Batido de kefir e uva da serra

Quero dias cor-de-rosa
Quero dias azuis
Quero mares calmos.
Quero ar livre, descanso e calor
Chega de frio
Chega de vento
E chega de dias molhados de cinzento

Batido de kefir e uva da serra_foodwithameaning

O kefir é presença obrigatória em todos os meus pequenos almoços.
Normalmente consumo-o puro com granola. Outras vezes, adoço-o com frutas, mel ou compotas.
Esta combinação que hoje trago é uma das minhas favoritas. Não sendo a altura das bagas de uva da serra, optei por fazer o batido com uma porção desta fruta congelada. Igualmente delicioso.
Poderão optar por quaisquer outros frutos, mas pessoalmente elejo os frutos vermelhos os silvestres e os tropicais.

Vamos então à humilde receita.

Ingredientes para um copo

300 ml de kefir (de 24 horas)
2 colheres de sopa de bagas
1 colher de sopa de mel
1 colher de sopa de compota de frutos silvestres ou vermelhos

Coloca-se todos os ingredientes no copo da varinha mágica ou num copo liquidificador e tritura-se até se obter a consistência desejada.

Batido de kefir e uva da serra_foodwithameaning

Experimentem este batido fresquinho. Ainda fica mais saboroso.

Outra sugestão de batido com kefir/quefir.

Panquecas com kefir

Crepes de chá verde com nata e caramelo

Os fins de semana são palco de panquecas e crepes. Há tempo para preparar com calma o pequeno-almoço,  para estender a toalha sobre a mesa, para dispor  as chávenas e os pires, os talheres da manteiga e da compota, o jarro de sumo e a cafeteira e para escolher os guardanapos preferidos das crianças.  Sou pela manhã  a primeira a ouvir os pássaros, que se alimentam das primeiras minhocas depenicadas do relvado verdinho. O resto da casa ainda dorme. Na cozinha, abro o armário das tupperware e retiro sempre a mesma marmita amarela. Começo, quase que instintivamente, a adicionar os ingredientes necessários, medindo-os com o copo medidor e adicionando-os à tigela de plástico.

Domingo houve crepes para o pequeno-almoço.

Crepes de chá verde, nata e caramelo_foodwithameaningCrepes de chá verde, nata e caramelo_foodwithameaning

Ingredientes

150 g de farinha de trigo
200 ml de chá verde aromatizado com nata e caramelo
200 ml de leite
2 ovos
30 g de manteiga
30 g de açúcar
1 colher de café rasa de sal
1 colher de café rasa de aroma de baunilha

Preparação

1. Derreter a manteiga no micro-ondas.
2. Colocar todos os ingredientes num recipiente e triturá-los com a varinha-mágica.
3. Aquecer uma frigideira antiaderente em lume médio.
4. Untá-la com um pouco de manteiga ou óleo (utilizo em spray)ao confecionar cada crepe.
5. Com uma concha, colocar massa suficiente para cobrir todo o fundo da frigideira de forma homogénea.
6. Assim que o crepe começar a revirar os bordos deve virar-se para o dourar do outro lado.

Nota 1. Para fazer o chá utilizei uma colher de sopa do chá acima descrito.
Nota 2. Deixei que o chá arrefecesse antes de o adicionar aos restantes ingredientes.

Os crepes podem ser acompanhados com compota, fruta fresca e chantilly, gelado, creme inglês ….

A nossa opção desta vez foi o chocolate.

Crepes de chá verde, nata e caramelo_foodwithameaning

Gripe e panquecas….uma associação possível.

Pois é, aqui a guerreira que nunca adoece foi derrubada pela gripe. E as mães doentes fazem com que as casas fiquem em lume brando. Sabem com certeza a que me refiro. Não é que tudo pare à nossa volta mas deparamo-nos com algumas coisas que se acumulam resultado da ausência dos gestos quotidianos das mães: o brinquedo que fica mais do que um dia esquecido no mesmo sítio; as refeições que se aligeiram ou se compram feitas; as roupas que não recebem o tratamento estipulado no livro de ponto doméstico. Não acrescento mais pormenores por não ser preciso. Mesmo assim, e com o intuito de lutar contra as intempérides, não recusei o pedido das crianças. E estas panquecas surgiram hoje para o pequeno almoço de sábado com sacrifício.

Inspirei-me nas panquecas da Gisela com trigo sarraceno e na decoração das panquecas integrais de maçã da Susana. E surgiram estas, com  adição de canela e noz-moscada adoçadas com maple syrup, uma gentil prendinha da Diana que fez toda a diferença nestas panquecas.

Ingredientes

160 g de farinha de trigo

100 g de farinha trigo sarraceno

50 g de açucar

2 colheres de chá de fermento

1/2 colher de chá de sal

340 g de leite

1 ovo grande

35 g colheres de sopa de manteiga

canela e noz-moscada a gosto

Preparação Bimby

Deitar todos os ingredientes no copo e programar 20 segundos, velocidade 5.

Untar levemente uma frigideira com manteiga, levar ao lume, e quando estiver quente  fazer as panquecas, deitando pequenas porções de massa. Assim que começar a fazer pequenas bolhas é altura de virar para cozer do outro lado.

Preparação Tradicional

Numa taça deitar todos os ingredientes e com a ajuda de uma batedeira, bater bem até estar tudo bem incorporado.

Para fazer as panquecas proceder como está indicado anteriormente.

E depois da tempestade…vêm…os brioches

Esta semana tem sido palco de eventos surreais. O jantar com David Lynch acabou em tremor de terra. Na madrugada de hoje assisti à maior tempestade da minha vida. Uma noite de tormentas para sempre lembrada, onde o vento alucinado imperava, levantando os telhados e destruindo as hortas por onde passava, e as chuvas feriam o solo como agulhas, encharcando-o e forçando-o a matar a sede. A força das águas transbordava ribeiras, fazia deslizar terrenos e deitar ao chão muros de pedra. Os clarões dos raios antecipavam trovoada intensa e amedrontavam pela sua intensidade e proximidade. As preces a Santa Bárbara multiplicavam-se por toda a ilha numa condição de medo subalterno. O mar mostrava-se enfurecido e espumava de raiva contra os rochedos, transfigurando-se em mil Adamastores. Uma natureza dantesca que na escuridão montava um cenário de suspense contínuo.
Cá em casa, a intensa chuva batia na claraboia retangular do corredor dos quartos como se de um teclado de piano se tratasse. De lá transpirava uma melodia cadenciada frequentemente interrompida pelo clarão do raio e pelo estrondo do trovão que impedia sem piedade a concentração no sono.

A manhã pediu um pequeno-almoço quentinho. Do forno saíram estes brioches.

Ingredientes (para 10 pãezinhos)

150 g de leite

1 pitada de sal

50 g de açúcar

50 g de margarina

3 gemas de ovo

1/2 saqueta de fermento seco (cerca de 5 g)

400 g de farinha

1 gema de ovo para pincelar

Coloque no copo da Bimby o leite, o sal, o açúcar, a margarina e programe 1Min/37º/Vel 2.

Junte as gemas, o fermento e programe 10 seg/vel 2.

De seguida adicione a farinha e programe 1 MIn/Vel espiga.

Faça bolas pequenas e coloque-as num tabuleiro de forno polvilhado com farinha. Pincele a superfície com gema de ovo e leve a forno pré-aquecido a 50ºC durante 20 minutos para que dobre de volume.

Aumente a temperatura para 180ºC cerca de 25 minutos.

Fonte: Bimby. As Receitas Essencias, pág.58.

Bom fim-de-semana (por cá precisávamos que assim fosse)

Um batido para o pequeno-almoço da Sú e o prazer de folhear livros de culinária

Por norma quem gosta de cozinhar vai investindo ao longo dos anos em livros de culinária. Nacionais ou estrangeiros, de chefes conceituados ou não, mais generalistas ou bastante específicos, comprar livros torna-se um verdadeiro vício, sendo muitas vezes difícil de resistir à tentação de uma capa que coloca em destaque pratos que obrigam os olhos a comer primeiro. Livros que lançam às mãos o desafio imediato de folheá-los e de ao mesmo tempo ir imaginado paladares, ocasiões, lugares… Recordo com bastante presença de memória os primeiros livros de culinária que comprei. Curiosamente nem foram ao longo do tempo os mais significativos em termos de receitas, mas facultaram-me desde sempre o prazer de admirar os pormenores das receitas e das ilustrações.Muitos foram comprados em feiras e saldos e guardo-os junto de todos os outros porque todos têm a minha estima por igual, apesar de o tempo (a fatídica humidade do ar açoriano) não lhes atribuir tratamento idêntico. No Receitas ao Desafio fiz há tempos referência ao livro A Mulher na Sala e na Cozinha, cujo post podem ver aqui. Este livro, como muitos outros da minha biblioteca, foi-me oferecido pela minha irmã. Ambos os meus irmãos são os responsáveis por muitos dos livros de culinária que tenho. A cada aniversário enchem-me com a surpresa de um novo livro. E sabem que fico radiante com isso. Este post serve também para agradecer-lhes o gesto.
Foi ao folhear um dos livros de culinária que me inspirei numa receita para participar no desafio lançado pelo blog Suvelle Cuisine que comemora o seu primeiro aniversário.

Para o pequeno almoço da Sú, cujo blog segue o lema “Nós somos aquilo que comemos”, fiz um batido de morango, maçã e muesli ligeiramente aromatizado com menta e adoçado com uma colher de chá de mel.



fonte: O Melhor das Nossas Famílias
Bimby

What’s for brunch? Bacon and Eggs!

Este domingo foi assim. Não foi dia de panquecas ao pequeno-almoço mas hora de brunch, uma mistura de pequeno-almoço e almoço para quem se deixou levar pela preguiça.

Bacon and Eggs (ovos mexidos com bacon)

para 2 adultos e 2 crianças

8 tiras fininhas de bacon
6 ovos
noz-moscada
pimenta preta
sal

Esta é uma receita sem muita ciência (como dizem os antigos). De facto, consiste em colocar os ovos inteiros numa tigela, mexê-los com um garfo, temperá-los com sal, noz-moscada e pimenta preta a gosto.
Numa frigideira anti-aderente, verte-se o preparado e vai-se mexendo com uma colher de pau até se obter a consistência desejada.
Ao mesmo tempo, em outra frigideira, colocam-se as tirinhas de bacon e deixam-se fritar até o bacon ficar frisado e um pouco estaladiço.

Acompanhámos com pão caseiro e limonada. E soube-nos bem.

Compota de Goiaba

Todos os anos fazemos compota de goiaba. Já é tradição na minha família. Confesso que não é das mais rápidas de fazer no que diz respeito à preparação do fruto. Mas pior do que a compota de goiaba é mesmo a de uva em que temos de ter a paciência de abrir cada bago a meio e retirar todas as grainhas. Com a goiaba é quase a mesma coisa. Cortamos o fruto a meio e com uma colher retiramos-lhe toda a polpa que se encontra envolvida pelas sementes. Não é nada agradável encontrar-se uma semente de goiaba enquanto se saboreia o doce, garanto-vos. Há quem descasque o fruto, mas nós não o fazemos. Apenas o lavamos muito bem e retiramos a parte cimeira. Depois de se retirar a polpa, ficamos com umas tigelinhas de goiaba. Cortamo-las em quatro e pesâmo-las. Cá em casa usamos a mesma quantidade de açúcar para o peso da fruta porque a goiaba é um fruto não muito doce que comporta um travo resinoso (não sei descrevê-lo de outra forma), logo não costumamos reduzir no açúcar. Podem, no entanto, fazê-lo, se preferirem uma compota menos doce.
Numa panela colocamos o açúcar e o fruto e deixamos que ambos destilem.
Sempre em lume brando, vamos vigiando o doce, mexendo com uma colher de pau.
Quando estiver quase pronto, trituramo-lo com a varinha mágica para que fique suave e lustroso.

Panquecas de Baunilha e Chocolate, um casamento perfeito

href=”http://foodwithameaning.files.wordpress.com/2011/12/dsc08835_blog.jpg”>Ao contrário do que se passa no grande clássico de Sveva Casati Modignani, Baunilha e Chocolate, este casamento não esteve em crise. Aqui combinaram muito bem o chocolate e a baunilha. Esta receita surgiu esta manhã em jeito de ebony and ivory (side by side in harmony), resposta a dois desejos diferentes de crianças que acordaram famintas e que não conseguiram chegar a acordo. E porque não satisfazê-las? Para elas os fins de semana cheiram sempre a panquecas e quiseram que o feriado se adornasse com o mesmo perfume. Estas panquecas bicolores foram elaboradas com a ajuda de mãos pequeninas que espalharam aromas e sabores pela casa nova, onde ainda se sentem “a brincar às casinhas”.

E deu gosto vê-las a saborearem este pequeno-almoço com satisfação e avidez para depois voltarem para as suas brincadeiras, que já vão sendo diferentes.

Selecionei dois recipientes e em cada um coloquei os ingredientes que abaixo enumero.

Admito que por vezes perdi a noção das quantidades porque estava a monitorizar duas tigelas e duas crianças com timings de confeção característicos das suas idades. Assim, esta receita foi praticamente feita a olho, ou melhor, sob a supervisão de seis olhos que se dispersaram algumas vezes. Este facto originou 21 panquecas, um absurdo, é verdade, mas elas sentiram a satisfação de saberem que restariam panquecas para o lanche (e para o pequeno-almoço do dia seguinte).

Os ingredientes usados foram estes:

Para as panquecas de baunilha
- 2 ovos
- 300 g de farinha com fermento
- 2 colheres de sopa de maizena
- leite q.b
- 2 colheres de sopa de açúcar
- 1 pitada de sal
- essência de baunilha a gosto

Para as panquecas de chocolate
- os ingredientes acima descritos com exceção da baunilha
- 3 colheres de sopa de cacau magro ( poderão fazer com chocolate em pó mas desconfio que ficarão mais doces e menos acastanhadas)

Misturei os ingredientes em cada um dos recipientes com a varinha mágica. Poderão também utilizar a Bimby, mas deverão fazer primeiro as de baunilha e depois utilizar o copo para misturar as de chocolate.Coloquem a borboleta e marquem 2 minutos na velocidade 4.

Depois é só colocar os preparados numa frigideira anti-aderente em lume brando, esperar que cozam de um lado e com espátulas de madeira voltar as panquecas para cozinharem a outra face. Utilizei duas frigideiras simultaneamente porque reparei que tínhamos feito massa para um regimento de infantaria.

Servi com mel e xarope de ácer mas houve quem as barrasse com manteiga. Gostos não se discutem, não é verdade?

Patrícia