos os lados.
Revestem-se com uma mistura de queijo-creme simples com queijo-creme de alho e ervas
Estende-se o fiambre por cima do queijo-três rodelas por wrap- e barra-se com doce de frutos vermelhos
Dispõem-se os frutos secos triturados
Estendem-se pedacinhos de alface (poucos)
Dispõem-se os arandos picadinhos (os arandos poderão ser substituídos por alperce, ameixa ou tâmara)
Enrola-se tudo e envolve-se em película aderente.
Leva-se ao frigorífico cerca de uma hora.
Corta-se o rolo às rodelas e serve-se numa travessa/ardósia com uma das faces do rolo para cima ou ambas para os lados.

Em modo bruschettas

Volto, hoje, com mais uma entrada, que poderá servir de sugestão para os convívios do fim de semana. Nestes, os canapés marcam muitas vezes presença e são entrada e, tantas vezes, prato principal, especialmente quando devidamente regados por um vinho branco, verde ou rosé fresquinhos e por uma boa conversa. Estas bruschettas de presunto constituíram uma das receitas que desenvolvi no último workshop do DeBorla-Terceira e caracterizam-se por ser de confeção fácil e rápida. A pedido de muitas famílias, em especial daquelas que não puderam participar neste último workshop, por falta de vaga, prometi ir partilhando as receitas executadas e interceder para que se realize em breve outro evento com a mesma temática. Para já fica apenas a receita.

Estas bruschettas são tentadoras, não acham?

bruschettas de presunto e queijo mozarella

Bruschettas de presunto, mozarela, tomate e menta

bruschettas

Ingredientes
1 pão de cacete
12 fatias de presunto (para 24 bruschettas)
3 queijos mozarella frescos
tomate capucho ou tomate cereja
1 dente de alho
azeite
ervas aromáticas a gosto (usei folhas de menta)

Preparação

1. Lava-se o tomate e pica-se aos pedacinhos. Tempera-se com azeite, vinagre balsâmico e sal. Aromatiza-se com pedaços de folhas de menta ou tomilho-limão ou orégãos ou manjericão. Reserva-se.
2. Corta-se a baguete em fatias com a grossura de um dedo. Levam-se a tostar ligeiramente de ambos os lados numa tostadeira-grill.
3. Descasca-se o alho, corta-se a ponta e esfrega-se o pão.
4. Pincela-se o pão com azeite.
5. Dispõem-se as fatias de queijo mozarela, cortadas às rodelas, em cima das fatias de pão, o presunto e por fim o tomate escorrido. Finaliza-se com um apontamento de manjericão ou menta.

Fiquem Bem!

Crostini com brigadeiros de queijo de cabra

Crostini com brigadeiros de queijo de cabra, amêndoa torrada e tomilho-limão

Ingredientes

1 embalagem de crostini com alho e ervas (tostas circulares Biscottina)

2 embalagens de queijo de cabra (formato cilíndrico- utilizei Palhais)

1 embalagem de amêndoa picada

tomilho-limão

Preparação

1. Torra-se ligeiramente a amêndoa recorrendo ao  forno ou a uma frigideira. Convém ir mexendo com uma colher de pau e prestar atenção para evitar que a amêndoa queime. Reserva-se até arrefecer.

2. Dispõem-se os crostini numa ardósia, prato de servir, ou colher de canapé.

3. Fatiam-se quadradinhos fininhos de marmelada, que se colocam em cima dos crostini.

4. Retira-se a casca ao queijo e corta-se queijo em pequenos rodelas.

5. Moldam-se pequenas bolas de queijo que se envolvem na amêndoa torrada formando brigadeiros.

6. Dispõem-se os brigadeiros em cima do pedaço de marmelada.

7. Decora-se o cimo do brigadeiro de queijo de cabra com tomilho-limão

 

Desta vez foi para adultos… Fingerfood no 2º Workshop do DeBorla – Terceira

cartaz do workshop

Hoje, as entradas foram as estrelas do workshop e os adultos os principais protagonistas do evento. O DeBorla- Terceira, que continua a comemorar a sua reabertura, convidou-me, mais uma vez, para dinamizar um workshop, sendo que desta vez teria de contemplar os interesses gastronómicos dos adultos. Desenvolvi, assim, seis receitas diversificadas de canapés com a colaboração de todos os participantes do workshop.  Quem assistiu ajudou a elaborar as diferentes propostas com muita minúcia e dedicação. A assistência, e os transeuntes que visitaram a loja nessa tarde, também levaram consigo ideias para colocarem em prática em momentos festivos. Foram quase três horas repletas de interação, marcadas pela boa disposição e cooperação de todos os presentes. E como quem se porta bem merece uma recompensa, decorreu no final do workshop uma prova de degustação, altura na qual, e de forma mais descontraída, pude conhecer pessoas muito interessantes que, sem dúvida, concorreram também para o sucesso da iniciativa.

As receitas foram as seguintes: 
  • Crostini com brigadeiros de queijo de cabra, amêndoa torrada e tomilho-limão
 brigadeiro de queijo de cabra e amêndoa torrada
  • Bruschettas de presunto com mozzarela, tomate e manjericão
 bruschettas
  • Tosta melba com queijo de ovelha curado, doce de figo e cebolinho
 tosta melba com queijo de ovelha , doce de figo e cebolinho
  • Espirais de tortilha com fiambre de peru, creme de queijo com alho e ervas, alface, mix de frutos secos, doce de frutos vermelhos e arandos
 espirais de tortilha queijo creme e arandos
  • Flores de pão alemão com mascarpone, truta salmonada fumada, limão e funcho
 flores de mascarpone com truta salmonada fumada e funcho
  • Crackers com paté de alheira, azeitona preta e salsa
 bolachas de água e sal com paté de alheira
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Deixo-vos com as fotos e mais pormenores do workshop.
Fiquem bem!

Cheesecake de Framboesa

E já lá vai uma semana desde a última receita que partilhei convosco. A falta de tempo devido ao excesso de trabalho é mesmo a razão principal para este interregno. Hoje, porém, arranjei tempo entre o fim de tarde e a hora de jantar para compor este post e dar-vos a conhecer um dos meus cheesecakes favoritos. Este, de framboesa, é muito saboroso e viciante. Não tem gelatina na composição por ser da variante de cheesecakes que vai a cozer ao forno. O licor de amora utilizado na base de bolacha torna este bolo de queijo ainda mais apetecível.

cheesecake de framboesa

Ingredientes para a base
200 g de bolacha tostada ou bolacha Maria
100 g de manteiga
licor de amora q.b. (coloquei dois cálices)

Ingredientes para o recheio
1 pacote de queijo creme (200g)
2 iogurtes naturais
1 pacote de natas (200ml)
3 ovos
100 g de açúcar
aroma de baunilha
80 g de farinha
aroma de baunilha

Ingrediente para a cobertura
doce extra de framboesa

Preparação
Pré- aquece-se o forno a 180ºC.
Com recurso à uma picadora ou a um robô de cozinha tritura-se a bolacha e mistura-se a farinha e o licor até se obter uma consistência de crumble.
Unta-se uma forma de aro amovível com manteiga e forra-se a base com este preparado.
Batem-se os ovos com o açúcar.
Adicionam-se as natas, os iogurtes e o queijo-creme. Bate-se novamente muito bem.
Por fim, junta-se a farinha e o aroma de baunilha e bate-se outra vez.
Verte-se este preparado por cima da bolacha e leva-se ao forno, a 200 ºC cerca de 30 minutos. Retira-se e deixa-se arrefecer. Coloca-se no frigorífico até o cheesecake estar bem fresquinho.
Uma hora antes de servir, cobre-se o cheesecake com doce de framboesa, ou outro a gosto, e leva-se novamente ao frigorífico.

>cheesecake de framboesa

Outras receitas de cheesecake que poderão consultar:
https://foodwithameaning.wordpress.com/2012/12/28/cheesecake-de-mirtilos-com-angelica/
https://foodwithameaning.wordpress.com/2012/01/09/cheesecake-de-roma/