O bolo das formigas

Este bolo caracteriza-se por ser o mais adorado cá em casa: o denominado Bolo Formigueiro, porque o seu interior é pintalgado com missangas de chocolate, que se assemelham a formigas. Com o objetivo de lhe conferir um ar mais festivo, utilizei missangas douradas como topping da cobertura de leite condensado cozido. Garanto-vos que a combinação deste bolo com esta cobertura não desagradará. É a combinação perfeita!

Bolo formigueiro

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Ingredientes

  • 2 chávenas de farinha
  • 2 chávenas de açúcar
  • 4 ovos
  • 100 g de manteiga
  • 100 g de coco
  • 300 ml de leite de coco
  • 100 g de chocolate granulado
  • 1 colher de sopa rasa de fermento
  • 1 colher de café de bicarbonato de sódio

Preparação

Batem-se as gemas com a manteiga e o açúcar até se obter uma mistura esbranquiçada.

Junta-se o coco e o leite de coco e bate-se muito bem.

Vai-se adicionando aos poucos a farinha, o fermento e o bicarbonato.

Adiciona-se o chocolate granulado e mexe-se novamente.

Por fim, juntam-se as claras batidas em castelo e envolvem-se com uma colher de pau.

Vai a cozer a 200 ºC, em forno previamente aquecido, cerca de uma hora se a forma não for de  buraco. Se for, coze em 45 minutos.

Cobertura

  • 1 lata de leite condensado cozido
  • 100 g de chocolate de culinária

Derrete-se o chocolate em banho-maria (ou no micro-ondas) e mistura-se com o leite condensado até se obter uma cor uniforme.

Coloca-se a cobertura com o bolo já arrefecido.

Showcookings Supermercados Guarita…uma parceria deliciosa

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Este mês de junho irei dinamizar vários showcookings  nos quatro Supermercados Guarita da ilha Terceira, todos associados a esta nova parceria com a empresa. Cada um dos supermercados irá ser palco de dois showcookings diferentes, onde os Produtos Regionais receberão destaque.

Como ainda existem vagas, quem estiver interessado vai a tempo de se inscrever junto do balcão central do Supermercado Guarita mais próximo de si.

O primeiro showcooking é já esta quinta, dia 8, na loja da Terra do Pão, em São Mateus, das 17.00 às 19.00. Nesta primeira sequência de showcookings será dado destaque à Charcutaria e ao Talho. Serão confecionadas duas entradas, um prato principal com acompanhamentos e uma sobremesa. A mesma sequência de receitas repete-se nos dias 9, 10 e 12 nas lojas abaixo mencionadas. Ainda no âmbito dos produtos regionais, mas seguindo uma vertente mais saudável, terá início a segunda sequência de showcookings, mais especificamente nos dias 14, 15, 16 e 18 e nas lojas abaixo referidas.

Showcookings

8 de junho- São Mateus – 17.00
9 de junho- Praia da Vitória – 17.00
10 de junho – Porto Judeu – 10.00
12 de junho – Angra -17.00

14 de junho – S. Mateus- 17.00
15 de junho – Praia da Vitória – 10.00
16 de junho – Angra – 17.00
18 de junho – Porto Judeu – 10.00

Prometo que vamos ter momentos deliciosos!

Participe e saboreie as receitas confecionadas com produtos regionais.

Alcatra mista…em domingo de primeiro bodo

Hoje é o dia do primeiro bodo, ou seja, o domingo principal das Festas do Divino Espírito Santo celebradas aqui nos Açores  pela maioria dos habitantes com um misto de devoção e de oportunidade de saborear os pratos típicos desta época. Cumprindo parcialmente a tradição, resolvi apresentar-vos a receita tradicional do prato mais típico da minha ilha, a alcatra. Digo parcialmente, porque, pela primeira vez, resolvi fazer uma alcatra à qual adicionei alguns pedaços de entrecosto e pá de porco, ingredientes que não constam da receita genuína, a qual descrevo abaixo. E como não há alcatra que se preze que não seja cozinhada em alguidar de barro, fui buscar o maior que tinha, comprado na Olaria de S.Bento, e comecei a preparar a receita.

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Ingredientes

  • 2 kg de rabadilha
  • 1 kg de chambão com osso
  • 8 cebolas médias
  • 300 g de toucinho fumado
  • 10 grãos de pimenta do reino
  • 8 grãos de pimenta da Jamaica
  • 1 a 2 folhas de louro
  • 1 pau de canela
  • vinho de cheiro ou tinto maduro ou vinho branco seco (prefiro este último)
  • 1 colher de sopa de vinagre
  • 1 chávena de água
  • 30 g de manteiga
  • 20 g de banha
  • 2 colheres de sopa de massa de malagueta
  • sal grosso

 

Modo de Confeção da Alcatra

1. Unte o alguidar com manteiga ou banha.

2. No fundo, coloca-se uma camada de cebolas às rodelas, toucinho às lascas, carne aos bocados.

3. Tempera-se com os grãos, o louro, canela e o sal.

4. Repete-se o mesmo procedimento, fazendo camadas até se esgotarem os ingredientes. A última camada deve ser de cebolas.

5. Cobre-se tudo com vinho, com uma chávena de água e vinagre.

6. Termina-se com cebola e nozes de manteiga.

7. Se não tiver forno de lenha, leve a alcatra a cozer em forno médio, durante 3 a 4 horas.

8. Se for necessário acrescenta-se um pouco de mistura de vinho e água.

9. Deve virar-se a carne a meio da cozedura e servir no próprio alguidar.

10. A Alcatra é acompanhada com fatias de massa sovada.

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Dia da Criança…pai e mãe recebem prendas

A minha filha encantou-se, há tempos, por duas canecas com palhinha. Disse-me o seguinte, e ainda na loja:

– Mãe, já viste como são giras? – apontando para a prateleira. Davam mesmo uns posts espetaculares para o teu blogue!”

De há pouco tempo para cá, eu tenho vindo a reparar que quando a minha filha de nove anos me acompanha nas compras e evidencia interesse por alguma coisa, arranja estratégias diferentes para atrair a minha atenção para a respetiva compra. Foi o que aconteceu desta vez quando nos encontrávamos na Loja DeBORLA, na zona industrial.

Após o que ela afirmou acima, observei as ditas canecas com olhar analítico e demorei um pouco até exprimir opinião sobre as mesmas. A minha filha suspeitando que havia a possibilidade de eu não as trazer disse-me:

– São sem dúvida prendas que também iriam agradar a todos os pais e mães.

Bem, a graxa resultou e no saco vieram para casa as ditas canecas, porque a mãe decidiu que os argumentos eram válidos, ou melhor, porque a mãe também se apaixonou pelas canecas, mas não admitiu.  Para além disso, o Dia do Pai estava próximo e o Dia da Mãe seria pouco tempo depois. Para a criança ficariam acautelados o gesto e a intenção.

Ao chegar a casa, e como de prendas se tratavam, a minha filha resolveu escondê-las longe do olhar do pai, para que fosse, pelo menos para ele, surpresa no Dia do Pai. Contudo, passaram-se os respetivos dias do pai e da mãe e, com ofertas escolares e caseiras à mistura, as ditas canecas continuaram escondidas e esquecidas. Ninguém se lembrou delas. Até ontem, claro, quando, do nada a minha filha falou nas mesmas. Naquele instante, decidiu que sendo a intenção inicial que as canecas fossem prendas para os pais, ela iria entregá-las, mas com uma receita incluída, a jeito de compensação, como de juros de mora se tratasse. Achei piada. E esse dia foi precisamente hoje: Dia da Criança.

Um smoothie e um sumo feitos e fotografados “à la minute” porque era cedo e dia de escola.

E, sim, as canecas são lindas! Não me arrependo nada de as ter comprado!

Sumo de morango

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Sumo de morango

  • 8 morangos
  • 1 maçã
  • 1 colher de sopa de mel
  • água até obter a consistência desejada

Lavam-se os morangos e retiram-se-lhes os pés. Reservam-se.

Descasca-se a maçã.

Num copo liquidificador, trituram-se os morangos com a maçã, juntando aos poucos água até obter a consistência desejada. Adoça-se a gosto com mel ou com açúcar mascavado.

Serve-se com pedras de gelo. Se os morangos estiverem refrigerados não é necessário juntar gelo.

 

Smoothie de uva-da-serra (ou mirtilo açoriano)

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Smoothie de uva-da-serra

  • uma mão cheia de uva-da-serra congelada
  • 1 banana congelada
  • 1 maçã congelada
  • 1 iogurte natural
  • leite magro q.b
  • mel a gosto
  • uma pitada de canela

No copo liquidificador, trituram-se as frutas com o iogurte. Adiciona-se leite magro até se obter a consistência desejada. Adoça-se com mel e com uma pitada de canela.

A açorianidade saboreia-se

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É raro o domingo que eu não dê um saltinho à Feira do Gado na Vinha Brava, da qual já falei aqui anteriormente. De facto, esta rotina dominical tem contribuído para que abasteçamos a casa semanalmente de legumes e frutas frescas, regionais e biológicas. Naquele espaço reside a alma e o trabalho árduo de muita gente, a génese da ilha e uma fração da açorianidade, que eu faço questão de enaltecer sempre que posso.

Seguindo esta linha de pensamento, de que os produtos locais e estivais são os mais saudáveis e saborosos, decidi aceitar o convite da empresa EMATER para dinamizar, nos quatro supermercados Guarita e no mês de junho, oito showcookings totalmente dedicados aos produtos regionais. Nesta receita está a prova de que nem tudo o que é tradicional tem de ser calórico e açucarado. Esta é uma receita vegetariana saudável e repleta de sabor.

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Legumes assados com azeitonas do Porto Martins, Tomilho e Rosmaninho

Ingredientes

  • cenoura
  • alho-francês
  • curgetes pequenas
  • cebola roxa
  • pimento amarelo
  • pimento encarnado
  • azeitonas em salmoura do Porto Martins
  • Tomilho e rosmaninho fresco
  • sal
  • moinho de pimentas
  • azeite

Preparação

Lavar e picar os legumes a gosto, temperar com sal, moinho de pimentas, azeite, ramos de tomilho e de rosmaninho, juntar as azeitonas e levar ao forno a assar.

É Bísaro! É bom…ou melhor…muito bom!

Da última vez que visitei Trás-os-Montes, tive a oportunidade de conhecer o restaurante típico D. Roberto e a Salsicharia Tradicional Bísaro, ambos localizados na aldeia de Gimonde, em Bragança. É um local de paragem obrigatória por diversos motivos: pela genuinidade da ementa apresentada, com enchidos e carne de produção própria, pelo ambiente rústico e acolhedor, e pela simpatia dos proprietários. Para além disso, tem a melhor ginginha de Bragança e arredores!
Apreciem os pormenores deste espaço lindíssimo!

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Arancini…e as experiências italianas continuam cá por casa

Os arancini são um produto tradicional da culinária da ilha da Sicília, na Itália. Consistem num pastel de arroz frito recheado com um molho de carne picada. Por vezes, é também preenchido com molho de tomate, queijo, ervilhas ou outros ingredientes como frutos secos: tomate, pistácios, etc. O nome arancino é derivado da palavra italiana arancia, que significa laranja, devido à sua semelhança com este fruto.

O arancino foi inspirado pelos árabes, que habitaram a região e consumiam arroz e açafrão, com ervas e carne. A parte panada foi introduzida na corte de Frederico II, como forma de conservar durante mais tempo o alimento, quando fosse necessário transportá-lo, em viagem, na caça ou no trabalho no campo.

Em Palermo, celebra-se anualmente o dia de Santa Luzia, em 13 de dezembro, sendo tradicional o consumo de arancini com vários recheios e formas.

Tradicionalmente, o arroz é cozido e depois misturado com manteiga e queijo pecorino, devendo em seguida ser arrefecido numa tábua de mármore. Depois, os pastéis são moldados com a forma desejada, colocando-se no meio uma porção do recheio a gosto. Por fim, são passados por farinha (facultativo), ovo batido e pão ralado, ficando assim prontos para serem fritos. Em Palermo, é comum usar-se açafrão para conferir uma tonalidade dourada ao arroz.

Muitas vezes, os arancinis são feitos com sobras de risotto, como foi o caso deste, que foi confecionado de acordo com  a receita de risotto de chouriço publicada recentemente.

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Retirei do frigorífico as sobras de risotto e moldei bolas com o tamanho de brigadeiros. Se a massa estiver a agarrar muito nas mãos, o que normalmente não acontece se o arroz estiver frio ou refrigerado, pode molhar as mãos com água para facilitar.

Depois de feitas as bolinhas, bata um ovo inteiro com um garfo e passeos aracini pelo ovo e de seguida por pão ralado. Se o arroz não estiver muito consistente, convém passar as bolas por farinha, antes de passar pelo ovo.

Frite em óleo bem quente e abundante, para que as bolinhas fiquem cobertas e não em contacto com o fundo do tacho. Passado poucos segundos depois de serem mergulhadas no óleo, ficam a boiar e rapidamente douradas.

Retire-as com uma escumadeira e coloque-as a escorrer em papel de cozinha.

Sirva os arancini com molho de tomate, aioli ou molho de iogurte.

Acompanhei com aioli e com rodelas finas de kumquat. Este citrino casou muito bem com o risotto de chouriço, conferindo frescura.

Para fazer o  molho aioli,  separe as gemas das claras dos ovos.

Assim que tiver as gemas separadas, acrescente os alhos picados e o sal a seu gosto.

Assim que tiver todos os ingredientes no mesmo recipiente, tem que mexê-los até que consiga uma massa uniforme.
Adicione o azeite. Para isso, primeiro tem que deixar cair gota a gota e ir aumentando a quantidade de azeite até que por fim consiga a consistência desejada.
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